domingo, fevereiro 03, 2019

Boneca - Narcisa Amália De Campos*





Boneca

Narcisa Amália De Campos*



Boneca!... Era uma vez a bonequinha humana,

Borboleta a voejar, sob véus de neblina,

Primavera de sonho e graça matutina,

Transfundidas na carne em rósea filigrana...



Bela e ardente, dançou, qual brejeira cigana,

Nos laços da ilusão que se adensa e esborcina ;

Mulher, envelheceu disfarçada em menina,

Alegre bibelô na ribalta mundana.



Nem renúncia no amor, nem lar de que se importe.

Mas, bailando febril, encontra, um dia, a morte,

Na dor que lhe crepeia o coração e a estrada...



A libélula cai sobre o charco profundo

E, no visco de lama, ouve apenas do mundo :

– “Boneca!... Era uma vez a boneca doirada!”




XAVIER, Francisco Cândido Diversos Espíritos. Pelo Espírito Narcisa Amália De Campos . Antologia dos imortais.




(*) Poetisa de grande formosura, cronista e tradutora. «Nas letras» – di-lo Antônio Simões dos Reis (Narcisa Amália, pág. 15) – «foi verdadeira deusa, em prosa e verso cantada, com exaltação, por tudo quanto houve de mais representativo na época.»
O próprio Imperador D. Pedro II, quando em Resende, fez questão de conhecê-la pessoalmente, fato que ocorreu em 1874. Segundo Artur de Almeida Torres (Poetas de Resende, pág. 67), as poesias de Amália «se caracterizam pela delicadeza de sentimento, pela espontaneidade do estro e pela riqueza musical dos versos». Redigiu o jornal resendense A Gazetinha, tendo colaborado em outras folhas de Resende, bem como de Niterói, Rio e S. Paulo.
«Foi a primeira mulher, entre nós,» – diz Edgard Cavalheiro (Pan. II, pág. 296) – «a erguer a voz em defesa de suas irmãs de sexo, numa tentativa feminista avançada para o meio acanhado e rotineiro de então.» Depois de residir em Resende, passou para o Rio de Janeiro, onde se consagrou ao magistério, até que veio a 'desencarnar, cega e paralítica, com setenta e dois anos de idade. (S. João da Barra, Estado do Rio, 3 de Abril de 1852 – Rio de Janeiro, GB, 24 de Junho de 1924.) BIBLIOGRAFIA: Nebulosas, poesias.


sábado, fevereiro 02, 2019

Haroldo Dutra - Muita gente perguntou sobre o desastre em Brumadinho

Ao amanhecer - Joanna de Ângelis





Ao amanhecer

Joanna de Ângelis



Dia novo, oportunidade renovada.


Cada amanhecer representa divina concessão que não podes nem deves desconsiderar.


Mantém, portanto, atitude positiva em relação aos acontecimentos que devem ser enfrentados; 


otimismo diante das ocorrências que surgirão; 


coragem no confronto das lutas naturais; 


recomeço de tarefa interrompida; 


ocasião de realizar o programa planejado.


Cada amanhecer é convite sereno à conquista de valores que parecem inalcançáveis.


À medida que o dia avança, aproveita os minutos, sem pressa nem postergação do dever.


Não te aflijas ante o volume de coisas e problemas que tens pela frente.


Dirige cada ação à sua finalidade específica.


Após concluir um serviço, inicia outro e, sem mágoa dos acontecimentos desagradáveis, volve à lição com disposição, avançando, passo a passo, até o momento de conclusão dos deveres planejados.


Não tragas do dia precedente o resumo das desditas e dos aborrecimentos.


Amanhecendo, começa o teu dia com alegria renovada e sem passado negativo, enriquecido pelas experiências que te constituirão recurso valioso para a vitória que buscas.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Episódios Diários.

sexta-feira, fevereiro 01, 2019

Idéias Para Hoje - André Luiz




Idéias Para Hoje

André Luiz



Ninguém foge aos seus princípios de causa e efeito, mas ninguém está privado da liberdade de renovar o próprio caminho, renovando a si mesmo.


Cada um de nós onde se encontre agora permanece em meio da colheita daquilo que plantou, com a possibilidade de efetuar novas sementeiras.


Em nossas próprias tendências de hoje será possível entrar no conhecimento do que fazíamos ontem.


Achamo-nos todos presentemente no lugar certo, com as criaturas certas e com as obrigações exatas, a fim de realizarmos o melhor ao nosso alcance.


Dizem os sábios que Deus dá o frio, conforme o cobertor, para que o homem saiba dar o cobertor, conforme o frio.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Endereço de paz. Cap.15, p.19.