domingo, outubro 29, 2006



TUDO PASSA



Não te prendas a nada do que seja transitório.


Todas as coisas à tua volta haverão de passar.

O tempo age, inexorável, promovendo mudanças em tudo.

Opiniões se modificam.

Hábitos se renovam.

Leis se aperfeiçoam.

Impérios caem.

Reis são destronados.

Ditadores perdem o poder.

As gerações se sucedem.

Cada dia é uma nova página na história da Humanidade.

E, se assim é, não olvides que também chegará a tua hora de sair de cena no palco em que protagonizas o teu papel.

Irmão José

Do livro Dias Melhores:: Pelo espírito Irmão José:: Psicografia de Carlos A. Bacelli :: Mensagem semanal do Grupo Espírita Renascer:: Iguatama/MG


Tenho aprendido que tudo na vida é questão de tempo. Nos disseram que "Deus escreve certo em linhas tortas"...Aprendi que ao contrário " Deus escreve certo, em linhas certas".
Também tenho aprendido que tudo passa ...É questão de tempo...Basta observarmos o renascer dos dias e das Estações... Só permanece o que é verdadeiro...
Desejo-lhes uma semana de muita Paz, sob as bênçãos do Amigos Incondicional de nossas almas.
Recebam o meu carinho!
Gabi

sábado, outubro 28, 2006






Finados a Luz do Espiritismo


O culto aos mortos é uma prática das mais antigas e fundamentada em quase todas as religiões, pois esteve inicialmente ligada aos cultos agrários e da fertilidade, onde acreditavam que, como as sementes, os mortos eram sepultados com vistas à ressurreição, o retorno à vida que deveria surgir de algo oculto e misterioso.
Com essa crença, os antigos festejavam o dia dos mortos junto aos túmulos, com banquetes e alegria, costume ainda usado em certas culturas do planeta.

Retrocedendo no tempo, encontra-se na História, o registro de que a filosofia dos druidas, na antiga Gália, deu origem às novas escolas espiritualistas, dentre elas a Doutrina Espírita, pois também cultuava o sentido da infinidade da vida, as existências progressivas da alma e a pluralidade dos mundos habitados; além do mais, a raça gaulesa tinha conhecimento dos mistérios do nascimento e da morte.

Assim, a comemoração dos mortos foi de iniciativa gaulesa, pois comemoravam a Festa dos Espíritos, não nos cemitérios – os gauleses não honravam os cadáveres – mas sim, em cada habitação, onde evocavam as almas dos defuntos.

Entretanto, um nevoeiro denso caiu sobre a terra das Gálias, através da mão brutal de Roma que expulsou os druidas e introduziu o Cristianismo eclesiástico da época, que também foi combatido pelos bárbaros, sobrevindo uma noite de dez séculos, chamada Idade Média, que obscureceu o espiritualismo e fez eclodir a superstição e o fanatismo no ser humano.

Foi somente no século X que a Igreja Católica instituiu oficialmente o dia dos mortos em 02 de novembro. Atualmente, esta data transcendeu o lado religioso, passando mais para o lado emotivo e comercial, quando ocorre grande comercialização de flores e velas e a preocupação maior com a conservação dos túmulos, os quais, muitas vezes, ficam o ano inteiro esquecidos e abandonados. Entre os sentimentos internos e as práticas externas, entre os conhecimentos novos da espiritualidade e o comodismo da prática exterior, o Homem procurou o lado mais cômodo para si, arraigando-o ao formalismo material e desprezou a realidade espiritual, razão que fez Jesus assim se expressar aos escribas e fariseus da sua época: “sois semelhantes aos sepulcros caiados (pintados de cal), que por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos de cadáveres e de toda espécie de podridão” (Mateus 23:27).

O Espírito, ao desligar-se do corpo físico, conserva a mesma personalidade, os mesmos defeitos e qualidades, méritos e deméritos, não havendo assim com a morte física qualquer transformação do Espírito, somente a transformação vibratória da sua nova vivência.

Agora questionamos, o dia 02 de novembro será consagrado aos mortos que se foram, ou aos que ficaram na carne? Existem duas categorias de mortos, os assim considerados por ter deixado a vestimenta carnal e os que ainda continuam vivendo encarnados, mas mortos para a vida espiritual, pois somente vivenciam a vida animal. Para o mundo, mortos são os que despiram a carne; para Jesus, são os que vivem imersos na matéria, alheios à vida primitiva que é a espiritual. É o que explica aquele célebre ensinamento evangélica, em que a pessoa prontificou-se a seguir o Mestre, mas antes queria enterrar seu pai que havia falecido, e Jesus conclamou: “Deixai aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos, tu, porém, vai anunciar o Reino de Deus”.

Assim, com a fé que as religiões pregam com respeito a vida futura e com a certeza advinda pela Doutrina Espírita, pode-se afirmar que os mortos são realmente os que habitam a crosta terrestre, enraizados na matéria e nos vícios, e não os vivos que povoam o Mundo Espiritual, ficando assim designados: mortos-vivos, os que habitam os páramos da Luz; vivos-mortos, os que se acham inumados na carne.

No entanto, esse culto de visitação aos túmulos, essas manifestações de choro e desespero junto aos sepulcros dos mortos, denotam ainda um instinto confuso da imortalidade da alma, mesmo naqueles que se elegem como cristão.

Todavia, se a morte bate à tua porta, aceite-a como algo natural, como um dos ciclos de uma vida (material ou espiritual) que se cumpre, não esquecendo que os corpos são criações do próprio homem, por isso são mortais.

Sentenciados à morte estão todos os homens, no entanto, destinados à imortalidade, logo, morrer, é assumir a imortalidade que permanece no corpo físico ou fora dele, e bem afirma o padre Leonardo Boff, “os mortos são apenas invisíveis, mas não ausentes”.

Tudo no Universo e na Natureza acontece na base de ciclos e, segundo o preclaro Pietro Ubaldi, “tudo que começa tem fim e tudo o que tem fim, recomeça, como também, tudo que nasce, morre, e tudo que morre, renasce”.

Acrescentamos ainda que a existência física, por mais longa que seja, é sempre tempo breve na contagem eterna e, por isso, deve-se viver de tal maneira que possamos desencarnar a qualquer instante, sem aflições e sem desequilíbrio, lembrando, que contrário de morte não é vida, mas sim, nascimento, e em Eclesiastes 7:1, confirma-se: “é melhor o dia da morte do que o dia do nascimento”.
Registramos a passagem evangélica em que Maria de Magdala, ao visitar o túmulo do Mestre querido, surpresa, encontrou-o vazio, e saindo do recinto, encontrou-O nimbado de claridade, dizendo: Maria, sou eu. Assim, demonstrou que não devemos procurar os mortos nas sepulturas, mas sim, os vivos, pois a morte do corpo físico não consegue destruir a vida. Por fim, Emmanuel afirma: “da morte podemos escapar, mas da vida, ninguém fugirá jamais”.
Disponível em< http://www.feal.com.br >



Dedico este post a todos os nossos queridos desencarnados e a todos aqueles que aparentemente não possuem quem possa lhes enviar uma mensagem de carinho e os votos de encorajamento, diante da nova realidade do pós- morte.
Que o Divino Amigo os abençoem e os alentem hoje e sempre !
Gabi

quinta-feira, outubro 26, 2006



Vibrações compensadas


Sintonia significa, em definição mais ampla, enten­dimento, harmonia, compreensão, ressonância ou equiva­lência.

Quando dizemos que «Fulano sintoniza com Beltra­no», referimo-nos, sem dúvida, ao perfeito entendimento entre ambos existente.

Sintonia é, portanto, um fenômeno de harmonia psí­quica, funcionando, naturalmente, à base de vibrações.

Duas pessoas sintonizadas estarão, evidentemente, com as mentes perfeitamente entrosadas, havendo, entre elas, uma ponte magnética a vinculá-las, imantando-as profundamente.

Estarão respirando na mesma faixa, intimamente associadas.

Estudemos o assunto à luz do seguinte diagrama:

SINTONIA, RESSONÂNCIA, VIBRA­ÇÕES COM­PENSADAS = {Sábios = {ideais superiores, assuntos transcendentes = {ciência, filosofia, religião, etc. {Índios = {Objetivos vulgares, assuntos triviais. = {caça, pesca, lutas, presentes, etc.

{Árvores = {Maior vitalidade, melhor produção. = {Permuta dos princípios germinativos quando colocadas entre companheiras da mesma espécie.

Pelo exame desse gráfico, notaremos que tudo den­tro do Universo, por conseguinte dentro do nosso orbe, funciona e movimenta-se na base da sintonia, ou seja, da mútua compreensão.

Exemplifiquemos: o sábio, de modo geral, não se detém, indefinidamente, para trocar idéias sobre assuntos transcendentes com o homem rude do campo, nada fa­miliarizado com questões científicas ou artísticas, que demandam longos estudos.

Seria rematada tolice afirmar-se que o astrônomo, o físico, o jurisconsulto, o matemático, o biologista ou o cientista consagrado a problemas atômicos possam en­contrar, no índio ou no homem inculto, elemento ideal para as suas tertúlias. Os seus companheiros de pales­tras serão, sem dúvida, outros sábios.

A seu turno, o silvícola das margens de Kuluene preferirá, sem dúvida, entender-se e confabular com os companheiros de taba que lhe falam da pesca ou da caça, das próximas incursões ao acampamento inimigo ou de espelhos, facões e ornamentos que as expedições civilizadoras possam levar-lhe aos domínios.

O assunto foi aclarado pelo instrutor Albério, no capítulo Estudando a Mediunidade.
Neste capítulo, procuramos, apenas, torná-lo ainda mais compreensível ao entendimento geral, extraindo, por fim, as conclusões de ordem moral cabíveis, considerando a finalidade sobretudo evangélica do presente trabalho.

Esclarece, o referido instrutor, que as próprias ár­vores não prescindem do fator sintonia.
Serão dotadas de maior vitalidade e produzirão mais, se colocadas ao lado de companheiras da mesma espécie. Exemplo: Plan­tando-se laranjas entre abacaxis ou jaboticabas, as la­ranjeiras produzirão menos do que se a plantação fosse só de sementes de laranja, formando um laranjal.
A permuta dos princípios germinativos assegura-lhes robustez e verdor, garantindo-lhes, consequente­mente, frutificação mais abundante.

Como notamos, o problema da sintonia não está ausente das próprias relações no reino vegetal.
Uma árvore precisa de outra ao lado, da mesma espécie, para que ambas, reciprocamente alimentadas, se cubram de folhas viçosas e flores mais belas e, dentro da função que lhes é própria, embelezem a Natureza, enriqueçam e nutram o homem.

Acentuando tal fato, o irmão Albério, prelecionando magistralmente, recorre, com sabedoria, à mecânica ce­leste, para demonstrar que idênticos princípios magné­ticos regem também as relações do mundo cósmico, sem dúvida não apenas na órbita planetária terrestre, mas noutros planos, mais ou menos evolvidos.

Vamos dar a palavra ao esclarecido mentor:

“Cada planeta revoluciona na órbita que lhe éassinalada pelas leis do equilíbrio, sem ultrapassar as linhas de gravitação que lhe dizem respeito.”

Demonstrado, assim, de forma irretorquível, que em tudo funcionam e operam, invariàvelmente, o fator «Sin­tonia e o elemento (ressonância), recordemos, ainda com o instrutor Albério, o aspecto de maior relevân­cia, consubstanciado na interdependência entre as almas, encarnadas ou desencarnadas, no tocante ao problema evolutivo.

Há grupos de Espíritos, ou consciências, evoluindo simultaneamente.

Alimentam-se reciprocamente.

Nutrem-se mutuamente.

Fortalecem-se uns aos outros, em verdadeira «com­pensação vibratória».

As vezes, tais Espíritos se vêem privados da indes­critível felicidade de prosseguirem, juntos, a mesma mar­cha, por desídia de alguns.

É que os preguiçosos vão ficando para trás, à ma­neira de alunos pouco aplicados, que perdem de vista, por culpa própria, os estudiosos.

Não podem acompanhar aqueles que, em virtude de notas distintas e merecidas, nos exames finais, são na­turalmente transferidos para cursos mais adiantados.

Bem sabemos que a Terra é o Grande Educandário. É bem verdade que, quando há muito amor no co­ração dos que progrediram mais ràpidamente, embora recebessem as mesmas aulas e estivessem submetidos à mesma disciplina, o espírito de abnegação e renúncia fá-los retroceder, em tarefas sacrificiais, a fim de esten­derem as mãos, plenas de luz, às almas queridas que, invigilantes, se perderam nos escuros labirintos da in­dolência.

Esperar, todavia, cômodamente, tal amparo, ao pre­ço de tremendos sacrifícios dos mensageiros do bem, seria reprovável conduta.

A Doutrina Espírita, exaltando o esforço próprio, dignifica a pessoa humana. Converte-a num ser respon­sável e consciente que, esclarecendo-se, deseja e procura movimentar, sob a égide santa e abençoada do Senhor da Vida, as próprias energias, os próprios recursos evolutivos latentes no Íntimo de todo ser humano.

Em virtude de impositivos superiores, a que não conseguem fugir, muitos instrutores espirituais se vêem compelidos a abandonar, temporariamente ou em defini­tivo, os seus tutelados, especialmente os que imprimiram à própria vida, nos labores renovativos, o selo da irresponsabilidade e da má vontade, em lastimável desapreço aos talentos que Jesus lhes confiara.

Os médiuns, portanto, que desejam, sinceramente, enriquecer o coração com os tesouros da fé, a fim de ampliarem os recursos de servir ao Mestre na Seara do Bem, não podem nem devem perder de vista o fator «auto-aperfeiçoamento».

Não devem perder de vista os estudos doutrinários, base do seu esclarecimento.

Não podem, de forma alguma, deixar de nutrir-se com o alimento evangélico, tornando-se humildes e bons, devotados e convictos, a fixa de que os modestos encar­gos mediúnicos de hoje sejam, amanhã, transformados em sublimes e redentoras tarefas, sob o augusto patrocínio do Divino Mestre, que nos afirmou ser o pão da vida» e a «luz do mundo».

Abnegação e perseverança, no trabalho mediúnico, mantêm o servidor em condições de sintonizar, de modo permanente, com os Espíritos Superiores, permutando, assim, com as forças do Bem as divinas vibrações do amor e da sabedoria.

Estabelecida, pois, esta comunhão do medianeiro com os prepostos do Senhor, a prática mediúnica se consti­tuirá, com reais benefícios para o médium e o agrupa­mento onde serve, legítima sementeira de fraternidade e socorro.

ESTUDANDO A MEDIUNIDADE :: MARTINS PERALVA

Mensagem do Grupo Luz do Espiritismo





terça-feira, outubro 24, 2006







NOTA ÍNTIMA



Procuras por segurança
Na luta de cada dia...
Se queres refúgio certo,
Trabalha, serve, confia.
Encontras dificuldades,
Anseias por melhoria;
Em qualquer parte onde estejas,
Trabalha, serve, confia.

Carregas fardo pesado
De angústia e melancolia...
Se buscas libertação,
Trabalha, serve, confia.

Padeces em solidão
Por falta de companhia?
Socorre as dores alheias,
Trabalha, serve, confia.

Ressentimento, azedume,
Tristeza, desarmonia...
Esquece o mal, faze o bem,
Trabalha, serve, confia.

O próprio Deus, por leis justas,
Na Eterna Sabedoria,
Agora e sempre, com todos,
Trabalha, serve, confia.

Casimiro Cunha




Todos nós temos as
nossas atribulações e dificuldades
que, às vezes, nos deixam
preocupados ou tristes.

Como nos ensinam
os nossos benfeitores maiores,
é no trabalho no bem
que preservamos a nossa harmonia.
Pois recebemos
muito mais que doamos.

Quando saímos de nós
e passamos a perceber e ajudar
aqueles que estão ao redor,
refazemos nossas energias e
nos fortalecemos porque
colocamos em ação
a força maior - o Amor.

Pois então que esta semana
você muito trabalhe.
E em servindo, você seja
abençoado por muita energia
de amor, paz e alegria.

Que sua semana seja, então,
simplesmente maravilhosa!


Mensagem semanal da Casa ESpírita Eurípedes Barsanulfo:: Jacarepaguá ::RJ