terça-feira, junho 04, 2013

Vida Feliz - Joanna de Ângelis





Vida Feliz



Joanna de Ângelis



As coisas mais importantes da vida somente são valorizadas depois que passam ou se as perdem.



Na maior parte das vezes, as pessoas vivem sob automatismos, sem valorizar estes inestimáveis recursos divinos.



A saúde, o sono, a razão, os fenômenos digestivos, a respiração, os órgãos dos sentidos, os movimentos, são tesouros colocados por Deus a teu serviço e não te dás conta da sua grandiosidade, gastando-os com sofreguidão, para adquirir outros bens que são secundários.



Pára a pensar no significado de cada um destes dons e resguarda-os dos fatores que os consomem.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Vida Feliz, Cap. LXIII, P.73.


segunda-feira, junho 03, 2013

Altruísmo - Momento Espírita






Altruísmo



Luiz Moreau Gottschalk, um célebre pianista e compositor, visitando certa vez a cidade de Kingston, na Jamaica, entrou em um templo exatamente no momento em que se realizava um culto.



O pastor falava a respeito da caridade. Pintava com imagens fortes o estado a que tinham ficado reduzidas algumas famílias de uns pobres náufragos perdidos, naqueles dias, durante uma grande tempestade no mar.



O ministro usava toda a sua eloquência para comover o auditório, pedindo contribuições para remediar tanta desgraça.



Eram crianças órfãs, sem alimento. Eram viúvas, sem abrigo. Eram mães idosas, sem ninguém mais que olhasse por elas.



Comovido, o compositor acercou-se de um órgão, num dos ângulos do templo, sentou-se e deixou correr as mãos sobre o teclado.



Uma melodia de sabor religioso, tênue, triste, apaixonada, que parecia um coro sublime, começou a envolver a assembléia.



A suavidade da composição era tal que não impedia que todos continuassem a ouvir a voz do pregador que, dominado pela inspiração da música, ardorosamente foi tecendo imagens, evocando Jesus e a necessidade de amar o próximo.



Finalmente, ele concluiu a sua fala, fascinado, como todos os circunstantes, pelas deliciosas harmonias que saíam do órgão.



A música foi se perdendo em notas divinas e terminou. Então, o próprio pianista tomou seu chapéu, nele depositou algumas moedas, percorreu todos os bancos, recebendo dos presentes valiosos donativos.



Quando chegou ao último banco, no fundo do templo, viu uma senhora muito idosa, alquebrada pelos anos, que trazia o rosto sulcado por lágrimas.



Seria mãe de um dos náufragos? Uma viúva?



Sem pestanejar, ele esvaziou o chapéu no colo da senhora e desapareceu, porta afora.


*   *   *


Onde anda a miséria? Por vezes, empreendemos campanhas a favor de necessitados a respeito dos quais ouvimos falar e que se encontram distantes de nós.



Muito justo e meritório. No entanto é importante dar uma olhada ao nosso redor.



Existem pessoas muito necessitadas, mas que sofrem caladas, constrangidas de expor as suas dificuldades. Por isso mesmo, ensina o evangelho que o verdadeiro homem de bem é aquele que vai ao encontro da necessidade, sem esperar que a miséria lhe bata à porta.



Para isso, é preciso ter sensibilidade e voltar os olhos para os palcos do sofrimento.



Mesmo porque existem criaturas que, por sua própria condição, sequer podem estender mãos para pedir, pois os braços estão paralisados.



Há os que não podem erguer a voz para suplicar, porque a tem afogada na garganta, pelas lágrimas da dor que nunca cessa.



Há os que desejariam alcançar alguém que os auxiliasse, entretanto, as pernas lhes impedem andar.


*   *   *


A obra do bem em favor de todos precisa de muitos braços e não exige títulos universitários ou recursos financeiros.



Aguarda, simplesmente, a vontade em ação, um coração que sente, uma mente que idealiza, braços fortes que ajam, desde agora, antes que a fome se transforme em enfermidade e a carência em miséria extrema.






Redação do Momento Espírita com base no artigo Altruísmo  de um grande músico, publicado no boletim semanal Luz do evangelho, de 10.03.2001.Disponível em www.momento.com.br.

domingo, junho 02, 2013

Vida Feliz - Joanna de Ângelis




Vida Feliz


Joanna de Ângelis




Transforma as tuas horas num rosário de bênçãos.



Aproveitando-as com sabedoria, no trabalho edificante, formarás um patrimônio de felicidade, o qual não podes imaginar.



Desperdiçando-as, não conseguirás recuperá-las.



A hora que passa não retorna, qual a água que corre sob a ponte.



A eternidade é feita de segundos, e o tempo medido pelas horas é a concessão de Deus para te proporcionar bem-estar.



Trabalha sem desânimo e acumula as tuas horas de ação benéfica.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis, Vida Feliz, Cap. LXXIX , P. 97.

sábado, junho 01, 2013

Vida Feliz - Joanna de Ângelis






Vida Feliz


Joanna de Ângelis



Apresenta-te sempre bem, quanto te seja possível, sem o excesso de esmero, parecendo um manequim, ou descuidado, qual se fosse uma pessoa displicente.



A roupa é feita para o homem, e não este para viver em função daquela.



As modas são caprichos de mercado, para granjear recursos, estimulando a insensatez e a imaturidade das pessoas.



O traje asseado que proteja o corpo, embora ultrapassado, é mais importante do que o último figurino em exibição, muitas vezes, ridícula.



Não te atormentes, face à insignificante justificativa de não estares na moda, sempre de passagem.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Vida Feliz, Cap. XCVI, P. 120-121.