quinta-feira, novembro 19, 2020

ENCONTRO COM JESUS | ATIVANDO A PAZ | MEDITAÇÃO COM YASMIN MADEIRA.#161 12H

CARIDADE DO DEVER -André Luiz

 





CARIDADE DO DEVER

André Luiz


De quando a quando, troquemos os grandes conceitos da caridade pelos atos miúdos que lhe confirmem a existência.

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Não apenas os fatos de elevado alcance e os gestos heroicos dignos da imprensa.


Beneficência no cotidiano.


Não empurrar os outros na condução coletiva.


Evitar os serviços de última hora, nas instituições de qualquer espécie, aliviando companheiros que precisam do ônibus em horário certo para o retorno à família.


Reprimir o impulso de irritação e falar normalmente com as pessoas que nada tem a ver com os nossos problemas.


Aturar sem tiques de impaciência a conversação do amigo que ainda não aprendeu a sintetizar.


Ouvir, qual se fosse pela primeira vez, um caso recontado pelo vizinho em lapso de memória.


Poupar o trabalho de auxiliares e cooperadores, organizando anotações prévias de encomendas e tarefas por fazer, para que não se convertam em andarilhos por nossa conta.


Desistir de reclamações, descabidas diante de colaboradores que não tem culpa das questões que nos induzem à pressa, nas organizações de cujo apoio necessitamos.


Pagar sem delonga o motorista ou a lavadeira, o armazém ou a farmácia que nos resolvem as necessidades, sem a menor obrigação de nos prestarem auxílio.


Respeitar o direito do próximo sem exigir de ninguém virtudes que não possuímos ou benefícios que não fazemos.

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Todos pregamos reformas salvadoras.


Guardemos bastante prudência para não nos fixarmos inutilmente nos dísticos de fachada.


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Edificação social, no fundo, é caridade e caridade vem de dentro.


Façamos uns aos outros a caridade de cumprir o próprio dever.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Apostilas da vida. Uberaba/MG:CEU. Cap 5,p.9-10.

quarta-feira, novembro 18, 2020

ENCONTRO COM JESUS | ENCONTRO COM SUA FAMÍLIA ESPIRITUAL | MEDITAÇÃO COM...

CASAMENTO E DIVÓRCIO - André Luiz




 CASAMENTO E DIVÓRCIO

André Luiz 


Divórcio, edificação adiada; resto a pagar no balanço do espírito devedor.


Isso geralmente porque um dos cônjuges veio a esquecer que os direitos nas instituições domésticas somam deveres iguais.


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A Doutrina Espírita elucida claramente o problema do lar, entremostrando os remanescentes do trabalho a fazer, segundo os compromissos anteriores em que marido e mulher assinaram contrato de serviço, antes da reencarnação.


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Dois espíritos sob o aguilhão do remorso ou tangidos pelas exigências da evolução, ambos portando necessidades e débitos, encontra-se ou reencontra-se no matrimônio, convencidos de que união esponsalícia é, sobretudo o esquema de obrigações regenerativas.


Reincorporados, porém, na veste física se deixam embair pelas ilusões de antigos preconceitos ou pelas hipnoses do desejo e passam ao território da responsabilidade matrimonial quais sonâmbulos sorridentes, acreditando em felicidade de fantasia como as crianças admitem a solidez dos pequeninos castelos de papelão.


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Surgem, no entanto, as realidades que sacodem a consciência.


O tempo, que durante o noivado era todo empregado no montante dos sonhos, passa a ser rigorosamente dividido ente deveres e pagamentos, previsões e apreensões, lutas e disciplinas e os cônjuges desprevenidos de conhecimento elevado, começam a experimentar fadiga e desânimo, quando mais se lhes torna necessária a confiança recíproca para que o estabelecimento doméstico produza rendimentos de valores substanciais em favor da vida do espírito.


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Descobrem, por fim, que amar não é apenas fantasiar, mas acima de tudo, construir. 


E construir pede não somente plano e esperança, mas também suor e por vezes aflições e lágrimas.


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Auxiliemos, na Terra, a compreensão do casamento como sendo um comércio de realizações e concessões mútuas, cuja falência é preciso evitar.


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Compreendamos aqueles que não puderam evitar o divórcio, porquanto ignoramos qual seria a nossa conduta em lugar deles, nos obstáculos e sofrimentos com que foram defrontados, mas interpretemos o matrimônio por sociedade venerável de interesses da alma perante Deus.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Apostilas da vida. Uberaba/MG:CEU. Cap 4,p.8-9.