sexta-feira, outubro 28, 2016
26 Filosofia de Compreensão - Joanna de Ângelis
26 Filosofia de Compreensão
Joanna de Ângelis
No
transcurso de um dia não faltam motivos para revides, agressões, quedas
morais.
Uma
pessoa desatenta choca-se contigo e não se desculpa.
Outra,
irreverente, diz-te um doesto e segue, sorrindo.
Mais
alguém, em desequilíbrio, não oculta a animosidade que lhe
inspiras.
Outrem
mais, de quem sabes que te censura e, mentindo contra ti,
acusa-te, levianamente...
Tens
vontade de reagir.
“Também
sou humano” – costumas pensar.
Somente
que reações semelhantes àquelas não resolvem o problema.
Deves
nivelar-te às pessoas, pelas suas conquistas e títulos de enobrecimento,
numa linha superior, e não pela sua mesquinhez.
Ninguém
passa, na Terra, sem provar a taça da incompreensão.
Cada
qual julga os outros pelos próprios critérios, mediante a sua
forma de ser, como é natural.
O
que se não possui é desconhecido; portanto, difícil de identificado noutrem.
*
Não
é necessário que se te despersonalizes evitando apresentar- te
conforme és.
Faz-se
mister que te superes vencendo a parte negativa do teu caráter,
aquela que censuras nos outros.
Lapidando
as tuas arestas, tornar-te-ás melhor e mais feliz.
Aqueles
que são exigentes, que gostam de aclarar tudo, resolver as
situações que lhes surgem, padecem de distúrbios emocionais, sofrem
ulcerações gástricas e duodenais, vivem indispostos.
Será
que esses perturbadores e insolentes do caminho merecem que
te desarmonizes?
Segue
em paz, durante todo o teu dia, e arrima-te na filosofia da
compreensão e da solidariedade, ajudando-os, sem reagires contra
eles.
Isto
será melhor para ti e para todos.
Divaldo
Pereira Franco - Episódios Diários - Pelo Espírito Joanna de Ângelis 50-51.
25 Necessário e Dispensável - Joanna de Ângelis
25 Necessário e Dispensável
Joanna de Ângelis
O
consumismo atual responde por muitos problemas.
As
indústrias do supérfluo apresentam no mercado da vacuidade um
sem-número de produtos desnecessários, que aturdem os indivíduos.
Estimulados
pela propaganda bem elaborada, desejam comprar, mesmo
sem poder, o que vêem, o que lhes é apresentado, numa
volúpia crescente.
Objetos
e máquinas que são o último modelo, em pouco tempo passam
para o penúltimo lugar, até ficarem esquecidos em armários
ou depósitos de coisas sem valor.
No
entanto, se não fossem adquiridos, naquela ocasião, a vida perderia
o sentido para quem os não comprasse.
Consumismo
é fantasia, transferência do necessário para o secundário.
O
consumidor que não reflete antes de adquirir, termina consumido pelas
dívidas que o atormentam.
*
Muita
gente faz compras, por mecanismos de evasão.
Insatisfeitas
consigo mesmas, fogem adquirindo coisas mortas, e
mais se perturbando.
Enquanto
grande número de indivíduos se afogam no oceano do
supérfluo, multidões inteiras não possuem o indispensável para uma
vida digna.
Abarrotados,
uns, com coisas nenhumas, e outros vitimados por
terrível escassez.
São
os paradoxos do século e do comportamento materialista utilitarista da
atualidade.
*
Confere
a necessidade legítima, antes de te permitires o consumismo.
Coisas
de fora não equacionam estados íntimos.
Distraem a tensão
por um momento, sem que operem real modificação interior.
Quando
o excesso te visite, reparte-o com a escassez ao teu lado.
Controla
e dirige a tua vontade, a fim de não seres uma vítima a
mais do tormento consumista.
Divaldo
Pereira Franco - Episódios Diários - Pelo Espírito Joanna de Ângelis p.48- 49.
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