quarta-feira, junho 24, 2015

Ainda - André Luiz





Ainda

André Luiz


Efetivamente, você ainda não resplande tanto quanto a luz, mas pode acender uma vela, afastando as sombras.


Não atingiu ainda os mais altos graus da sabedoria, no entanto, nada lhe impede articular uma frase de encorajamento, em auxílio aos que sofrem.


Não possui ainda a paz invariável, entretanto, você detém a possibilidade de fazer silêncio sobre o mal, afim de que o mal se transforme no bem, dentro do menor prazo possível.


Não conquistou ainda a alegria permanente, todavia, consegue endereçar um sorriso de simpatia aos que necessitam de esperança.


Não maneja ainda toda uma fortuna, de modo a construir, por si só, uma instituição de beneficência, contudo, pode doar um pão ao companheiro desamparado.


É provável que você se afirme, sem qualquer condição para fazer isso, no entanto, dispõe você do privilégio da ação. 


Trabalhando, você é capaz de servir e, servindo aos outros, em qualquer situação e em qualquer tempo, você pode começar.


Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereços  de Paz, p.04.

terça-feira, junho 23, 2015

Julgamentos precipitados - Momento Espírita





Julgamentos precipitados




Quantas vezes já aconteceu?


Um servidor dedicado, após anos de trabalho irrepreensível, comete um deslize. 


Logo, todos os tantos anos de dedicação são esquecidos.


Sobre ele recaem acusações, desconfianças.


Um amigo de infância, adolescência, juventude, alguém com o qual rimos, choramos, confiamos, comete uma pequena falha.


Diz-nos um não. 


É o suficiente.


Anos de convivência são sepultados de um só golpe.


Um voluntário que serve dedicada e perseverantemente meses, anos, sempre sorridente, feliz, um dia, por algo que lhe ocorre e o perturba, se exaspera, fala mais alto.


Logo, tudo que fez até então é esquecido e somente aquele gesto de um momento de irreflexão é apontado, falado, julgado.


São retratos da vida. 


Ocorrem em muitos lugares.


E nos fazem recordar de uma história muito interessante.


A de um pai que desejava ensinar aos seus quatro filhos a respeito de julgamentos.


Assim, a cada um enviou em uma estação diferente do ano a uma terra distante para observar uma determinada árvore.


O primeiro filho chegou no inverno, o segundo na primavera, o terceiro no verão e o quarto no outono.


O primeiro informou que a árvore era feia, além de seca e toda distorcida.


O segundo disse que, ao contrário, a árvore estava carregada de botões, cheia de promessas.


O outro filho contestou aos dois irmãos e afirmou que viu a árvore coberta de flores. 


Que elas tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais havia visto.


Finalmente, o quarto filho falou que a árvore estava tão cheia de frutas, tão carregada de vida, que chegava estar arqueada.


O pai, ponderado, explicou que todos estavam certos, no entanto, cada um deles julgara a árvore exatamente pela época do ano em que a havia visto.


Na vida, continuou, também é assim. Quase sempre somos precipitados nos julgamentos.


Para julgar com acerto, compete-nos observar com atenção, colher informações detalhadas.



*   *   *


Dessa forma, não julguemos situações e pessoas por um momento apenas.


Consideremos que todos passamos pelos dias desolados do inverno. 


Dias de tristeza, de solidão, de problemas superlativos.


Nessa estação da vida, parecemos árvores de galhos retorcidos.


Contudo, quando a esperança faz morada na intimidade, carregamo-nos de promessas, de botões prontos a explodirem em flores.


Então, acenamos com cores vibrantes, flores perfumadas, graciosas que, logo mais, se transformarão em produção abundante de frutos.


Pensemos nisso e não façamos julgamentos precipitados de situações, de pessoas, de companheiros, de amigos.


Verifiquemos, antes, em que estação do ano estagia a alma de quem vamos julgar.


E, se descobrirmos que o inverno envolve aquela criatura, estendamos a contribuição do sol da nossa amizade, o adubo do nosso auxílio, a proteção do nosso carinho.


Pensemos nisso.





Redação do Momento Espírita, com base no texto  A Pereira, de autoria desconhecida. Disponível em www.momento.com.br.

segunda-feira, junho 22, 2015

A mente é a ferramenta mais poderosa que Deus nos facultou - Humberto Pazzian








A mente é a ferramenta mais poderosa que Deus nos facultou






PARA VIVER BEM...


Não desista nunca.



Acredite no imenso poder que há em seu interior.



A enorme energia que há em um só átomo ainda



está longe de ser compreendida pela humanidade.




A ciência tem dado largos passos no conhecimento das



potencialidades da mente, mas ainda há muito a ser desvendado.



A mente comanda o corpo e as energias que estão a sua volta.



Por isso, corra até seus objetivos,



caso não possa, ande, se tiver dificuldades,



rasteje até eles ou ainda, vá rolando,



mas não desista jamais









PAZZIAN, Humberto . Para viver bem... Letras e Textos Editora , p 98


domingo, junho 21, 2015

A Parábola do Mestre e da Vaca - Sabedoria Oriental








A Parábola do Mestre e da Vaca 



Um sábio mestre Taoísta e seu discípulo andavam pelo interior da China há muitos dias e procuravam um lugar para descansar durante a noite. 


Avistaram, então, um casebre no alto de uma colina e resolveram pedir abrigo àquela noite. 


Ao chegarem no casebre, foram recebidos pelo dono, um senhor maltrapilho e cansado. 


Ele os convidou a entrar e apresentou sua esposa e seus três filhos. 


Durante o jantar, o discípulo percebeu que a comida era escassa até mesmo para somente os quatro membros da família e ficou penalizado com a situação. 


Olhando para aqueles rostos cansados e subnutridos, perguntou ao dono como eles se sustentavam.



*



O senhor respondeu - 


"Está vendo àquela vaca lá fora? 


Dela tiramos o leite que consumimos e fazemos queijo. 


O pouco de leite que sobra, trocamos por outras mercadorias na cidade. 


Ela é nossa fonte de renda e de vida. 


Conseguimos viver com o que ela nos fornece" - 


O discípulo olhou para o mestre que jantava de cabeça baixa e terminou de jantar em silêncio. 


Pela manhã, o mestre e seu discípulo levantaram antes que a família acordasse e preparavam-se para ir embora quando o discípulo disse - 


"Mestre, como podemos ajudar essa pobre família a sair dessa situação de miséria?" 


- O mestre então falou - 


"Quer ajudar essa família? 


Pegue a vaca deles e empurre precipício abaixo" 


- O discípulo espantado falou - 


"Mas a vaca é a única fonte de renda da família, se a matarmos eles ficarão mais miseráveis e morrerão de fome!" 


- O mestre calmamente repetiu a ordem 


- "Pegue a vaca e empurre-a para o precipício!". 


O discípulo indignado seguiu as ordens do mestre e jogou a vaca precipício abaixo, e ela morreu.

*








Alguns anos mais tarde, o discípulo ainda sentia remorso pelo que havia feito e decidiu abandonar seu mestre e visitar àquela família. 


Voltando a região, avistou de longe a colina onde ficava o casebre, e olhou espantado para uma bela casa que havia em seu lugar. 


Ele pensou 


- "De certo, após a morte da vaca, ficaram tão pobres e desesperados que tiveram que vender a propriedade para alguém mais rico" 


-Aproximou-se da casa e, entrando pelo portão, viu um criado e lhe perguntou 


- "Você sabe para onde foi à família que vivia no casebre que havia aqui antigamente?" 


- O criado respondeu 


- "Sim, claro! 


Eles ainda moram aqui, estão ali nos jardins" 


-  e apontou para a frente da casa. 


O discípulo caminhou na direção da casa e pode ver um senhor altivo, brincando com três jovens bem vestidos, e junto uma linda mulher. 


A família que estava ali não lembrava em nada os miseráveis que conhecera tempos atrás.

*

Quando o senhor avistou o discípulo, reconheceu-o de imediato e o convidou para entrar em sua casa. 


O discípulo quis saber como tudo havia mudado tanto desde a última vez que os viu. 


O senhor então explicou 


- "Depois daquela noite que vocês estiveram aqui, nossa vaquinha caiu no precipício e morreu... 


Como não tínhamos mais nossa fonte de renda e sustento, fomos obrigados a procurar outras formas de sobreviver. 


Descobrimos muitas outras formas de ganhar dinheiro e desenvolvemos habilidades que nem sabíamos que éramos capazes de fazer" 


- O discípulo não podia acreditar no que estava ouvindo  


- Ele continuou - 


"Perder aquela vaquinha foi terrível, mas aprendemos a não sermos acomodados e conformados com a situação que estávamos. 


Às vezes precisamos perder para ganhar mais adiante" 


*

- Só então o discípulo entendeu a profundidade do que o seu ex-mestre tinha percebido.


Procure em sua vida se não há uma vaquinha para empurrar no precipício ou se alguma já caiu e você não percebeu que foi algo bom. 


Perder um emprego, acabar um relacionamento e outras tantas outras coisas traumáticas são como marcos em nossas vidas, servem para mostrar que você passou por ali e sobreviveu, ficou melhor e mais forte. 


Se sua vida mudou por uma circunstância dessas, pense! Mesmo que pareça ruim agora, tudo poderá te levar a um caminho melhor, você só precisa perceber isso.



Fonte

Sabedoria Oriental . Autor desconhecido.