quarta-feira, julho 10, 2013

Mensagem para o amanhã - Momento Espírita






Mensagem para o amanhã




Quem observa esses frágeis seres que abrem seus olhinhos curiosos para o cenário do mundo, logo percebe como eles dependem dos adultos.



Bebês, pequeninos, com o aroma da inocência aureolando suas ações, andam na Terra em busca de carinho. Parecem aves implumes, tal sua delicadeza e fragilidade.



Às vezes, as vemos colocando suas mãozinhas nas pernas dos adultos, batendo de leve com seus dedinhos miúdos, erguendo os bracinhos a dizer sem palavras: Quero colo.



As crianças expressam assim seu desejo de serem carregadas. Desejo que às vezes é repelido com expressões grosseiras como: Não  pego no colo, não. Vai andar! Quis vir junto, agora ande. Do contrário, poderia ter ficado em casa.



Isso cai sobre a cabecinha da criança como uma bomba. Não percebem, os que assim agem, que o pequeno tem menos resistência.



Dirão que a criança pula, corre, e brinca o dia todo, que, se tem energia para brincadeira, também deverá ter para andar.



Ora, na brincadeira a criança tem a recompensa do prazer. Ela brinca até cansar e ao se sentir exausta, para.



Até mesmo o bebê de poucos meses parece, por vezes desligar. É o período de calmaria, de repouso que ele busca.



A caminhada contínua, onde não lhe é permitido parar para observar o cachorro que late, o brinquedo colorido na vitrine, o movimento das pessoas que circulam rápido, faz com que ela se canse com maior rapidez.



Sem falar que, normalmente, os adultos esquecem que os pequenos estão juntos, e andam a passo acelerado, obrigando-os a quase correr para os acompanhar.



Outra situação que se repete com constância é a de crianças, no seu período de imitação, desejarem ser a cabeleireira da mãe.



Munidas de escova e pente, elas tentam criar o penteado que sua mente cataloga como maravilhoso. O que conseguem, em verdade, é despentear.



Mas elas insistem, põem a ponta da linguinha para fora da boca, demonstrando esforço, e alisam os cabelos com suas mãos. Satisfeitas, exclamam: Pronto.



Quantas vezes todo esse cuidado é repelido com as desculpas de: Vai estragar o meu penteado. Ou: Não tenho tempo para perder.



Atitudes dessa natureza, repetidas, terminam por passar para a criança que o sofrimento do outro, como o seu cansaço, não importa. O lema é: Cada um por si.



Não nos admiremos se, no futuro, nos depararmos com adolescentes frios e adultos indiferentes.



Pessoas que pensarão somente no seu bem-estar, no seu conforto, não se importando com a família, amigos ou colegas.



Nas relações humanas, como tudo na vida, a questão é de aprendizado e de semeadura.



*   *   *



Até aos 7 anos de idade a criança é mais suscetível às mensagens que recebe dos adultos.



A educação integral compreende, não somente o comportamento social, as boas maneiras, a conduta reta, mas também a questão afetiva, emocional e espiritual.



Assim, não desprezemos as carícias da criança. Dia virá, quando os anos se forem, que ansiaremos por quem se aproxime de nós e nos acaricie os poucos cabelos brancos.



Alguém que disponha de seu tempo para colocar sua cabeça junto da nossa e diga: Como vai minha velhinha, hoje?



Está cansada? Quer um carinho?






Redação do Momento Espírita. Disponível no CD Momento Espírita, v. 11, ed. Fep.Disponível em www.momento.com.br.

terça-feira, julho 09, 2013

Felicidade simples - Momento Espírita





Felicidade simples




O que verdadeiramente nos faz felizes? Se alguém nos fizer esta pergunta, ou se nós mesmos fizermos esta pergunta ao nosso coração, qual será a resposta?



Pensemos se o carro que temos nos faz felizes por completo. E nossa casa, ela tem a capacidade de nos fazer plenamente felizes?



Pensemos nos nossos bens materiais, na roupa cara, na conta do banco, nos adornos... Isso nos faz efetivamente felizes?



Vários pesquisadores, ao estudarem as causas da felicidade, chegam sempre a conclusões muito semelhantes.



Nossa felicidade não se constrói com o aumento do salário, com o ganhar na loteria, com algum bem caro que possamos adquirir.



Mesmo que mudemos nosso patamar de vida, que passemos a ganhar o dobro ou o triplo do salário, isso não é sinônimo de uma verdadeira felicidade.



Rapidamente nos adaptamos a um novo estilo de vida, a um novo padrão de consumo, e o que, no início, parecia ser felicidade, torna-se trivial e cotidiano.



Porém, muitos nos iludimos achando que a felicidade mora no ter, no possuir, no aparentar, no exibir.



Imaginamos que a felicidade estará naquilo que é difícil de se obter, no objeto raro, no produto caro, que sonhamos um dia possuir.



Porém, a felicidade verdadeira e perene é simples e modesta.



Se não a temos, é porque complicamos a vida, e assim não conseguimos entender e aprender como buscar a felicidade.



As moedas que compram a felicidade são apenas aquelas que conseguimos guardar no cofre do coração.



Não raro, nos lares humildes, nos ambientes de carência socioeconômica, encontramos olhares felizes, corações plenos.

Não menos frequente, vemos na opulência e na fartura de bens terrenos grassarem os desequilíbrios e dores de grande monta.



Assim, se anelamos a felicidade, devemos investir no tesouro correto.



Analisemos qual a qualidade das moedas que guardamos em nosso coração.



Percebamos quais valores estamos juntando em nossos cofres íntimos.



Serão sempre eles que nos traçarão o destino da felicidade ou da desdita.



Não falamos aqui da felicidade que imaginamos haver no riso fácil, no brilho social, no sucesso das capas de revista.



Por não se sustentarem, não preencherem a alma em plenitude, são momentos efêmeros e passageiros.



Porém, se guardamos a consciência tranquila, o olhar sereno, a espinha ereta da boa conduta, usufruiremos, certamente, da felicidade.



Mesmo sob o guante da doença, ainda que sob vendavais intensos da vida, ou mesmo quando na ausência dos amores que partem, perceberemos que os valores que guardamos no coração são nossos tesouros.



Nenhuma moeda de ouro, nenhuma grande conquista financeira, muito menos uma grande conta bancária.



Independente daquilo que temos, ser feliz é o simples resultado de como agimos e do que conquistamos para nosso coração.



Em suma, a felicidade nasce da simples equação de bem nos conduzirmos na vida, perante nós mesmos, perante nosso próximo e perante Deus.






Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.

segunda-feira, julho 08, 2013

Reserva um breve espaço de tempo... - Joanna de Ângelis







Reserva um breve espaço de tempo...


Joanna de Ângelis



Reserva um breve espaço de tempo entre os teus deveres para a beleza.


Desperta cedo, a fim de acompanhar o nascer do dia, embriagando-te com a pujança da luz.


Caminha por um bosque, silenciosamente, aspirando o ar da Natureza.


Movimenta-te numa praia deserta e reflexiona em torno da grandiosidade do mar.


Contempla uma noite estrelada e faze mudas interrogações.


Contempla uma rosa em pleno desabrochar...


Detém-te ao lado de uma criança inocente...


Conversa com um ancião tranquilo...


Abre-te à beleza que há em tudo e adorna-te com ela.







FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis, CAP. CXVII, P.148-149.

sábado, julho 06, 2013

Examina - Joanna de ngelis






Examina... 


Joanna de Angelis



Examina quanto tempo diariamente dedicas tua vida espiritual.



Trabalhas, veste-te, distrai-te, alimenta-te, dormes e reservas breves minutos ao esprito encarnado, mediante uma rpida orao, uma pequena leitura, ou ouves uma palestra, s vezes nenhuma destas concesses lhe facultas.



O homem no somente o corpo-mente.



Antes de tudo o ser espiritual, que conduz os implementos corpo-mente e exige atendimento espiritual para bem executar as tarefas que lhe dizem respeito.



O corpo necessita de cuidados para viver, mas, a alma, tambem.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espirito Joanna de Angelis. Vida Feliz, CAP. Cm, p. 129-130.