quinta-feira, maio 22, 2014

Conselhos Simples - Marco Prisco





Conselhos Simples

Marco Prisco



"A revolução que se apresta é antes moral, do que material." (Alan Kardec, E.S.E., Cap.1 - Item 10.)



Utilize as horas com moderação, realizando cada tarefa por sua vez, sem interrupção.


Trabalho continuado - rendimento vultuoso.

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Modifique, sem mais tardança, o conceito negativo a respeito de quem você conheceu num momento infeliz.


A opinião má que se renova contribui para a sementeira da fraternidade.

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Antes que os labores diurnos o surpreendam, realize no leito a comunhão com o Senhor, através da meditação.


O homem mantém a comunicação com o Pai Celeste pelos invisíveis fios do pensamento.

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Resguarde-se da enfermidade, cultivando a higiene mental.


Mente asseada - corpo equilibrado.

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Recolha, em cada dificuldade, a mensagem oculta de advertência para a vida.


Obstáculo vencido - aprendizagem inesquecível.

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Acomode-se ao temperamento alheio, vencendo as imposições do instinto, quando a serviço do auxílio.


Quem relaciona dificuldades não dispõe de tempo para ajudar.

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Receba o intrujão com delicadeza, expondo-lhe a verdade sem arrogância deliberada.


Todo usurpador se transforma em algoz de si mesmo.

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Precavenha-se da agressão do ódio, pelo exercício do amor.


A constância no bem imuniza o homem contra o contágio das misérias morais.

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Aceite o sofrimento como fenômeno natural da experiência evolutiva.


A enfibratura moral consolida-se no fragor das batalhas diárias.

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Repare a terra submissa e boa, sulcada pelo arado para a dádiva do pão.


Aprenda com ela a lição da humildade e deixe que o Agricultor Compassivo transforme sua vida num seminário de amor para o bem de todos.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Marco Prisco. Da obra: Glossário Espírita-Cristão. 4a edição. Salvador, BA: LEAL, 1993.

quarta-feira, maio 21, 2014

Compaixão - Joanna de Ângelis



A Princesa Diana que o mundo desconheceu.


Compaixão

Joanna de Ângelis



Escasseia, na atual conjuntura terrestre, o sentimento da compaixão. 


Habituando-se aos próprios problemas e aflições, o homem passa a não perceber os sofrimentos do seu próximo.


Mergulhado nas suas necessidades, fica alheio às do seu irmão, às vezes, resguardando-se numa couraça de indiferença, a fim de poupar-se a maior soma de dores.


Deixando de interessar-se pelos outros, estes esquecem-se dele, e a vida social não vai além das superficialidades imediatistas, insignificantes.


Empedernindo o sentimento da compaixão, a criatura avança para a impiedade e até para o crime.


Olvida-se da gratidão aos pais e aos benfeitores, tornando-se de feitio soberbo, no qual a presunção domina com arbitrariedade.


Movimentando-se, na multidão, o indivíduo que foge da compaixão, distancia-se de todos, pensando e vivendo exclusivamente para o seu ego e para os seus. 


No entanto, sem um relacionamento salutar, que favorece a alegria e a amizade, os sentimentos se deterioram, e os objetivos da vida perdem a sua alta significação tornando-se mais estreitos e egotistas.


A compaixão é uma ponte de mão dupla, propiciando o sentimento que avança em socorro e o que retorna em aflição.


É o primeiro passo para a vigência ativa das virtudes morais, abrindo espaços para a paz e o bem-estar pessoal.


O individualismo é-lhe a grande barreira, face a sua programação doentia, estabelecida nas bases do egocentrismo, que impede o desenvolvimento das colossais potencialidades da vida, jacentes em todos os indivíduos.


A compaixão auxilia o equilíbrio psicológico, por fazer que se reflexione em torno das ocorrências que atingem a todos os transeuntes da experiência humana.


É possível que esse sentimento não resolva grandes problemas, nem execute excelentes programas. 


Não obstante, o simples desejo de auxiliar os outros proporciona saudáveis disposições físicas e mentais, que se transformarão em recursos de socorro nas próximas oportunidades.


Mediante o hábito da compaixão, o homem aprende a sacrificar os sentimentos inferiores e a abrir o coração.


Pouco importa se o outro, o beneficiado pela compaixão, não o valoriza, nem a reconheça ou sequer venha a identificá-la. 


O essencial é o sentimento de edificação, o júbilo da realização por menor que seja, naquele que a experimenta.


Expandir esse sentimento é dar significação à vida.


A compaixão está cima da emotividade desequilibrada e vazia. 


Ela age, enquanto a outra lamenta; realiza o socorro, na razão em que a última apenas se apiada.


Quando se é capaz de participar dos sofrimentos alheios, os próprios não parecem tão importantes e significativos.


Repartindo a atenção com os demais, desaparece o tempo vazio para as lamentações pessoais.


Graças à compaixão, o poder de destruição humana cede lugar aos anseios da harmonia e de beleza na Terra.


Desenvolve esse sentimento de compaixão para com o teu próximo, o mundo, e, compadecendo-te das suas limitações e deficiências, cresce em ação no rumo do Grande Poder.






FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Da obra: Responsabilidade.

terça-feira, maio 20, 2014

Caminhos do Coração - Joanna de Ângelis





Caminhos do Coração

Joanna de Ângelis


Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.


Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do sentimento.


Apresentam-se caminhos ásperos, coalhadas de pedrouços que ferem, na forma de vícios e derrocadas morais escravizadores.


Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil.


Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável.


Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba, exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias.


Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo.


Caminhos e caminhantes!


Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.


Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida, estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.


Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma... 


São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos...


*


Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.


Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues, os recursos que se encontram à tua disposição íntima assinalando o estado evolutivo, a fim de teres condição de seguir.


Se possível, opta pelos caminhos do coração.


Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente esperando por ti.


*


O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção.


O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança.


A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância.


A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega.


A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida; destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na este física.


Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade, e satisfaz-se com os dons do espírito - ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundário importância - os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar.


Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.


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Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao reino dos Céus.


Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade.


Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade.


Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não-violência.


Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da humanidade e mesmo hoje, identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual.


Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.



Franco, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Da obra: Momentos 

Salvador, BA: LEAL, 1990.

segunda-feira, maio 19, 2014

Caminho da Autoiluminação - Joanna de Ângelis





Caminho da Autoiluminação


Joanna de Ângelis



O homem atinge um alto nível de evolução quando consegue unir o sentimento e o conhecimento, utilizando-os com sabedoria. 


Nesse estágio é-lhe mais fácil desenvolver a paranormalidade, realizando o autodescobrimento e canalizando as energias anímicas e mediúnicas para o serviço de consolidação do bem em si mesmo e na sociedade.


O seu amadurecimento psicológico permite-lhe compreender toda a magnitude das faculdades parapsíquicas, superando os impedimentos que habitualmente se lhe antepões à educação.


Desse modo, a mediunidade põe-no em contato com o mundo espiritual de onde procede a vida e para a qual retorna, quando cessado o seu ciclo material, ensejando-lhe penetrar realidades que se demoram ignoradas, incursionando com destreza além das vibrações densas do corpo carnal.


O exercício das faculdades mediúnicas, no entanto, se reveste de critérios e cuidados, que somente quando levados em conta propiciam os resultados pelos quais se anelam.


A mediunidade é inerente a todos os indivíduos em graus de diferente intensidade. 


Como as demais, é uma faculdade amoral, manifestando-se em bons e maus, nobres e delinqüentes, pobres e ricos.


Pode expressar-se com alta potencialidade de recursos em pessoas inescrupulosas, e quase passar despercebida em outras, portadoras de elevadas virtudes.


Surge em criaturas ignorantes, enquanto não é registrada nas dotadas de cultura. 


É patrimônio da vida para crescimento do ser no rumo da sua destinação espiritual. 


O uso que se lhe dê, responderá por acontecimentos correspondentes no futuro do seu possuidor.


Uma correta educação da mediunidade tem início no estudo das suas potencialidades: causas, aplicações e objetivos. 


Adquirida a consciência mediúnica, o exercício sistemático, sem pressa, contribui para o equilíbrio das suas manifestações.


Uma conduta saudável calcada nos princípios evangélicos atrai os Bons Espíritos, que passam a cooperar em favor do medianeiro e da tarefa que ele abraça, objetivando os melhores resultados possíveis do empreendimento.


O direcionamento das forças mediúnicas para fins elevados propicia qualificação superior, resultando em investimento de sabor eterno.


Se te sentes portador de mediunidade, encara-a com sincero equilíbrio e dispõe-te a aplicá-la bem.


O homem ditoso do futuro será um indivíduo PSI, um sensível e consciente instrumento dos Espíritos, ele próprio lúcido e responsável pelos acontecimentos da sua existência.


Desveste-te de quaisquer fantasias em torno dos fenômenos de que és objeto e encara-os com realismo, dispondo-te a sua plena utilização.


Amadurece reflexões em torno deles e resguarda-os das frivolidades, exibicionismos vãos, comercialização vil, recurso para a exaltação da personalidade ou das paixões inferiores.


Sê paciente com os resultados e perseverante nas realizações. 


Toda sementeira responde à medida que o tempo passa.


A educação da mediunidade requer tempo, experiência, ductibilidade do indivíduo, como sucede com as demais faculdades e tendências culturais, artísticas e mentais que exornam o homem.


Quem seja portador de cultura, de bondade e sinta a presença dos fenômenos paranormais, está a um passo da realização integral, a caminho próximo da auto-iluminação.




Franco, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Da obra Momentos de Iluminação.Salvador, BA: LEAL.