domingo, novembro 25, 2012

Ex-morador de rua de 13 anos ganha prêmio internacional da paz





Ex-morador de rua de 13 anos ganha prêmio internacional da paz


Garoto que viveu em lixão fundou organização que já ajudou mais de 10 mil crianças nas Filipinas



REDAÇÃO ÉPOCA

Cris “Kesz” Valdez, de 13 anos, ganhou nesta quarta-feira (19), o Prêmio Internacional da Criança pela Paz 2012, em Haia, na Holanda. O garoto, que é ex-morador de rua, foi premiado por seus esforços para melhorar a vida de crianças na mesma condição. Em seu país, nas Filipinas, 246 mil meninos e meninas vivem nas ruas, sujeitos a abusos, violência e ao trabalho infantil.


Kesz sofria violência em casa e foi forçado a trabalhar em um lixão desde pequeno. Aos cinco anos, sofreu queimaduras no braço e nas costas, o que o obrigou a fugir e procurar ajuda, segundo informações dos organizadores do prêmio.


Ele foi acolhido por um grupo cristão e, aos sete anos, começou a ajudar as crianças da comunidade. Toda semana, ele e amigos vão a locais carentes para falar com meninos e meninas sobre higiene, alimentação e direitos das crianças. A ação também é multiplicadora: Kesz ensina a transmitir os conhecimentos a outros. Mais de 10 mil crianças já foram atendidas pela organização fundada por ele, chamada Championing Community Children (Defendendo as Crianças da Comunidade).


O prêmio foi entregue a Kesz pelo vencedor do Nobel da Paz Desmond Tutu, arcebispo da África do Sul. O garoto ganhou 100 mil euros. Durante a cerimônia, ele mandou uma mensagem às crianças do mundo: “nossa saúde é a nossa riqueza! Ser saudável permitirá a vocês brincar, pensar claramente, se levantar e ir para a escola e amar as pessoas ao seu redor, de muitas formas. Para todos no mundo, lembrem-se que a cada dia, 6.000 crianças morrem de doenças relacionadas à falta de saneamento, falta de higiene, e nós podemos fazer algo sobre isso!”


Entre os finalistas do prêmio, feito pela organização Kids Rights (Direitos das Crianças), estavam uma garota de 15 anos de Gana e outra, de 16, da Índia. Mais de 90 crianças que lideram ações sociais pelo mundo disputaram a indicação.




Notícia publicada na Revista Época, em 19 de setembro de 2012.

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Cristiano Carvalho Assis* comenta



Quando lemos qualquer reportagem relacionada com crianças se destacando no cenário mundial, lembramos imediatamente do conhecimento oferecido pelos Espíritos acerca da reencarnação de seres mais evoluídos para nos auxiliar neste período de transição por que passamos.



Um bom exemplo disso mesmo é o livro "Transição Planetária", de Divaldo Franco, que revela que os novos espíritos a reencarnarão neste planeta virão de existências em outros orbes planetários: 


"É certo que outras caravanas já vinham visitando a Terra com o mesmo objetivo, desde os anos da década de 1970/80, tomando as providências compatíveis para as reencarnações valiosas. 


Agora, no entanto, soava o momento de intensificar o intercâmbio entre os terrícolas e os visitantes de Alcíone, que já se movimentavam em torno da psicosfera do planeta, aguardando o momento adequado. 



Tomei conhecimento de que um grande número deles encontrava-se em Colônias próximas da Terra, assimilando o psiquismo do orbe, assim como dos seus habitantes, visitando sociedades espíritas que mantêm ligação com as Esferas superiores, onde alguns se comunicavam, explicando a razão de ali se encontrarem."



E ainda de Espíritos Evoluídos que fizeram parte da história da humanidade: 


"O início da Era Nova programada por Jesus para o planeta amado, previa também o retorno de filósofos e sábios do passado, de alguns dos profetas antigos, de diversos criadores de religiões, dos pré-socráticos, dos nobres Espíritos do século IV A.C., como aqueles que antecederam ao nascimento do Messias e renasceram em Roma, preparando-Lhe o advento... 


De igual maneira, os iluminados pensadores da Escola neoplatônica de Alexandria, culminando, nos séculos III e IV, com os mártires, com os abnegados e os santos medievais, com os gloriosos lutadores da Renascença, da Reforma, da Contrarreforma, com os audaciosos construtores dos séculos XVII, XVIII e XIX..."



Todos esses Bons Espíritos mostrarão suas perfeições desde cedo como o garoto Cris “Kesz” Valdez. Sem dúvida, não podemos ter certeza que ele faça parte desta leva de Espíritos. 


Mas pelas suas atitudes no bem tão precoces, podemos acreditar que adquiriu as bases de seu grau evolutivo em vidas anteriores. 


A exemplo deste menino, não nos enganemos: por serem Espíritos desenvolvidos no bem, as suas vidas não serão fáceis. 


Pelo contrário, no mesmo livro vemos o aviso dos mentores aos nossos visitantes: "Estais acostumados com a harmonia no mundo em que habitais, onde não mais existem o sofrimento nem o desespero, o crime nem a hediondez. 


Ireis enfrentar refregas difíceis no trato com a violência e a revolta, remanescentes do primarismo que ainda vige em incontáveis criaturas do nosso planeta. 


Sereis convidados a demonstrar fraternidade, quando irromperem conflitos e dissidências; enfrentareis a mal disfarçada animosidade entre aqueles com os quais convivereis; devereis suportar o aflitivo peso da insatisfação constante daqueles que farão parte do vosso clã e dos vossos programas de atividades; lutareis com os instrumentos da amizade contra o ódio contumaz e ferrenho; tereis que entender os agressores, que nunca procuram compreender o outro e sempre se acreditam com a razão; sofrereis a calúnia e a perfídia, a competição doentia e a ingratidão daqueles em quem depositareis confiança e generosidade; distorcerão vossas palavras e vos ameaçarão com as mais covardes maneiras de comportamento; experimentareis o opróbrio e a humilhação..." 


Todos eles farão como Chris de 13 anos, mostrarão com a sua força moral, a capacidade de passar pelas dificuldades. Funcionarão como exemplos de condutas para todos nós que ainda lutamos para desenvolver intimamente a coragem, a fé e a esperança nos desafios da vida. Serão mais fortes do que o ambiente, proporcionando a transformação da comunidade que vivem pela sua força espiritual.



Vale a pena destacar uma frase na reportagem: 


“Ele foi acolhido por um grupo cristão e, aos sete anos, começou a ajudar as crianças da comunidade”. 


Mostrando assim que este deve ser nosso papel de pais ou educadores para essas crianças que estão reencarnando: proporcionar um ambiente  mais equilibrado e espiritualizado, para  melhor auxiliá-los e desenvolvê-los em suas missões. 


Em função disso, que não é por acaso que vemos a Espiritualidade Maior estimular tão intensamente a FEB e as Casas Espíritas de todo país a investirem no melhoramento e desenvolvimento da Evangelização Infanto-Juvenil.



Sigamos o exemplo deste e de outros tantos garotos e garotas que se destacam em todos os ramos do conhecimento e tentemos fazer a diferença no ambiente em que vivemos. Desejemos como São Francisco: "Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz", onde quer que estejamos e por mais difícil que seja.



* Cristiano Carvalho Assis é formado em Odontologia. Nasceu em Brasília/DF e reside atualmente em São Luís/MA. Na área espírita, é trabalhador do Centro Espírita Maranhense e colaborador do Serviço de Atendimento Fraterno do Espiritismo.net.




Fonte:
ESPIRITISMO .NET. Disponível em . Acesso: 24 NOV 2012.

O que é normal? - Momento Espírita






O que é normal?


Momento Espírita


Descobertas recentes sobre a origem de algumas doenças, sobre as guerras, a violência e a destruição ecológica, nos levam a questionar certas normas ditadas pela sociedade, através dos consensos existentes.


Tem-se constatado que algumas normas sociais, passadas e atuais, levaram ou levam ao sofrimento moral ou físico dos indivíduos.


Há na maioria dos nossos contemporâneos uma crença bastante enraizada.


Segundo esta, tudo o que a maioria das pessoas pensa, sente, acredita ou faz, deve ser considerado como normal e, por conseguinte servir de guia para o comportamento de todo mundo e mesmo de roteiro para a educação.


O pesquisador e escritor Pierre Weil nos traz uma nova visão sobre esse tema.


Ele chama de normose ao conjunto de normas, valores, hábitos de pensar ou de agir aprovados pela maior parte de uma determinada população e que, em algum momento, levarão a sofrimentos.


Esses comportamentos são vivenciados sem que os seus autores tenham consciência dessa natureza prejudicial.


Um exemplo simples, entre vários que poderíamos abordar, é o do consumo de cigarros.


Até algum tempo, era considerado normal que as pessoas fumassem. 


Mas, à medida em que ficou comprovado que o ato de fumar causa sérios danos à saúde, esse hábito começou a ser questionado.


O resultado foi que essa normalidade caiu por terra.


Assim como essa conduta perdeu adeptos, outras formas de comportamento vistas como normais hoje, poderão deixar de ser logo mais.


Nem tudo o que a maioria das pessoas aprova, através dos hábitos de pensar ou de agir, é conveniente que adotemos para nós mesmos, para nossas famílias ou para a educação de nossos filhos.


Estejamos atentos para analisar hábitos novos que a sociedade nos impõe. Hábitos que, muitas vezes, vão se instalando lenta e gradativamente.


Passamos a substituir o cuidado com o corpo físico através do lazer e do esporte, pelas infindáveis horas à frente dos computadores, televisores e jogos digitais, acreditando que é normal porque a maioria age assim.


Aos poucos, passamos a considerar normal o hábito de ingerir bebida alcóolica, com frequência e em grandes quantidades, pautados na forma como um número considerável de pessoas decidiu agir.


Crianças e jovens desrespeitam pais, professores e colegas porque os outros também têm essa conduta.


Assim como esses, poderíamos citar muitos outros exemplos, mas cabe a cada um de nós identificar o que realmente tem valor em nossas vidas.


*   *   *


Jesus nos orientou a que vivessemos no mundo sem sermos do mundo. 


É difícil não ceder aos apelos que sofremos constantemente. 


É difícil ser diferente, mas não impossível.


Basta que tenhamos a firmeza de agir de acordo com o que realmente acreditamos e enchermo-nos de coragem para dizer não, sem nos importarmos com críticas e julgamentos.


Sigamos em frente felizes, com a certeza de estarmos pautando nosso comportamento nos valores que carregamos em nosso íntimo.




Redação do Momento Espírita, com base em texto do livro Normose, a patologia da normalidade, de Pierre Weil, Roberto Crema e Yves Jean, ed. Versus.mDisponível em www.momento.com.br.

O primeiro pássaro - Momento Espírita





O primeiro pássaro

Momento Espírita



O inverno havia sido longo e muito frio, com bastante neve, e a primavera ainda não havia chegado.


Levantei-me bem cedo, olhei através de minha janela e contemplei um pássaro. 


Em seguida chamei minha esposa e disse:


"Vem rápido e apressa-te para ver quem chegou à janela!


Aqui está um amigo nosso que veio de um país longínquo para nos visitar."


Minha esposa aproximou-se da janela e também viu a pequena ave.


O pássaro olhou para nós e saiu saltitando pela terra fria e árida à procura da minhoca madrugadora, porém o pássaro foi mais madrugador que a minhoca.


E minha mulher correu à cozinha para ver o que poderia encontrar para o bichinho comer.


Eu me dirigi ao pássaro e então lhe disse, emocionado:


"Estiveste em um lugar quente, onde o sol brilhou. 


E poderias ter continuado lá. Mas estás aqui.


E vieste enquanto ainda é inverno, porque a profecia da primavera está em teu sangue.


Tua fé é a essência de coisas que esperaste e a evidência de coisas que não viste.


Chegaste aqui depois de voares muitos quilômetros, sim, centenas de quilômetros, rumo a uma terra desolada, porque tens dentro de tua alma a certeza de que a primavera está próxima.


Oh, oxalá houvesse entre os seres humanos certeza tal que encaminhasse alguém para seu alto destino com uma convicção tão grande quanto a tua!"


E eu pensei nos olhos, formados na escuridão, mas feitos para enxergar a luz; e nos ouvidos maravilhosamente modelados no silêncio, mas feitos para ouvir música; e na alma humana, que nasceu em um mundo onde existe o erro, mas que também nasceu com a esperança da retidão.


E eu abençoei o passarinho que me fez pensar nestas coisas...


E, quando fui à cidade naquele dia, as pessoas diziam:


"Que coisa! O inverno não está muito frio e longo?"
E eu respondi:


"Não quero mais ouvir falar do inverno."


E elas perguntaram:


"Por que não devemos falar do inverno? Não estás vendo o termômetro e as latas de carvão vazias?"


Ergui a cabeça com orgulho e disse:


"Não quero mais ouvir falar do inverno. Esta manhã vi o primeiro pássaro. Para mim, a primavera já chegou."


*   *   *


Quem dera pudéssemos ter a fé e a esperança desse ser alado dos ares terrenos...


Em seu instinto está a voz do Criador garantindo sempre a primavera após a estação do frio.


Se pudéssemos, nas invernias aflitivas da vida, lembrar dessa certeza!... 


De que tudo acabará bem... 


De que uma nova estação das flores não tarda em vir... 


De que as temperaturas gélidas nos fazem sempre mais fortes...


Se pudéssemos perceber, com maior clareza, que o Universo trabalha em nosso favor, em qualquer estação do ano, por mais insuportável que essa possa ser... quem sabe já poderíamos ser mais felizes, aproveitando melhor cada oportunidade, cada experiência de aprendizado.


Quem sabe, inclusive, poderíamos ser o primeiro pássaro de alguém, cuja alma ainda se encontra congelada pelo desespero implacável.


Pensemos nisso.




Redação do Momento Espírita, com base no cap. The first robin, do livro The millionaire and the scrublady, de William Barton, ed. Zondervan.Disponível em www.momento.com.br.

Ter coragem - Momento Espírita





Ter coragem

Momento Espírita



Fala-se, no senso comum, que a coragem é atributo dos bravos, dos fortes, dos conquistadores.


A imagem da coragem é sempre associada à figura masculina, vinculada, muitas vezes, à força. Quando não, à intemperança.


Outras vezes, dizem-se corajosos aqueles que se aventuram em situações extremas, esportes radicais, ou em atitudes perigosas, colocando a vida em risco, desnecessariamente.


Assim, habitualmente, nasce a ideia de que pessoas corajosas são essas que enfrentam qualquer situação, que ultrapassam os seus limites, ou que se expõem a perigos intensos.


Contudo, frequentemente, isso que chamamos de coragem, não passa de bravata. Pode ser o destempero do próprio caráter, ou ainda, atestar insensatez e leviandade. Tudo travestido com o falso nome de coragem.


É verdade que a coragem é o instrumento necessário para enfrentar situações difíceis, ou para ultrapassar os próprios limites.


Nessa linha de pensamento, há um imenso número de verdadeiros heróis da coragem, anônimos na nossa sociedade, enfrentando situações e ultrapassando limites.


É necessária muita coragem para se manter honesto e correto, quando todos ao redor se alimentam da desonestidade e da vilania.


É preciso ser corajoso para manter íntegros seus valores, quando seria mais fácil e cômodo agir de forma contrária.


É sempre uma questão de coragem viver a vida optando pelo certo, pelo correto, ao invés de buscar as opções que seriam mais fáceis e aplaudidas.


Frequentemente, na vida, somos convidados a fazer nossas opções.


Um dia, alguém nos chega oferecendo o consumo fácil de alguma droga, de uso corriqueiro, no grupo em que estamos.


Seria fácil dizer sim, porém, corajoso será optar pela posição saudável do não, mesmo arcando com o afastamento de alguns pretensos amigos.


Em outro momento, alguém, no ambiente de trabalho, nos oferece o caminho perigoso do dinheiro fácil, burlando a legislação, adulterando documentos.
Com certeza, seria vantajoso aceitar a oferta. 


É necessária muita coragem para se manter no ideal da honestidade e da moralidade.


Jesus, ao enfrentar as estruturas vigentes na sociedade da época, não O fez por mera rebeldia. Agiu por coerência aos Seus valores, na exemplificação da coragem que os homens de bem apresentam.


Assim, percebamos que todos temos oportunidade de desenvolver a coragem em nosso caráter.


Não há quem não tenha os ideais de vida, os valores no bem, o ideal de mundo que desejamos para nossos filhos.


Portanto, armemo-nos de coragem. Coragem para viver, dia após dia, abraçados àquilo que idealizamos.


Coragem para enfrentar a dissimulação, o desequilíbrio, a insensatez de tantos que vivem com essas máscaras, por covardia.


Um dia eles também, cansados das aparências, terão a coragem de abraçar o ideal do bem para vivê-lo por completo.


Pensemos nisso. 


E, desde hoje, vivamos a coragem do bem, da moral, dos valores crísticos.




Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.