segunda-feira, dezembro 07, 2015

Meditando o Natal - Emmanuel








Meditando o Natal

Emmanuel


Na exaltação do Natal do Senhor, acalentemos nossa fé em Jesus, sem nos esquecermos da fé que Jesus deposita em nós.


Não desceria o Senhor da comunhão com os Anjos, sem positiva confiança nos homens.


É por isso que, da Manjedoura de Simplicidade e Alegria à Cruz da Renunciação e da Morte, vemo-lo preocupado na recuperação das criaturas.


Convida pescadores humildes ao seu ministério salvador e transforma-os em advogados da redenção humana.


Vai ao encontro de Madalena, possuída pelos adversários do bem, e converte-a em mensageira de luz.


Chama Zaqueu, mergulhado no conforto da posse material, e faz dele o administrador consciente e justo.


Não conhece qualquer desânimo, ante a negação de Pedro, e nele edifica o apóstolo fiel que lhe defenderia o Evangelho até o martírio e a crucificação.


Não se agasta com as dúvidas de Tomé e eleva-o à condição de missionário valoroso, que lhe sustenta a causa, até o sacrifício.


Não se sente ofendido aos golpes da incompreensão de Saulo, o perseguidor, e visita-o, às portas de Damasco, investindo-o na sua posição de emissário de Sua Graça, coroando de claridades eternas...


A fé e o otimismo do Cristo começaram na descida à estrebaria singela e continuam, até hoje, amparando-nos e redimindo-nos, dia a dia...


Assinalando, assim, os júbilos do Natal, recordemos a confiança do Mestre e afeiçoemo-nos à sua obra de amor e luz, tomando por marco de partida a nossa própria existência.


O Senhor nos conclama à tarefa que o evangelho nos assinala...


Nos primeiros três séculos de Cristianismo, os discípulos que lhe ouviram a Celeste Revelação levantaram-se e serviram-no com sangue e sofrimento, aflição e lágrimas.


Que nós outros estejamos agora dispostos a consagrar-lhe igualmente as nossas vidas, considerando o crédito moral que a atitude d’Ele para conosco significa...


Aprendamos, trabalhemos e sirvamos, até que um dia, qual aconteceu ao velho Simeão, da Boa Nova, possamos exclamar ante a Presença Divina:


- “Agora, Senhor, despede em paz o teu servo, segundo a tua palavra, porque, em verdade, meus olhos já viram a salvação.”




XAVIER, Francisco Cândido. Antologia Mediúnica do Natal - Espíritos Diversos.

domingo, dezembro 06, 2015

Parábola da saúde - Eros





Parábola da saúde

Eros


O discípulo acercou-se do mestre e indagou:


- Sinto-me extenuado. 


A mente tresvaria. 


A depressão me desgoverna. 


Que deverei fazer?


O sábio respondeu-lhe:


- Toma estas sementes e planta-as, após preparar a terra. 


Ao segar a sua produção, retorna.


O enfermo partiu e trabalhou.


Meses depois voltou, ansioso, indagando:


- Fiz como recomendaste. 


Gastei-me no sol e na chuva. 


Preparei o solo; plantei o grão; resguardei a seara e trago-te milhões de outras sementes. 


No entanto, sofro. 


E agora?


- Retorna aos sítios abandonados e recupera a área, ali outra vez semeando.


O aprendiz partiu e volveu à experiência agrícola. 


Aumentou a produção.


Posteriormente buscou o instrutor e o mesmo pediu que repetisse o serviço.


Enquanto isso sucedia passava o tempo.


A ação do trabalho consumiu as falsas preocupações do candidato à saúde que, por fim, compreendeu que o trabalho é o melhor auxiliar e companheiro para conquistar a vida e bem utilizar do tempo, único medicamento contra a depressão, o cansaço e a ociosidade, que são geradores de alguns dos muitos males que grassam e vencem os que se lhes entregam sem resistência.





FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Eros. Do livro Em algum lugar do futuro, 2.ed, 1987, p. 14-15.

sábado, dezembro 05, 2015

Programa de vida - Eros






Programa de vida

Eros


O candidato à reencarnação acercou-se, jubiloso do Instrutor Espiritual encarregado da programática de sua vida futura e inquiriu:


- Quais são as últimas orientações que deverei guardar como recurso de segurança para o êxito?


O Mestre sábio abrangeu o ambiente com um olhar penetrante e respondeu:


- São necessários alguns dos seguintes valores para uma jornada feliz, que nunca poderão ser desconsiderados:


a humildade como fortaleza inexpugnável;


a paz como couraça de defesa;


o conhecimento como instrumento de progresso;


o livro como amigo silencioso;


o trabalho como degrau de ascensão;


a prece como apoio contra as tentações;


a beneficência como investimento de felicidade;


a honra como alicerce de resistência;


a esperança como material de edificação contínua;


o amor como vínculo de união com Deus e a vida.


O aprendiz meditou largamente e, cabisbaixo, considerando a gravidade da empresa reencarnacionista, mergulhou na névoa densa da Terra para recuperar-se e aprender.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Eros. Do livro Em algum lugar do futuro, 2.ed, 1987, p. 14.




sexta-feira, dezembro 04, 2015

Assim falou - Eros






Assim falou

Eros


O mestre ensinou aos ouvintes atentos:


- Desejais a sabedoria. Meditai!


“Não se pode analisar informações novas mediante conceitos equivocados". 


O caminho a percorrer por essas regiões desconhecidas é o da entrega total. 


Deixar de lado as veredas percorridas mais longas, e buscar a via reta, abandonando as rotas já transmitidas.


“Conhecimentos não identificados ainda exigem atenção, reflexão fora dos métodos habituais da dúvida, da incerteza, dos questionamentos da vaidade, que interroga sem saber por que".


“A semente rebelde morre sem dar vida". 


Aquela que se submete à experiência do solo em entrega plena, produz em abundância".


“Conhecer-se é o desafio que proponho, cada um descobrindo-se sempre e mais, graças ao que se lobriga descobrir o mundo".


“O auto-aperfeiçoamento é mais importante que a conquista de todos os outros títulos mundanos que não preenchem o vazio do eu ambicioso".


“A elevação é conquista íntima, pessoal, embora o estágio físico em qualquer posição que a pessoa se encontre".


“Quem não esteja disposto a vencer-se nas batalhas constantes do seu mundo interior, mesmo que triunfe nas arre-metidas externas, descobre-se em fracasso".


“Somente quando o amor nivelar todos os sentimentos em fraternidade cuja maior ambição é a paz geral, é que o homem se terá encontrado, superando-se e ascendendo.”


Assim falou o mestre. 



Nada mais disse, nem pareceu necessário.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Eros. Do livro Em algum lugar do futuro, 2.ed, 1987, p. 13.