domingo, fevereiro 21, 2010



Nunca é um tempo longo demais

Para viver bem...

Nunca é um tempo longo demais, é como dizer: por toda a eternidade.

Será que dá para afirmar qualquer coisa relacionada a isso?
“toda a eternidade!”

Pois é, mas é o que muitas vezes afirmamos, “nunca mais vou vê-lo”, “nunca mais poderei fazer isto ou aquilo”, “nunca terei outra oportunidade como esta”, e assim por diante...

Excentricidades à parte, não diga mais “nunca”.

Acredite na evolução e mudanças de todas as coisas, inclusive a sua vida!


Humberto Pazian:: Texto extraído do livro Para viver bem... página 146 Letras & Textos ::São Paulo

Perdoar é libertar-se


Momento Espírita



Se alguém lhe atirasse uma pedra, o que você faria com ela?



Você a ajuntaria e guardaria para atirar no seu agressor em momento oportuno a ou jogaria fora?



Trataria dos ferimentos e esqueceria a pedra no lugar em que ela caiu?



Se você respondeu que a guardaria para devolver em momento oportuno, então pense em como essa pedra irá atrapalhá-lo durante a caminhada.



Vamos supor que você a guarde no bolso da camisa, onde fique bem fácil pegá-la quando for preciso.



Agora imagine como essa pedra lhe causará bastante desconforto.



Primeiro porque será um peso morto a lhe dificultar a caminhada lhe exigindo maior esforço para mantê-la no lugar.



Segundo porque cada vez que você for abraçar alguém, ambos sentirão aquele objeto estranho a machucar o peito.



Terceiro porque se você ganhar uma flor, por exemplo, não poderá colocá-la no bolso já que ele estará ocupado com aquele peso inútil.



Em quarto lugar, o seu agressor poderá desaparecer da sua vida e você nunca mais voltar a encontrá-lo e, nesse caso, terá carregado a pedra inutilmente.



Fazendo agora uma comparação com uma ofensa qualquer que você venha a receber, podemos seguir o mesmo raciocínio.



Se você guardar a ofensa para revidar em momento oportuno, pense em como será um peso inútil a sobrecarregar você.



Pense em quanto tempo perderá mentalizando o seu agressor e imaginando planos para vingar-se.



Pondere quantas vezes você deixará de sorrir para alguém pensando em como devolverá a ofensa.



E se você insistir em alimentar a idéia de revide, com o passar do tempo se tornará uma pessoa amarga e infeliz, pois esse ácido guardado em sua intimidade apagará o seu brilho e a sua vitalidade.



Mas se você pensa diferente e quando recebe uma pedrada, trata dos ferimentos e joga a pedra fora, perceberá que essa é uma decisão inteligente, pois agirá da mesma forma quando receber outra ofensa qualquer.



Quem desculpa seu agressor é verdadeiramente uma pessoa livre, pois perdoar é libertar-se.



Ademais, quem procura a vingança se iguala ao seu agressor e perde toda razão mesmo que esteja certo.



Somente pode considerar-se diferente quem age de forma diferente e não aquele que deseja fazer justiça com as próprias mãos.



Em casos de agressões que mereçam providências, devemos buscar o apoio da justiça e deixar a cargo desta os devidos recursos.



Todavia, vale ressaltar que perdoar não é apenas esquecer temporariamente as ofensas, é limpar o coração de qualquer sentimento de vingança ou de mágoa.



Pense nisso!



A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em estátua valiosa.



O grão de trigo perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que, esmagados, enriquecem a mesa.



O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, construindo segurança e conforto.



Perdoar, portanto, é impositivo para toda hora e todo instante, pois o perdão verdadeiro é como uma luz arremessada na direção da vida e que voltará sempre à fonte de onde saiu.



Pense nisso!


Equipe de Redação do Momento Espírita. Pensamento do livro Repositório de Sabedoria vol. II, verbete: perdão.



Babel


Momento Espírita



A Torre de Babel é mencionada no livro bíblico do Gênesis como uma torre enorme construída pelos descendentes de Noé, com a finalidade de tocar os céus.
Deus teria supostamente se irado com a ousadia humana, e assim fez com que todos os trabalhadores da obra começassem a falar em idiomas diferentes, de modo a que não se pudessem entender.


Sendo assim, quando um lhe pedia um tijolo outro lhe dava barro; e assim por diante, até que o desentendimento geral fez com que todos se separassem.


Segundo o mito, esta história explicaria a origem dos idiomas da Humanidade.


Todo mito contém informações muito interessantes, que por vezes nos ajudam a compreender a realidade de uma época, e por outras chegam a nos servir de reflexão atual, como neste caso.


A suposta teoria de origem dos idiomas pode nos parecer absurda, mas podemos deixá-la de lado e prestar mais atenção à idéia do desentendimento, da confusão entre as pessoas.


Poderíamos dizer então que continuamos a não nos entender em muitas questões.


Nossas crenças religiosas, por exemplo, podem por vezes afirmar as mesmas coisas, de forma e com palavras diferentes apenas, e mesmo assim não conseguimos nos entender.


Temos todos um mesmo Criador, mas pelo fato de O chamarmos de formas diversas, não nos vemos como irmãos.


Lemos, por vezes, as mesmas lições, as mesmas passagens, mas não conseguimos ir além de nossa própria interpretação.


Ficamos amarrados nas pequenas diferenças que nos separam, sem perceber as grandes afinidades que nos unem a todos no Globo.


Falta-nos, em essência, humildade e fraternidade.


Humildade que nos faz perceber que não somos donos de uma verdade imutável, absoluta.


Humildade que nos faz ouvir a opinião do outro, e que a considera, que reflete sobre ela, antes de se posicionar decididamente contra.

Humildade que se esforça para melhorar a comunicação com os outros, em nome da harmonia, da paz.


O respeito é filho dileto da humildade.


Dar a cada um o direito de pensar como quiser, de ser como lhe aprouver, é ato de respeito.


A humildade nos faz combater idéias, sem precisar que entremos em embate pessoal em função dos pensamentos antagônicos.


A fraternidade, pela essência da palavra, nos proclama a agir como irmãos.


Agir como irmãos pressupõe amizade, consideração, carinho.


Ser fraterno significa tolerar em nome do afeto. Significa estar disposto a ajudar e predisposto ao bem, sempre.


A humildade e a fraternidade serão responsáveis pela conquista do entendimento nesta Babel dos dias de hoje.


Cada um pode fazer a sua parte. Cada ação, a favor da fraternidade, da união, é importante e necessária.


Se trabalharmos por não fazer de nosso lar, de nosso ambiente de trabalho, uma torre de desentendimentos, estaremos no rumo certo.


* * *


O Codificador do Espiritismo fez aos Espíritos a seguinte pergunta:


Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objetivo de ordem mais geral?


Ao que eles lhe responderam:


"O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contacto com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola."


Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não isolados...


Texto da Redação do Momento Espírita, com base no item 768, de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb.




Pais brilhantes


Momento Espírita



É bastante comum as pessoas justificarem os seus erros, invocando suas precárias condições de vida.


Dizem que foi o desespero que as levou a tomar atitudes equivocadas ou que circunstâncias negativas as fizeram agredir o seu semelhante ou suas propriedades.


Filhos agridem pais porque eles não lhes deram o que pediram, no momento exato em que o fizeram.


Irmãos que mentem, enganam para ter um quinhão maior em heranças, não se importando em que condições ficarão os demais irmãos.


Viktor Frankl, um judeu vienense, que foi prisioneiro dos alemães, durante a segunda guerra mundial, escreveu: Nós que vivemos em campos de concentração podemos lembrar dos homens que andavam pelos alojamentos confortando os outros, distribuindo seus últimos pedaços de pão.


Talvez eles tenham sido poucos. Mas são prova suficiente de que tudo pode ser retirado de um homem. Menos uma coisa, a última das liberdades humanas - escolher que atitude tomar em quaisquer circunstâncias, escolher o seu próprio caminho.


Portanto, escolher o bem ou o mal compete a cada um. O que nos falta, sim, é uma melhor educação. Não essa educação que se aprende nos livros. Mas aquela que tem a ver com a formação do caráter da criatura.


E para isso precisamos urgentemente, de pais conscientes que ensinem verdadeiros valores a seus filhos. Que lhes digam que é nobre dizer a verdade, mesmo que isso não os credencie a receber algum prêmio ou compensação.


Pais que tenham coragem de falar aos seus filhos sobre os dias mais tristes das suas vidas. Que tenham a ousadia de contar sobre as suas dificuldades do passado e como as conseguiram vencer.


Pais que não desejem dar o mundo aos seus filhos, mas que queiram sim lhes abrir o livro da vida.


Pais presentes que desenvolvam em seus filhos: auto-estima, capacidade de trabalhar perdas e frustrações, filtrar estímulos estressantes, dialogar e ouvir.

Pais que tenham tempo, mesmo que o tempo seja muito curto. Pais que joguem menos golfe, futebol e se sentem para conversar com os filhos, descobrindo-lhes o mundo íntimo.


Pais que não se preocupem somente com festas de aniversário, tênis, roupas, produtos eletrônicos. Mas que também se preocupem em dialogar.


Pais que sabem que não devem atender todos os desejos dos seus filhos, pois isso os tornará fracos, dependentes.


Pais que dêem algo que todo o dinheiro do mundo não pode comprar: o seu amor, as suas experiências, as suas lágrimas e o seu tempo.


Em suma: um autêntico processo de educação, em que o filho aprende que amar é o maior dos tesouros.


E não haverá de se tornar infeliz somente porque não tem a roupa de griffe, ou não conseguiu viajar ao exterior nas férias.


Será alguém que se preocupa não somente consigo mesmo, mas com o seu semelhante.


Alguém que reconhecerá a grande diferença entre ter coisas e ser uma pessoa útil à comunidade, um cidadão honrado, um homem de bem.


***


É possível que você diga que trabalha muito e não tem tempo.


Contudo, faça do pouco tempo disponível, grandes momentos de convívio com seus filhos.


Role no tapete, faça poesias. Brinque, sorria. Conheça-os e permita que eles o conheçam.


Lembre-se, por fim: seus filhos não precisam de um super-homem, de um executivo bem sucedido, de um empresário muito rico.


Para eles não importa se você é médico, professor, administrador de empresa, copeiro, enfermeiro.


Importa, sim, o ser humano que você é e que os ensinará a ser.


Equipe de Redação do Momento Espírita com base no cap. 1 do livro Pais Brilhantes, Professores Fascinantes, de Augusto Cury e do cap. Obstáculos, do livro Histórias para Aquecer o Coração - edição de ouro, de Jack Canfield e Mark Victor Hansen, ambos da ed. Sextante.