quinta-feira, setembro 04, 2025

Bom Combate - Emmanuel

 



Bom combate

Emmanuel

Tema principal

Reunião pública de 20-1-1961. 

1ª Parte — Cap. V — Item 6.

 

 

Voltando à Pátria Espiritual, depois da morte, estamos frequentemente na condição daquele filho pródigo da parábola, de retorno à casa paterna para a bênção do amor.

 

Emoção do reencontro.

 

Alegria redescoberta.

 

Entretanto, em plena festa de luz, quase sempre desempenhamos o papel do conviva de cérebro deslumbrado, trazendo espinhos no coração.

 

Por fora, é o carinho que nos reúne.

 

Por dentro, é o remorso que nos fustiga.

 

Vanguarda que fulgura.

 

Retaguarda que obscurece.

 

Êxtase e dor.

 

Esperança e arrependimento.

 

Reconhecidos às mãos luminosas que nos afagam, muitos de nós sentimos vergonha das mãos sombrias que oferecemos.

 

E porque a Lei nos infunde respeito à justiça, aspiramos a debitar a nós próprios o necessário burilamento e a suspirada felicidade.

 

Rogamos, dessa forma, a reencarnação, à guisa de recomeço, buscando a tarefa que interrompemos e a afeição que traímos, o dever esquecido e o compromisso menosprezado, famintos de reajuste.

 

 

Agradece, assim, o lugar de prova em que te situas.

 

Corpo doente, companheiro difícil, parente complexo, chefe amargo e dificuldade constante são oportunidades que se renovam.

 

Todo título exterior é instrumentação de serviço.

 

A existência terrestre é o bom combate. 

 

Defeito e imperfeição, débito e culpa são inimigos que nos defrontam.

 

Aperfeiçoamento individual é a única vitória que não se altera.

 

E, em toda a parte, o verdadeiro campo de luta somos nós mesmos.

 


.XAVIER, Francisco Cândido ditado pelo Espírito Emmanuel. Justiça divina : estudos e dissertações em torno da obra “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec. Cap 1, Ed 1, 1962, 82 cap. Retorno do Espírito à Pátria Espiritual:  Ilustração Reproduzida da Internet



quarta-feira, setembro 03, 2025

Ante Allan Kardec - Emmanuel

 

 


 

Ante Allan Kardec

Emmanuel


Perante as rajadas do materialismo a encapelarem o oceano da experiência terrestre, a obra kardequiana assemelha-se,incontestavelmente, a embarcação providencial que singra as águas revoltas com segurança. 


Por fora, grandes instituições que pareciam venerandos navios estalam nos alicerces, enquanto esperanças humanas de todos os climas, lembrando barcos de todas as procedências, se entrechocam na fúria dos elementos, multiplicando as aflições e os gritos dos náufragos que bracejam nas trevas.


De que serviria, no entanto, a construção imponente se estivesse reduzida à condição de recinto dourado para exclusivo entretenimento de alguns viajantes, em tertúlias preciosas, indiferentes ao apelo dos que esmorecem no caos?


Prevenindo contra semelhante impropriedade, os sábios instrutores que escreveram a introdução de O Livro dos Espíritos,[1] disseram claramente a Allan Kardec: 


“Mas todos os que tiverem em vista o grande princípio de Jesus se confundirão num só sentimento: o do amor do bem, e se unirão por um laço fraterno que prenderá o mundo inteiro”.


Indubitavelmente, a obra espírita é a embarcação acolhedora, consagrada ao amor do bem. 


Urge, desse modo, que os seus tripulantes felizes não se percam nos conflitos palavrosos ou nas divagações estéreis.


Trabalhemos, acendendo fachos de raciocínio para os que se debatem nas sombras.


Todos concordamos que Allan Kardec é o apóstolo da renovação humana, cabendo-nos o dever de dar-lhe expressão funcional aos ensino, com a obrigação de repartir-lhe a mensagem de luz, entre os companheiros de Humanidade.


Assim crendo, traçamos os despretensiosos comentários contido neste volume, em torno das instruções relacionadas no livro O Céu e o Inferno, valendo-nos das oitenta e duas reuniões públicas de estudo da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba, no decurso de 1961, dando continuidade à tarefa de consultar a essência religiosa da Codificação Kardequiana,[2] com vistas à nossa própria responsabilidade, diante do Espiritismo, em sua feição de Cristianismo redivivo.


Entregando, pois, estas páginas aos leitores amigos, não temos a presunção de inovar as diretrizes espíritas e sim o propósito sincero de reafirmar-lhes os conceitos, para facilitar-nos o entendimento, na certeza de que outros companheiros comparecerão no serviço interpretativo da palavra libertadora de Allan Kardec, suprindo-nos as deficiências no trato do assunto, com mais amplos recursos, em louvor da verdade, para a nossa própria edificação.


Uberaba, 20 de março de 1962.

Emmanuel


[1] Prolegômenos de “O Livro dos Espíritos”. (Nota do Autor espiritual)

[2] Pertencem a esta série de estudos os livros “Religião dos Espíritos”, “Seara dos Médiuns” e “O Espírito da Verdade”. 

Qual aconteceu com os dois primeiros, todos os comentários deste livro foram psicografados nas reuniões públicas das noites de segundas e sextas-feiras, da Comunhão Espírita Cristã, em Uberaba. 

Os textos para estudo foram escolhidos pelos companheiros encarnados que compareceram às reuniões, e, em seguida às apreciações expendidas por eles mesmos, alinhávamos os apontamentos aqui expressas, sendo de observar-se que, em alguns casos, fomos impelidos a separar-nos do tema proposto, à vista de circunstâncias ocorridas nas tarefas em andamento. 

Algumas das páginas que se configuram neste volume foram publicadas em “Reformador”, acatado mensário da Federação Espírita Brasileira, e no jornal “A Flama Espírita”, de Uberaba, explicando, porém, de nossa parte, que, ao fixar aqui as nossas humildes anotações, na ordem cronológica em que foram escritas, no transcurso de 1961, e na relação das questões e respectivos parágrafos que o livro “O Céu e o Inferno” propunha aos nossos estudos, efetuamos pessoalmente a revisão integral de todas elas, considerando a apresentação do conjunto. (Nota do Autor espiritual.)


XAVIER, Francisco Cândido ditado pelo Espírito Emmanuel. Justiça divina : estudos e dissertações em torno da obra “O Céu e o Inferno”, de Allan Kardec. Introdução, Ed. 1, 1962, 82 cap. Allan Kardec e as Obras da Codificação Kardequiana:  Ilustração Reproduzida da Internet.


terça-feira, setembro 02, 2025

Você E Os Outros - André Luiz



Você E Os Outros 

André Luiz

 

Cap. XIII – Item 9


Amigo, atendamos ao apelo da fraternidade.


Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre das falsas situações perante o mundo.


A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos semelhantes.


Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, tendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.


Evite a circunspecção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.


Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem-posta.


Não crie exceções na gentileza para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.


Não deixe correr meses sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, ignorando a dor que acaso exista.


Não condicione as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas ou aos sapatos brilhantes que possam mostrar.


Não se escravize ao título convencional e nem exagere as exigências da sua posição em sociedade.


Dê atenção a quem lha peça, sem criar empecilhos.


Trave conhecimento com os vizinhos, sem qualquer solenidade.


Faça amizade desinteressadamente.


Aceite o favor espontâneo e preste serviço também sem pensar em remuneração.


Ninguém pode fugir à convivência da Humanidade.


Saiba, pois, viver com todos para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.


Quem se encastela no próprio espírito é assim como o poço de água parada que envenena a si mesmo.


Seja comunicativo.


Sorria à criança.


Cumprimente o velhinho.


Converse com o doente.


Liberte o próprio coração, destruindo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas, e a felicidade que você fizer para os outros será luz da felicidade sempre maior brilhando em você.



XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap100. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

 


segunda-feira, setembro 01, 2025

Mensagem Da Criança Ao Homem - Meimei



Mensagem Da Criança Ao Homem 

Meimei

 

Cap. VIII – Item 4


Construíste palácios que assombram a Terra; 


entretanto, se me largas ao relento, porque me faltem recursos para pagar hospedagem, é possível que a noite me enregele de frio.


Multiplicaste os celeiros de frutos e cereais, garantindo os próprios tesouros; 


contudo, se me negas lugar à mesa, porque eu não tenha dinheiro a fim de pagar o pão, receio morrer de fome.


Levantaste universidades maravilhosas; 


mas se me fechas a porta da educação, porque eu não possua uma chave de ouro, temo abraçar o crime, sem perceber.


Criaste hospitais gigantescos; 


no entanto, se não me defendes contra as garras da enfermidade, porque eu não te apresente uma ficha de crédito, descerei bem cedo ao torvelinho da morte.


Proclamas o bem por base da evolução; 


todavia, se não tens paciência para comigo, porque eu te aborreça, provavelmente ainda hoje cairei na armadilha do mal, como ave desprevenida no laço do caçador.


Em nome de Deus que dizes amar, compadece-te de mim!...


Ajuda-me hoje para que eu te ajude amanhã.


Não te peço o máximo que alguém talvez te venha a solicitar em meu benefício...


Rogo apenas o mínimo do que me podes dar para que eu possa viver e aprender.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 99. Jesus Cristo e as crianças:  Ilustração Reproduzida da Internet. Arte : Potlognuti .