sexta-feira, maio 15, 2009



TOME CUIDADO COM A VAIDADE

Momento Espírita


A vaidade é uma brecha moral que infelicita bastante a humanidade.


A luta por posições de realce ocupa muito tempo das criaturas.


Mesmo quem não tem vocação para encargos elevados, freqüentemente os procura.


E não o faz por espírito de serviço, mas para aparecer.


Valoriza-se muito a vitória aparente no mundo, mesmo quando conquistada à custa da própria paz.


Mas será que isso compensa?


Não valerá mais a pena viver humildemente, mas com dignidade?


Ocupar postos de destaque traz grande responsabilidade.


Para quem não está preparado, a derrocada moral pode ser grande.


Satisfazer a vaidade é um grande perigo.


A tentação de evidenciar a própria grandeza pode fazer um homem cair no ridículo.


Há pouca coisa mais lamentável do que alguém despreparado desempenhando um grande papel.


A ausência de discernimento pode levar a ver virtudes onde elas não existem.


A aceitar conselhos de quem não merece confiança.


A tomar decisões sob falsas perspectivas.


A vaidade manifesta-se sob muitas formas.


Está presente na vontade de dizer sempre a última palavra.


Por relevante que seja o argumento do outro, o vaidoso não consegue dar-lhe o devido valor.


Imagina que, se o fizer, diminuirá seu próprio brilho.


O vaidoso tem dificuldade em admitir quando erra, mesmo sendo isso evidente.


Ele não consegue perceber a grandeza que existe em admitir um equívoco.


Que é mais louvável retificar o próprio caminho do que persistir no erro.


A vaidade também dificulta o processo de perdoar.


O vaidoso considera muito importante a própria personalidade.


Por conta disso, todas as ofensas que lhe são dirigidas são gravíssimas.


Já os prejuízos que causa aos outros são sempre pequenos.


Afinal, considera o próximo invariavelmente mais insignificante do que ele próprio.


A criatura acometida de vaidade dá-se uma importância desmedida.


Imagina que os outros gastam horas refletindo sobre seus feitos.


Por conta disso, sente-se compelida a parecer cada vez mais evidente.


Como todo vício moral, a vaidade impede uma apreciação precisa da realidade.


Quem porta esse defeito não percebe que apenas se complica, ao cultivá-o.


Que seria muito mais feliz ao viver com simplicidade.


Que ninguém se preocupa muito com sua pessoa e com sua pretensa importância.


Que, ao tentar brilhar cada vez mais, freqüentemente cai no ridículo e se torna alvo de chacota.


Analise seu caráter e reflita se você não possui excesso de vaidade.


Você reconhece facilmente seus erros?


Elogia as virtudes e os sucessos alheios?


Quando se filia a uma causa, o faz por ideal ou para aparecer?


Admite quando a razão está com os outros?


Caso se reconheça vaidoso, tome cuidado com seus atos.


Esforce-se por perceber o seu real papel do mundo.


Reflita que a vaidade é um peso a ser carregado ao longo do tempo.


Simplifique sua vida, valorize os outros, admita os próprios equívocos.


Ao abrir mão da vaidade, seu viver se tornará muito mais leve e prazeroso

terça-feira, maio 12, 2009



A Aranha

Casemiro Cunha



Geralmente, em toda parte,

No ângulo mais sombrio

Dos recantos desprezados,

Vem a aranha e tece o fio.



Escura, silenciosa,

Atendendo ao próprio instinto,

Seja dia, seja noite,

Vai fazendo o labirinto.



Por manter o enorme enredo,

Insiste e nunca esmorece,

Condenar-se por si mesma

É seu único interesse.



Desdobrando movimentos

Nos impulsos insensatos,

Pratica perseguições,

Multiplica assassinatos.



Insetos despreocupados,

Na ilusão cariciosa,

Transformam-se em prisioneiros

Da pequena criminosa.



Satisfeita, a aranha escura.

Prossegue na horrenda lida,

Nos venenos que segrega

Traz a morte e suga a vida.



Mas um dia, o espanador,

Na luta material,

Vem e arranca essa infeliz

Das teias de horror do mal.



A aranha, porém, não cede,

Com teimosia e com arte,

Foge ao bem que se lhe fez,

E vai tecer noutra parte.



Quem medita na conduta

Dessa aranha renitente,

Encontra a cópia fiel

Da vida de muita gente.



Há muitos presos do engano,

Deus envia a dor e as provas;

Mas, depois de liberdade,

Vão prender-se em redes novas.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Cartilha da Natureza. Ditado pelo Espírito Casemiro Cunha.


Oração a Jesus

Auta de Souza


Abençoa, Senhor, a casa que nos deste,


No campo de trabalho e anseio que bendigo...


Neste pouso de paz, temos o doce abrigo


Que nos revela o Amor por Luz do Lar Celeste.



A caridade aqui é a força que nos veste


De júbilo ao saber que marchamos contigo...


Dá-nos, Senhor, o dom de ver-te o braço amigo


Onde o brilho do Bem aqui se manifeste.



Conserva-nos a porta aberta a quem procura


Conforto à solidão, socorro à desventura,


Resposta, auxílio e fé, padecendo ao buscar-te!...



Que a nossa casa em Ti, no Amor que não se cansa.


Seja um lar consagrado à bondade e à esperança


Que te louve a Presença e o Nome, em toda parte.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Educandário de Luz. Ditado pelo Espírito Auta de Souza.



Caminho da Autoiluminação

Joanna de Ângelis.




O homem atinge um alto nível de evolução quando consegue unir o sentimento e o conhecimento, utilizando-os com sabedoria.



Nesse estágio é-lhe mais fácil desenvolver a paranormalidade, realizando o autodescobrimento e canalizando as energias anímicas e mediúnicas para o serviço de consolidação do bem em si mesmo e na sociedade.


O seu amadurecimento psicológico permite-lhe compreender toda a magnitude das faculdades parapsíquicas, superando os impedimentos que habitualmente se lhe antepões à educação.



Desse modo, a mediunidade põe-no em contato com o mundo espiritual de onde procede a vida e para a qual retorna, quando cessado o seu ciclo material, ensejando-lhe penetrar realidades que se demoram ignoradas, incursionando com destreza além das vibrações densas do corpo carnal.



O exercício das faculdades mediúnicas, no entanto, se reveste de critérios e cuidados, que somente quando levados em conta propiciam os resultados pelos quais se anelam.



A mediunidade é inerente a todos os indivíduos em graus de diferente intensidade.



Como as demais, é uma faculdade amoral, manifestando-se em bons e maus, nobres e delinqüentes, pobres e ricos.



Pode expressar-se com alta potencialidade de recursos em pessoas inescrupulosas, e quase passar despercebida em outras, portadoras de elevadas virtudes.



Surge em criaturas ignorantes, enquanto não é registrada nas dotadas de cultura.



É patrimônio da vida para crescimento do ser no rumo da sua destinação espiritual.



O uso que se lhe dê, responderá por acontecimentos correspondentes no futuro do seu possuidor.



Uma correta educação da mediunidade tem início no estudo das suas potencialidades: causas, aplicações e objetivos.



Adquirida a consciência mediúnica, o exercício sistemático, sem pressa, contribui para o equilíbrio das suas manifestações.



Uma conduta saudável calcada nos princípios evangélicos atrai os Bons Espíritos, que passam a cooperar em favor do medianeiro e da tarefa que ele abraça, objetivando os melhores resultados possíveis do empreendimento.



O direcionamento das forças mediúnicas para fins elevados propicia qualificação superior, resultando em investimento de sabor eterno.Se te sentes portador de mediunidade, encara-a com sincero equilíbrio e dispõe-te a aplicá-la bem.



O homem ditoso do futuro será um indivíduo PSI, um sensível e consciente instrumento dos Espíritos, ele próprio lúcido e responsável pelos acontecimentos da sua existência.



Desveste-te de quaisquer fantasias em torno dos fenômenos de que és objeto e encara-os com realismo, dispondo-te a sua plena utilização.



Amadurece reflexões em torno deles e resguarda-os das frivolidades, exibicionismos vãos, comercialização vil, recurso para a exaltação da personalidade ou das paixões inferiores.



Sê paciente com os resultados e perseverante nas realizações.



Toda sementeira responde à medida que o tempo passa.



A educação da mediunidade requer tempo, experiência, ductibilidade do indivíduo, como sucede com as demais faculdades e tendências culturais, artísticas e mentais que exornam o homem.



Quem seja portador de cultura, de bondade e sinta a presença dos fenômenos paranormais, está a um passo da realização integral, a caminho próximo da auto-iluminação.



Franco, Divaldo Pereira. Da obra: Momentos de Iluminação. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Salvador, BA: LEAL.