quarta-feira, novembro 17, 2021

Momentos de Paz - Emmanuel / Introdução

 

INTRODUÇÃO




Prezado Leitor


Todos os livros que nos enobrecem e nos instruem são orientadores sábios credores do nosso respeito e de nosso amor, entretanto muitas vezes e uma frase rápida que nos serve de chave para liquidar grandes problemas da vida e do coração.

Uberaba, 19 de Agosto de 1980


Emmanuel


XAVIER , Francisco Cândido  pelo Espírito Emmanuel. Momentos de Paz.Introdução,p.3.

domingo, novembro 14, 2021

FILHO PREDILETO - Erma Bombeck

 


FILHO PREDILETO


Erma Bombeck


Certa vez perguntaram a uma mãe qual era seu filho preferido, aquele que ela mais amava.


E ela, deixando entrever um sorriso, respondeu:


"Nada é mais volúvel que um coração de mãe.


E, como mãe, lhe respondo: o filho predileto, aquele a quem me dedico de corpo e alma...


É o meu filho doente, até que sare.


O que partiu, até que volte.


O que está cansado, até que descanse.


O que está com fome, até que se alimente.


O que está com sede, até que beba.


O que estuda, até que aprenda.


O que está com frio, até que se agasalhe.


O que não trabalha, até que se empregue.


O que namora, até que se case.


O que casa, até que conviva.


O que é pai, até que os crie.


O que prometeu, até que se cumpra.


O que deve, até que pague.


O que chora, até que cale.


E já com o semblante bem distante daquele sorriso, completou:


O que já me deixou...


...até que o reencontre...



Erma Bombeck


 

FONTE

RECANTOS DAS LETRAS> Disponível em https://www.recantodasletras.com.br/mensagensdeamor/5496315. Acesso : 14 NOV 2021.

quinta-feira, novembro 11, 2021

20 APEGO DEMAIS - Cornélio Pires

 





20 APEGO DEMAIS

Cornélio Pires


Você quer informação,

Meu caro Luiz Lamego,

Do que se sabe no Além,

Quanto aos problemas do apego.


Apego cria na gente

Muita luta e compromisso

Que o verbo ao nosso dispor

Quase nada conta disso.


Por força da Lei de Deus,

Sempre clara e benfazeja,

Cada qual acha no tempo

Aquilo que mais deseja.


Agarramento no mundo,

Na vista, uma cousa à-toa,

Parece uma corda grossa

Que prende qualquer pessoa.


Posso dizer a você:

Nesse laço estranho e forte,

Temos amigos em monte

Lutando depois da morte.


Você recorda Nhô Juca,

O sovina de Água Rasa

Depois de morto, deitou-se

No cofre da própria casa.


Nhô Chico viveu rondando

O antigo sítio da Penha,

Desencarnado, prossegue

Vigiando chão e lenha.


A moça do garfo grande,

Maricotinha Donato,

Sem corpo, só pensa nisto:

— Leitoa, galeto e pato.


Antonico da Caneca,

No Além, inda bebe e xinga,

Se o vejo é sempre escornado,

Junto à garrafa de pinga.


Outra que anda no copo,

Dona Augusta, da Água Bela,

Fora do corpo, procura

Quem queira beber com ela.


Conrado era da calúnia,

Nunca se soube porque,

Sem corpo vive escrevendo

Infâmias que ninguém lê.


Cultivava inveja e ódio

Nhô Tino do Sapecado,

No Além, parece uma bomba

Que todos deixam de lado.


Sempre fugiu do trabalho

O nosso caro Eleutério,

Morreu, mas vive em descanso

Dormindo no cemitério.


Negociante usurário,

Desencarnado, Nhô Bem,

Conserva o punho agarrado

Na gaveta do armazém.


Guilhermino que morreu

De namorico e paquera

Vive agora atrás das moças,

Nem vê que o caso já era.


Pensem nisto, enquanto é tempo,

Apego, caro Luiz,

É o modo que o mundo encontra

De se fazer infeliz.


Educação e serviço

Indicam a paz segura,

Toda pessoa na vida

Tem aquilo que procura.


Pode crer. Depois da morte,

Quanto ao seu próprio lugar,

Aquilo que você busque

É a nota que vai contar!...


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Cornélio Pires. Retratos da vida. Cap. 20.

 

quarta-feira, novembro 10, 2021

19 CONDENAÇÃO E VIDA - Cornélio Pires

 


19 CONDENAÇÃO E VIDA

Cornélio Pires


Você procura notícias,

Meu caro Nuno Serrão,

Do que se diz no outro mundo

Em torno à condenação.


Na luta em que vamos indo,

Seu pedido, caro Nuno,

Encerra assunto excelente

Para debate oportuno.


Num mundo assim qual o nosso,

Onde a luta nos cativa,

Ninguém pode dispensar

A crítica construtiva.


Se erro e se muitos erram,

Ë preciso aparecer

Quem nos aponte verdade

Quem nos convide ao dever.


No entanto, a critica nobre

Que ampara, esclarece e guia,

Traz consigo a segurança

Dos golpes de cirurgia.


O médico em plena ação,

Não corta, nem fere à-toa,

Trata ou suprime a doença

Sem desprezar a pessoa.


Nesse sentido assinalo

Que aprendi desde menino,

A saber o que é melhor

Pelo socorro do ensino.


Mas censura por si só,

Vertendo verbo infeliz,

Lembra pedrada sonora

De quem não sabe o que diz.


E já que a vida devolve

Aquilo que se lhe oferta,

Toda pedra que atiramos,

Volta a nós rápida e certa.


Note o caso de Nhô Fábio,

Moral de conversa brava,

Morreu buscando prazer

Na rua que detestava.


Nicota falando às soltas

Acusava a mãe doente,

Um dia fugiu de casa

Para morrer delinquente.


Laurentino reprovava

A trilha de Felisbela .

Foi-se o tempo e ele finou-se

Apaixonado por ela.


Jacó censurou o irmão

Por desposar Nhá Siluva;

Finou-se o irmão de repente...

Jacó ligou-se à viúva.


Falava Artur que o cigarro

É só veneno em consumo;

Depois de tanto fumar

Morreu no excesso de fumo.


Pregava contra a riqueza

Nosso amigo Zé Romão,

Ganhando na loteria,

Desertou da pregação.


Perseguido injustamente

Por jogo morreu Quim Cota...

E o filho que o acusava

Morreu na frente da sota.


Quirino Almeida zombava

Dos passes de Nhá Mariana...

Hoje, ele mesmo procura

Vinte passes por semana.


A vida é assim, caro Nuno...

Condenar não vale a pena,

Porque a gente sempre cai

Naquilo que mais condena.


Irritação e azedume

Criam angústia e pesar;

Perante qualquer ofensa

O melhor é perdoar.


Julgar exige cuidado

Pelos outros e por si.

Noah condene, ajude sempre,

Que este assunto é isso aí.

 

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Cornélio Pires. Retratos da vida. Cap. 19.