quinta-feira, maio 23, 2024

Teu Corpo - Emmanuel


 

Teu Corpo 

Emmanuel


Não menosprezes teu corpo, a pretexto de ascensão à virtude.


Recorda que a semente responsável pelo pão que te supre a mesa, em muitas ocasiões, se valeu do adubo repelente a fim de poder servir-te e que a água a derramar-se do vaso para acalmar-te a sede, quase sempre, foi filtrada no charco, para que a secura não te arruinasse a existência.


O corpo físico é o santuário em que te exprimes no mundo.


Não olvides semelhante verdade para que não respondas com o desleixo à Previdência Divina que, com ele, te investiu na posse de valiosos recursos para o teu aperfeiçoamento de espírito na vida imperecível.


Realmente, as almas vacilantes na fé e ainda aprisionadas às teias da ignorância arrojam-no aos desvãos da aventura e da inutilidade, mas os caracteres valorosos e acordados para o bem, dele fazem o precioso veículo para o acesso às alturas.


Com o corpo terrestre, Maria de Nazaré honorificou a missão da Mulher, recebendo Jesus nos braços maternais e Paulo de Tarso exalçou o Cristianismo nascente, atingindo o heroísmo e a sublimação... 


Com ele Francisco de Assis imortalizou a bondade humana; Giordano Bruno lobrigou a multiplicidade dos mundos habitados;


Galileu observou o movimento da Terra em plena vida cósmica; 


Vicente de Paulo teceu o poema inesquecível da caridade e Beethoven trouxe ao ouvido humano as melodias celestiais...


Lembra-te de que teu corpo é harpa divina. 


E ao invés de lhe condenares as cordas ao abandono e à destruição, tange nelas, com o próprio esforço, o hino do trabalho e da fraternidade, da compreensão e da luz, que te fará nota viva e harmoniosa na sintonia de amor universal com que a Beleza Eterna exalta incessantemente a Sabedoria Infinita de Deus.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.Viajor, cap.22.

quarta-feira, maio 22, 2024

O Olhar de Jesus - Emmanuel

 




O Olhar de Jesus

Emmanuel


Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.


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O Mestre Divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.

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Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe a existência.

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Em Maria de Magdala, não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.

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Em Zacheu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa

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Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a crucificação.

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Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o fascinado pelas honrarias Terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.

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Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciência, porque, então teremos atingido o Grande Entendimento que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.Viajor, cap.18.

 

terça-feira, maio 21, 2024

Caridade - Emmanuel

 


Caridade 

Emmanuel


Caridade é, sobretudo, Amizade.

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Para o faminto — é o prato de sopa fraterna.

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Para o triste — é a palavra consoladora.

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Para o mau — é a paciência com que nos compete auxiliá-lo.

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Para o desesperado — é o auxílio do coração.

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Para o ignorante — é o ensino despretensioso.

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Para o ingrato — é o esquecimento.

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Para o enfermo — é a visita pessoal.

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Para o estudante — é o concurso no aprendizado.

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Para a criança — é a proteção construtiva.

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Para o velho — é o braço irmão.

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Para o inimigo — é o silêncio.

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Para o amigo — é o estímulo.

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Para o transviado — é o entendimento.

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Para o orgulhoso — é a humildade.

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Para o colérico — é a calma.

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Para o preguiçoso — é o trabalho.

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Para o impulsivo — é a serenidade.

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Para o leviano — é a tolerância.

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Para o deserdado da Terra — é a expressão de carinho.

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CARIDADE é o AMOR, em manifestação incessante e crescente. 


É o sol de mil faces, brilhando para todos, e o gênio de mil mãos, amparando, indistintamente, na obra do bem, onde quer que se encontre, entre justos e injustos, bons e maus, felizes e infelizes, porque, onde estiver o Espírito do Senhor aí se derrama a claridade constante dela, a benefício do mundo inteiro.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.Viajor, cap.13.

 

quinta-feira, maio 16, 2024

Doentes da Alma - Emmanuel



Doentes da Alma

Emmanuel


Existem doentes da alma, quanto existem enfermos do corpo.

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Quando encontrares companheiros envolvidos na sombra do materialismo destruidor, ao invés de invectivá-los, compadece-te.


Cercados pela vida triunfante, do sol aos vermes e do lodo às estrelas, quantos se acham aparentemente desligados da ideia de Deus e trazem o coração em transitório desequilíbrio.


Se te hostilizam, silencia.


Se te provocam, abençoa.


Não lhes atires fel ao vinagre em que se lhes represa a existência.


Pensa nas dificuldades e lágrimas que os fizeram assim.


Considera, sobretudo, que não são indiferentes à fé porque o desejem.


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Surpreendemos os que foram orientados na rebeldia, desde a primeira infância e não dispõem de facilidades imediatas para renovarem convicções; 


os que viram mentalmente espancados por desenganos e perderam a confiança em si próprios; 


os que se supunham superiores à Sabedoria Divina e quiseram subjugar os seus irmãos, caindo em amargas experiências que os constrangeram ao reconhecimento da própria pequenez que ainda não conseguem admitir; 


os que tiveram a casa visitada pela morte e se revoltaram contra as leis da Vida que lhes favorecem os entes amados com a libertação, antes que se lhes arrochassem as cadeias de sofrimento; 


os que estimariam poder transformar inconsideravelmente os princípios do Universo e se fazem adversários de Deus por não lhes ser possível o controle absoluto da Natureza e da Humanidade; 


e aqueles outros que se enredaram em laços de angústia e pranto, pretendendo a fuga dos recursos expiatórios que criaram para si mesmos, na liberação das próprias culpas.


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Diante dos irmãos que a descrença domina, jamais acuses.


Sejam eles quem forem, abençoa-os e espera.


Não são passíveis de condenação ou censura. 


São enfermos da alma, portadores de estranha paranoia  de que a misericórdia de Deus os retirará.



Uma Aberração da Inteligência

Irmão Saulo


Ao enviar-nos mensagem recebida em reunião pública em Uberaba, escreveu-nos Chico Xavier: 


“Os temas e comentários da noite giraram em torno da questão nº. 147 de “O Livro dos Espíritos”. 


As opiniões eram as mais diversas com respeito aos nossos irmãos materialistas, mas no término das tarefas o nosso abnegado Emmanuel escreveu, por nosso intermédio, a página, que intitulou “Doentes da Alma”, de que lhe envio cópia".


A questão 147 refere-se ao problema do materialismo entre os especialistas em ciências médicas e estudos superiores em geral.


Na pergunta seguinte o assunto é desenvolvido e os Espíritos respondem que não são os estudos que produzem o materialismo, mas a vaidade humana. 


E no final da resposta Kardec acentua: 


Por uma aberração da inteligência há pessoas que só veem nos seres orgânicos a anão da matéria e a ela atribuem os nossos atos. 


Só viram no corpo humano a máquina elétrica.


Essa expressão de Kardec, ainda hoje criticada, é agora  plenamente confirmada pelo diagnóstico de Emmanuel: 


os materialistas são enfermos da alma, portadores de estranha paranoia. 


Aberração da inteligência ou enfermidade da alma são expressões que se equivalem. 


Mas por que esse rigor na apreciação do problema? 


Classificando-os assim, não menosprezamos e ofendemos os materialistas? 


Não se trata de uma coisa nem de outra, mas apenas de exame objetivo da situação. 


O Materialismo é considerado pelo Espiritismo como verdadeira ameaça à criatura humana, porque deforma a visão natural do homem e o precipita na cegueira espiritual.


O Materialismo nega a própria natureza humana que é espiritual e não material. 


Partindo dessa premissa falsa conduz o homem a uma atitude errônea diante da vida e do mundo. 


Bastaria isto para mostrar a sua origem patológica. R uma distorção da realidade. 


Hoje sabemos, pelas pesquisas antropológicas, etnológicas e sociológicas, que nunca houve na Terra um só povo ateu. 


O homem é naturalmente religioso, pois, como afirmou Descartes, traz a ideia de Deus em si mesmo. 


O Espiritismo nos mostra a existência da lei de adoração, lei natural que caracteriza a natureza humana. O materialismo nega essa lei e gera o desespero e a irresponsabilidade.


XAVIER, Francisco Cândido; PIRES, Herculano. Chico Xavier pede  licença.  Espíritos Diversos, Cap 28.