segunda-feira, outubro 03, 2016

Homenagem Allan Kardec - Amaral Ornellas








Homenagem Allan Kardec

Amaral Ornellas


Trouxeste, Allan Kardec, à longa noite humana
O Cristo em nova luz - revivescida aurora ! -
E onde estejas serás, eternamente afora
A verdade sublime em que o mundo se irmana.


Em teu verbo solar, a justiça se ufana
De aclarar, consolando o coração que chora,
A fé brilha, o bem salva, a estrada se aprimora
E a vida, além da morte, esplende soberana !...


Escuta a gratidão da Terra... Em toda parte,
A alma do povo freme e canta ao relembrar-te
A presença estelar e a serena vitória.


Gênio, serviste ! Herói, exterminaste as trevas !...
Recebe com Jesus, na glória a que te elevas,
Nosso preito de amor nos tributos da história.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Amaral Ornellas











Amélie Gabrielle Boudet e Professor Rivail

Wellington Balbo





As pessoas são sonhadoras no que concerne à relação afetiva. 


As histórias em quadrinhos e os desenhos representam com perfeição a ânsia humana na busca pelo par perfeito. 


A Cinderela que se encontra com o príncipe a vestir-lhe os sapatinhos da felicidade. 


A Branca de Neve que dorme no aguardo do herói que, intrépido, a salva da bruxa malvada. 


São sonhos, muitos sonhos…


Todos querem a felicidade e alegria proporcionada pelo príncipe ou princesa. 


Todavia, cogitamos da felicidade para nós, mas, e o outro? 


Será que cogitamos de fazê-lo feliz? Será que buscamos alegrar seus dias? 


Compreender suas limitações e apoiá-lo em suas iniciativas?


Novamente o famoso egoísmo humano a nortear as atitudes. 


Cogito de ser feliz, mas não de fazer o outro feliz. 


Muitos informam que a causa de sua infelicidade é o marido ou a esposa, considerando-se algemados pelo antigo amor, hoje temível carcereiro. 


Pedem separação, a convivência está sufocante. 


E saem intrépidos em busca do novo amor, talvez, quem sabe, a alma gêmea. 


Não raro encontram novas decepções, porquanto querem encontrar o outro não para evoluírem juntos, mas sim para sanar seus dilemas íntimos.


Poucos se atentam para a realidade: nosso objetivo na peregrinação terrena é a evolução como espíritos imortais que somos. 


A felicidade afetiva e conseqüente harmonia interior no tocante aos sentimentos está subordinada, principalmente, a nossa postura perante a relação. 


Se procurarmos olhar na mesma direção de quem está do nosso lado teremos dado grande passo em busca da relação afetiva sadia, sem cobranças descabidas e ciúmes doentios. 


Quando os olhos dos cônjuges estão focados num nobre objetivo comum, as dificuldades não atrapalham, ao contrário, tornam-se temperos a unir ainda mais o casal. 


Muitos casais depositam a culpa do declínio da relação nos problemas financeiros. 


Nada disso, embora as finanças decaídas possam trazer apoquentação, nada pode superar o olhar para o mesmo rumo.


E nessa questão que envolve o olhar dos cônjuges na mesma direção importante salientar a relação de Amélie Gabrielle Boudet e Allan Kardec.


Nove anos mais velha do que o professor Rivail, Amélie Boudet esteve em todos os momentos ao lado do marido na tarefa da Codificação do Espiritismo. 


A diferença de idade não atrapalhava, porquanto ambos estavam com os olhos na mesma direção. 


O casal francês também enfrentou problemas financeiros, mas superaram, os olhos estavam na mesma direção. 


Enquanto o professor Rivail trabalhava na contabilidade de algumas casas comerciais, sua esposa preparava cursos gratuitos que ambos ministravam em sua própria residência. 


Uma real demonstração de que a missão daquele valente casal estava ligada indelevelmente à educação.


A tarefa da Codificação Espírita foi espinhosa, Kardec foi vítima de calunias, mentiras e ingratidões, mas a esposa estava do seu lado. 


Ambos evoluíam juntos, apesar das dificuldades da caminhada, olhavam na mesma direção. 


No mundo contemporâneo  muitas relações se deterioram porque há uma inconveniente competição entre o casal. 


Discussões infindáveis em que um quer ser melhor, mais capaz, mais inteligente do que o outro. 


Imagine, caro leitor, que um casal, amigos de meus amigos, separaram-se porque a esposa tem um salário maior que o do marido, e ele, machista incorrigível não admite tal “afronta”. 


Amélie Boudet e seu esposo não competiam um com o outro, antes se admiravam e por isso apoiavam-se, buscando juntos a evolução, olhando, portanto, na mesma direção.


Ou encaramos o matrimônio como abençoada oportunidade de evolução, ou viveremos em constante praça de guerra com nossos “amores”, e se assim for, é melhor esquecermos o matrimônio e esperar nosso retorno aos Céus para os braços de nossa alma gêmea. 


No entanto, como sabemos que almas gêmeas no sentido de metades eternas não existem, ficaremos sós, aguardando a oportunidade de recomeço nos palcos do mundo, para então, quem sabe, aprender a compreender e encarar o casamento como importante cadinho depurador de nossas próprias imperfeições.



Pensemos nisso.








Fonte

BALBO, Wellington . A voz do espiritismo. Disponível em http://www.avozdoespiritismo.com.br/amelie-gabrielle-boudet-e-professor-rivail-por-wellington-balbo


212 Anos do Nascimento de Allan Kardec - Sérgio Thiesen





212 Anos do Nascimento de Allan Kardec

Sérgio Thiesen



Reconhecimento a Allan Kardec



No mesmo ano em que Napoleão Bonaparte foi consagrado Imperador dos franceses, Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon em 3 de outubro 1804.


Transferido da fogueira de Constance* em 6 de julho de 1415, para os dias gloriosos da intelectualidade de Paris, Kardec dedicou-se ao apostolado da Doutrina ensinada e pregada por Jesus.


Sua vida e sua obra testemunham sua grandeza – Missionário da Verdade!


Nós, os beneficiários da sua sabedoria, agradecemos, emocionados, e pedimos humildemente: ore por nós, tu que já estás no reino dos céus!









*Visita histórica a Konstanz, hoje Alemanha,  onde John Huss, aquele que viria a ser, 4 séculos depois, Allan Kardec.  Foi vítima da intolerância, por combater abertamente as ideias e as práticas da Igreja dos homens. 

Jerónimo de Praga e outros mártires anônimos também foram mortos nas fogueiras odiosas do Santo Ofício.













20. Amadurecimento Psicológico - Joanna de Ângelis

O equilíbrio divino mantém-me em harmonia.


Penetro-me para conhecer-me.


Exteriorizo-me para oferecer.


Há uma necessidade de ser generoso em relação a mim mesmo, ao próximo e à Vida.


O equilíbrio divino tocou-me suavemente como a Primavera rociando o botão de rosa, e fez-me desabrochar totalmente.






20 Amadurecimento Psicológico

Joanna de Ângelis



O relacionamento interpessoal revela o comportamento dos indivíduos em função de si e dos outros. 


Nos primeiros tentames oculta a realidade, na grande preocupação da aparência. 


À medida que estreita os vínculos, a postura de guarda cede lugar ao relaxamento emocional, e, a pouco e pouco, a máscara cai.



Esse fenômeno é resultado da aproximação que o tempo proporciona à relação.



Nas pessoas realizadas, saudáveis, a conduta permanece sem surpresas, porque há uma interação da sua vivência interior com a exterior, verdadeiro amadurecimento psicológico. 


Após o autoconhecimento, que propicia a auto-aceitação, explora-se o exterior, abrindo-se a experiências, a vivências novas e enriquecedoras. 


A linha do equilíbrio demarca a personalidade, sem excentricidades nem bruscas mudanças como ocorre entre a exaltação e a depressão.


Quem assim age, encontra-se plenificado, irradiando esse estado de conquista como pessoa humana.


No comportamento alternado, em que o júbilo e a tristeza, a confiança e a suspeita, o amor e a animosidade se confundem, o autodescobrimento, a imaturidade programam estados de instabilidade, de desdita, conduzindo a enfermidades emocionais que são somatizadas, reaparecendo na área orgânica com caráter destruidor.


Tais reflexos, no relacionamento, geram desequilíbrios que se agravam, na razão direta que se fazem desastrosos, empurrando suas vítimas para estados obsessivos-compulsivos ou depressivos.


Na tua ânsia de crescimento experimenta a tua realidade íntima em confronto com a externa.


Não te permitas perturbar pelos indivíduos reagentes, que se encontram de mal com eles próprios e vomitam mau humor contra os demais.

Permanece cortês, para que não seja o seu estado bilioso a dizer como te comportares.


Por tua vez, não te transformes em personalidade reatora, aquela que está sempre reagindo, quando poderia e deveria agir.


A tua ação e reação traduzem como és interiormente, bem como sentes e vês em realidade o que se passa em teu mundo íntimo.


Assim, não desperdices energias mascarando-te, antes aplica-as em contínuo trabalho de autoaprimoramento, de crescimento interior até exteriorizares as conquistas em simpatia, cordialidade e amor.


Qualquer pretensão de modificar o mundo e fazê-lo girar como te aprouver é alucinação.


Porém, se te dedicares à transformação íntima, que reflita em alteração de outros comportamentos para melhor, lograrás alcançar a verdadeira meta do amadurecimento psicológico.


Com esse aprofundamento no eu espiritual, a saúde plena será tua amiga na grande proposta que te leva em busca de realização pessoal e humana.


Jesus nunca se amesquinhou diante dos falsamente poderosos ou de classe e economia mais expressivas. 


Tampouco se tornou prepotente diante dos fracos e sofredores.


A linha de equilíbrio entre o Seu interior e o exterior, demonstrou a Sua superioridade moral, espiritual e intelectual, que O torna Modelo sob todos os aspectos para todos nós, exemplo de perfeita maturidade psicológica, porque plenificadora.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap 20 ,1992, p.23.


domingo, outubro 02, 2016

19. Compreensão - Joanna de Ângelis



A compreensão divina paira sobre mim e toma-me.


Dulcifico-me e acalmo-me.


Percebo o mundo e as criaturas de forma positiva e fraternal.


Torno-me mais criativo e saudável, relacionando-me bem com o meu próximo.


Dilata-se-me o entendimento e vivo em paz comigo e com os outros.









19. Compreensão

Joanna de Ângelis



A compreensão é faculdade que melhor contribui para o êxito do relacionamento humano, por facultar à outra pessoa a vigência dos seus valores positivos e perturbadores. 


Ela reflete o grande desenvolvimento espiritual pelo que concede a quem lhe busca apoio, orientação, quando em conjunturas difíceis.


A compreensão abre o leque da fraternidade ensejando recursos terapêuticos necessários, conforme o caso que lhe chegue ao conhecimento. Sem anuir a todas propostas, ou sem rejeição adrede estabelecida, favorece a percepção do que se apresenta, na forma como se manifesta.


Levado pelo instinto gregário, e porque sociável, o ser humano necessita de convívio, intercâmbio saudável, a fim de receber e propiciar estímulos que levam ao desenvolvimento.


Por inúmeros fatores, a compreensão humana em torno das limitações e problemas dos outros diminui, escasseia, tornando-se necessária e sendo rara.


Na imperiosa ânsia de estabelecer comunicação, os indivíduos buscam-se para o
relacionamento e anseiam por desvelarem-se uns aos outros. 


No entanto, grassa nos corações um grande medo de se deixarem identificar. 


O que são, constitui-lhes tesouro afligente e temem vê-lo atirado fora. 


forma de ser difere da imagem que exteriorizam e receiam perdê-la, naturalmente porque não se esperam receber compreensão.


O mundo está repleto de pessoas surdas que conversam; de convivências mudas, que se expressam.


Fala-se muito sobre nada e dialoga-se em demasia sobre coisa nenhuma, resolvendo-se uma larga fatia de problemas, que permanece...


Quando alguém se te acerque e fale, procura ouvi-lo e registrar-lhe a palavra. 


Talvez não tenhas a forma ideal para dar-lhe, nem disponhas do que ele espera de ti. 


Muitas vezes, ele não aguarda muito e somente fala por falar.


Concede-lhe atenção e o estimularás, facultando-lhe sentir-se alguém que desperta interesse.


Se ele resolve confiar em ti e se desvela, respeita-lhe a problemática e ajuda-o, caso tenhas como fazê-lo.


Por tua vez, vence o medo de te revelares. 


Certamente, não abdicarás da prudência nem do equilíbrio; no entanto, é saudável dialogar, descerrar painéis escondidos pelo ego ou mascarados para
refletirem imagens irreais.


Na tua condição de criatura humana frágil, a convivência honesta com outras pessoas contribuirá eficazmente para a tua harmonização íntima.


Assim, torna-te compreensivo, paciente, um terapeuta fraternal.


Não cries estereótipos, nem fixes pessoas a imagens que resultam de momentos.


Todos estamos em contínuas transformações, e nem sempre se é hoje o que ontem se aparentava. 


Novas experiências e lições vieram juntar-se à pessoa de antes, qual ocorre contigo. 


É o inexorável imperativo do progresso em ação.


Compreendendo o teu próximo e relacionando-te com ele, serás mais bondoso para contigo; percebendo-lhe a fragilidade, serás mais atencioso para com os teus limites e buscarás crescer, amando e amando-te mais.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap19 ,1992, p.22.