sexta-feira, dezembro 23, 2011

Nascimento Especial


Nascimento Especial


Todos os anos, os cristãos comemoram o Natal no dia 24 para 25 de dezembro.

A história nos diz que Jesus, nosso Mestre, em verdade não nasceu nesse dia e aponta algumas datas prováveis, especificando dia, mês e ano.

Afinal, quando realmente terá nascido Jesus? E onde? Em Nazaré ou em Belém?

Se perguntarmos a Francisco de Assis o que ele sabe a respeito do nascimento de Jesus, ele nos responderá:

Jesus nasceu no dia em que, na praça de Assis, entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-Lo, pois sabia que Ele é a fonte inesgotável de amor.

Se indagarmos ao Apóstolo Pedro quando se deu o nascimento de Jesus, ele nos dirá:

Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu negava outra vez ao meu Mestre.

Foi nesse instante que minha consciência despertou para a verdadeira vida.

Se questionarmos a Joana de Cusa sobre onde e quando nasceu Jesus, ela nos falará:

Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, ouvi o povo gritar:

"Nega! Nega! Renuncia a Ele!"

E o soldado, com a tocha acesa, dizendo:

"Este teu Cristo te ensinou apenas a morrer?"

Nesse instante em que senti o fogo subir pelo meu corpo e eu pude, com certeza e sinceridade responder:

"Não me ensinou só isso. Ele também me ensinou a te amar."

Foi então que nasceu Jesus.

Se interrogarmos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus, a sua resposta será:

Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que me visitou o túmulo e ordenou-me:

"Lázaro! Levanta e vem para fora!"

Nesse momento, eu compreendi quem Ele era e Ele nasceu em mim.

Mas, o doutor da lei, Saulo, transformado em Paulo de Tarso, nos afirmará:

Jesus nasceu na estrada de Damasco, em pleno meio-dia, quando a luz que o envolvia me cegou e ouvi a Sua voz:

"Saulo, Saulo, por que me persegues?"

Foi aí que passei a enxergar um mundo novo e lhe disse:

"Senhor, o que queres que eu faça?"

A mulher samaritana, da cidade de Sicar, nos dirá que Jesus nasceu junto à fonte de Jacob, na tarde em que ela O encontrou e Ele lhe ofereceu a beber da água viva, que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas.

Naquela tarde, Fotina descobriu que Jesus era o Filho de Deus e modificou a sua vida.

Finalmente, Maria de Nazaré, sorrindo, nos falará que Jesus nasceu quando Se escondeu das estrelas nas sombras da Terra.

Quando O segurou pela primeira vez nos braços e sentiu que ali se cumpria a promessa de um novo tempo. Aquele menino, enviado por Deus, vinha para ensinar aos homens, seus irmãos, a Lei maior do amor.


Se já te permites banhar pelas claridades do Evangelho, permite que Jesus nasça em teu coração.


Deixa que as vibrações Dele te cheguem ao Espírito e espalha o perfume da Sua presença, na senda por onde avanças na busca da vida.

Refaze, mentalmente, o caminho percorrido, desde que a sinfonia da Boa Nova te alcançou e propõe-te a viver a mensagem do Mestre que é o teu Modelo e Guia, Jesus.

Então, Ele finalmente nascerá em ti.

Redação do Momento Espírita com base em texto atribuído a Vinícius (Pedro de Camargo) e no verbete Natal, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Disponível em www.momento.com.br.

 

quinta-feira, dezembro 22, 2011





Jesus Desce a Terra no Natal



Gerson Simões Monteiro



No dia 25 de dezembro comemoramos o nascimento de Jesus, o Espírito mais puro e mais perfeito que viveu neste mundo. A Sua mensagem começa na manjedoura,exemplificando a humildade, e termina na cruz, perdoando os seus algozes.




Toda a existência de Jesus foi dedicada ao bem, doando-se integralmente a todos.




Viveu somente para servir e ajudar, sem exigir gratidão ou recompensa. Não há um gesto emtoda a Sua vida que não tenha sido para amparar os necessitados e os vencidos da Terra.










A Missão de Maria




Para o Espiritismo, Jesus é “o Caminho, a Verdade e a Vida”, conduzindo a humanidade para Deus. É também o modelo de perfeição moral, cujos ensinos vivenciados por Ele e registrados no Evangelho asseguram, a todos que os seguirem, aconquista da evolução espiritual.



No entanto, Jesus, mesmo na condição de Governador Espiritual do nosso planeta, precisou de um coração materno para recebê-lo como filho.




Foi justamente a Maria de Nazaré que Deus confiou essa missão, pelas qualidades do elevado Espírito que era, sobretudo a humildade e o acendrado amor ao próximo.







Dificuldades de Maria e José




Em razão do adiantado estado de gravidez de Maria, José procurou em Belém a estalagem de Abias, que de imediato negou pousada para os dois, além de ainda olhar maldosamente para Maria e dirigir gracejos irreverentes a José.




O casal, também pedindo hospedagem a Joroão, usurário que alugava quartos, de pronto recebeu dele a negativa de acolhê-los.



Porém, ao examinar a beleza de Maria, chamou à parte José e perguntou se ela era filha de escravos, que pudesse comprar.





Depois disso, o casal buscou a pensão de Jacob, que também declarou ser impossível ceder o alojamento para os viajantes.




Contudo, ao fixar-se em Maria, perguntou abertamente como um velho tinha a coragem de exibir uma jovem daquela raridade pelas ruas.








A Intervenção de Gabriel






Apesar de todos esses acontecimentos lamentáveis, a verdade é que José e Maria eram acompanhados espiritualmente por uma legião de Espíritos sábios e magnânimos, a cuja frente se destacava Gabriel, o mesmo que anunciou a Maria o nascimento de seu filho – Jesus.




Diante dessa difícil situação, o abnegado Gabriel, ajoelhando-se nas ruas empedradas de Belém, rogou fervorosamente o amparo de Deus, recebendo orientações de diversos Emissários Celestiais das mais altas regiões da espiritualidade, para que Maria pudesse conseguir pousada e ter seu filho em local seguro.





Foi quando esses Emissários deliberaram que a única segurança para o nascimento de Jesus se achava no estábulo, e por isso mesmo, inspiraram José e Maria a seguir em direção ao abrigo dos carneiros e dos bois.







Os Animais na Mesa Natalina






Tais fatos, narrados pelo orientador espiritual Ebenezer Bem Aquim, e anotados pelo Espírito Humberto de Campos, estão publicados na Antologia Mediúnica do Natal,obra psicografada pelo médium Chico Xavier. Ao final de seu comentário bem humorado,Chico lembra que se não fossem os animais anfitriões da estrebaria, talvez a Boa-Novatrazida por Jesus tivesse tido seu aparecimento retardado, e deixa no ar a pergunta: “Não será isso motivo para que os animais neste mundo não sejam mortos para festejar o Natal?”.





Pense bem, e homenageie o aniversariante do dia vinte e cinco sem animais assados na mesa natalina.





 


A Grandeza Espiritual de José  




“José da Galiléia foi um homem tão profundamente espiritual que seu vulto sublime escapa às análises limitadas de quem não pode prescindir do material humano para um serviço de definições”.




O conceito é do benfeitor espiritual Emmanuel, em mensagem psicografada por Chico Xavier.




Foi exatamente pela sua grandeza espiritual que José mereceu a confiança das Forças Divinas que presidiram a vinda de Jesus a Terra.




É importante ressaltar que foram confiadas a José as vidas de Maria e Jesus,desde a estrebaria, em Belém, onde Maria deu à luz seu filho em segurança, e depois na fuga para o Egito, para salvar o pequeno Jesus da morte ordenada por Herodes, até o regresso deles a Nazaré.




Esse homem, embora honrado duas vezes pela solicitação de um anjo, nunca se vangloriou dessa dádiva em sua vida.




A primeira solicitação feita a José da Galiléia foi quando da gravidez de Maria.




Antes de coabitarem, ele resolveu se afastar de Maria secretamente, na intenção de evitar a sua difamação.




Ao pensar nisso, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo-lhe: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria, porque o que nela foi concebido é obra do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus”.



Já a segunda aconteceu quando José foi avisado outra vez em sonhos, por um Emissário Celestial, para que fugisse com sua família em direção ao Egito.




Se de José não temos muitas informações, é porque passou no mundo dentro do divino silêncio de Deus, exemplificando a humildade, a dedicação ao trabalho e o amor à família.






A Melhor Homenagem



Na véspera ou no dia de Natal, se você pretende homenagear de fato o aniversariante inesquecível que é Jesus, ampare os irmãos relegados à miséria e à dor.




Ofereça uma singela flor ao doente abandonado e esquecido no leito do sofrimento.




Alimente com o pão que lhe sobra da mesa a viúva cercada dos filhos famintos.




Estenda a sua mão aos irmãos presidiários. Abrace os velhinhos recolhidos aos asilos e casas de assistência.




Experimente conversar também com os irmãos que residem nas calçadas frias, e se possível, sirva uma xícara de leite, adoçada com a sua generosidade.






Visita de Jesus a Terra





Por certo, depois da plena doação do amor, você ouvirá dentro de sua alma as inesquecíveis palavras do Mestre: “Em verdade vos digo, todas as vezes que isso fizestes a um destes mais pequeninos dos meus irmãos, foi a mim mesmo que fizestes”.




E não se esqueça de que entre onze da noite e uma da madrugada do dia de Natal, Jesus vem a Terra para amparar os sofredores e os esquecidos nas ruas, nos lares, nos hospitais, nas prisões, enfim, em toda a parte, segundo revelação do médium Chico Xavier.




Numa dessas visitas ao nosso mundo no dia de Natal, Jesus acolheu a alma de Mariazinha, menina que morreu com fome, cansada e doente, estirada numa calçada de uma cidade brasileira.




Ao assistir a esse fato na vida espiritual, a poetisa cearense Francisca Clotilde fez a sua narrativa em versos pela mediunidade de Chico Xavier, sob o título “Conto de Natal”, publicado no livro “Antologia Mediúnica do Natal”:




 



Conto de Natal




A noite é quase gelada...



Contudo, Mariazinha



É a menina de outras noites



Que treme, tosse e caminha...





Guizos longe, guizos perto...



É Natal de paz e amor



Há muitas vozes cantando:



- “Louvado seja o Senhor!”





A rua parece nova



Qual jardim que floresceu.



Cada vitrine enfeitada



Repete: “Jesus nasceu!”





Descalça, vestido roto,



Mariazinha lá vai...



Sozinha, sem mãe que a beije,



Menina triste, sem pai.





Aqui e ali, pede um pão...



Está faminta e doente.



- “Vadia, saia depressa!” –



É o grito de muita gente.





- “Menina ladra!” – outros dizem.



- “Fuja daqui, pata feia!



Toda criança perdida



Deve dormir na cadeia”.






Mariazinha tem fome



E chora, sentindo em torno



O vento que traz o aroma



Do pão aquecido ao forno.





Abatida, fatigada,



Depois de percurso enorme,



Estira-se na calçada...



Tenta o sono, mas não dorme.





Nisso, um moço calmo e belo



Surge e fala, doce e brando:



- Mariazinha, você



Está dormindo ou pensando?





A pequenina responde,



Erguendo os bracinhos nus:



- Hoje é noite de Natal,



Estou pensando em Jesus.





- Não recorda mais alguém?



E ela, a chorar, disse: - Eu



Penso também, com saudade,



Em minha mãe que morreu...





- Se Jesus aparecesse,



Que é que você queria?



- Queria que ele me desse



Um bolo da padaria...





Depois... queria uma casa,



Assim como todos têm...



Depois de tudo... eu queria



Uma boneca também...





- Pois saiba, Mariazinha,



Eu lhe digo que assim seja!



Você hoje terá tudo



Aquilo que mais deseja.





- Mas, o senhor quem é mesmo?



E ele afirma, olhos em luz:



- Sou seu amigo de sempre,



Minha filha, eu sou Jesus!...





Mariazinha, encantada,



Tonta de imensa alegria,



Pôs a cabeça cansada



Nos braços que ele estendia...





E dormiu, vendo-se outra,



Em santo deslumbramento,



Aconchegada a Jesus



Na glória do firmamento.





No outro dia, muito cedo,



Quando a lojista abre a porta,



Um corpo caiu, de leve...



A menina estava morta.





Gerson Simões Monteiro é Presidente da Fundação Cristã-Espírita Cultural Paulo de Tarso e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

Recordação do Natal - Emmanuel


Recordação do Natal

Emmanuel




Não permitas que o júbilo do Natal vibre em teu coração, à maneira de uma lâmpada encarcerada...




Toma o facho de luz, que a mensagem do Céu acende ao redor de teus passos e estende-lhe a claridade sublime.




Não te detenhas.




Avança, com alegria e humildade.




Se a fé resplandece em teu santuário interior, que importam a ventania e o temporal?




O sol, cada manhã, penetra os recôncavos do abismo, sem contaminar-se.




Segue, invencível em tua esperança e sereno em tua coragem, sob a inspiração da fraternidade e da paz!...




Sê um raio estelar da sabedoria, para a noite da ignorância; sê a gota de orvalho da consolação e do carinho, que diminua a tensão do sofrimento, por onde passes; sê o fio imperceptível da compreensão e do auxílio, que dissipe o nevoeiro da discórdia; sê a frase simples e boa, que ajude e reconforte, onde o fogo do mal esteja crestando as flores do bem...




Um sorriso realiza milagres.




Um gesto amigo ampara a multidão.




Com algumas palavras, o Cristo articulou o roteiro regenerativo do mundo e, com a bênção da própria renúncia, retificou os caminhos da Humanidade.




Renovam-se, no Natal, as vibrações da Estrela do Amor, que exaltou, com Jesus, a glorificação a Deus e ao reino da boa vontade, entre os homens.




Jamais ensurdeçamos, ante o apelo celestial que se repete.




Ampliemos a comunhão fraterna e louvemos a cooperação, porque, anualmente, o Cristo nos requisita à verdadeira solidariedade, a fim de que, em nos tornando mais irmãos uns dos outros, possa Ele nascer, em espírito, na manjedoura do nosso coração, transformando em incessante e divino Natal todo os dias da nossa vida.





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Do livro Antologia Mediúnica do natal. Espíritos Diversos. FEB.

terça-feira, dezembro 20, 2011

Natal do Coração - Meimei




Natal do Coração 


 Meimei


Abençoadas sejam as mãos que, em memória de Jesus, espalham no Natal a prata e o ouro, diminuindo a miséria e a necessidade, a fome e a nudez!...

Entretanto, se não forem iluminadas pelo amor que ajuda sempre, esses flagelos voltarão amanhã, como a erva daninha que espreita a ausência do lavrador.

Não retenhas, assim, a riqueza do coração que poder dar, tanto quanto o maior potentado da Terra!

Deixa que a manjedoura de tua alma se abra, feliz, ao Soberano Celeste, para que a luz te banhe a vida.

Com Ele, estenderás o coração onde estiveres, seja para trocar um pensamento compassivo com a palavra escura e áspera ou para adubar uma semente de esperança, onde a aflição mantém o deserto!


Com Ele, inflamarão de júbilo os olhos de algum menino triste e desamparado e uma simples criança, arrebatada hoje ao vendaval, pode amanhã ser o consolo da multidão...

Com Ele, podes oferecer a bênção da tolerância aos que trabalham contigo, transformando o altar de teu coração em altar de Deus!...

Que tesouro terrestre pagará o gesto de compreensão no caminho empedrado, o sorriso luminoso da bondade no espinheiro da sombra e a oração do carinho e do entendimento no instante da morte?

Natal no espírito é a comunhão com Ele próprio.

Ainda que te encontres em plena solidão na manjedoura do infortúnio, sai de ti mesmo e reparte com alguém o dom inefável de tua fé.
Lembra-te de que Ele, em brilhando na manjedoura, tinha consigo apenas o amor a desfazer-se em humildade, e, em agonizando na cruz, possuía apenas o coração, a desfazer-se em renúncia...

Mas, usando tão somente o coração e o amor, sem uma pedra onde repousar a cabeça, converteu-se no Salvador do Mundo, e, embora coroado de espinhos, fez-se o Rei das Nações para sempre.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Do livro Antologia Mediúnica do Natal. Autores Diversos. FEB.