quinta-feira, janeiro 23, 2014

Amor, alimento das almas - André Luiz




Amor, alimento das almas


André Luiz

Vida
É o amor existencial.

Razão
É o amor que pondera.

Estudo
É o amor que analisa.

Ciência
É o amor que investiga.

Filosofia
É o amor que pensa.

Religião
É o amor que busca a Deus.

Verdade
É o amor que eterniza.

Ideal
É o amor que se eleva.

É o amor que transcende.

Esperança
É o amor que sonha.

Caridade
É o amor que auxilia.

Fraternidade
É o amor que se expande.

Sacrifício
É o amor que se esforça.

Renúncia
É o amor que depura.

Simpatia
É o amor que sorri.

Trabalho
É o amor que constrói.

Indiferença
É o amor que se esconde.

Desespero
É o amor que se desgoverna.

Paixão
É o amor que se desequilibra.

Ciúme
É o amor que se desvaira.

Orgulho
É o amor que enlouquece.

Sensualismo
É o amor que se envenena.

Finalmente, o ódio, que julgas ser a antítese do amor, não é senão o próprio amor que adoeceu gravemente.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz.

quarta-feira, janeiro 22, 2014

O amor existe sempre - Momento Espírita




O amor existe sempre



Há dias em que nos perguntamos, sinceramente: Será que o amor existe mesmo, ou será uma invenção daqueles que desejam que ele exista?


Será que o amor não passa de uma ilusão?


No entanto, quando lançamos o olhar um pouco além do nosso limitado círculo de visão, podemos perceber que uma força invencível rege a vida.


E é a essa força que podemos chamar amor.


Sim, o amor de Deus no qual o Universo inteiro está imerso.


Basta ter olhos de ver, que notaremos a ação do amor que, sem dúvida, existe sempre.


Arrebenta-se o átomo, desconcentrando a sua energia, e nasce o Cosmo.


Brilha a estrela, como gema policromada no velário do céu, e o Universo se incendeia.


Organiza-se a célula e exubera a vida.


Surge a semente, repositório de vida orgânica, e a floresta se instala.


Apresenta-se a flor como unidade de beleza, e multiplicam-se jardins.


Dobram-se os jardins, em homenagem à sensibilidade geral, e aromatiza-se todo o ambiente.


Goteja o pingo d´água e formam-se mananciais, deságuam rios e agiganta-se o mar.


Gesta a mulher, em cooperação com o Criador, e surge a Humanidade.


Brilha o intelecto, devidamente direcionado, e constitui-se a ciência.


Medita o cientista, querendo dar utilidade aos seus estudos, e elabora-se a técnica.


Multiplicam-se as técnicas e vive melhor o ser humano.


No ensejo do silêncio, que facilita o olhar para dentro de si mesmo, nasce a meditação.


Medita o ser sobre como ver o mundo, e a arte encontra nascedouro.


Desenvolve-se a arte, desentranhando a criatividade humana, e projetam-se ideias de Deus.


E Deus é todo o amor que existe.


E tudo quanto existe se nutre do amor, que é Deus, e nEle está imerso.


O amor existe sempre!


O zunzum dos insetos e o voo dos pássaros nos falam de amor.


A germinação da semente e a fecundação humana mostram-nos o amor.


O verme que fertiliza o solo e a fera que ruge na selva nos dão mostras de amor.


O sorriso da criança e o aconselhamento do velho são quadros do amor.


A disposição do jovem e a ponderação do adulto são obras do amor.


*    *   *


Em tudo vibra o amor... E o amor é Deus.


Busquemos, então, meditar sobre o que temos e o que não temos, sobre quem somos e sobre quem não somos, a respeito do que fazemos, e do que não fazemos, guardando a convicção de que sem a presença do amor naquilo que temos, no que fazemos e no que somos, estaremos imensamente pobres, profundamente carentes, desvitalizados.


Seja qual for a lida, a luta, a nossa atividade no mundo, vinculemos-nos ao amor, acatemos as suas sugestões e vibremos vitoriosos e felizes, plenos de vida, de candura, de harmonia, pois com o amor seguimos com Deus, agimos por Deus e em Deus, conscientemente, nos movimentamos.



Redação do Momento Espírita, com base em mensagem do Espírito Rosângela, psicografia de Raul Teixeira, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói, RJ, em 30.1.2002. Disponível no livro Momento Espírita, v. 3, ed. FEP. Disponível em www.momento.com.br.

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Receita de sucesso - Momento Espírita




Receita de sucesso



O que é que cria uma carreira de sucesso? 


Falamos do sucesso real, verdadeiro. 


Não daquele efêmero, que dura uns anos, uma geração e depois, tão depressa quanto surgiu, desaparece.


Falamos do sucesso que alcança algumas pessoas e que se reflete em outras vidas, beneficiando-as, alterando o rumo para melhor.


No Brasil, uma das grandes carreiras de sucesso é a do Doutor Ivo Pitanguy.


Com ele, a cirurgia plástica no Brasil e no Exterior ganhou dignidade. 


O que o levou a se especializar nesta área, foi exatamente o impacto que teve com as deformidades que viu no atendimento hospitalar, ao iniciar seus estudos médicos.


Principalmente os pacientes do Pronto-Socorro foram a grande escola e laboratório para o famoso cirurgião. 


Numa época em que a função do médico era salvar vidas, sem atentar-se para o aspecto físico do paciente, ele passou a se questionar no quanto uma cicatriz podia perpetuar um momento desagradável para uma pessoa.


Sempre disposto a aprender mais, porque o que sabia achava que não era suficiente, ele foi se especializar nos Estados Unidos, na Inglaterra e na França.


E conta seu segredo de sucesso: muita determinação, disciplina, muito sacrifício, mas, sobretudo, entusiasmo.


A disciplina, diz, começou a adquirir com o esporte. Praticava natação, vôlei, tênis e outros esportes. 


O esporte lhe deu modéstia, humildade, porque lhe ensinou a perder.


Mas sempre teve muita noção do tempo que poderia dedicar ao esporte e o que deveria aplicar nos estudos. 


Quando era garoto, deixava de ir a uma festinha à noite para poder nadar.


Poder se afastar um pouco do que você faz é o que dá para a pessoa, enfatiza ele, forças para fazer seu trabalho com amor.


Dividindo-se entre o esporte e a leitura, nos momentos de descanso, conclui:


Tenho a impressão de que eu soube viver com intensidade e com enorme sacrifício pessoal e da minha família, vinte e quatro horas por dia, um sonho que eu continuo a viver.


*   *   *


Eis uma receita de sucesso. 


Eis uma experiência de vida de alguém que avança no tempo enquanto cresce e aprimora a própria técnica de viver.


E, para completar, demonstrando que a sabedoria reside em passar adiante o que se sabe, o que constitui conquista do próprio esforço, ele criou uma escola, para que haja continuidade do seu trabalho.


Para os que lhe perguntam se não teme a concorrência dos próprios médicos aos quais repassa as suas técnicas, afirma que nunca pensou dessa forma. 


Os que com ele aprendem são profissionais que se especializam e irão cuidar de outras tantas pessoas que ele não pode atender.


O seu objetivo é ensinar cirurgia, não só reparadora como também estética. 


Abrir a sua intimidade para difundir aquilo em que ele acredita. 


Sem medo de concorrentes. Pois o que de fato faz uma clientela e um nome é o que se faz de bom.


*   *   *


Transforma a tua vida num oásis de bênçãos. 


Espalha boa semente por onde passes. 


Ensina o que saibas. 


Auxilia a quem possas.


O melhor da vida é dar. 


É ser semeador.


A riqueza do mundo pesa, vergando o possuidor para baixo. 


O tesouro do amor ergue a criatura, fá-la voar, livre e feliz, nos córregos do infinito.


Esvazia de qualquer ambição a tua vida, para que, pobre de poder, tenhas rico de amor o coração.





Redação do Momento Espírita, com base no artigo Mãos mágicas, de Seleções Reader´s Digest, de fevereiro/2002 e com versos finais do Canto XI, do livro Estesia, pelo Espírito Rabindranath Tagore, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. LEAL. Disponível em www.momento.com.br.


domingo, janeiro 19, 2014

Parábola dos Potes de Barro - Alexandre Rangel




Parábola dos Potes de Barro


Havia dois grandes e belos potes de barro que conversavam entre si no canto de um quintal:


- Ah..., que tédio, que vida! 


Viver aqui, exposto a tudo, sol, vento, chuva, calor...


Por mais que eu me proteja, como sobreviverei?  


Aqui estou perfeitamente tampado, lacrado para proteger-me e ainda assim sinto-me ameaçado, vazio.


Não vejo graça em estar aqui...


O outro pote tranquilamente respondeu:


- Cai a chuva e eu a recebo. 


Vem o vento e eu o sinto bem dentro de mim. 


Vem o sol e me leva as gotas que retornam para o céu. 


E nem por isso sinto-me ameaçado...


- Ora, grande vantagem! 

Seu interior não guarda mais a cor original como o meu, sua cor vai ficando cada dia mais diferente. 


Você não é mais o mesmo...


- Sim (respondeu o outro) e isso me alegra! 


Meu interior transforma-se a cada dia, à medida que novas coisas me penetram. 


Posso sentir cada criatura que me visita e cada uma delas deixa algo de si para mim, assim como deixo para elas, pouco a pouco, a minha cor.


- É, mas você não tem mais paz! 


A todo instante você é solicitado, carregam você todo o dia para levar água, ao passo que eu permaneço no meu lugar.


Ninguém me incomoda. 


Quando se aproximam, já sei que é a você que eles querem.


- Sim, se me solicitam é porque tenho algo a dar, e o que dôo não é diferente do que você pode dar. 


Deixo-me encher pela água da chuva, que cai tanto sobre mim como sobre você. 


Encho-me até transbordar. 


Outros seres precisam desta água e eu os sirvo. 


Esvazio-me e deixo-me encher de novo.



Assim minha vida é um constante dar e receber. 


Enquanto isso me desinstalo, saio do meu pequeno mundo e vou ao encontro de outros mundos. 


Já conheci potes diversos, animais, pessoas, tantas coisas e seres... 


E cada um faz-me perceber ainda mais o pote que sou.


- Não sei, mas se você continuar assim, brevemente será um pote quebrado, gasto, e então, de que adiantará tudo isto?


- Creio que se me desgasto a cada dia é para ser possível levar a vida a outros seres. 


Vejo que o mais importante não é ser um pote intacto tal como fui feito, mas um pote de valor no qual estou me tornando. 


Se vou durar pouco tempo, não importa; 


se o pouco tempo  em que eu viver me trouxer alegrias e me fizer sentir cada vez mais o que é ser pote, isso me basta...


Já era tarde, o sol já havia se escondido quando os dois se cansaram de falar. 


O pote aberto, sentindo-se cansado, logo adormeceu, o que não foi possível para o outro pote. 


Ele não conseguira dormir, pois algumas palavras ditas pelo companheiro vinham-lhe à mente e não o deixavam em paz.


Transformar o interior! 


Paz! 


Esvaziar-se! 


Deixar-se encher! 


Deixar algo de si! 


Ser pote! 


Desinstalar-se! 


Sair de seu pequeno mundo! 


Ser feliz! 


Ser útil! 


Levar alegria! 


Humildade! 


Paciência! 


Mansidão!


* * *


Na manhã seguinte, enquanto um pote acordava, o outro dormia, porque fora grande o seu esforço para tirar a tampa que o acompanhava há tanto tempo.        





RANGEL, Alexandre. Do Livro “As mais belas Parábolas de todos os tempos”.