quarta-feira, novembro 02, 2011

Homenagens -Momento Espírita

O Professor Morrie Schwartz

Homenagens


É habitual que, à beira do túmulo, amigos e parentes falem a respeito daquele cujo corpo está sendo enterrado.


As palavras ditas podem ser as espontâneas, vindas do coração nas asas do amor e da amizade. Ou podem ser as preparadas em longos discursos, embora não menos expressivas.


É a última homenagem, dizem, como se o Espírito morresse com o corpo e não continuasse a existir, sentir e perceber.


Mas foi exatamente pensando nessas homenagens póstumas, que um velho professor americano de Massachusetts, a quem o médico diagnosticou um curto período de vida, decidiu por uma coisa inédita.


No seu último ano de vida, se locomovendo em cadeira de rodas, ele foi ao enterro de um amigo que havia morrido de infarto.


Voltou deprimido. Ouvira tantos discursos, tantas homenagens e se perguntava se o amigo tivera ouvido tudo aquilo.


Será que o seu Espírito teria se desligado da matéria? Será que estava bastante lúcido para ouvir?


Pensando nisso, teve uma ideia. Deu uns telefonemas, escolheu uma data.


Numa tarde de domingo muito fria reuniu a família: a mulher e os dois filhos. Também alguns amigos mais íntimos.


O objetivo era um funeral ao vivo. Um a um todos homenagearam o esposo, o pai, o professor, o amigo.


Houve lágrimas e risos. Uma prima lhe dedicou um poema onde o chamava de amado primo e o comparava a uma enorme, antiga e generosa árvore.


O professor chorou e riu com eles. Tudo aquilo que estava represado no íntimo daquelas pessoas que o amavam, foi dito naquele dia.


O funeral ao vivo foi um sucesso. Ele levaria alguns meses mais para morrer. Uma morte lenta, dolorosa. Morreu num sábado, pela manhã, depois de dois dias de agonia.


Aproveitou para exalar seu último suspiro exatamente no instante em que as pessoas que velavam por ele foram até a cozinha para engolir um café.


Na primeira vez que ele ficou sozinho, desde que entrara em coma, ele parou de respirar.


Partiu serenamente, cercado por seus livros, seus apontamentos, suas flores. Morreu em sua cama, em sua casa.


O funeral foi simples, num local à beira de um lago, de onde se podia ouvir os patos sacudindo as penas.


Seu filho leu um poema:


Meu pai caminhava por entre eles e nós

Cantando cada nova folha caída de cada árvore

E toda criança sabia que a primavera dançava

Quando ouvia meu pai cantar.


* * *

Enquanto suas pernas estão firmes, corra ao encontro das pessoas que ama.


Enquanto seus braços estão fortes, enlace os seus amores, bem junto ao coração.


Enquanto sua mente está ágil e lúcida, escreva poemas, bilhetes, cartas e expresse todo o seu amor.


Enquanto sua voz soa forte e generosa, não deixe de falar com seus amigos, colegas. Cante, grite, sussurre palavras de afeto, de entusiasmo, de incentivo.


E nunca, nunca se envergonhe de declarar: Eu amo você.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. O programa, do livro A última grande lição, de Mitch Albom, ed. Sextante.


                                            

Abnegação -Momento Espírita



Abnegação 


 A evolução espiritual é um fenômeno bastante complexo, que se dá em sucessivas fases.


No começo, predomina a natureza corpórea.


Dominada pelos instintos, a criatura dedica seu tempo e seu interesse a atividades comezinhas.


Comer, vestir-se, abrigar-se, procriar e cuidar da prole, eis a que se resumem suas preocupações.


Nesse período, o egoísmo é marcante.


Os instintos de conservação da vida e da preservação da espécie têm absoluta preponderância.


Com o tempo, o ser começa a desvincular-se de sua origem.


A inteligência se desenvolve, o raciocínio se sofistica e o senso moral desabrocha.


As invenções tornam possível gastar tempo com questões não diretamente ligadas à sobrevivência.


Viver deixa de ser tão difícil, sob o prisma material.


Em compensação, começam os dilemas morais.


Com a razão desenvolvida, a responsabilidade surge forte nos caminhos espirituais.


O que antes era admissível passa a ser um escândalo.


A sensibilidade se apura e a criatura aspira por realizações intelectuais e afetivas.


Essa nova sensibilidade também evidencia que o próximo é seu semelhante, com igual direito a ser feliz e realizado.


Gradualmente se evidencia a igualdade básica entre todos os homens.


Malgrado possuidores de talentos e valores diversos, não se distinguem no essencial.


Uma chama divina os anima e a todos conduzirá aos maiores cimos da evolução.


Contudo, o abandono dos hábitos toscos das primeiras vivências não é fácil.


Séculos são gastos na árdua tarefa de domar vícios e paixões.


As encarnações se sucedem enquanto o Espírito luta para ascender.


O maior entrave para a libertação das experiências dolorosas é o egoísmo, que possui forte vínculo com o apego às coisas corpóreas.


Quanto mais se aferra aos bens materiais, mais o homem demonstra pouco compreender sua natureza espiritual.


O Espírito necessita libertar-se do apego a coisas transitórias.


Apenas assim ele adquire condições de viver as experiências sublimes a que está destinado.


Quem deseja sair do primitivismo deve combater o gosto pronunciado pelos gozos da matéria.


O melhor meio para isso é praticar a abnegação.


Trata-se de uma virtude que se caracteriza pelo desprendimento e pelo desinteresse.


A ação abnegada importa na superação das tendências egoístas do agente.


Age-se em benefício de uma causa, pessoa ou princípio, sem visar a qualquer vantagem ou interesse pessoal.


Certamente não é uma virtude que se adquire a brincar.


Apenas com disciplina e determinação é que ela se incorpora ao caráter.


Mas como ninguém fará o trabalho alheio, é preciso principiar em algum momento.


Comece, pois, a praticar a abnegação.


Esforce-se em realizar uma série de atitudes com foco no próximo.


Esqueça a sua personalidade e pense com interesse no bem alheio.


Esse esforço inicial não tardará a dar frutos.


O gosto pelo transitório lentamente o abandonará.


Ele será substituído pelos prazeres espirituais.


Você descobrirá a ventura de ser bondoso, de amparar os caídos e de ensinar os ignorantes.


Esses gostos suaves e transcendentes o conduzirão a esferas de sublimes realizações.


Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br.


terça-feira, novembro 01, 2011

Nosso Pai - Meimei







Nosso Pai



Meimei



Quando acordamos para a razão, descobrimos os traços vivos da Bondade de Deus, por toda parte.



Seu imenso carinho para conosco está no Sol que nos aquece, dando sustento e alegria a todos os seres e a todas as coisas;

nas nuvens que fazem a chuva para o contentamento da Natureza;

nas águas dos rios e das fontes, que deslizam para o benefício das cidades, dos campos e dos rebanhos;

no pão que nos alimenta;

na doçura do vento que refresca;

na bondade das árvores que nos estendem os galhos dadivosos, em forma de braços ricos de bênçãos;

na flor que espalha perfume na atmosfera;

na ternura e na segurança de nosso lar;

na assistência dos nossos pais, dos nossos irmãos e dos nossos amigos que nos ajudam a vencer as dificuldades do mundo e da vida, e na providência silenciosa, que nos garante a conservação da saúde e da paz espiritual.



Muitos homens de ciência pretendem definir Deus para nós, mas, quando reparamos na proteção do Todo-Poderoso, dispensada aos nossos caminhos e aos nossos trabalhos na Terra, em todos os instantes da vida, somos obrigados a reconhecer que o mais belo nome que podemos dar ao Supremo Senhor é justamente aquele que Jesus nos ensinou em sua divina oração: “Nosso Pai”.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Da obra: Pai Nosso .

Lições de Amor e Perdão




Lições de Amor e Perdão


O mundo conheceu o drama da mulher nigeriana que, por ter concebido fora do casamento, foi condenada a morrer apedrejada.


Sua história comoveu o Mundo, mas poucos a sabem em detalhes.


Poucos sabem que ela, aos 13 anos foi dada em casamento, pelos pais, a um homem de mais de 50 anos.


Após ela ter quatro filhos, foi repudiada por esse marido, com a alegação de que não cuidara de forma eficiente das crianças, permitindo que duas viessem a morrer.


Diga-se, de catapora, em uma região desolada, na savana nigeriana, com total falta de recursos.


Quando o médico chegou, era tarde demais.


Depois disso, ela se casou mais três vezes, tendo ao todo sete filhos.


Conforme a Lei Islâmica, foi repudiada por mais duas vezes e, do último marido, ela mesma pediu o divórcio.


Um primo distante, pertencente à família de seu pai a começou cortejar.


Toda vez que ela saía, ele a encontrava. Falava-lhe coisas gentis, agradáveis, que a foram seduzindo.


Prometeu-lhe casamento. Ela acreditou ter encontrado a felicidade.


Quando engravidou, feliz, lhe deu a notícia. Ele a aconselhou a fazer um aborto clandestino, que ela não aceitou.


Quando a gravidez não podia mais ser ocultada, ela foi denunciada à Corte Islâmica.


Quem a denunciou? Não foram os vizinhos, amigos ou curiosos. Foi seu irmão. O irmão mais querido.


Aquele que ela, ainda menina, auxiliara a cuidar, levando amarrado às costas muitas vezes.


O drama vivido por essa mulher foi pungente. Humilhada várias vezes, ao ter sua sentença de morte decretada, seu maior pesar foi que sua filhinha, Adama, ficaria sem mãe.


Duas grandes lições essa mulher passou ao Mundo.


A primeira, é que o fruto da sua ligação com o homem que a abandonou, o motivo da sua sentença de morte, é intensamente amado por ela.


Em nenhum momento, ela deixou de olhar para a menina com olhos de muito amor.


Mesmo condenada à pena capital, continuou a amamentá-la, acarinhá-la, considerando-a um presente de Deus.


“Minha filha me dá forças, ela é o meu alento.” – dizia.


A outra grande lição é a do perdão incondicional. Quando foi decretada sua sentença, o irmão que a denunciara a foi visitar.


Sem esperar que ele falasse, ela se aproximou dele e o abraçou.


Ele estava arrependido do que fizera. Dera ouvidos a amigos, não pensara nas conseqüências finais.


Misturaram as lágrimas. Ele se ofereceu para auxiliar a pagar o advogado que faria a apelação perante a Corte Islâmica.


Safiya foi perdoada. Considerada inocente.


Graças ao esforço de seu advogado e da grande pressão internacional.


A sua história auxiliará, em seu país, a outras mulheres, com certeza.


As suas lições de amor, de perdão, contudo, se fazem exemplo para o Mundo inteiro.


Curiosidades


Safiya vive no mesmo lugarejo, ao norte da Nigéria. Ela tornou a se casar.


Um jornalista italiano transformou em livro a sua história. Parte dos proventos advindos da venda do livro são doados a um projeto de apoio e assistência às mulheres e crianças nigerianas.


Tudo realizado por uma ONG italiana, fundada em 1965. Ao todo, essa ONG trabalha em 36 países da África, América Latina, Ásia e nos Bálcãs, envolvendo quase 1.800 operadores.


A solidariedade não tem fronteiras.


Redação do Momento Espírita. Com base no livro Eu, Safiya de Raffaele Masto, ed. Verus.