Minutos de Paz !

domingo, setembro 04, 2011





Decisão de Ser Feliz

Joanna de Ângelis

Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.


É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência, que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.


Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes, e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.


És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e, depois dele, como resultado dos teus atos…


Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.


É relevante que o teu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.


Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.


Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até lograr sua meta – alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental para a contínua busca.


Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.


Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr sua meta.


Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não-violência e da liberdade para o seu povo.


E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.


Todos quanto anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram simpatia e animosidade no mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.


Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem. Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido. Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.


Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.


A vida é benção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.


Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias.

FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sexta-feira, setembro 02, 2011









Razão ou coração?





O Espiritismo ensina que todos os Espíritos são criados por Deus em estado de ignorância e simplicidade.



Eles possuem o embrião de todas as virtudes. Mas necessitam das experiências da vida para desenvolver o seu infinito potencial.


No universo não há privilégios ou injustiças. Cada qual ocupa uma posição adequada ao seu estágio evolutivo e as suas necessidades de aprendizado.


Na jornada para a plenitude, as asas do conhecimento e da moralidade gradualmente despontam em toda criatura.


Mesmo quem hoje parece um pervertido adquirirá a máxima pureza. Tudo é uma questão de tempo e de esforço. A criatura que parece privilegiada pela vida, na verdade trabalhou mais o seu interior.


Talvez seja mais velha do que as demais, por ter sido criada antes. Mas certamente já trabalhou muito. Afinal, o mero passar do tempo pouco ensina. É o que ocorre em uma escola. De nada adianta o aluno ser mais velho do que os demais de sua classe. Se não aprende a lição, não é promovido para a etapa seguinte.


A angelitude é um estado de consciência de quem muito conhece e muito ama.


Freqüentemente se ouve falar de embates entre a razão e o sentimento


Em face de determinada situação, a criatura não sabe qual rumo tomar.


Seu coração anseia por determinada solução, mas a razão aponta para outra saída.


Esse gênero de dúvida revela a pouca compreensão que ainda temos da finalidade da vida.


Ninguém nasce a passeio ou apenas para realizar fantasias.


Todos trazemos uma programação a cumprir, que invariavelmente visa a nossa evolução, o nosso aperfeiçoamento.


O objetivo de nossa vida sempre será o desabrochar do anjo que em nós reside.


Esse objetivo identifica-se com a aquisição da sabedoria e do amor. Ocorre que amor não é sinônimo de desejo. Essa sublime energia rege o universo. Ela desperta em nós o ideal de auxiliar o próximo a ser feliz.


Mas a razão nos diz que a felicidade depende do dever bem cumprido. Ninguém pode ser genuinamente feliz com a consciência pesada. Assim, o coração e a razão nunca entram em contradição, para quem compreende o seu real papel em face da vida.


Nossos amores não nos pertencem. Eles são filhos do divino pai, que os criou para uma meta transcendente e maravilhosa. Nosso papel é o de ajudá-los a atingir essa meta tão sublime. Amar não implica ser conivente ou livrar o próximo do trabalho que lhe compete.


Amar não significa manter o ser amado ao nosso lado, quando ele deseja viver outras experiências. Amar é auxiliar a ser feliz, a ser melhor, a crescer para Deus.


A razão lúcida ilumina e dirige o coração. O coração que aprendeu a amar suaviza e dulcifica o raciocínio.


A sabedoria e o amor são duas energias que se complementam, na perfeita harmonia da vida.


Nem determinações duras e implacáveis, nem pieguice e conivência com equívocos.


Quem ama e sabe, educa e ampara.


Acalenta, mas liberta.



Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br





quinta-feira, setembro 01, 2011


Herói de todo dia


Já percebeu que nas histórias em quadrinhos e nos desenhos animados o herói está sempre disposto a salvar, a ajudar, a socorrer?


Nessas histórias, o personagem herói é sempre incansável, não mede esforços para ajudar, e é capaz de esquecer das suas vontades e desejos quando precisa agir.


Porém, você se deu conta de que esses heróis também existem no mundo real? Já conseguiu perceber que a vida está repleta desses grandes heróis?


Como alguns heróis dos quadrinhos, esses também, que encontramos no nosso cotidiano, não fazem questão da fama e do sucesso. Eles preferem o prazer do anonimato, onde a glória e a fama são plenamente substituídas pelo sentimento do dever cumprido.


São heróis nossos de cada dia, todos aqueles capazes de chegar ao lar, após um dia intenso, onde o peso do mundo parece descer sobre os ombros, e ainda ter disposição para brincar de pega-pega ou de cavalinho, com os pequenos que os esperam ansiosos.


Não há como não chamar de heróis aqueles capazes de deixar de lado relatórios, e-mails e trabalhos, abrindo mão dos compromissos profissionais levados para casa, somente para escutar as aventuras e sonhos do universo infantil.


É um heroísmo ser capaz de não perder a sensibilidade com as lutas da vida e os compromissos que se sucedem, e entender que o tempo gasto para responder sobre a cor do céu ou as dúvidas mais surpreendentes da vida não é perda de tempo, mas investimento na vida daquele que ama.


Esses heróis são capazes de ensinar com a leveza da alma e a firmeza do agir, sobre os valores da vida, sobre a honestidade, o respeito ao próximo e a retidão do caráter como indispensáveis para a vida.


E para nos ensinar essas coisas, como todo bom herói, esses não gostam do discurso, da frase feita ou do grande diálogo. Ensinam-nos pela melhor pedagogia: a do exemplo.


Nossos heróis anônimos são capazes de dar uma escapadinha da correria do cotidiano só para ver um jogo de bola, ou uma singela apresentação musical, ou uma declamação de poesia que seja... mesmo que ela tenha não mais que quatro versos.


Fazem não por eles, mas porque sabem que, para seus filhos, isso é muito importante.


E fazem tudo isso porque sabem que eles não são heróis feitos para salvar vidas. Eles entenderam, desde há muito, que Deus os fez heróis diferentes. São heróis que constroem vidas.


Por isso são capazes de achar importante as coisas mais simples, quando as coisas simples são importantes para seus filhos.


São capazes de esquecer seu cansaço, compromisso ou o seu lazer, para fazer do lazer dos filhos, o seu lazer.


Eles são heróis porque entendem que tudo isso que fazem hoje, talvez os filhos não entendam, nem consigam reconhecer e agradecer, mas um dia fará toda a diferença.


Eles, os nossos heróis, nunca se cansam e nunca desistem da sua poderosa missão. Isso porque dentro deles há um combustível mágico que os move, tão mágico que quanto mais eles usam, mais se multiplica: o combustível do amor.


E alguns de nós ainda temos a grande felicidade de chamar esses heróis por uma outra palavra: pai.

Redação do Momento Espírita.

Disponível no cd Momento Espírita, v. 19 e no livro Momento Espírita, v. 9, ed. Fep.Disponível em www.momento.com.br

Vítimas do hábito 


 Existem pessoas que encontram muita dificuldade em fazer pequenas mudanças em seus hábitos.


Pessoas que tem suas coisas bem arrumadas e nos lugares certos, sempre na mesma posição e, de preferência, na mesma ordem.


Seguem sempre pelos mesmos caminhos, frequentam os mesmos restaurantes e pedem os pratos já conhecidos.


Encontram sempre os mesmos amigos, torcedores do mesmo time, e conversam com os que trabalham em profissões semelhantes.


Geralmente ouvem a mesma rádio, assistem os mesmos canais de televisão, e variam pouco a programação.


De certa forma, isso as faz sentirem-se seguras. Arriscar não é do seu feitio.


Por outro lado, pessoas assim acabam sendo vítimas do hábito e tem grande dificuldade para resolver problemas. A menos que sejam problemas já conhecidos.


Isso gera ansiedade, depressão e baixa auto-estima quando precisam encontrar solução para situações inesperadas e sua criatividade é solicitada


Ah, se esses adultos pudessem se ver quando tinham a desenvoltura dos seus 5 ou 6 anos de idade...


Era uma idade em que a criatividade brotava por todos os poros.


Não faltava solução para problema algum. Não havia perigo que não fosse afastado com um disparo de água, com seu revólver de brinquedo.


Não havia guerra que não pudesse ser vencida com algumas bolinhas de papel, arremessadas com um elástico esticado na ponta dos dedos.


Agora são executivos, homens e mulheres de negócio...


Pessoas que precisam mostrar seriedade.


Todavia, esquecem-se de que seriedade não quer dizer sisudez nem falta de um sorriso nos lábios.


Essas reflexões nos fazem lembrar um garoto de setenta e poucos anos, homem público, respeitável profissional reconhecido no mundo inteiro, que se diverte brincando com um bilboquê, ou andando de balanço.


Podemos até imaginar a felicidade dos seus netos ao ver o avô brincando como um garoto...


Esse homem é um ilustre professor, psiquiatra, educador e escritor brasileiro.


Ninguém imagina que um homem desses não seja um profissional sério só porque não assassinou o menino que corria pelos quintais, fazia piruetas e despencava dos galhos das árvores de vez em quando.


Não podemos crer que esse profissional seja menos competente só porque todas as vezes que se sente inseguro, chama o menino que habita seu ser, e este vem e lhe dá a mão.


Podemos imaginar justamente o contrário: uma grande capacidade de resolver conflitos e problemas.


Uma pessoa assim tem grande criatividade, leveza e satisfação em tudo o que faz.


Seus escritos exalam um suave perfume de jardim em flor. Suas idéias fluem com a suavidade da brisa das manhãs primaveris.


É de pessoas assim que o mundo precisa.


Homens e mulheres confiantes, alegres, honestos, descomplicados, leves...



Pense nisso!


A seriedade é uma característica do espírito. Um sorriso não a destrói. Um rosto fechado não a garante.


Pense nisso, e considere que a criança que habita em você pode lhe ajudar a encontrar a felicidade que há muito você vem procurando.

Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br