sábado, maio 21, 2011


Três atitudes


Momento Espírita


Você se considera uma pessoa egoísta, orgulhosa ou é alguém que sempre busca praticar o bem?


Talvez a resposta para essa pergunta não seja tão fácil assim, por isso vamos fazer uma análise dessas três atitudes considerando alguns quadros e circunstâncias da vida diária:


Na sociedade:


O egoísmo faz o que quer.


O orgulho faz como quer.


O bem faz o que pode, acima das próprias obrigações.


No trabalho:


O egoísmo explora o que acha.


O orgulho oprime o que vê.


O bem produz incessantemente.


Na equipe:


O egoísmo atrai para si.


O orgulho pensa em si.


O bem serve a todos.


Na amizade:


O egoísmo utiliza as situações.


O orgulho clama por privilégios.


O bem renuncia ao próprio bem.


Na fé:


O egoísmo aparenta.


O orgulho reclama.


O bem ouve.


Na responsabilidade:


O egoísmo foge.


O orgulho tiraniza.


O bem colabora.


Na dor alheia:


O egoísmo esquece.


O orgulho condena.


O bem ampara.


No estudo:


O egoísmo finge que sabe.


O orgulho não busca saber.


O bem aprende sempre, para realizar o melhor.


Considerando essas três atitudes, você poderá avaliar qual é a que mais se destaca nas suas ações diárias.


Fazendo essa análise você poderá responder se é uma pessoa egoísta, orgulhosa ou que age de acordo com o bem.


Com a avaliação em mãos, considere o seguinte:


O egoísmo e o orgulho são dois corredores sombrios que conduzem ao vício, à delinquência, à desgraça.


O bem é ampla e iluminada avenida que nos leva à conquista das virtudes sublimes e à felicidade suprema que tanto desejamos.


Mas para isso não basta apenas admirar o bem ou divulgá-lo. É preciso, acima de tudo, praticá-lo com todas as forças da alma.


E a decisão entre uma atitude e outra, cabe exclusivamente a cada um de nós.

*

Não esqueça de que o bem que se faz é o único trabalho que faz bem. E esse serviço em favor dos outros é a caridade única em favor de nós mesmos.


O bem é a alavanca capaz de libertar o homem dos vícios e elevá-lo aos altos planos da harmonia consigo mesmo e com o mundo que o rodeia.


Assim, a prática do bem é e sempre será nossa melhor atitude.


Redação do Momento Espírita com base na mensagem Três atitudes, do livro Seara dos médiuns, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

Disponível no livro Momento Espírita v. 2, ed. Fep.

Disponível em www.momento.com.br



A traição

Momento Espírita


Um ouvinte nos pediu para que falássemos a respeito da traição. Ele quer saber por que existem pessoas que traem a confiança de amigos ou familiares. Pergunta ainda, se não se pode confiar em ninguém mais, além de Deus.


Devemos considerar, primeiramente, que esse assunto deve interessar a muitos de nós, pois raras são as pessoas que ainda não experimentaram o amargo sabor de uma traição.


E a recíproca é verdadeira. Poucos de nós estamos isentos de ter traído a confiança que alguém depositou em nós, em algum momento da vida.


Essa situação reflete as condições morais dos Espíritos reencarnados na face da Terra.


Até mesmo o Espírito mais perfeito que a Terra conheceu, não ficou isento à traição.


Jesus de Nazaré, que era todo sinceridade, fraternidade e afeto, sentiu na face o beijo do amigo traidor.


Após anos de convivência...


Muitos momentos compartilhados...


O afeto dividido no convívio diário...


Caminhavam juntos, todavia, a fraqueza de Judas o levou a atraiçoar o Sublime Amigo, entregando-O aos inimigos, com um gesto de extrema intimidade: um beijo.


Judas havia acertado que denunciaria o Cristo com um beijo, já que não tinha coragem de fazê-lo verbalmente diante dos demais amigos. Jesus, todavia, sabia da finalidade daquele ósculo, pois falara, anteriormente, que um dos Seus O trairia.


Diante da negação de Pedro, Jesus fala da fragilidade das almas que ainda não descobriram os verdadeiros valores da vida.


Jesus sorveu novamente a taça amarga da traição no momento de Sua crucificação. As mesmas pessoas a quem tinha levado a Boa Nova, havia curado, levantado moralmente, e que O aplaudiram na entrada triunfante em Jerusalém, agora O agrediam com gestos e palavras torpes.


Uma vez mais Jesus perdoa e roga: Pai perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem.


Judas, caindo em si, não suportou carregar na intimidade a amargura, e, num ato de desespero, buscou o suicídio na tentativa vã de apagar da mente a ação infeliz cometida contra o Amigo devotado e fiel.


A multidão que foi beneficiada pelo Sublime Galileu e que O desprezou na hora final, certamente amargou, ou amarga ainda hoje, o ato de covardia e traição.


Não sabemos se respondemos as questões do nosso prezado ouvinte, mas expomos os exemplos do Homem de Nazaré, que temos por Modelo e Guia.


Em Seus ditos e feitos, Jesus deixa claro que a melhor atitude de nossa parte, é o perdão.


E em todas as circunstâncias, é melhor sofrer uma traição do que ser o traidor, pois esse, quando se der conta da sua fraqueza, sentirá nas profundezas da alma, o gosto amargo do arrependimento, e certamente buscará reparar a falta junto àqueles a quem traiu.


Quanto ao traído, de nada terá que se arrepender, desde que não busque a vingança, e saiba seguir o exemplo de Jesus, entendendo que os homens são mais frágeis, que verdadeiramente maus.

*

A justiça conduz a taça que envenenamos aos nossos lábios, da mesma forma que nos traz o perfume das flores que semeamos.


Assim, se hoje sentimos a navalha da traição dilacerando as fibras da nossa alma, pensemos que talvez sejamos o traidor de ontem. E a mesma dor que ora sentimos, quiçá tenhamos provocado nos mesmos Espíritos que hoje nos negam fidelidade.


Assim, seja qual for a nossa situação, lembremos os ensinos de Jesus, e busquemos junto ao Seu coração magnânimo, as forças para seguir-Lhe os exemplos.


Redação do Momento Espírita.


Disponível em www.momento.com.br



Tentações 

Momento Espírita


 Tentação é uma palavra que traz em si mesma uma idéia temível.


Quase sempre que esse termo é pronunciado nossos gestos são de repulsa.


No entanto, a tentação é o recurso que a sabedoria divina emprega para nos dar o conhecimento de nós mesmos.


Se o dinheiro não nos sugerisse a busca desenfreada do prazer e da satisfação dos sentidos e se não lhe opuséssemos o freio do discernimento, como poderíamos saber que ele deve ser utilizado para a criação das alegrias nobres que nos enriquecem a alma?


Se o mal não nos convidasse algum dia a cultuar-lhe os desequilíbrios e se não lhe resistíssemos aos impulsos, de que maneira aprenderíamos que o bem deve ser incorporado ao nosso campo espiritual para ser usado naturalmente por nós como o ar que respiramos?


Quando somos cegos ou paralíticos já vivemos sob regime de bloqueio transitório entre a força da vida e ninguém pode imaginar, de imediato, o que faríamos da luz ou do movimento, se os tivéssemos ao nosso dispor.


Assim é que ninguém se faz claramente conhecido enquanto está limitado por alguma força natural.


Somente quando a tentação nos encontra aptos a aceitar ou não o seu convite, é que poderemos saber, verdadeiramente, o que já somos, e o que nos cabe fazer.


A filosofia da tentação, é inteiramente baseada em nossos senões morais.


E só seremos tentados naquilo que ainda possa despertar em nós o desejo de aceitar o convite, seja ele qual for.


Jesus nos ensinou a orar e a pedir ao pai que não nos deixe cair em tentação.


A tentação só pode representar perigo em quem encontre pontos de contato. Se já eliminamos de nossa intimidade os possíveis pontos de contato, então não seremos mais tentados, por mais que se apresentem os incentivos.


Achamo-nos todos em evolução e, por conseguinte, sujeitos às tentações que nos chegam diretamente ou por tabela. Cabe a nós saber supera-las para crescer e nos elevar.


Sem as tentações é impossível a tarefa da perfeição. Precisamos delas para saber exatamente em que ponto ainda somos vulneráveis e o que devemos fazer para elimina-lo.


Recordemos o barco e as ondas, necessárias à navegação. Sem as ondas o barco jamais chegaria ao porto. Com o impulso delas ele avança.


As ondas o impulsionam e, às vezes, tentam submergi-lo. Mas o navegador hábil sabe que preciso vara-las sem permitir que entrem na embarcação.

*
Fazendo pequenos esforços lograremos vencer em nós mesmo as más tendências que nos levam a resvalar nos despenhadeiros dos vícios e de outros desequilíbrios.


Cruzaremos o mar agitado dos chamamentos menos felizes, sem nos deixar afundar nas ondas deprimentes que tentam nos fazer soçobrar.


Fazendo pequenos esforços, deixaremos de tomar os estreitos e tortuosos caminhos das ilusões, que nos levam aos sofrimentos, para seguir pela larga avenida iluminada que nos conduzirá ao pai, e, por conseguinte, à felicidade suprema que todos almejamos.


Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no livro Sol nas almas, cap. 48 O barco e as ondas.

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sexta-feira, maio 20, 2011


Alguém precisa de você


Momento Espírita


Você já se sentiu alguma vez como um zero à esquerda, ou seja, sem valor algum?


Você pode responder que não, mas outras tantas pessoas já tiveram o seu dia de baixa autoestima.


São aqueles dias em que a gente olha ao redor e não consegue ver nada em que possamos ser úteis.


No entanto, e por essas mesmas razões, há sempre alguém que precisa de você.


Há pessoas caladas que precisam de alguém para conversar.


Há pessoas tristes que precisam de alguém que as conforte.


Há pessoas tímidas que precisam de alguém que as ajude a vencer a timidez.


Há pessoas sozinhas que precisam de alguém para conversar.


Há pessoas com medo que precisam de alguém para lhes dar a mão.


Há pessoas fortes, mas que precisam de alguém que as faça pensar na melhor maneira de usar a sua força.


Há pessoas habilidosas que precisam que alguém as ajude a descobrir a melhor maneira de usar sua habilidade.


Há pessoas que julgam não saber fazer nada e que precisam de alguém que as ajude a descobrir o quanto podem fazer.


Há pessoas apressadas que precisam de alguém que lhes mostre tudo o que não têm tempo para ver.


Há pessoas impulsivas que precisam de alguém que as ajude a não magoar os outros.


Há pessoas que se sentem perdidas e precisam de alguém que lhes mostre o caminho.


Há pessoas que se julgam sem importância alguma e precisam de alguém que as ajude a descobrir como são valiosas.


E você, que muitas vezes pensa não ter nenhuma utilidade, pode ser justamente a pessoa que alguém está precisando agora...


É claro que você não precisa, nem pode ser a solução para todos os problemas, mas faça o melhor ao seu alcance.


Se não puder ser uma árvore frondosa no topo da colina, seja um arbusto no vale - mas seja o melhor arbusto do vale.


Se não puder ser um arbusto, seja um ramo - mas seja o ramo mais exuberante a enfeitar a paisagem.


E se não puder ser um ramo, seja um pequeno tapete de relva para dar alegria a algum caminhante...


Se deseja ser um lindo ramalhete de flores perfumadas, e não consegue, seja uma singela flor silvestre - mas seja a mais bela.


E nesse esforço de ser útil a alguém que precisa de você, irá cada vez se tornando mais forte e mais confiante.


E todos as alegrias que espalhar pelo caminho serão as mesmas alegrias que encontrará na própria estrada.


Por mais difícil que esteja a situação, nunca deixe de lembrar que alguém precisa de você. E o mais importante: você pode ajudar alguém.

*

A Terra é uma grande escola, onde o Criador nos matriculou para que aprendamos a ser felizes.


A grande maioria das pessoas que habita este planeta não é completamente feliz.


Somos todos caminheiros da estrada chamada evolução, e, num momento ou noutro pode ser que precisemos de alguém.


Assim sendo, como sempre estamos rodeados de pessoas, é importante que você fique alerta, pois ao seu lado pode estar alguém que precise de você, neste exato momento.



Redação do Momento Espírita, com base em texto de autoria desconhecida.

Disponível em www.momento.com.br