sábado, julho 02, 2011



Jesus e os dias de hoje 

 Momento Espírita


Aqueles dias, nos quais esteve Jesus cantando as glórias de Deus, pelas terras da Palestina, eram dias de grandes dificuldades morais.


As aflições, dramas pessoais, dificuldades de relacionamento, de entendimento entre povos e culturas faziam-se constantes.


A incompreensão, o preconceito, a preocupação com a aparência externa e com o aspecto social era a tônica, nos relacionamentos, principalmente nas classes mais abastadas.


Não muito diferente dos dias de hoje. Em termos morais e valores íntimos, ainda somos muito parecidos com aqueles que encontraram Jesus, durante Seu périplo de amor.


Os dramas vivenciados há mais de dois mil anos, na intimidade daquele povo, se assemelham muito aos desafios emocionais que hoje enfrentamos.


Por isso, os conselhos de Jesus são ainda tão atuais.


Ele falava para um povo que vivia em um mundo sem recursos tecnológicos, utilizava de analogias e comparações que pudessem ser compreendidas, pelas gentes simples.


Não obstante, Seus conceitos e orientações são ainda atuais.


Jesus não Se preocupava com as coisas do mundo. Ensinava as coisas da alma.


Sem preocupar-Se com os valores temporais, era, por excelência, o Sábio dos valores da alma, que os conhecia em profundidade.


Assim, Seus conceitos atravessaram os séculos chegando até nós com atualidade arrebatadora.


Nestes dias onde o estresse emocional e a ansiedade são doenças crônicas, Jesus nos aconselha a deixar a cada dia suas próprias preocupações e necessidades, sem nos afligirmos com o futuro desconhecido.


Ensina-nos a ter confiança e fé em Deus. Serve-Se do exemplo das aves dos céus, que não semeiam, nem ceifam e dos lírios do campo, que não tecem, nem fiam, mas têm uma beleza incomparável, para falar da Providência Divina.


Alerta-nos a não termos atitude inercial, esperando um salvacionismo ilusório, dizendo-nos que é necessário buscar para achar e bater para que as portas se abram.


Nestes dias onde, muitas vezes, nos colocamos como omissos e descomprometidos com nossa vida em sociedade, Jesus nos fala que somos o sal da Terra. E o sal deve atender à sua finalidade de preservação e de sabor.


Quando se mostra tão frequente o descrédito com o ser humano, Jesus nos alerta que somos a luz do mundo e que devemos fazê-la brilhar em nós, através das boas obras que somos capazes de executar.


Nestes dias onde o ter costuma sobrepujar o ser, onde a cobiça e o comprar são as grandes sensações, é Jesus que nos alerta para não nos preocuparmos com tesouros que a traça e a corrosão consomem.


E mais: que onde estiver nosso tesouro, aí estará nosso coração.


Os conceitos de Jesus talvez jamais tenham sido tão importantes como nos dias desafiadores que registra a Humanidade.


Nestes dias, onde os valores e as instituições são questionadas e abalam-se, perante a sociedade e os homens, Jesus prossegue como Modelo e Guia.


É Ele a referência indispensável para bem atravessarmos os mares encapelados da atualidade, para que Sua luz seja o farol que nos haverá de conduzir ao porto seguro que nos aguarda, após a tempestade.



Redação do Momento Espírita.

Disponível em www.momento.com.br

sexta-feira, julho 01, 2011



Reverência à vida 

Momento Espírita 


Os ecologistas, no mundo inteiro, lutam pela vida. Asseveram que se o homem não cuidar do meio ambiente, zelando pela fauna e a flora, a natureza lhe responderá, pela própria lei de ação e reação, de forma agressiva, e a vida se tornará inviável na Terra.


É assim que lutam pela não extinção das baleias, pelo respeito aos golfinhos, ao mico-leão dourado, e outros tantos espécimes ameaçados, cuja existência já se encontra comprometida, por causa da atuação predadora do homem.


Observam-se grupos lutando, no mundo inteiro, para saciar a fome que infelicita comunidades e nações. E as imagens televisivas nos sensibilizam, conclamando-nos ao auxílio, mostrando-nos crianças esquálidas, seios sem leite sugados com avidez por bebês mirrados, homens e mulheres em incrível situação de penúria.


Ao lado de tantos que assim batalham pela vida, existem os que lutam contra ela. São os defensores do abortamento, apresentando seus motivos que vão desde as questões do comodismo a dificuldades financeiras, preconceitos e filhos indesejados.


Se soubessem tais defensores como se opera o milagre da vida e do empenho do Espírito que deseja renascer, quiçá pudessem reverter suas propostas.


Pois tudo começa na doce intimidade da trompa feminina, como uma doce esperança, uma delicada primavera.


Como se fosse um planeta perdido no espaço, o óvulo é ejetado pelo ovário na Trompa de Falópio, e ali permanece fértil por um período de 24 horas.


Um halo luminoso o circunda. São as células nutrientes que alimentam a semente de vida.


Enquanto isso, os espermatozoides utilizam suas caudas, agitando-as com rapidez e cerca de 100 deles chegam até à célula feminina.


Eles removem, febrilmente, as células nutrientes que envolvem o óvulo e agitando ainda vigorosamente suas caudas, giram como uma broca, na tentativa de furar a parede externa do óvulo.


Embora quase uma dúzia de espermatozoides esteja prestes a furar o invólucro, ao mesmo tempo, quando um deles consegue, ocorre um fato extraordinário: a mulher concebe.


É neste momento exato que o Espírito se une à célula ovo e, desde então há vida.


Eis porque interromper a gravidez, em qualquer momento, é sempre crime. É por esse mesmo motivo que as sensíveis aparelhagens ecográficas nos mostram o pequenino ser, lutando no interior do útero, pela vida, quando se sente ameaçado.


É por isso mesmo que os Espíritos Superiores nos conclamam a lutar sempre e sempre pela vida, defendendo esses pequeninos seres que se preparam para nascer e procuram o melhor lugar: o útero materno.


Local que deveria ser sempre sua melhor defesa e que, por vezes, se transforma em um palco de guerra, com combatentes armados somente de um lado, enquanto do outro, permanece a vítima, indefesa, sem ninguém que lhe possa ouvir os gritos silenciosos de horror e de agonia.

* * *

Há crime sempre que se transgride a Lei de Deus.


Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.



Redação do Momento Espírita com utilização do item 358de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.

Disponível em www.momento.com.br



Nunca desista de seu filho


Momento Espírita


De algum tempo, um tipo está se tornando comum nas famílias: aquele jovem de cabelos caídos sobre os olhos, calças largas com o fundo na altura dos joelhos, camisa folgada e o olhar voltado para o chão.


Num estranho paradoxo, ao tempo em que não quer ser notado, chama atenção pela forma de se vestir e se comportar.


Afinal de contas, como entendê-lo? Como se aproximar desse jovem que tenta se isolar do mundo embora se movimente em meio aos demais familiares?


Ele quase não fala. Emite monossílabos, afirmando ou negando, quando questionado sobre algum assunto que lhe diz respeito.


Embora difíceis de entender e de amar, são jovens que, de alguma forma, estão pedindo socorro, desejam que alguém os ajude a sair da concha na qual se colocaram na tentativa de fugir da realidade.


Apesar da situação difícil, os pais conscientes não deixam de semear no solo da inteligência deles e esperam que um dia suas sementes germinem.


Durante a espera pode haver desolação, mas, se as sementes são boas, um dia germinarão, mesmo que os filhos tomem o caminho das drogas, desrespeitem a vida e não parem em emprego algum.


Talvez alguns pais estejam vivendo uma situação dessas. Seus filhos estão vivendo profundas crises. Eles recusam um tratamento e são indiferentes às lágrimas das pessoas que os amam.


O que fazer, então? Desistir deles? Certamente não, mas comportar-se como o pai do filho pródigo.


O filho desistiu do pai, mas o pai nunca desistiu do filho.


O filho partiu, mas o pai aguardou. O pai esperava diariamente que ele aprendesse, na escola da vida, as lições que não aprendeu com seus conselhos amorosos.


Por fim, a grande vitória. A dor rompeu a casca das sementes que o pai plantou e lapidou silenciosamente a personalidade do filho.


Ele voltou. Adquiriu profundas cicatrizes na alma, mas estava mais maduro e experiente. O pai não condenou o filho injusto, mas fez-lhe uma grande festa.


Ninguém compreendeu. Mas não é necessário, pois o amor é incompreensível.


Seguindo o exemplo do pai do filho pródigo, citado na parábola, jamais deveremos abandonar a batalha da educação.


Podemos chorar, mas jamais desanimar.


Podemos nos ferir, mas jamais deixar de lutar.


Devemos ver o que ninguém vê. Enxergar um tesouro soterrado nas rústicas pedras do coração dos nossos filhos indiferentes.


* * *

Nunca desista de seu filho!


Quanto mais rebelde, mais necessita do seu aconchego.


É sempre bom lembrar que, sob essa aura de rebeldia do jovem ou do adolescente, tem uma criança frágil pedindo socorro.


Se os pais desistirem dele, quem lhe dará atenção e carinho?


Quem irá recebê-lo quando, um dia, açoitado pelas tempestades da vida ele retornar, sofrido, com profundas cicatrizes na alma, mas ainda menino?


Sim, aquele menino que um dia você segurou nos braços com tanta ternura...


Pense nisso, e nunca desista de seu filho!



Redação do Momento Espírita, com base no cap. 7, pt. 1, do livro Pais brilhantes - professores fascinantes, de Augusto Cury, ed. Sextante.

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Profissionais liberais


Momento Espírita



Em determinada publicação, encontramos um interessante anúncio intitulado: Profissionais liberais. Precisa-se!


Grandiosa obra de renovação do mundo precisa urgentemente de profissionais liberais diversos para as seguintes funções:


Engenheiros - que edifiquem pontes para aproximar mais as pessoas entre si, na construção da verdadeira fraternidade;


Advogados - para que defendam as causas da justiça e do bem;


Psicólogos - com grande poder de penetração no complexo mundo interior das criaturas para que consigam ajudar, de maneira direta e simples, as pessoas a se relacionar entre si e a viver em paz. Especialmente as que vivem sob o mesmo teto, nos agrupamentos familiares;


Dentistas - que, melhorando o aspecto bucal dos pacientes, consigam descontrair-lhes também a face e estimulá-los a sorrir. Sorrir sempre, a fim de amenizar as tensões da vida;


Professores - de todas as matérias, que saibam promover a formação integral da personalidade dos novos habitantes que diariamente aparecem no cenário do mundo, através dos renascimentos.Que levem em conta a formação moral dos educandos, com a base do Evangelho de Jesus, para o pleno desenvolvimento do ser;


Cirurgiões - para extirpar do íntimo do homem, sem lhe mutilar o ser, as raízes do mal que ali ainda insistem em habitar;


Economistas - que, além de resolver devidamente os problemas de ordem material da coletividade, sejam capazes de fazer ver ao homem que as questões relacionadas com o abastecimento, produção e distribuição de bens e serviços são o mais elementar dos desafios da evolução.


Que interesses mais altos esperam por suas iniciativas, como seja o aperfeiçoamento do saber, o vasto mundo da arte etc;


Enfermeiras dedicadas - que saibam tratar não somente das lesões do corpo, como também amparar os acidentados da alma, os que se envolveram nos lamentáveis sinistros do ódio, da paixão arrasadora, do egoísmo, dos atritos, dos vícios, de modo a corrigir com paciência e amor as causas dos desequilíbrios humanos.


Todos esses profissionais e quaisquer outros trabalhadores sinceros serão prontamente admitidos, no maior número possível, na grande obra de preparar uma nova civilização, onde sejam reais as palavras felicidade, justiça, prosperidade e paz.

* * *

Para realizar a obra de renovação do mundo, nenhum de nós precisa sair do local onde se encontra, nem se desvincular daqueles com quem convive.


Todos os percalços e entraves que, porventura, encontremos na família, no local de trabalho, devem simplesmente constituir estímulo para que trabalhemos mais depressa, a fim de abreviar o advento da nova era de paz e harmonia, fraternidade e beleza, que todos aguardamos.



Redação do Momento Espírita, com base no artigo Profissionais liberais: precisam-se!, de Lauro F. Carvalho, publicado no jornal Mundo Espírita, de janeiro de 1992, ed. Fep.

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