sexta-feira, julho 04, 2014

Convite à Continência - Joanna de Ângelis




Convite à Continência

Joanna de Ângelis


“... A vossa santificação que vos abstenhais da prostituição.” (1º TESSALONICENSES: capítulo 4º, versículo 3).



Referimo-nos ao equilíbrio no uso das funções sexuais, em face dos modernos conceitos éticos, estribados nas mais vulgares expressões do sensualismo e da perversão.


Disciplina moral, como condição de paz fomentadora de ordem física e psíquica, nos diversos departamentos celulares do corpo que te serve de veículo à evolução.


A mente atormentada por falsas necessidades, responsabiliza-se por disfunções glandulares, que perturbam a boa marcha das organizações fisiológica e psicológica do homem.


Entre as necessidades sexuais normais, perfeitamente controláveis, e as ingentes exigências do condicionamento a que o indivíduo se permite por educação, por sociabilidade, por desvirtuamento, há a fuga espetacular para os prazeres da função descabida do aparelho genésico, de cujo abuso só mais
tarde aparecem as conseqüências físicas, emocionais e psíquicas, em quadros
de grave comprometimento moral.


Em todos os tempos, o desregramento sexual dos homens tem sido responsável por crises sérias no estatuto das Nações. 


Guerras cruéis que assolaram povos, arbitrariedades cometidas em larga escala, em toda parte, absurdos do poder exorbitante, perseguições inomináveis, contínuas, tragédias bem urdidas, crimes nefandos têm recebido os ingredientes básicos das distonias decorrentes do sexo em desalinho, eito de maldições e poste de suplícios intérminos para quantos se lhe tornam áulicos subservientes.



Quedas espetaculares na rampa da alucinação, homicídios culposos, latrocínios infelizes e perversões sem conta fazem a estatística dos disparates nefandos do sexo em descontrole, perfeitamente adotado pela falsa cultura hodierna.


Continência, portanto, enquanto as forças do equilíbrio íntimo se fazem condutoras da marcha orgânica.


Dieta salutar, enquanto o matrimônio não se encarrega de propiciar a harmonia indispensável para a jornada afetiva.


Mesmo na vida conjugal, se desejas estabelecer normas para a felicidade, cuida-te da licenciosidade perniciosa, do abuso perturbador, da imaginação em
desvario...


Se te parecerem difíceis os exercícios de continência, recorda-te da oração e mergulha a mente nos rios da prece, onde haurirás resistência contra o mal e
inspiração para o bem.


Quando, porém, te sentires mais açulado e inquieto, a ponto de cair, refaze-te através do passe restaurador de forças e da água fluidificada, capazes de ajudar-te na empresa mantenedora da harmonia necessária ao progresso do teu espírito, na atual conjuntura carnal, evitando a prostituição dos costumes sempre em voga, responsável por mil desditas desde há muito.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Angelis. Convites da vida, Cap. 8, p .8-9 , 1972.


quinta-feira, julho 03, 2014

Convite à Compaixão - Joanna de Ângelis

  


Convite à Compaixão

Joanna de Ângelis



“Jesus, Mestre, tem compaixão de nós.” (Lucas: capítulo 17º, versículo 14).



São poucos os que a cultivam.


Há a alegação generalizada de que todo aquele que se apiada,     sofre desnecessariamente, e depois não há qualquer compensação. 


Logo se recupera o que ora padece e este retribui a generosidade, o auxílio, com a torpe ingratidão.


Que te importa, porém, se o ingrato for o outro? 



Não se renova a árvore após a poda, produzindo em abundância e o solo revolvido, não aceita melhor a semente?


O essencial é que sejas partícipe ativo da renovação social e espiritual da Terra.



Para esse mister não arroles dificuldades, não apontes incompreensões, não relaciones queixas.



Possivelmente não poderás fazer muito, ante a larga faixa dos que expungem, dos que padecem necessárias retificações. 


Dispões, no entanto, do amor, e assim enriquecido ser-te-á possível oferecer valiosas moedas de compaixão e fraternidade.



Disporás de um momento para ouvir as ânsias do espírito atribulado ofereceres o roteiro seguro do Evangelho; 


terás a moeda da esperança para distenderes ao desafortunado, que tudo perdeu no jogo da ilusão e agora está à borda da loucura ou do suicídio; 


contribuirás com a oração intercessória, quando outros recursos já não sejam utilizáveis junto ao que se permitiu colher pelas circunstâncias infelizes que ele mesmo engendrou e das quais não pode escapar; 


distenderás o lenço do conforto, sugerindo que o perseguidor reconsidere a atitude, pois que mais tarde será ele o perseguido; 


lembrarás o impositivo das leis divinas àqueles que se facultam desonestidade e torpezas morais, se tiveres compaixão..



O Mestre, apiedado daqueles leprosos, sugeriu que se apresentassem aos sacerdotes, acontecendo que, em pleno caminho, se tornaram limpos...


Todos possuímos males que nos maculam o espírito e nos maceram interiormente. 


Apiadando-nos do próximo, credenciar-nos-emos à compaixão do Senhor, que nos favorecerá com a oportunidade de nos limparmos pelo caminho, também, antes de nos apresentarmos à Lei.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Angelis. Convites da vida, Cap. 7, p .7-8 , 1972.


quarta-feira, julho 02, 2014

Convite à Caridade - Joanna de Ângelis




Convite à Caridade 

Joanna de Ângelis



“Filho, vai hoje trabalhar na minha Vinha.” (Mateus: capítulo 21º, versículo 28).



Enquanto a saúde enfloresce as tuas possibilidades de bem-estar, reserva um dia por mês, ao menos, para visitar os irmãos enfermos, que ressarcem pesados tributos pretéritos, muitas vezes em dolorosa soledade, com o espírito tomado de apreensões e angústias.


Companheiros tuberculosos que expungem em leitos de asfixiante espera, em duros intervalos de hemoptises rudes.


Amigos leprosos em isolamento compulsório, acompanhando a dissolução dos tecidos que se desfazem em purulência desagradável.


Irmãos cancerosos sem esperança de recuperação orgânica entre dores ásperas ansiedades.


Homens e mulheres em delírios de loucura ou presos por cruéis obsessões coercitivas, longe da lucidez, à margem do equilíbrio, em desoladora situação.


Crianças surpreendidas por enfermidades que as ferreteiam impiedosamente, roubando-lhes o frescor juvenil e macerando-as vigorosamente.


Anêmicos e penfigosos, operados em situação irreversível e distônicos vários que enxameiam nos leitos dos hospitais públicos e particulares, nos Nosocômios de Convênio governamental ou em Clínicas diversas sob azorrague incessante.


Seja teu o sorriso de cordialidade franca, através da lembrança de uma palavra fraterna, de uma flor delicada, de uma pergunta gentil em que esteja expresso o interesse pela sua recuperação, de uma prece discreta ao lado do seu leito, de uma vibração refazente com que podes diminuir os males que inquietam esses seres em necessário resgate.


Lembra-te, porém, que acima do bem que lhes possas fazer, a ti fará muito bem verificar o de que dispões e pouco consideras, bem precioso e de alto valor com que o Senhor te concede a honra de crescer: a saúde!


Vai desde hoje trabalhar na vinha do Senhor.


Caridade para com os que sofrem, em última análise é caridade para
contigo mesmo.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Angelis. Convites da vida, Cap. 6, p .6-7, 1972.


terça-feira, julho 01, 2014

Convite à Calma - Joanna de Ângelis





Convite à Calma

Joanna de Ângelis



“Não resistais ao mal que vos queiram fazer.” (Mateus: capítulo 5º, versículo 39.)


O espinho do ciúme vence-a; o estilete da ira dilacera-a; o ácido da inveja corroe-a; os vapores do ódio enlouquecem-na; a agressão da calúnia despedaça- a; o tóxico da maledicência perturba-a; a rama da suspeita inquieta-a; o petardo da censura fere-a; as carregadas tintas do pessimismo tisnam-na se o cristão decidido não se resolve mantê-la a qualquer preço.



Não importa que exsudes, agoniado, em quase colapso periférico, ou estejas com a pulsação alterada, ou, ainda, sofras o travo do amargor nos lábios.



Imprescindível não precipitares atitudes, nem conclusões aligeiradas, nem desesperações injustificáveis.



Não nos reportamos à posição inerme, à aparência, pois o pântano que parece tranqüilo é abismo, reduto de miasmas e morte traiçoeira.



Aludimos a um espírito confiante, fixado nas diretrizes do Cristo, sem receios íntimos, sem ambições externas. 



Equilibrado pela reflexão, possuidor de probidade pela ponderação.



Calma significa segurança de fé, traduzindo certeza sobre a Justiça Divina.



Ante o dominador tíbio que lavava as mãos, em referência à Sua vida, Jesus se fez o símbolo da calma integral e da absoluta certeza da vitória da verdade.



Cultiva, portanto, os sentimentos e mantém os propósitos edificantes.



Perceberás, surpreso, que as atitudes dos maus não te atingirão, facultando-te através da calma não resistir ao mal que te queiram fazer, conforme lecionou o Senhor, porquanto a integridade da fé em exteriorização de calma dar-te-á forças para vencer as próprias limitações e prosseguir resolutamente, em qualquer circunstância.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Angelis. Convites da vida, Cap. 5, p .6, 1972.