segunda-feira, setembro 21, 2015

Nos Encargos da Vida - Emmanuel




Nos Encargos da Vida

Emmanuel


Recorda: Deus nos criou para a execução de determinados encargos, em que nos façamos felizes.


Não digas que a Terra é um mundo exclusivamente de provações.


Em qualquer degrau da evolução, podes instalar-te no lugar próprio à criação de tuas próprias alegrias.


Necessário reconhecer que te encontras na condição certa e com as criaturas mais adequadas para a tarefa a cumprir.


Conscientiza-te de que ninguém consegue realizar algo sem o apoio de alguns, competindo-nos a todos adquirir paciência e tolerância de uns para com os outros.


Aprendamos a viver sem reclamações e sem queixas.


Os obstáculos e problemas, em maioria, com que somos defrontados na desincumbência de nossos deveres partem de nós e não dos outros.


Adaptarmo-nos às exigências do trabalho a realizar, sem perder altura no ideal superior que abraçamos, é norma de triunfo em nossas obrigações.


Lembremo-nos de que todos aqueles que sabem desculpar as dificuldades e faltas alheias estão criando fatores de base ao próprio êxito.


Quem se consagra a servir, serve para viver, honrando a vida em qualquer posição.



XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 1,  p. 03. 

domingo, setembro 20, 2015

Passando Pela Terra - Emmanuel




Passando Pela Terra

Emmanuel


Sempre útil não te esqueceres de que te encontras em estágio educativo na Terra.


Jornadeando nas trilhas da evolução, não é o tempo que passa por ti, mas, inversamente, és a criatura que passa pelo tempo.


Conserva a esperança em teus apetrechos de viagem.


Caminha trabalhando e fazendo o bem que puderes.


Aceita os companheiros do caminho, qual se mostram, sem exigir-lhes a perfeição da qual todos nos vemos ainda muito distantes.


Suporta as falhas do próximo com paciência, reconhecendo que nós, os espíritos ainda vinculados à Terra, não nos achamos isentos de imperfeições.


Levanta os caídos e ampara os que tropecem.


Não te lamentes.


Habitua-te a facear dificuldades e problemas, de ânimo firme, assimilando-lhes o ensino de que se façam portadores.


Não te detenhas no passado, embora o passado deva ser uma lição inesquecível no arquivo da experiência.


Desculpa, sem condições, quaisquer ofensas, sejam quais sejam, para que consigas avançar, estrada afora, livre do mal.


Auxilia ao outros, quanto estiver ao teu alcance, e repete semelhante benefício, tantas vezes quantas isso te for solicitado.


Não te sirvam de estorvo ao trabalho evolutivo as calamidades e provas em que te vejas, já que te reconheces passando pela Terra, a caminho da Vida Maior.


Louva, agradece, abençoa e serve sempre.


E não nos esqueçamos de que as nossas realizações constituem a nossa própria bagagem, onde estivermos, e nem olvidemos que das parcelas de tudo aquilo que doamos ou fazemos na Terra, teremos a justa equação na Vida Espiritual.




XAVIER , Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Calma. Cap. 2,  p. 04. 

Caminhos - Casimiro Cunha




Caminhos

Casimiro Cunha


O caminho mais humilde,
Seja na vila ou na serra,
É convite carinhoso
Que o Pai traçou sobre a Terra.

*
Qualquer estrada do mundo
É sugestão de bondade,
Por trazer às criaturas
Os bens da fraternidade.

*
É a chave silenciosa
Das mais belas ligações,
Que aproxima os interesses
No elo dos corações.

*
Há caminhos para o templo,
Para o lar, para a oficina,
Todos eles são recursos
Da Providência Divina.

*
A excelsa sabedoria
Jamais esqueceu ninguém,
Dispondo todas as sendas
Para a luz e para o bem.

*
Ditoso quem reconheça
Em toda estrada uma luz,
Que conduz à claridade
Do Caminho, que é Jesus.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha.












Que o seu caminhar seja amparado pelas bênçãos de Jesus.


Que sua estrada seja florida e suave.


E se obstáculos surgirem,  que você tenha a certeza que,  junto com você, está Jesus  a lhe amparar os passos.


Tenha uma semana de paz,  onde os caminhos percorridos  sempre o direcionem para frente e para o alto.


sábado, setembro 19, 2015

Saudades de Jesus - Joanna de Ângelis





Saudades de Jesus

 Joanna de Ângelis


           
No tumulto que assola em toda parte no planeta terrestre, desequilibrando o comportamento humano, parece não haver espaço para a harmonia, tampouco segurança para a vivência espiritual que dignifica e tranquiliza o Espírito.


As distrações confraternizam com as tragédias e os sorrisos misturam-se às lágrimas, numa paisagem de ilusão e dor, que empurram suas vítimas para o desencanto, a saturação, empobrecimento moral, o vazio existencial.


Multiplicam-se, assustadoramente, os agentes da hipnose do consumismo, em fuga espetacular da realidade, transformando-se em mecanismos impotentes para preencher as lacunas da alma sedenta de paz.


Ignorando-se como adquirir a harmonia íntima, a avalanche dos prazeres apresenta-se como a melhor maneira de desfrutar-se das horas que se vive, não conseguindo, porém, proporcionar bem-estar, por causa da sua fugacidade.


O número incontável de pessoas que não possui, porque desconhece, o sentido profundo da reencarnação, encanta-se com essas fantasias que logo são substituídas por outras, ansiosas e instáveis, que desaparecem na voragem dos conflitos em que sucumbem, sem consciência do que lhes acontece.


Os espetáculos de gozo imediato e fugidio apresentam-se, sempre, multiplicados, atraindo aficionados, que se tornam vítimas do seu fascínio, logo transformado em solidão e mentira.


Os deuses da economia alertam e aprisionam os apaixonados pelo ter e pelo poder nos seus cofres e máquinas de ações e de títulos, entusiasmando-os a ponto de se escravizarem aos jogos das bolsas e negócios variáveis que propõem, segundo eles, a felicidade.


Firmam o conceito de que aqueles que são aquinhoados com a fortuna desfrutam da plenitude porque podem adquirir tudo quanto emociona.


Paraísos de indescritível beleza são-lhes oferecidos para os períodos de férias ou as permanentes férias com a ausência dos sentimentos elevados.


Olvidam que dinheiro nenhum consegue apagar a culpa no imo, oferecer afeto real e de profundidade.


Somente quando a razão abraça a emoção, em perfeita identidade de propósitos, é que o ser pode experimentar plenitude que não tem as aparências das satisfações fisiológicas e das apresentações exteriores em que o orgulho e a presunção destacam-se na sociedade.


O homem e a mulher necessitam de ideais engrandecedores para nutrir-se e crescer interiormente.


As aspirações meramente materiais, as que promovem o exterior, assim que conseguidas perdem o s entido e os abandonam sem consideração.
É nesse sentido que o Evangelho faz falta à sociedade moderna.


* * *






Quanta saudade de Jesus!


A Sua mensagem de ternura e amor, repassada de misericórdia, possui o condão mágico de alterar o significado de todas as existências.


A ingenuidade inserta na sabedoria dos Seus ensinamentos é um poema de atualidade em todos os tempos, que comove, propicia equilíbrio e restaura a compreensão em torno dos deveres que a todos cabe desempenhar.


Porque elegeu os infelizes, ergueu-os do caos em que se encontravam ao planalto da dignidade libertadora, fez-se o mais desafiador exemplo de bondade que o mundo conheceu, e tornou-se modelo para incontáveis discípulos fascinados pelo Seu exemplo, que tentaram repetir a incomparável façanha da compaixão e da caridade.


Revolucionou as convicções, nas quais predominavam o ódio e a vingança, e estabeleceu que o amor e o perdão constituem os elementos, únicos, aliás, p ara a completude individual e coletiva.


Utilizou-se de palavras simples para explicar os dramas complexos, assim como de imagens do cotidiano para elucidar os enigmas dos comportamentos em desvalor, que predominavam, e ninguém jamais falou conforme Ele o fez, emoldurando as palavras com as ações candentes da compreensão do sofrimento humano.


Ninguém valorizou a pobreza e os testemunhos de dor como instrumentos de elevação moral, como Ele o fez.


Nestes dias de complexas angústias, não são diferentes as aflições que necessitam da presença e do socorro de Jesus.


Pode-se afirmar que são mais afligentes, em razão das circunstâncias culturais e comportamentos alienantes, dos desafios e dos impositivos enfrentados, dos interesses em jogo, sob o domínio do ego.


Todos esses fatores, porém, têm as suas raízes no cerne do Espírito, resultado do seu atraso moral dos atos reprocháveis, do descaso pelos valores dignificantes que devem servir de roteiro seguro para a evolução.


Ante a ausência dos afetos que lenificam as aflições morais, dos desastres resultantes dos vícios e prisões emocionais, a figura inolvidável do Rabi faz muita falta aos deambulantes carnais.


Incontáveis mulheres equivocadas e criaturas endemoniadas encontram-se necessitadas do Seu amparo, cuja grandeza enfrentou a hipocrisia vigente em imorredouros testemunhos de afetividade.


Ricos, como Zaqueu, e miseráveis como todos aqueles que Lhe buscaram o auxílio enxameiam e movimentam-se sem norte ante a indiferença dos poderosos, não menos atormentados.


Quanta saudade de Jesus!



* * *








Refugia-te no Amigo que não teve amigos e deixa que Ele te conduza.



Nada te perturbe ou confunda a tua mente, face à corrosão do materialismo dominador.


Medita na Sua vida de dedicação a todos os infelizes, que somos quase todos nós, e propaga-a porquanto, jamais, como na atualidade, Jesus necessitou tanto ser conhecido, para que a existência humana passe a ter sentido na sua imortalidade.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na sessão mediúnica de 25.5.2015, no Centro Espírita Caminho da Redenção,  em Salvador, Bahia.