domingo, maio 03, 2015

Porque as pessoas gritam? - Mahatma Gandhi





Porque as pessoas gritam?


Mahatma Gandhi



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:


- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?


- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.


- Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado? 


– Questionou novamente o pensador.


- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.


E o mestre volta a perguntar:


- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?


Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador. 


Então ele esclareceu:


- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida? 



O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.


Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.


Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.


Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?


Elas não gritam. 


Falam suavemente.


E por que?


Porque seus corações estão muito perto.


A distância entre elas é pequena.


Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.


E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.


Seus corações se entendem.


É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.


Por fim, o pensador conclui, dizendo:


“Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta”.











sábado, maio 02, 2015

Deus te ama - Joanna de Ângelis







Deus te ama




Joanna de Ângelis




Deus te ama e tu percebes.


Sua ternura te rocia a face e Suas mãos te sustentam.


Seu hálito te vitaliza e Sua voz silenciosa chega aos teus ouvidos, com bênçãos,com esperanças e com orientações.


Deus te busca e te encontra.


Agora que O sentes, deixa-te penetrar e conduzir ao destino feliz que te reserva.


Deus vive, manifesta e dilata o Seu Amor através de Ti.


Tu o sabes ...


E onde Tu estiveres Ele estará sempre contigo ...


FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis da obra Filho de Deus

sexta-feira, maio 01, 2015

O Trabalho - Gibran Khalil Gibran



Tela de Tarsila do Amaral - O Pescador



O Trabalho

Gibran Khalil Gibran



Então, um lavrador disse: “Fala-nos do trabalho.”


E ele respondeu, dizendo:


“Vós trabalhais para acompanhar o ritmo da terra, e da alma da terra.


Pois ser indolente é tornar-se estranho às estações e afastar-se do cortejo da vida, que avança com majestade e orgulhosa submissão rumo ao infinito.


Quando trabalhais, sois uma flauta através da qual o murmúrio das horas se transforma em melodia.


Quem de vós aceitaria ser um caniço mudo e surdo quando tudo o mais canta em uníssono?


Sempre vos disseram que o trabalho é uma maldição, e o labor, uma desgraça.


Mas eu vos digo que, quando trabalhais, realizais parte do sonho mais longínquo da terra, desempenhando assim uma misão que vos foi designada quando esse sonho nasceu.


E, apegando-vos ao trabalho, estareis na verdade amando a vida. 


E quem ama a vida através do trabalho, partilha do segredo mais íntimo da vida.


Mas se, em vossas dores, chamardes o nascimento uma aflição e a necessidade de suportar a carne, uma maldição inscrita na vossa fronte, então eu vos direi que só o suor de vossa fronte lavará esse estigma.


Disseram-vos que a vida é escuridão; e no vosso cansaço, repetis o que os cansados vos disseram.


E eu vos digo que a vida é realmente escuridão, exceto quando há um impulso.


E todo impulso é cego, exceto quando há saber.


E todo saber é vão, exceto quando há trabalho;


E todo trabalho é vazio, exceto quando há amor.


E quando trabalhais com amor, vós vos unis a vós próprios, e uns aos outros, e a Deus.


E que é trabalhar com amor?


É tecer o tecido com fios desfiados de vosso próprio coração, como se vosso bem-amado fosse usar esse tecido.


É construir uma casa com afeição, como se vosso bem-amado fosse habitar essa casa.


É semear as sementes com ternura e recolher a colheita com alegria, como se vosso bem amado


fosse comer-lhe os frutos.


É pôr em todas as coisas que fazeis um sopro de vossa alma, e saber que todos os abençoados mortos vos rodeiam e vos observam.


Muitas vezes ouvi-vos dizer como se estivésseis falando no sono: 


‘Aquele que trabalha no mármore e encontra na pedra a forma de sua alma é mais nobre do que aquele que lavra a terra.


E aquele que agarra o arco-íris e o estende na tela sob formas humanas é superior àquele que confecciona sandálias para nossos pés.’


Porém, eu vos digo, não no sono, mas no pleno despertar do meio-dia, que o vento não fala com maios doçura aos carvalhos gigantes do que à menor das hastes da relva; e grande ´somente aquele que transforma o ulular do vento numa canção tornada mais suave pela sua própria ternura.


O trabalho é o amor feito visível.


E se não podeis trabalhar com amor, mas somente com desgosto, melhor seria que abandonásseis vosso trabalho e vos sentásseis à porta do templo a solicitar esmolas daqueles que trabalham com alegria.


Pois se cozerdes o pão com indiferença, cozereis um pão amargo, que satisfaz somente a metade da fome do homem.


E se espremerdes a uva de má vontade, vossa má vontade destilará no vinho seu veneno.


E ainda que canteis como os anjos, se não tiverdes amor ao canto, tapais o ouvido do homem às vozes do dia e às vozes da noite.”





GIBRAN, Khalil Gibran . O profeta. Sobre o trabalho, p. 18-20.

A Entrevista - Emmanuel







A Entrevista

Emmanuel


A jovem, pela manhã, procurou o futurólogo e desabafou:


- Tenho sofrido demais. Parece que a má sorte não me perde de vista. Que me aconselha o senhor para ser feliz?


O interpelado indicou o fulgor do Sol nas árvores próximas e replicou, otimista:


- A felicidade mora com o trabalho. 


Procure servir e conseguirá encontrá-la facilmente...


E apontando para a luz, lá fora, concluiu:


- Lembre-se de que estamos à frente de um dia novo, um dia absolutamente sem igual.


A moça entendeu a advertência, formulada com carinho, entretanto, voltou a indagar:


- Mas o senhor acredita que serei feliz nesta vida?


O experiente amigo sorriu e considerou:


- Filha, isso não sei. 


Posso dizer-lhe apenas que a vida é uma viagem, cujos episódios dependem de nós e não me consta que já estejamos na vizinhança do porto.


A jovem começou a pensar e o amigo futurólogo deu por finda a entrevista...




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Livro Jóia , p. 03.