segunda-feira, fevereiro 17, 2014

Perdão: Antibiótico Contra A Vingança - Gerson Simões Monteiro






Perdão: Antibiótico Contra a Vingança


Gerson Simões Monteiro


“Perdão foi feito pra gente pedir”, cantava o inesquecível Ataulfo Alves, e eu acrescento que ele foi feito para a gente dar também. 


Não há dúvida de que aquele que não perdoa as ofensas recebidas, guardando mágoas e ressentimentos, acaba adoecendo espiritualmente, e esse estado negativo gera doenças para o corpo. 


A situação piora, ainda mais, quando a pessoa sente ódio e desejo de vingança. Mas, para curar todos estes males, basta usar o “antibiótico mental” disponível na farmácia de nossa alma: o perdão.


Agora, quando pensamos em ir à forra de uma ofensa recebida, revidando com outra, “pagando na mesma moeda”, certamente caímos num círculo vicioso, alimentando a violência. 


E pior, acabamos perturbados pelo envolvimento das nossas vibrações negativas, aumentadas pelas do inimigo. 


Em razão da falta de perdão, portanto, os centros de nossa alma entram em desarmonia, ocasionando repercussões doentias sobre o corpo, provocando lesões no funcionamento de sistema nervoso, coração, pulmões, fígado, etc.


Foi por isso que Jesus, antes de sair da Terra, erguido numa cruz, apontou-nos o caminho para encontrarmos a paz, ao rogar para Seus algozes: 


“Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem”. 


Somente perdoando incondicionalmente os nossos inimigos, até mesmo os que tiraram a vida de nossos familiares, conquistaremos a paz interior, a saúde física e espiritual. 


E isso, evidentemente, é fundamental para estabelecermos a paz no mundo.


Perdoar, afinal de contas, é sinal de inteligência, porque rancor, qual veneno mental, atinge primeiramente a pessoa rancorosa, tornando-a vítima do seu próprio mal proceder. 


Por essa razão é que Jesus, na qualidade de médico e psicólogo de nossas almas, receitou que perdoássemos não até sete vezes, mas setenta vezes sete, como o remédio mais eficaz para a saúde do corpo e da alma. 


Sobre o assunto perdão, finalizo apresentando uma trova do poeta Cornélio Pires, pela mediunidade de Chico Xavier: 


“Se você sofreu ofensa / Lembras / Quem perdoa tem mais luz”.



Gerson Monteiro é vice- presidente da FUNTARSO. Disponível em http://www.hgb.rj.saude.gov.br/artigos/perdao.asp.

domingo, fevereiro 16, 2014

Mais importante do que seguir uma religião é amar e agir - Cláudio Viana Silveira




Mais importante do que seguir uma religião é amar e agir

  Cláudio Viana Silveira



 “Há três décadas o médico Hunter Patch Adams, travestido de palhaço, invade os quartos dos hospitais alegrando a vida de pacientes portadores de graves enfermidades, enchendo suas vidas com humor, compaixão e esperança. 


Autor de três livros, (...) dirige o Hospital Gesundheit (saúde, em alemão), nos Estados Unidos, que atende de graça, renovando as esperanças de milhares de pessoas, além de ensejar melhoria no tratamento médico-psicológico.”(1)







A filosofia de vida de Patch – médico, humorista, humanista, intelectual, escritor e ativista da paz mundial – é o amor, não apenas no âmbito hospitalar, mas nas relações sociais como um todo, independente do lugar. Defende que o objetivo do médico não é curar, mas cuidar, com muito amor, tocando nos doentes, olhando em seus olhos, sorrindo...(2)


***


Há dois mil anos, na poeirenta Galileia, um Rabi empunhou esta bandeira e por lá andava travestido de... Hippie? Pobre? Andarilho? Pescador? Pastor? Professor? Legislador? 


Talvez em sua exterioridade um pouco de tudo isso, mas com um interior obstinado e perseverante em sua causa e com uma integral coerência entre o que lecionava e o que realizava.


Numa época em que as distâncias eram percorridas a pé – quando muito em muares – visto não haver bicicleta, carro, motocicleta, ônibus, aviões... é possível que o Mestre, sua família, seus apóstolos e discípulos percorressem, por exemplo, quase 150 quilômetros para subirem de Nazaré a Jerusalém e mais uns 50 para descerem até Cafarnaum, às plácidas margens do Mar da Galileia, seu “pesqueiro” favorito. 


Também é possível que no frescor dessas margens, muitas vezes, disfarçado de pescador, barqueiro, médico, curandeiro abnegado dos males do corpo e da alma, professor ou legislador, lançasse suas redes aos corações da esquerda e aos da direita de sua embarcação.






Tal qual Patch, que diz “não precisar seguir religião alguma”, mas apenas “amar e agir”, o Divino Mestre amava e agia com seu jeitão despojado e versátil. 


Sem acesso a comprimidos ou a intervenções cirúrgicas, na dependência de blocos ambulatoriais de hospitais e suas UTIs, o Mestre realizava o que podia – e como podia! – em favor mais das almas do que dos corpos daqueles aos quais encantava com seus “disfarces”. 


Falava-lhes que deveriam ter fé e até fazia comparativos alegóricos ao grão de mostarda e à remoção de montanhas, para enaltecer a virtude tão necessária à saúde do corpo e do Espírito.


É possível que a história e a vida de Patch, ao longo destas décadas, tenha conclamado os cidadãos terrenos – independente do jaleco, uniforme, hábito, toga, utilitário dos quais se utilizam para desenvolver suas tarefas terrenas – a se travestirem de semeadores do amor do Cristo.


Dessa forma, ações que:


– Referendassem confortos espirituais análogos a todas as técnicas dos profissionais de saúde de todas as áreas, somadas ao entendimento, resignação e paciência dos doentes;


– Lecionassem não somente matérias, mas toda uma dedicação complementar, maternal, paternal e fraterna, mesmo quando reféns de abjetas remunerações; e obtivessem uma imediata resposta por parte dos alunos no sentido de compreender-lhes os esforços, fazendo a diferença no sentido de não “colarem”, embora tendo essa oportunidade, abominassem o bullying e outras práticas indesejáveis, tais quais evitar drogas e outras promiscuidades;


– Representassem atitudes sérias por parte de empresários que não só não sonegassem, mas evitassem lesar seus clientes, que tratassem com humanidade e lisura seus funcionários e que estes lhes retribuíssem com esforço dedicação e honestidade;


– Significassem comprometimento das forças públicas para darem retorno aos cidadãos que recolhem em dia seus impostos;


– Evidenciassem leis justas que conduzissem com harmonia uma nação e que de forma nenhuma extorquissem o pão da mesa de seus filhos;


– Estampasse nos rostos dos garis a paz da consciência, do dever cumprido, a satisfação que sentem de ver seu trabalho usufruído por ordinários e anônimos usuários que compreendem, valorizam e agradecem a humildade de suas tarefas; e


– Revelassem não somente uma coragem física, mas a guardiã coragem moral de imprimir um algo a mais às Forças Armadas e Auxiliares na promoção de ações cívico-sociais em diversos rincões do País com a cooperação fraterna e possível das populações desses lugares...


Travestiriam, a todos nós – médicos, enfermeiros, agentes de saúde e pacientes; professores, alunos, pais e colaboradores; patrões, empregados e consumidores; legisladores, executores e fiscalizadores; funcionários comuns e humildes e os usufrutuários dessas árduas e diárias tarefas; militares, forças vivas da comunidade, agentes de trânsito, guardas civis... em agentes a serviço do bem, da concórdia, da alegria e do bem-estar.


***







“Ao sorrir, esboçamos mensagens de amor”(1), conclui o autor do capítulo.


Referências:

1. CARNEIRO, Joseval. O Evangelho é um santo remédio. Cap. “Humor e esperança auxiliam no tratamento”, Editora EME.


2. Wikipédia, a enciclopédia livre.



FONTE:


O CLARIM. Disponível em : http://www.oclarim.org/site/_pages/ler.php?idartigo=3600. Acesso: 16 FEV 2014.

Segue - Joanna de Ângelis





 Segue


Joanna de Ângelis




Enquanto te fixas nos acontecimentos de ontem, perdes os belos amanheceres que hoje começam e se prolongarão indefinidamente.

*
Quem ama e aspira a felicidade não se detém no passado, utilizando-se das suas lições para crescer no futuro.

*

A base do edifício permanece ignorada e é o elemento principal da sua segurança.


A raiz escondida no solo sustenta a gigantesca sequóia.

*

Novas idéias para o porvir, assim como deveres novos, devem constituir-te estímulo para o prosseguimentoda marcha.


Existe em ti um depósito de valores desconhecidos que esperam ocasião para serem postos a serviço.

*

Elimina hábitos censuráveis.


Corrige comportamentos perniciosos.


Supera sofrimentos injustificáveis.


Caminha com passo firme na direção da meta.


Fracasso aparente é o ensinamento de como não se deve tentar a realização.


Perturbação representa apelo à harmonia.


Põe ordem em tua vida.

*

Ontem a tempestade danificou a tua seara.


Hoje recupera-se o solo encharcado.


Amanhã estarão cobertos de flores e de frutos, o jardim e o pomar.

*

No momento máximo do desespero, confia no porvir.


O desengano deste momento faculta ensejo para a confiança porvindoura.


Sempre há tempo para refazer e recomeçar.


Não te demores, portanto, fitando o ontem, enquanto desperdiças o prazer superior de hoje com as alegrias que chegarão amanhã.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Momentos de Reflexão. Cap 18, p. 20.


sábado, fevereiro 15, 2014

LIVRO NAS FRONTEIRAS DA LOUCURA - MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA








Nas Fronteiras da Loucura: Uma visão dos festejos carnavalescos na ótica do Plano Espiritual

Pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda




Obra do Espírito Manoel Philomeno de Miranda psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, editora LEAL.

O autor espiritual transita com muita propriedade sobre os casos de obsessão.


Dentre outros,  descreve as situações ocorridas em uma segunda-feira de Carnaval, com todas as suas loucuras e imprevidências.


Transita pelas consequências da produção mental no ambiente causando uma psicosfera pestilenta, na qual se nutriam vibriões psíquicos, formas-pensamento de mistura com entidades perversas, viciadas e dependentes, em espetáculo deprimente.


As duas populações : a física e a espiritual, em perfeita sintonia - misturavam-se, sustentando-se, em simbiose psíquica.


Descreve a atuação incansável de equipes operosas de trabalhadores espirituais que revezavam-se, infatigáveis, procurando minimizar o índice de desvarios e de suicídios.


Desde as vésperas haviam sido instalados postos de socorro, no plano espiritual, para recolhimento de desencarnados que se acumpliciavam naqueles desatinos. 


As atividades ali realizadas fazem-nos recordar de um campo de guerra, em que os litigantes mais se compraziam em ferir, malsinar, destruir.


As loucuras do Carnaval pesavam sobremaneira sobre a cidade.


Foi então que dedicado auxiliar do Dr. Bezerra de Menezes que ali atuava, à frente de expressiva equipe de médicos e enfermeiros trouxe-lhe a informação de que fora captada uma solicitação veemente, de urgência, a ele dirigida, nominalmente evidenciando a importância da prece.




Uma obra para ser lida com muita atenção ...




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, Editora LEAL.