quarta-feira, julho 03, 2019

A Lenda do Peixinho Vermelho - Emmanuel





A Lenda do Peixinho Vermelho

Emmanuel



Ante as portas livres de acesso ao trabalho cristão e ao conhecimento salutar que André Luiz vai desvelando, recordamos prazerosamente a antiga lenda egípcia do peixinho vermelho.


No centro de formoso jardim, havia grande lago, adornado de ladrilhos azul-turquesa.


Alimentado por diminuto canal de pedra, escoava suas águas, do outro lado, através de grade muito estreita.


Nesse reduto acolhedor, vivia toda uma comunidade de peixes, a se refestelarem, nédios e satisfeitos, em complicadas locas, frescas e sombrias.


Elegeram um dos concidadãos de barbatanas para os encargos de rei, e ali viviam, plenamente despreocupados, entre a gula e a preguiça.


Junto deles, porém, havia um peixinho vermelho, menosprezado de todos.


Não conseguia pescar a mais leve larva, nem refugiar-se nos nichos barrentos.


Os outros, vorazes e gordalhudos, arrebatavam para si todas as formas larvárias e ocupavam, displicentes, todos os lugares consagrados ao descanso.


O peixinho vermelho que nadasse e sofresse. Por isso mesmo era visto, em correria constante, perseguido pela canícula ou atormentado de fome.


Não encontrando pouso no vastíssimo domicilio, o pobrezinho não dispunha de tempo para muito lazer e começou a estudar com bastante interesse.


Fez o inventário de todos os ladrilhos que enfeitavam as bordas do poço, arrolou todos os buracos nele existentes e sabia, com precisão, onde se reuniria maior massa de lama por ocasião de aguaceiros.


Depois de muito tempo, à custa de longas perquirições, encontrou a grade do escoadouro.


A frente da imprevista oportunidade de aventura benéfica, refletiu consigo:


- "Não será melhor pesquisar a vida e conhecer outros rumos?"


Optou pela mudança.


Apesar de macérrimo pela abstenção completa de qualquer conforto, perdeu várias escamas, com grande sofrimento, a fim de atravessar a passagem estreitíssima.


Pronunciando votos renovadores, avançou, otimista, pelo rego d’água, encantado com as novas paisagens, ricas de flores e sol que o defrontavam, e seguiu, embriagado de esperança ...


Em breve, alcançou grande rio e fez inúmeros conhecimentos.





Encontrou peixes de muitas famílias diferentes, que com ele simpatizaram,
Instruindo-o quanto aos percalços da marcha e descortinando-lhe mais fácil roteiro.


Embevecido, contemplou nas margens homens e animais, embarcações e pontes, palácios e veículos, cabanas e arvoredo.


Habituado com o pouco, vivia com extrema simplicidade, jamais perdendo a leveza e a agilidade naturais.


Conseguiu, desse modo, atingir o oceano, ébrio de novidade e sedento de estudo.


De Inicio, porém, fascinado pela paixão de observar, aproximou-se de uma baleia para quem toda a água do lago em que vivera não seria mais que diminuta ração; impressionado com o espetáculo, abeirou-se dela mais que devia e foi tragado com os elementos que lhe constituíam a primeira refeição diária.


Em apuros, o peixinho aflito orou ao Deus dos Peixes, rogando proteção no bojo do monstro e, não obstante as trevas em que pedia salvamento, sua prece foi ouvida, porque o valente cetáceo começou a soluçar e vomitou, restituindo-o às correntes marinhas.


O pequeno viajante, agradecido e feliz, procurou companhias simpáticas e aprendeu a evitar os perigos e tentações.


Plenamente transformado em suas concepções do mundo, passou a reparar as infinitas riquezas da vida. Encontrou plantas luminosas, animais estranhos, estrelas móveis e flores diferentes no seio das águas. Sobretudo, descobriu a existência de muitos peixinhos, estudiosos e delgados tanto quanto ele, junto dos quais se sentia maravilhosamente feliz.


Vivia, agora, sorridente e calmo, no Palácio de Coral que elegera, com centenas de amigos, para residência ditosa, quando, ao se referir ao seu começo laborioso, veio a saber que somente no mar as criaturas aquáticas dispunham de mais sólida garantia, de vez que, quando o estio se fizesse mais arrasador, as águas de outra altitude continuariam a correr para o oceano.


O peixinho pensou, pensou... e sentindo imensa compaixão daqueles com quem convivera na infância, deliberou consagrar-se à obra do progresso e salvação deles.


Não seria justo regressar e anunciar-lhes a verdade? não seria nobre ampará-los, prestando-lhes a tempo valiosas informações? Não hesitou.


Fortalecido pela generosidade de irmãos benfeitores que com ele viviam no Palácio de Coral, empreendeu comprida viagem de volta.


Tornou ao rio, do rio dirigiu-se aos regatos e dos regatos se encaminhou para os canaizinhos que o conduziram ao primitivo lar.


Esbelto e satisfeito como sempre, pela vida de estudo e serviço a que se devotava, varou a grade e procurou, ansiosamente, os velhos companheiros.


Estimulado pela proeza de amor que efetuava, supôs que o seu regresso causasse surpresa e entusiasmo gerais.


Certo, a coletividade inteira lhe celebraria o feito, mas depressa verificou que ninguém se mexia.


Todos os peixes continuavam pesados e ociosos, repimpados nos mesmos ninhos lodacentos, protegidos por flores de lótus, de onde saiam apenas para disputar larvas, moscas ou minhocas desprezíveis.


Gritou que voltara a casa, mas não houve quem lhe prestasse atenção, porquanto ninguém, ali, havia dado pela ausência dele.


Ridicularizado, procurou, então, o rei de guelras enormes e comunicou-lhe a reveladora aventura.


O soberano, algo entorpecido pela mania de grandeza, reuniu o povo e permitiu que o mensageiro se explicasse.


O benfeitor desprezado, valendo-se do ensejo, esclareceu, com ênfase, que havia outro mundo liquido, glorioso e sem fim.


Aquele poço era uma insignificância que podia desaparecer, de momento para outro. Além do escoadouro próximo desdobravam-se outra vida e outra experiência.


Lá fora, corriam regatos ornados de flores, rios caudalosos repletos de seres diferentes e, por fim, o mar, onde a vida aparece cada vez mais rica e mais surpreendente.


Descreveu o serviço de tainhas e salmões, de trutas e esqualos.


Deu notícias do peixe-lua, do peixe-coelho e do galo-do-mar.


Contou que vira o céu repleto de astros sublimes e que descobrira árvores gigantescas, barcos imensos, cidades praieiras, monstros temíveis, jardins submersos, estrelas do oceano e ofereceu-se para conduzi-los ao Palácio de Coral, onde viveriam todos, prósperos e tranquilos.


Finalmente os informou de que semelhante felicidade, porém, tinha igualmente seu preço.


Deveriam todos emagrecer, convenientemente, abstendo-se de devorar tanta larva e tanto verme nas locas escuras e aprendendo a trabalhar e estudar tanto quanto era necessário à venturosa jornada.



Assim que terminou, gargalhadas estridentes coroaram-lhe a preleção.


Ninguém acreditou nele.


Alguns oradores tomaram a palavra e afirmaram, solenes, que o peixinho vermelho delirava, que outra vida além do poço era francamente impossível, que aquela história de riachos, rios e oceanos era mera fantasia de cérebro demente e alguns chegaram a declarar que falavam em nome do Deus dos Peixes, que trazia os olhos voltados para eles unicamente.


O soberano da comunidade, para melhor ironizar o peixinho, dirigiu-se em companhia dele até à grade de escoamento e, tentando, de longe, a travessia, exclamou, borbulhante:


- "Não vês que não cabe aqui nem uma só de minhas barbatanas?


Grande tolo! vai-te daqui! não nos perturbes o bem-estar... Nosso lago é o centro do Universo... Ninguém possui vida igual à nossa! ...


Expulso a golpes de sarcasmo, o peixinho realizou a viagem de retorno e instalou-se, em definitivo, no Palácio de Coral, aguardando o tempo.


Depois de alguns anos, apareceu pavorosa e devastadora seca.


As águas desceram de nível. E o poço onde viviam os peixes pachorrentos e vaidosos esvaziou-se, compelindo a comunidade inteira a perecer, atolada na lama...


O esforço de André Luiz, buscando acender luz nas trevas, é semelhante à missão do peixinho vermelho.


Encantado com as descobertas do caminho infinito, realizadas depois de muitos conflitos no sofrimento, volve aos recôncavos da Crosta Terrestre, anunciando aos antigos companheiros que, além dos cubículos em que se movimentam, resplandece outra vida, mais intensa e mais bela, exigindo, porém, acurado aprimoramento individual para a travessia da estreita passagem de acesso às claridades da sublimação.


Fala, informa, prepara, esclarece ...


Há, contudo, muitos peixes humanos que sorriem e passam, entre a mordacidade e a indiferença, procurando locas passageiras ou pleiteando larvas temporárias.


Esperam um paraíso gratuito com milagrosos deslumbramentos depois da morte do corpo.


Mas, sem André Luiz e sem nós, humildes servidores de boa vontade, para todos os caminheiros da vida humana pronunciou o Pastor Divino as indeléveis palavras: - "A cada um será dado de acordo com as suas obras."



XAVIER, Francisco Cândido. Prefácio ditado pelo Espírito Emmanuel para o livro Libertação do Espírito André Luiz.

terça-feira, julho 02, 2019

O Que Faz a Sua Presença - Do livro 100 Dicas para viver melhor








O Que Faz a Sua Presença


Que sua presença ,seja sempre um sopro de ar puro para o ambiente em que estiver.


Que sua pessoa seja digna de confiança,mas com um toque de criatividade.


Disponível, mas sem esquecer-se de si.


Incansável pelo ideal, mas satisfeita com a vida.


Ligada aos amigos, mas capaz de pensar distante.


Não conte os anos que já viveu, mas ame a vida simplesmente.


Ocupe-se intensamente no que faz, sem pensar no que poderia ter feito.


E se um dia já não puder seguir fisicamente o ritmo habitual descubra mil outras coisas para fazer, outros mundos para explorar e pessoas para amar, mantendo a paz e o entusiasmo no espírito.


Assim, muitos buscarão a sua amizade, pela sua alegria contagiante, pela sua inspiração que sugere, e, sobretudo, pelo exemplo que proporciona de uma vida plenamente realizada.




FONTE

Do livro 100 Dicas para viver melhor

segunda-feira, julho 01, 2019

Decisão de ser feliz - Joanna de Ângelis









Decisão de ser feliz

Joanna de Ângelis 



Empenha-te ao máximo para tornar tua vida agradável a ti mesmo e aos outros.


É importante que, tudo quanto faças, apresente um significado positivo, motivador de novos estímulos para o prosseguimento da tua existência,  que se deve caracterizar por experiências enriquecedoras.


Se as pessoas que te cercam não concordarem com a tua opção de ser feliz, não te descoroçoes, e, sem qualquer agressão, continua gerando bem-estar.


És a única pessoa com quem contarás para estar contigo, desde o berço até o túmulo, e depois d’Ele, como resultado dos teus atos...


Gerar simpatia, produzindo estímulos otimistas para ti mesmo, representa um crescimento emocional significativo, a maturidade psicológica em pleno desabrochar.


É relevante que o teu comportamento produza um intercâmbio agradável, caricioso, com as demais pessoas. 


No entanto, se não te comprazer, transformar-se-á em tormento, induzindo-te a atitudes perturbadoras, desonestas.


Tuas mudanças e atitudes afetam aqueles com os quais convives. É natural, portanto, que te plenificando, brindem-te com mais recursos para a geração de alegrias em volta de ti.


Todos os grandes líderes da Humanidade lutaram até  lograr sua meta — alcançar o que haviam elegido como felicidade, como fundamental para a contínua busca.


Buda renunciou a todo conforto principesco para atingir a iluminação.


Maomé sofreu perseguições e permaneceu indômito até lograr sua meta.


Gandhi foi preso inúmeras vezes, sem reagir, fiel aos planos da não-violência e da liberdade para o seu povo.


E Jesus preferiu a cruz infamante à mudança de comportamento fixado no amor.


Todos quantos anelam pela integração com a Consciência Cósmica geram simpatia e animosidade no mundo, estando sempre a braços com os sentimentos desencontrados dos outros, porém fiéis a si mesmos, com quem sempre contam, tanto quanto, naturalmente, com Deus.


Quando se elege uma existência enriquecida de paz e bem-estar, não se está eximindo ao sofrimento, às lutas, às dificuldades que aparecem.  


Pelo contrário, eles sempre surgem como desafios perturbadores, que a pessoa deve enfrentar, sem perder o rumo nem alterar o prazer que experimenta na preservação do comportamento elegido. 


Transforma, dessa maneira, os estímulos afligentes em contribuição positiva, não se lamentando, não sofrendo, não desistindo.


Quem, na luta, apenas vê sofrimento, possui conduta patológica, necessitando de tratamento adequado.


A vida é bênção, e deve ser mantida saudável, alegre, promissora, mesmo quando sob a injunção libertadora de provas e expiações.


Tornando tua vida agradável, serão frutíferos e ensolarados todos os teus dias






FRANCO, Divaldo Pereira pelo espírito Joanna de Ângelis. Momento de Saúde.Cap 1.

DESENCARNAÇÃO DE DIMAS - ANDRÉ LUIZ