sábado, outubro 26, 2013

Fui ajudá-lo a chorar - Momento Espírita




Fui ajudá-lo a chorar

Como anda seu envolvimento com as outras pessoas?


Você é daqueles que se fecha em seus problemas, em suas dificuldades, nem sequer querendo saber se existe alguém à sua volta que precisa de ajuda?


Ou você é daquelas almas que já consegue se envolver com as dores alheias, procurando diminuí-las, ou pelo menos não deixando que alguém sofra na solidão?


Há uma certa passagem que pode ilustrar isso. Foi vivida pelo autor Leo Buscaglia, quando, certa vez, foi convidado a ser jurado de um concurso numa escola. O tema da competição era: A criança que mais se preocupa com os outros.


O vencedor foi um menino cujo vizinho – um senhor de mais de oitenta anos – acabara de ficar viúvo. Ao notar o velhinho no seu quintal, em lágrimas, o garoto pulou a cerca, sentou-se no seu colo e ali ficou por muito tempo.


Quando voltou para sua casa, a mãe lhe perguntou o que dissera ao pobre homem.


Nada. – Disse o menino – Ele tinha perdido a sua mulher, e isso deve ter doído muito. Eu fui apenas ajudá-lo a chorar.


*   *   *


A pureza do coração das crianças é sempre fonte de ensinamentos profundos.


Geralmente costumamos dizer que não estamos aptos a ajudar alguém, por não sermos capazes, ou porque sabemos tão pouco para consolar.


Para muitos, essa é uma posição de fuga, uma desculpa que encontramos para mascarar o egoísmo que ainda grita dentro de nossa alma, dizendo que precisamos primeiro cuidar de nós mesmos, e que os outros são menos importantes.


Para outros, isso reflete a falta de esclarecimento, pois precisamos compreender que todos temos capacidade de auxiliar.


Não nos preocupemos se não conhecemos palavras bonitas para dizer, ou se não podemos conceber uma saída miraculosa para uma dificuldade que alguém atravesse.


Nossa companhia, nosso ombro amigo, nosso dizer Estou aqui com você, são atitudes muito importantes.


Muitas vezes, o que as pessoas precisam é de alguém para chorar ao seu lado, para estar ali, afastando o fantasma da solidão para longe, e não permitindo que os pensamentos depressivos tomem conta de seu senso.


Outras vezes, mais importante que os conselhos, que as lições de moral, é o nosso abraço apertado, nosso tempo para ouvir o desabafo de alguém.


Não precisamos ter todas as respostas e soluções dos problemas do mundo em nossas mãos, para conseguir ajudar.


Os verdadeiros heróis são aqueles que ofertam o que têm, o que sabem, e, mais do que tudo, ofertam seus sentimentos, suas lágrimas aos outros.


 Você sabia?


 Você sabia que não precisamos dizer Meus pêsames, às pessoas, quando enfrentam a morte de um ente querido?


O dicionário nos diz que a palavra pêsames, significa pesar pelo falecimento ou infortúnio de alguém. Assim sendo, torna-se um termo muito pesado, já que aprendemos a compreender a morte, não como um desastre, um infortúnio, e sim uma passagem, uma mudança na vida daquele que parte, e daqueles que ficam.


Não nos preocupemos em ter algo para dizer. Um abraço fala mais do que mil palavras. Uma prece silenciosa é como uma brisa suave consolando os corações que passam por esse momento.





Redação do Momento Espírita, com base no cap. O que mais se preocupava, do livro Histórias para pais, filhos e netos, de Paulo Coelho, ed. Globo. Disponível em www.momento.com.br.


sexta-feira, outubro 25, 2013

Amor com liberdade - Momento Espírita




Amor com liberdade



 Quando duas pessoas se unem pelo matrimônio não formam um todo único. Embora cada um aceite o outro, nenhum deles tem o direito de exigir ou impor seus interesses e os seus conteúdos.


A união conjugal é espontânea e nenhum dos elementos do par estará totalmente liberado como antes da união.


Cada um deverá à outra parte atenção e respeito, o que motivará a nobreza de dar satisfação dos seus atos, tanto quanto a participação nas realizações individuais.


Tudo isso sem que ninguém se sinta forçado, coagido ou constrangido a qualquer atitude.


Anne Morrow era tímida e delicada como uma borboleta. Filha do embaixador do México, conheceu um jovem aventureiro em visita à fronteira do Sul, a serviço do Departamento de Estado dos Estados Unidos.


O jovem viajava para promover a aviação. Por onde quer que passasse, atraía o olhar e a atenção de toda a gente. Ninguém esquecia que ele havia ganhado 40 mil dólares por ter sido o primeiro homem a atravessar o Atlântico pelo ar.


O valente piloto e a tímida princesa se apaixonaram perdidamente.


Quando Anne passou a se chamar Sra. Charles Lindbergh, não foi ofuscada pela sombra do marido. O amor que os uniria nos 47 anos seguintes foi um amor sólido, maduro, posto à prova em meio a triunfos e tragédias.


Nunca o casal conseguiu gozar a tranquilidade do anonimato. Lindbergh era sempre notícia, onde quer que fosse. Era um herói nacional, sempre em evidência.


Ela, entretanto, em vez de se ressentir, se sobressaiu como uma das autoras mais conhecidas dos Estados Unidos, uma mulher extremamente respeitada por seus próprios méritos.


A receita de sucesso de sua carreira ela descreve da seguinte maneira:


O amor profundo é a grande força libertadora e o sentimento mais comum que liberta...


O ideal é que o homem e a mulher apaixonados deem liberdade um ao outro para que ambos conheçam mundos novos e diferentes.


Eu não fui exceção à regra. O simples fato de sentir-me amada foi inacreditável e modificou meu mundo, meus sentimentos em relação à vida e a mim mesma.


Adquiri confiança, força e praticamente um novo caráter. O homem com quem eu ia me casar acreditava em mim e no que eu era capaz de fazer e, por conseguinte, descobri que podia fazer mais do que imaginava.


Estamos falando do amor de um marido, um amor forte o bastante para transmitir confiança e, ao mesmo tempo, generoso para ceder.


Sempre próximo para abraçar e, ao mesmo tempo, solto para se deixar enlevar. Com suficiente magnetismo para prender e, ao mesmo tempo, magnânimo a ponto de dar asas... para permitir o voo da esposa.


Nunca teve crises de ciúme quando alguém aplaudia o talento dela e admirava a sua competência.


O homem seguro de si guardou a rede de caçar borboletas para que a sua borboleta pudesse bater asas e voar.


*   *   *


Ser homem ou mulher, nas engrenagens da reencarnação, são posições escolhidas ou sugeridas no Mundo dos invisíveis, a fim de que o Espírito possa desempenhar-se bem no conjunto dos seus compromissos do progresso.


Um não é mais importante do que o outro e ambos são convocados pelas Leis do Infinito para o avanço moral, o crescimento intelectual, enfim, o desenvolvimento de todas as virtudes potenciais do íntimo.


A união deve propiciar o entrelaçamento das mãos, apoiando-se um ao outro na empresa conjugal, para que proliferem as bênçãos de harmonia e ternura que cada um dos consorciados merece viver.





Redação do Momento Espírita, com base no cap. Amor sem repressão,  de Charles R. Swindoll, do livro Histórias para aquecer o coração da mulher,  de Alice Gray, ed. United Press e cap. 7, do livro Vereda familiar, pelo  Espírito Thereza de Brito, psicografia de J. Raul Teixeira, ed. Fráter. Disponível em www.momento.com.br.


quinta-feira, outubro 24, 2013

Oceano de sabedoria - Momento Espírita





Oceano de sabedoria



Dalai Lama é o título dado a uma linhagem de líderes religiosos do budismo tibetano.


Dalai significa oceano, na língua mongol e lama é a palavra tibetana para mestre, podendo se referir à pessoa que recebe esse título, como sendo um oceano de sabedoria.


Certa vez, perguntaram ao monge budista tibetano, o Dalai Lama, o que mais o surpreendia na Humanidade e ele respondeu:


"Os homens.


Porque perdem a saúde para juntar dinheiro, depois perdem dinheiro para recuperar a saúde.


E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viver nem o presente nem o futuro.


E vivem como se nunca fossem morrer.


E morrem como se nunca tivessem vivido."


*  *  *

Estas poucas palavras são realmente de grande sabedoria.


Muitos adultos da atualidade vivem o presente com o pensamento voltado somente para o futuro.


Buscam construir uma carreira profissional sólida e certa estabilidade financeira que lhes ofereçam segurança, porém, fazem tudo isso em detrimento das pessoas que têm grande valor em suas vidas.


Quando se dão conta, os filhos estão crescidos e eles constatam que perderam preciosas oportunidades de desfrutar momentos únicos da infância deles.


Por terem se dedicado a horas intermináveis de trabalho, a reuniões e a viagens de negócios, se ausentaram em importantes momentos de convívio familiar. Sem perceber, se afastaram gradativamente.


Entre as pessoas com as quais escolheram partilhar a vida, formou-se uma grande distância provocada por todos os momentos em que não se permitiram parar e desfrutar intensamente da companhia do outro.


Veem seus próprios pais já idosos e sentem que o tempo ao lado deles já não será mais tão longo.


E por todas as preocupações excessivas, pelas horas de sono perdidas, pela falta do tempo dedicado ao lazer e ao descanso merecido, constatam que comprometeram a saúde.


O corpo físico dá o sinal. Começam a aparecer alterações orgânicas ou doenças relacionadas com a maneira como conduziram sua vida.


Chega a hora de consultar médicos, procurar tratamentos, refletir e buscar possíveis mudanças de hábitos e atitudes na tentativa de reconquistar e preservar a saúde.


*  *  *


Não nos deixemos ser levados pelo turbilhão de preocupações da vida moderna.


É possível dedicarmo-nos com qualidade à atividade profissional sem deixarmos de cuidar da saúde. O tempo do descanso, desde que seja sem excessos e com qualidade, é muito benéfico.


Trabalhemos com responsabilidade, mas não nos esqueçamos jamais que as almas queridas que dividem conosco a caminhada terrena - filhos, pais, cônjuges e amigos - não estarão eternamente ao nosso lado.


Saibamos valorizar o tempo presente e equilibrar as horas gastas entre o trabalho, o lazer, os cuidados com a saúde e a dedicação aos nossos amores.


Não nos permitamos levar a vida como se nunca fôssemos deixá-la. Preparemo-nos para que, quando essa hora chegar, tenhamos a sensação de termos vivido em plenitude.




Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br.



quarta-feira, outubro 23, 2013

Ofereça a primeira flor - Momento Espírita




Ofereça a primeira flor



Quando tudo parecer caminhar errado, seja você a dar o primeiro passo certo.


Se tudo parecer escuro, se nada puder ser visto, acenda você a primeira luz, a pequena lâmpada.


Quando todos estiverem chorando, tente você o primeiro sorriso. Seja você um coração que compreenda, estenda braços que confortem.


Se a vida inteira for um imenso não, parta você em busca do primeiro sim, ao qual tudo de positivo deverá seguir.


Quando alguém estiver angustiado na procura, observe bem o que se passa, pois talvez seja em busca de você mesmo que esse irmão esteja.


Quando a terra estiver seca, que sua mão seja a primeira a regá-la.


Quando a flor estiver murcha, seja a primeira mão a separar o joio, a arrancar a praga, a acariciar a flor.


Se sua porta estiver fechada, busque você a primeira chave.


Se o vento sopra frio, que seu calor humano seja a primeira proteção e o primeiro abrigo.


Se o pão for apenas massa, e não estiver assado, seja você o primeiro forno para transformá-lo em alimento.


Não atire a primeira pedra em quem erra. De acusadores o mundo está cheio. Nem, por outro lado, aplauda o erro.


Ofereça sua mão, primeiro, para levantar quem caiu, e dê sua atenção para mostrar o caminho de volta, compreendendo que o perdão regenera, que é a compreensão edificada que o possibilita e que o entendimento reconstrói.


Toda escada tem um degrau, para baixo ou para o alto.


Toda escada tem um primeiro passo, para frente ou para trás.


Toda vida tem um primeiro gosto de vitória ou derrota.


Ofereça pois, você, com ternura e vontade de entender, quando tudo for pedra, a primeira e decisiva flor.


*   *   *


A vida de muitos de nós é uma constante espera.


Esperamos pela oportunidade, pelo alento, pelo amor, pelo sucesso.


Esperamos pela riqueza, pela certeza; esperamos pelo perdão; esperamos por dias melhores; esperamos pela paz no mundo.


Será que esperar, muitas vezes, não é simplesmente aceitar tudo como está, ou simplesmente se acomodar?


A mensagem que nos convida a oferecer a primeira flor, fala-nos sobre iniciativa, sobre a coragem de deixar a inércia espiritual para trás.


Os grandes Espíritos que habitaram e habitam a Terra e são chamados por nós de mártires, de heróis, todos foram almas de iniciativa, que ousaram dar os primeiros passos, mesmo sendo, por vezes, passos difíceis de serem dados.


Assim, quando as oportunidades surgirem, ofereça você a primeira flor, e caso elas não apareçam, aí já estará sua chance de criá-las.





Redação do Momento Espírita com base em texto de autoria ignorada. Disponível em www.momento.com.br.