quarta-feira, fevereiro 06, 2019

Indulgência - Emmanuel





Indulgência

Emmanuel


Concedeu-te o Senhor:

O berço em que nasceste

O ar que respiras

O lar que te abençoa

O sol que te ilumina

O corpo que estagias

O passo equilibrado

A escola que te auxilia

A lição que te acolhe

O amigo que te ampara

O pão que te alimenta

A fonte que te acalma

A ação que te renova

A fé que te sustenta

O afeto que te nutre

A flor que te consola

A estrela que te inspira

A ideia e o sentimento

A bondade e a alegria

O trabalho e o repouso

A oração e a esperança...

Ante a eterna indulgência

Com o céu que te acompanha,

Sê também complacente

E usa a misericórdia

Para que a Paz Divina

Permaneça contigo,

À maneira de luz

Que te guarde hoje e sempre.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.

terça-feira, fevereiro 05, 2019

Raio De Sol - Emmanuel






Raio De Sol

Emmanuel


Se desejas aprender a lição da indulgência, observa o raio de sol.


Dissipando a treva noturna, desce à Terra, cada dia, recapitulando, mil vezes, o mesmo ensinamento de serviço e de paz.


Não indaga pelas sombras da furna.


Não teme os vermes que se lhe associam.


Não se queixa da corrente enfermiça que flui do despenhadeiro.


Desce, contente e feliz, à intimidade do precipício, com a mesma radiação com que nutre fontes e flores.


Aquece o sábio e o ignorante, o santo e o malfeitor, os justos e os injustos, os bons e os maus, com a mesma generosidade, dentro da qual assinala os cimos do Céu.


Ampara a erva daninha e o bom grão, a árvore valiosa e o arbusto infeliz, com o mesmo carinho no qual se desdobra, claro e otimista, sobre lares e asilos, escolas e templos, hospitais e jardins.


Se a nuvem lhe empana o caminho, espera que a nuvem se dissolva e torna a fulgurar.


Se a tempestade agita o firmamento, aguarda a recuperação da harmonia e volta a missão do amor...


Não te esqueças.


O mundo jaz repleto de obstáculos da incompreensão, de tormentos do ódio, temporais de lágrimas, provações e infortúnios.


Aqui, em vales de sombra, medra, o escalracho da discórdia, ali, abre-se o abismo de aflitivas desilusões. 


Além, multiplicam-se cardos venenosos do orgulho e do exclusivismo, da
penúria e da crueldade, e mais além, destacam-se, agressivos e contundentes, largos espinheiros de intolerâcia...


Não perguntes, porém, pelos impedimentos prováveis.


Não relaciones as inquietações da marcha.


Recorda, que o Cristo é o Sol de nossas vidas e sê para as sendas que te cercam o raio de sol infatigável no bem, espalhando em tua passagem o júbilo da esperança renascente, o dom imperecível da luz e a graça do perdão.


Aprendamos a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da Luz.






XAVIER, Francisco Candido pelo Espírito Emmanuel. Do livro Jóia, p.09.

segunda-feira, fevereiro 04, 2019

A Chave de Luz - Emmanuel






A Chave de Luz


Emmanuel



Lembra-te de que ninguém avança sem companhia.


Toda obra pede auxílio e cooperação.



A árvore protege a fonte, tanto quanto a fonte alimenta a árvore.



O pão que extingue a fome é filho da compaixão
do solo que nutriu a semente, da renúncia da semente que germinou para o sol e da  forçado sol que amparou a terra obscura e sustentou a semente frágil.



Assim também, vida afora, nas empresas que o mundo te conferiu, não prescindirás de braços amigos que te estendam socorro e fraternidade.


Todavia, não basta exponhas a outrem as necessidades que te afligem, nem vale te desmandes na queixa, encarecendo perante alheios ouvidos a angústia  
de teus  problemas, a fim de que a verdadeira amizade se te revele, eficiente e prestigiosa.



Indispensável saibas abrir as portas dos corações para que te não falte concurso às construções da existência
.


Corações que, muitas vezes, jazem trancados na avareza afogados no vinagre da aflição ou deprimidos nos espinheiros do sofrimento.


Corações que padecem a flagelação do
egoísmo, a paralisia do orgulho, o desvario da vaidade, a chaga da ignorância e o assalto do desalento.


Não te impressione, porém, a seara da treva em que se mergulham.


Quase todos esperam a
penas a chave de luz que lhes descerre a passagem da noite para o dia, para a luz da libertação.


Avizinha-te deles com ternura e
bondade, sem agravar-lhes a dor.


Desvenda-lhes o próprio ser, em forma de compreensão e serviço e todos virão ao t
eu encontro, sustentando-te os passos na tarefa a que te impuseste na vida, porque, em verdade, é da lei do Senhor que alma alguma resista ao toque da humildade com a chave da gentileza.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.

domingo, fevereiro 03, 2019

Olhos De Girassóis (Mateus 13:9) - Cezar Braga Said





Olhos De Girassóis  

(Mateus 13:9)


Cezar Braga Said



O poeta português Fernando Pessoa num dos belos poemas de Alberto Caeiro diz ter “olhos de girassóis”.


Buscando inspiração neste seu heterônimo, direi, à minha maneira, que são olhos curiosos, atentos, voltados sempre para a luz e para os demais girassóis.

*

São olhos que buscam e descobrem, que desejam saber para crescer. 


Que não se rendem ao óbvio, que não concordam com lógicas que não convencem. 


Que vão ao passado para entender o presente. 


Que não aceitam mordaças nem vendas impedindo a visão.


São olhos com asas, querendo voar, com liberdade para observar, comparar e investigar .


*

Não são apenas buscadores de razão e informação, são olhos ávidos por saberes esquecidos e às vezes, até ocultados.


São pessoas que pensam “fora da caixinha” e vivem, muitas vezes, como “pontos fora da curva”.


*

Olhos de girassóis unem política e espiritualidade, sonho e realidade.


Costuram diálogos entre “tribos“ diferentes.


São construtores de consensos, mediadores de conflitos, respeitadores de dissensos, arquitetos de futuros.


Não enxergam religião, mas religiosidade.


Não dividem pessoas em padrões, mas olham os seres humanos para além dos rótulos.

*

Esses olhos sempre afirmam” que o rei está nu”.


Não se conformam.


Não se vendem.


Não se rendem.


São lavradores de consciências, forjando no fogo das reflexões que promovem e da conduta que adotam, as transformações que os sociedades precisam.

*

Mostram a manipulação, denunciam manobras e tentativas de controle, seja ele político, religioso, econômico, por intermédio de livros, jornais e meios digitais.

*

Mesmo que sofram de miopia, hipermetropia, daltonismo e até possuam astigmatismo ou estrabismo, enxergam de perto, de longe, dos lados, por fora e por dentro, pois, são olhos de girassóis, são olhos da alma, com alma.

*

É graças a eles que as culturas dominantes não conseguem lobotomizar os povos do planeta e podemos ter esperança no raiar de uma nova aurora.


*

Olhos de girassóis são sentinelas vivas e atentas.


São como faróis que iluminam as embarcações nas noites tempestuosas com mar revolto.

*

Plantemos e cultivemos mais girassóis!


Tenhamos olhos de girassóis!


Ainda dá tempo...



Cezar Braga Said