Que possamos sempre nos sentir de mãos dadas com Jesus...Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Que possamos sempre nos sentir de mãos dadas com Jesus...Afabilidade e Doçura
Emmanuel
No exercício da afabilidade e da doçura, que atrairá em teu favor as correntes da simpatia, compadece-te de todos e guarda, acima de tudo, a boa vontade e a sinceridade no coração.
Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.
Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.
Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida; a irreflexão no serviço assistencial agrava as doenças e multiplica os desastres.
Com a franqueza agressiva, embora tocada de boas intenções, não serás portador do auxílio que desejas, conseguindo gerar tão somente o desespero e a indisciplina.
Não será com o elogio público ou com a acusação aberta que ajudarás ao companheiro; quase sempre, o louvor humano é uma pedra no caminho e a queixa, habitualmente, é uma crueldade.
Sorrisos e palavras podem estar simplesmente na máscara. Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.
Cultivemos a brandura sem afetação; e a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável, para compreender e ajudar, usando situações e problemas, circunstâncias e experiências da vida, para elevar nosso espírito eterno ao templo da luz divina.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Escrínio de Luz. Ditado pelo Espírito Emmanuel. O Clarim.

O Livro da Vida
Momento Espírita
Benjamin Franklin, inteligência privilegiada do século 18, mais conhecido entre nós pela sugestão do uso de pára-raios em grandes edifícios, escreveu certa vez:
“Quando vejo que nada é aniquilado nos trabalhos de Deus, e nem uma gota d’água é desperdiçada, não posso acreditar que exista o aniquilamento das almas.
Também não posso acreditar que Deus queira suportar o esbanjamento de milhões de mentes já feitas, que agora existem, e dar-se ao contínuo trabalho de fazer outras, novas.
Assim, vendo que existo no mundo, acredito que, sob uma forma ou outra, sempre existirei. E, com todos os inconvenientes que a vida humana tende a oferecer, não farei objeções a uma nova edição da minha. Espero, contudo, que a errata da última seja corrigida.”
Possivelmente em um momento de bom humor, mas firme nesse seu ponto de vista, Franklin escreveu seu próprio epitáfio:
“O corpo de Benjamin Franklin, impressor, como a capa de um livro velho, seu conteúdo despedaçado e despido de seu título e de seus dourados aqui jaz.
Alimento para os vermes. Mas o trabalho não será perdido.
Pois, como ele acredita, aparecerá mais uma vez, em nova e mais elegante edição, revista e corrigida pelo autor.”
Vemos que o grande cientista acreditava, não somente na imortalidade da alma, mas também na reencarnação.
E, como ele, podemos dizer que a nossa vida é um livro que estamos escrevendo e estudando todos os dias.
Os nossos atos vão compondo novas páginas, os nossos pensamentos vão nele sendo impressos.
Cada capítulo que concluímos, pela maturidade que vamos alcançando, é mais rico.
Nenhum capítulo é somente dor. Como nenhum é de total êxtase.
Lágrimas e dores se confundem, tornando a obra um best-seller.
Cada vida é um livro inédito, sem igual.
É bom lembrar, no entanto, que, quando um autor lança um livro pede a alguém competente no assunto que faça a apreciação do seu trabalho.
Essa apreciação passa a constar como prefácio da obra.
De outras vezes, é o autor mesmo que apresenta a sua obra.
No prefácio ele oferece ao leitor dados sobre o conteúdo, razão e finalidade dos seus escritos.
As pessoas quase sempre deixam de ler essa parte e começam a ler o assunto principal.
Justamente por essa forma errada de ler, menosprezando as explicações do autor ou do prefaciador, muito do conteúdo poderá ficar sem um bom entendimento.
O livro da nossa vida também possui um prefácio.
É nele que anotamos os projetos e falamos dos nossos objetivos na presente existência.
É no prefácio que assinalamos as diretrizes que deveremos seguir.
Por essa razão, pelo menos uma vez por ano devemos reler o prefácio do livro da nossa vida.
Isto para termos refrescada a memória sobre o que desejamos fazer da nossa existência.
Porque viver não é somente respirar, saciar as necessidades básicas de alimentação, repouso e lazer.
Viver é oportunidade de crescimento, de progresso.
Ninguém nasce para ser um fracassado, derrotado.
Cada qual nasce para um grande objetivo: se tornar melhor, subir um degrau na evolução.
Relendo o prefácio do livro da nossa vida, recordando porque nos encontramos aqui, poderemos realizar as correções devidas para aproveitar esta oportunidade, de forma ampla.
Poderemos lembrar de retornar àquele curso que começamos e desistimos. Ou talvez que devamos retornar ao seio da família que um dia largamos, em algum lugar.
Possivelmente nessa lida do prefácio, recordaremos da intensa necessidade de Deus, da religião.
Talvez, em algum momento, reguemos com lágrimas as páginas do prefácio, enquanto a memória reavivada nos remete ao doce aconchego da prece.
Pensemos nisso!
Será hoje o momento de proceder à leitura do prefácio do livro da nossa vida?
Equipe de Redação do Momento Espírita com base no artigo Prólogos e prefácios de Octávio Caúmo Serrano, da Revista Internacional de Espiritismo de janeiro/2004 e do cap. Testemunhos sobre a reencarnação (2ª Parte) do livro A Reencarnação através dos séculos de Nair Lacerda, ed. Pensamento.
Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1038&stat=3&palavras=O%20livro%20da%20vida&tipo=t>

A Crença em Deus
Momento ESpírita
O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não é fruto da educação, nem resultado de idéias adquiridas.
A prova disso é que esse sentimento é universal e o encontramos mesmo entre selvagens.
Esse sentimento instintivo a respeito da existência de um ser superior nos afirma que Deus existe.Foi isso que Dana aprendeu com seu filho.
Quando ela mesma era criança, não conseguia entender algumas coisas que lhe ensinavam.
Por exemplo, perguntava, se os anjos ficavam tocando música no céu, como é que as nuvens conseguiam sustentar os pianos?
Ou então, como é que Jesus poderia ajudar alguém ficando preso a uma cruz com pregos enfiados em suas mãos?
Porque não encontrasse as respostas adequadas, ela abandonou a religião e passou a não acreditar em Deus.
Casou, tornou-se mãe e nunca a questão religiosa foi tratada em seu lar.
Agora, sozinha com seu filho de 4 anos, ela estava ansiosa por notícias de seu marido.
Ele partira para o Iraque, convocado pelo exército.
Ela temia que ele não voltasse.
Estranhamente, o pequeno Luke falava calmamente com seu pai ao telefone.
Certa noite em frente à TV, ela ouviu a entrevista de um soldado que estava de licença para se casar.
Ele dizia ter medo de voltar para o Iraque, porque aquilo tudo era muito perigoso.
Pelo canto do olho, Dana viu que Luke, sentado também em frente à TV juntou os dedinhos e baixou a cabeça por uns segundos.
“O que é que você está fazendo, filho?”Ele não quis contar.
Mas, depois de alguns minutos, repetiu o gesto.
Ela insistiu: “Filho, você não precisa me contar se não quiser. Mas se quiser, estou ouvindo.”
O menino cravou nela os olhos límpidos e falou baixinho: Estou rezando pelo papai.
Ela ficou desconcertada.
A forma como criara seu filho o fazia sentir vergonha por rezar por seu pai, na sua própria casa.
Como a semente da fé fora parar no coração de seu filho ela desejava saber.
Por isso, perguntou quando ele começara a acreditar em Deus.
“Eu não sei”, foi a resposta do garoto.
“Sempre soube que ele existia.”
A jovem mãe se deu conta que a fé havia encontrado um caminho até o coração de seu filho. Uma fé incondicional.
O garoto orava e guardava a certeza que Deus traria seu pai de volta.E o trouxe.
Contudo, se algo houvesse acontecido a ele, Luke saberia que seu pai estaria esperando por ele, em algum lugar, além desta vida.
Uma fé que o faz ter absoluta certeza que tudo é possível. E que, ao fim de sua vida, ele vai se juntar a seus heróis e entes queridos, mamãe, papai, avós e até o seu boneco de brinquedo.
As preces de Luke se estendem ao infinito e além. Ele tem certeza da existência de Deus, um Pai que o ama e se importa com ele, com seus amores. Seus brinquedos, com o seu mundo.
***
Quem tem fé, olha para a vida com lentes especiais.
Quando caminha ao longo de um rio, não vê apenas a água correndo pelas pedras.
A paisagem o enche de êxtase.
Enxerga um reino de esperança além deste mundo, enquanto os demais vêem apenas um regato murmurando.
Quem tem fé, contempla as estrelas com a certeza de que um dia todos chegaremos lá.
Não importa quanto demore, o quanto custe.Um dia, perfeitos, viveremos nas estrelas mais brilhantes, celestes mundos criados por Deus para a morada dos seus filhos.
Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no artigo A prece de Luke, de Dana Tierney, da Revista Seleções do Reader’s Digest de maio.2005 e nas perg. 5 e 6 de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. FEB.
Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1245&stat=3&palavras=A%20crença%20em%20Deus&tipo=t>