terça-feira, julho 29, 2014

Exercitando a serenidade - Momento Espírita




Exercitando a serenidade



É verdade que os dias que se sucedem trazem consigo uma série de emoções desequilibrantes e desafiadoras.


Não podemos negar as tribulações e dificuldades morais pelos quais passamos todos nós, de maneira crescente.


Os disparates, os comportamentos inconsequentes, a leviandade parecem ser o roteiro da vida de muitos.


Relacionam-se com o próximo como objeto de uso, em um utilitarismo calculado, para o descarte inconsequente logo mais.


Comportamentos violentos, desmedidos, infundados permeiam as relações sociais, sem espaço para a compreensão, paciência e respeito às limitações alheias.


E, não raro, perguntamos para onde irá parar essa sociedade se, coroada pelas conquistas do intelecto, desenvolvida tecnologicamente, ainda rasteja nas limitações morais em que estagia.


São dias de aflição contínua, como efeito das ações perturbadoras que atingem quase todas as criaturas.


Porém, são esses mesmos dias os mais propícios para se vivenciar princípios nobres, de certa maneira, rígidos, como aqueles propostos por Jesus.


A insensatez e o desamor têm vida breve e, logo mais, darão espaço, em caráter perene e definitivo, para o equilíbrio, a paz e a harmonia nas relações humanas.


Estes são dias de batalha, de luta não declarada.


Ela acontece no mundo íntimo, entre os vestígios de uma alma doente e um tanto violenta com as novas propostas de comportamento digno e nobre, que começam a aflorar em nossa consciência.


Também acontecem batalhas na sociedade, entre aqueles já despertos para o bem e a dignidade e os que se comprazem na desordem e na ignorância.


São dias desafiadores para todo aquele que pretenda construir uma sociedade mais feliz e menos turbulenta.


Cabe a esses desejosos de dias novos, não fazerem cantilena às desgraças ou estimularem os embates.


Será sempre a serenidade perante os fatos a melhor ferramenta para se enfrentar tais dias.


Não importa o que nos suceda.


 Manter a mente tranquila, envolta na serenidade será o desafio daqueles que abraçam a certeza de que Deus está sempre no comando de tudo.


*   *   *


Assim, se desejas colaborar para que os dias ganhem novos panoramas, mais lúcidos e felizes, faze a tua parte.


Na provocação, mantém a paz. 


Quando aterrorizado, mantém a firmeza no bem. 


Se afrontado até o limite, permanece sem revidar.


Seja o teu o comportamento equilibrado e lúcido daqueles que já perceberam no Cristo o melhor roteiro a ser seguido.


Logo mais, aqueles outros, após exauridos no seu desequilíbrio e insensatez, irão se pautar na tua conduta, buscando a mesma paz que veem em ti.


Permanece tranquilo e sereno, na fé daqueles que veem estes, apenas como dias do aprendizado necessário para todos os que ainda não nos convencemos ser o amor a melhor opção para nossas vidas.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. 11, do livro Ilumina-te, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL.

segunda-feira, julho 28, 2014

Dupla Da Paz - André Luiz




Dupla da Paz

André Luiz



Súplicas de socorro explodem nos lugares mais recôndidos do mundo.


As respostas, no entanto, surgem da própria vida.


Provações violentas enxameiam-te no caminho...


Coragem e paciência.


Incompreensões te envolvem a estrada, dificultando-te os passos...


Paciência e coragem.


Desgostos francamente inesperados aparecem-te, de súbito...


Coragem e paciência.


Notícias fulminantes esfolgueiam-te os ouvidos...


Paciência e coragem.


Enfermidades sitiam-se a casa, conturbando-te a vida...


Coragem e Paciência.


Surpresas amargas te procuram, às vezes, por dentro do próprio lar...


Paciência e coragem.


Entes queridos se transformam em aflitivos problemas...


Paciência e coragem.


Conflitos e tentações assomam-te ao pensamento, ameaçando-te a consciência tranquila...


Coragem e paciência.


Sejam quais forem os obstáculos que te desafiem, aciona essas duas alavancas da paz, porque a coragem te manterá o coração ligado à fé no Divino Poder que nos rege os dias e a paciência é a luz da esperança que nasce de nós mesmos nas lutas edificantes do dia-a-dia.


O dinheiro que alivia é bálsamo da vida superior.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereço de paz. Cap.10, p.12.


A Palavra - André Luiz



A Palavra

André Luiz



A palavra é indubitavelmente um dos fatores determinantes no destino das criaturas.


Ponderada – favorece o juízo.


Leviana – descortina a imprudência.


Alegre – espalha otimismo.


Triste – semeia desânimo.


Generosa – abre caminhos à elevação.


Maledicente – cava despenhadeiros.


Gentil – provoca o reconhecimento.


Atrevida – traz a perturbação.


Serena – produz calma.


Fervorosa – impõe a confiança.


Descrente – invoca a frieza.


Bondosa – ajuda sempre.


Cruel – fere implacável.


Sábia – ensina.


Ignorante – complica.


Nobre – tece o respeito.


Sarcástica – improvisa o desprezo.


Educada – auxilia a todos.


Inconsciente – gera amargura.


Por isso mesmo, exortava Jesus: 


- “Não procures o argueiro nos olhos de teu irmão, quando trazes uma trave nos teus”.


A palavra é a bússola de nossa alma, onde estivermos.


Conduzamo-la na romagem do mundo para a orientação do Senhor, porque, em verdade, ela é a força que nos abre as portas do coração às fontes luminosas da vida ou às correntes da morte.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereço de paz. Cap.1, p.3.

domingo, julho 27, 2014

Convite à Paciência - Joanna de Ângelis




Convite à Paciência


Joanna de Ângelis



“... Em muita paciência, em aflições, em necessidades, em angústias.” (2ª Epístola aos Coríntios: capítulo 6º, versículo 4).



Antiga lenda nórdica narra que alguém perguntou a um sábio como poderia
ele explicar a eternidade do tempo e do espaço.


O missionário meditou, e apontando colossal montanha de granito que desafiava as alturas, respondeu com simplicidade: 


“ Suponhamos que uma avezita se proponha a desbastar a rocha imponente, paulatina, insistentemente, atritando o bico de encontro à pedra. 

Quando houver destruído tudo, estará apenas iniciando a eternidade...”

*

A paciência é o fator que representa, de maneira mais eficiente, o equilíbrio do homem que se candidata a qualquer mister.


Fácil é o entusiasmo do primeiro impulso, comum é o desencanto da terceira hora.


A paciência é a medida metódica e eficaz que ensina a produzir no momento exato a tarefa correta.


Diante do que devemos fazer, não poucas vezes somos acionados pelos implementos da precipitação.


Frente às tarefas acumuladas e aos problemas, indispensável façamos demorado exame e cuidada reflexão antes de apressar atitudes.


Precipitação traduz desarmonia, perturbação, com agravante desconsideração ao tempo.


A paciência significa auto-confiança.


A pirâmide se ergueu bloco a bloco.


As construções grandiosas resultaram da colocação de peça sobre peça.


As gigantescas sequóias se desenvolveram célula a célula.


O que hoje não consigas, perseverando com dignidade e paciência, lograrás amanhã.


Paciência não quer dizer amolentamento, mas dinâmica eficiente e nobre de produzir diante dos deveres que nos competem desdobrar.


Ao lado de alguém que nos subestima — paciência.


Entre as dores que nos chegam — paciência.


Ante o rebelde que nos atormenta — paciência.


O tempo é mestre eficiente que a todos ensina, no momento próprio, com a lição exata plasmando o de que cada um necessita a benefício de si mesmo.


Jesus, acompanhando e inspirando o progresso da Terra, pacientemente espera que o homem se volte para Ele, a fim de que, encarregado da nossa felicidade, possa dirigir-nos pelo caminho que leva a Deus. 


Em qualquer circunstância, pois, paz e paciência para o êxito do empreendimento encetado.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Convites da vida, Cap. 34, p .29-30, 1972.