domingo, outubro 24, 2010




Felicidade Possível



Joanna de Ângelis

Acreditavas que a felicidade seria semelhante a uma ilha fantástica de prazer constante e paz permanente. Um lugar onde não houvesse preocupação, nem se apresentasse a dor; no qual os sorrisos brilhassem nos lábios, e a beleza engrinaldasse de festa as criaturas.

Uma felicidade feita de fantasias parecia ser a tua busca.

Planejastes a vida, objetivando encontrar esse reino encantado, onde, por fim, descansasses da fadiga, da aflição e fruísses a harmonia.

Passam-se anos, e somas frustrações, anotando desencantos e amarguras, sem anelada conquista.

Lentamente, entregas-te ao desânimo, e sentes que estás discriminado no mundo, quando vês as propagandas apresentadas pela mídia, nas quais desfilam os jovens, belos e jubilosos, desperdiçando saúde, robustez, corpos venusinos e apolíneos, usando cigarros e bebidas famosas, brincando em iates de luxo, ou exibindo-se em desportos da moda, invejáveis, triunfantes. ..

Crês que eles são felizes...
* * *

Não sabes quanto custa, em sacrifício e dor, alcançar o topo da fama e permanecer lá.

Sob quase todos aqueles sorrisos, que são estudados, estão a face da amargura e as marcas do ressaibo, do arrependimento.

Alguns envenenaram a alma dos charcos por onde andaram, antes de serem conhecidos e disputados.

Muitos se entregaram a drogas perturbadoras, que lhes consomem a juventude, qual ocorreu com as multidões de outros, que os anteciparam e desapareceram.

Esquecidos e enfermos, aqueles que foram pessoas-objeto, amargam hoje a miséria a que se acolheram ou foram atirados.
* * *

Felicidade, porém, é conquista íntima.

Todos os que se encontram na Terra, nascidos em berços de ouro ou de palha, homenageados ou desprezados, belos ou feios, são feitos do mesmo barro frágil de carne, e experimentam, de uma ou de outra forma, vicissitudes, decepções, doenças e desconforto.

Ninguém, no mundo terreno, vive em regime especial. O que parece, não excede a imagem, a ilusão.
* * *

Se desejas ser feliz, vive, cada momento, de forma integral, reunindo as cotas de alegria, de esperança, de sonho, de bênção, num painel plenificador.

As ocorrências de dor são experiências para as de saúde e de paz.

A felicidade não são coisas: é um estado interno, uma emoção.

Abençoa os acidentes de percurso, que denominas como desdita, segue na direção das metas, e verás quantas concessões de felicidade pela frente, aguardando por ti.

Quem avança monte acima, pisa pedregulhos que ferem os pés, mas também flores miúdas e verdejante relva, que teimam em nascer ali colocando beleza no chão.

Reúne essas florezinhas em um ramalhete, toma das pedras pequeninas fazendo colares, e descobrirás que, para a criatura ser feliz, basta amar e saber discernir, nas coisas e nos sucessos da marcha, a vontade de Deus e as necessidades para a evolução.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia do médium Divaldo Pereira Franco. Da obra Momentos Enriquecedores.Editora LEAL.




Página à Mulher Espírita



Joanna de Ângelis


 
No momento em que os valores humanos padecem injunções lamentáveis e os postulados éticos em que se devem estruturar os ideais de engrandecimento da criatura malogram no báratro das paixões, o Evangelho, como ocorreu no passado, constitui a única bússola, a segura rota mediante a qual a hodierna civilização poderá encontrar a solução para os múltiplos problemas e os graves compromissos que pesam negativamente na economia da felicidade geral.



As Religiões, na sua feição de Instituições Organizadas, disputando as primazias e mais preocupadas com a dominação e promoção transitórias do que com o "reino de Deus" que é "tomado de assalto" e se estabelece nas paisagens ignotas da alma, fracassaram lamentavelmente, no tentame de consolar e conduzir a Jesus.



Os seus triunfos aparentes se fixam no terreno falso dos destaques mundanos, faltando-lhes as estruturas morais legítimas e os comportamentos espirituais relevantes com que seja possível pôr cobro à anarquia social e ao desequilíbrio moral que grassam, voluptuosamente, tudo conduzindo de roldão...


Isto, porque os padrões em que ainda se firmam asfixiam o espírito do Cristo que deveria vigir nas suas expressões e serviços.



Sem dúvida em todas elas, como em qualquer lugar, a presença do Amor e a manifestação da  Divina Misericórdia constituem sinal de esperança. Sem embargo, a necessidade da vivência evangélica se impõe urgente, impostergável.



Em decorrência de tal malogro, aos cristãos novos, os adeptos da Revelação Espírita, está reservado significativo ministério, relevante apostolado: viver o Cristo e representá-Lo em atos ao aturdido viandante destes dias.



Não assume esta uma tarefa de absurda possibilidade, exceto se o candidato se recusar integração com fidelidade real ao programa de recristianização da Terra.



Nesse sentido, à mulher espírita se reserva preponderante atividade, ou seja a de transformar- se, médium da vida que é, em mensageira da dignificação moral, da santificação da sexualidade, da redençãoespiritual.. .



Arrostando diatribes e espezinhamentos chulos, deverá volver às bases nobres do amor com a conseqüente valorização da maternidade, reconstituindo a família e elevando os sentimentos.



Programada pelo Pai para o sagrado compromisso de co-criadora, a sua libertação, ao invés do nivelamento nos fossos das sórdidas paixões dissolventes, se deve caracterizar pela própria grandeza, que a alça à condição de modelo e paradigma da Humanidade, que se inicia no lar, onde deve reinar, soberana e respeitada.



Organizada essencialmente para o amor, no seu mais nobre significado, dela muito dependem as novas gerações, o homem do futuro.



Conclamá-la à abnegação e ao laboratório da caridade com elevação de propósitos, inspirando-a ao incessante prosseguimento das realizações cristãs primitivas, eis um dever que a todos nos cabe desempenhar.



Pouco importem os contributos de renúncia e de sacrifício. Nesta arrancada para os novos tempos do amanhã, a mulher espírita desempenhará superior desiderato porque modelada, como todas para ser mãe, mesmo que suas carnes não se enfloresçam com as expressões dos filhos, far-se-á o anjo tutelar dos filhos sem mães, mãe pelo coração e pela dedicação a todas as criaturas.



Pelo Espírito Joanna de Ângelis , psicografia do médium Divaldo Pereira Franco. Do livro Sementes de Vida Eterna.Editora LEAL.

O Amor


Joanna de Ângelis



A exteriorização do psiquismo divino  pode ser considerada como o Amor que  tudo cria e vitaliza.


Por essa razão, o Apóstolo João  afirmava que Deus é amor.


No universo, ele se expressa como a  força da atração e reação gravitacional,  manifestando- se em diferentes leis que  sustentam o equilíbrio das Galáxias.


No reino mineral, ele é a energia que aglutina as moléculas e as mantém unidas, aparentemente insensíveis, nas quais dormem os elementos vitais, que  desabrocharão na sucessão dos milênios.


No reino vegetal, encontra-se como a sensibilidade embrionária, que desperta,  a pouco e pouco, adquirindo os pródomos  das porvindouras sensações.


No reino animal, converte-se na percepção e conquista do instinto que preserva a  vida, estabelecendo os primeiros vínculos  sociais, gregários, em grupos, em  sociedades da mesma espécie, antecipando  os passos do porvir.



No reino hominal, é o sentimento que se expande, manifestando- se em forma de proteção no clã: maternal, paternal, fraternal, nacional, para generalizar- se na comunidade, em ensaios eloqüentes para o universal...



Sem o amor, a vida não existiria, e, mesmo que a Lei da Criação estabelecesse os fenômenos vitais, faltaria o élan de sustentação das formas e dos seres existenciais.



Quando o amor vige, tudo respira paz, e a alma dos homens e das coisas adquire beleza, crescendo para a plenitude.



Na montanha, o canto das bem-aventuranças, proferido por Jesus, é o mais belo poema que a Humanidade jamais escutou, em forma de exaltação da verdade, da justiça, dos valores morais, das virtudes. No Calvário, porém, cuja trajetória tem início na entrada triunfal em Jerusalém, o Mestre viveu-o intensamente, por conhecer a imaturidade psicológica e evolutiva daqueles que O aplaudiam, a princípio, para depois O levarem à Crucificação.



O amor impregnou-Lhe a vida em todos os momentos do mistério, tornando-O, então, o símbolo mais perfeito de que se tem notícia, a respeito desse hálito da Vida, que é o Amor.



Nas estradas da Úmbria, em renúncia comovedora, Francisco de Assis desfraldou a bandeira do amor e penetrou-se desse sentimento, de tal modo que se casou com a senhora pobreza, tomando, como seus irmãos, os animais, as águas, o Sol, a Lua, a natureza, que decantou em hinos de incomparável beleza. Na solidão da Porciúncula, onde morreu, foi o amor que irradiou que o tornou mais sublime símile do Amigo Divino, a Quem imitava.



Nos dolorosos testemunhos das enfermidades, Teresa de Ávila encontrou no amor do Mestre, o seu divino noivo, a força, a coragem e a esperança para ser fiel ao mandato de abnegação, tornando-se sábia e exemplo da plena comunhão com o pensamento do seu Amado.



Pasteur, por amor à Humanidade, entregou-se aos exaustivos labores de pesquisa, e libertou os seres de males e misérias que os dizimavam.



Marie Curie, vitimada pelo câncer contraído nas experiências radioativas, prosseguiu, abnegada, e abriu à Física Nuclear horizontes dantes jamais sonhados, por amor à Ciência.



Miguel Ângelo interpretou em cores as visões transcendentes, com sacrifícios e sob incompreensões terríveis, por amor à arte.



Dante, por amor a Beatriz, compôs a imortal Divina Comédia, colocando em cantos de incomum beleza as visões psíquicas de que era objeto, para engrandecimento dos homens.



O amor está presente em tudo - sem sua vigência se volveria ao caos da origem, que o Amor organizou e deu direcionamento.



Somente quando se ama é que se alcança o fanal da existência.



Quando o ser humano permitir que o amor o ilumine e o mantenha, alcançará o patamar da angelitude e avançará com segurança no rumo do Divino Amor.



Assim sendo, o amor é a expansão do Divino Psiquismo, e sem ele nada existe.


Pelo Espírito Joanna de Ângelis psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco. Do livro  Sob A Proteção de Deus . Editora LEAL.

sábado, outubro 23, 2010


A Criança e Jesus


Momento Espírita


Conta-se que um Espírito, pronto para renascer, perguntou a Jesus:


Dizem-me que estarei sendo enviado à Terra amanhã...Tomarei um corpinho de criança e gostaria de saber como é que eu vou viver lá, sendo assim pequeno e indefeso?




E Jesus disse-lhe:



Entre muitos anjos, eu escolhi um especial para cuidar de você. Estará lhe esperando e tomará conta de você.



Mas o Espírito ainda um pouco preocupado falou novamente com Jesus: Diga-me, o que preciso fazer para ser feliz? Serei feliz lá?



E Jesus lhe respondeu: Seu anjo cantará e sorrirá para você... A cada dia, a cada instante, você sentirá o amor do seu anjo e será feliz.



E como poderei entender quando falarem comigo, se eu não conheço a língua que os adultos falam?



Jesus o consolou dizendo:



Com muita paciência e carinho, seu anjo lhe ensinará a pronunciar as primeiras palavras e assim você reaprenderá a falar.



E como poderei andar, se minhas pernas serão frágeis e incapazes de sustentar o meu corpinho?



O Mestre o acalmou:



Para sustentá-lo você terá os braços do seu anjo, que velará noite e dia por você.



E o Espírito insistiu: E o que farei quando quiser falar com o Senhor?



Jesus esclareceu com carinho: Seu anjo lhe falará de Mim e do nosso Pai que é Deus, o Criador de todas as coisas, e lhe ensinará a entrar em contato Comigo através da oração.



Eu ouvi dizer que na Terra há homens maus. Quem me protegerá?



Seu anjo o  defenderá mesmo que signifique arriscar sua própria vida.



Mas eu serei sempre triste porque eu não O verei mais por muito tempo.



Seu anjo sempre lhe falará sobre os Meus ensinamentos, lhe ensinará a maneira de vir a Mim, e Eu estarei sempre com você.



Naquele momento havia muita confiança no coração daquela futura criança, e as vozes da Terra já podiam ser ouvidas.



Nesse instante o Espírito, apressado, fez sua última pergunta:



Oh, Jesus, já estou pronto para ir agora, diga-me por favor o nome do meu anjo.



E Jesus, olhando-o com ternura respondeu: Você chamará seu anjo... de mãe! 


*   *   *


Cabe à mulher, que tem a honra de receber os filhos de Deus para ajudá-los a evoluir, a nobre missão de conduzi-los ao Criador, ensinando-os a viver com dignidade e fé.



Cabe ao homem, que se faz pai, a responsabilidade de assumir a paternidade com sobriedade e honradez.



Cabe ao pai e à mãe, na condição de cocriadores com Deus, a grandiosa missão de elevar a Humanidade aos altos planos da felicidade, tomando das mãos dos homens, ainda crianças, para que aprendam a trilhar os caminhos dos verdadeiros homens de bem.


Redação do Momento Espírita, com base em Apólogo de autoria ignorada.


Disponível www.momento.com.br