domingo, janeiro 26, 2020

3- Vivências com Jesus | Série Harmonização Espiritual | Quem somos nós? # 3

9. Perante a Consciência - Joanna de Ângelis


A Consciência Divina irriga-me com paz.

Os meus equívocos são elucidados, e acalmo-me, considerando as imensas possibilidades de equilíbrio que estão ao meu alcance.

Diante de mim o presente, elaborando o futuro. 

O passado são as lições aprendidas e as vantagens do conhecimento servindo-me de suporte para o crescimento interior.

Confio e renovo-me, tranqüilizando-me no Bem.





9. Perante a Consciência

Joanna de Ângelis



Entre os flagelos íntimos que vergastam o ser humano, produzindo inomináveis aflições, a consciência de culpa ganha destaque.


Insidiosamente instala-se e, qual ácido destruidor, corrói as engrenagens da emoção, facultando a irrupção de conflitos que enlouquecem.


Decorrente da insegurança psicológica no julgamento das próprias ações, abre um abismo entre o que se faz e o que se não deveria haver feito, supliciando, com crueza, aquele que lhe sofre a pertinaz perseguição.


Considerando a própria fragilidade, o indivíduo se permite comportamentos incorretos que lhe agradam às sensações, para, logo cessadas, entregar-se ao arrependimento autopunitivo, com o qual pretende corrigir a insensatez. 


De imediato, assoma-lhe a consciência de culpa, que o perturba.


Perversamente, ela pune o infrator perante si mesmo, porém, não altera o rumo da ação desencadeada, nem corrige aquele a quem fere. 


Ao contrário, não obstante cobradora inclemente, desenvolve mecanismos inconscientes de novos anseios, repetidas práticas e sempre mais rigorosa punição...


Atavismo de comportamentos religiosos, morais e sociais hipócritas, que não hesitavam em fazer um tipo de recomendação com diferente ação, deve ser eliminada com rigor e imediatamente.


O que fizeste, não mais podes impedir ou evitar.


Disparado o dardo, ele segue o rumo.


Avaliza, desse modo, seus efeitos e repara-os, quando negativos.


Se a tua foi uma ação reprochável, corrige-a, logo possas, mediante novas atividades reparadoras.


Se resultou em conflito pessoal a tua atitude, que não corresponde ao que crês, como és, treina equilíbrio e põe-te em vigília.


Fraco é todo aquele que assim se considera, não desenvolvendo o esforço para fortalecer-se.


Quando justificas o teu erro com autoflagelação reparadora, logo mais retornarás a ele.


Propõe-te encarar a existência conforme é e as circunstâncias se te apresentam.


Erradica da mente as idéias que consideras impróprias, prejudiciais, conflitivas. 


Substitui-as vigorosamente por outras saudáveis, equilibradas, dignificantes. 


Quando não dispões de um acervo de pensamentos superiores para a reflexão, vais colhido pelos de caráter venal, pueris, perniciosos, que se te fazem familiares, impulsionando-te à ação correspondente.


Toda realização se inicia na mente. 


Desenhada no plano mental vem materializar-se ao primeiro ensejo.


Pensa, portanto, com correção, liberando-te das idéias malsãs que te gerarão consciência de culpa.


Sempre que errares, recomeça com o entusiasmo inicial. 


A dignidade, a harmonia, o equilíbrio entre consciência e conduta têm um preço:  a perseverança no dever. 


Se, todavia, tiveres dificuldade em agir corretamente, em razão da atitude viciosa encontrar-se arraigada em ti, recorre à oração com sinceridade, e a Consciência Divina te erguerá à paz.


FRANCO, Divaldo Pereira pelo espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap.9 ,1992, p.10.

sábado, janeiro 25, 2020

2-Vivências com Jesus | Série Harmonização Espiritual | Buscando nossa Origem # 2


8. Insatisfação e Utopias - Joanna de Ângelis


O estímulo divino emula-me ao avanço.


As leis de incessantes mudanças funcionam em toda parte, ensinando-me renovação e progresso.


Sou acionado por uma energia superior que me propele para as cumeadas da vida.


O vale é sombra, e a montanha conquistada é luz.


Satisfeito, saudável e pleno, sou estimulado a vencer e a crescer.









8 Insatisfação e Utopias

Joanna de Ângelis


A insatisfação responde pela presença de muitos males e sofrimentos no organismo social, gerando desequilíbrios que poderiam perfeitamente ser evitados.


Utilizando-se de mecanismos de evasão, a criatura evita assumir a própria realidade, elaborando modelos de fictícia felicidade, para os quais transfere as aspirações, produzindo os estados de inconformismo, de desgosto, a que se aferra, perdendo as excelentes ocasiões de conhecer-se e plenificar-se.


Tais padrões passam então a ser-lhe metas, sempre improváveis de concretizarem-se, e mesmo quando consegue alcançar os patamares próximos, porque os seus são objetivos fantasiosos, mantém-se no mesmo estado de morbidez, de desajuste.


Pequenas características tornam-se-lhe fundamentais, e detalhes que o diferenciam do que considera belo, saudável, estético e feliz adquirem alta importância, assim mantendo o condicionamento de desditoso.


De caráter rebelde e conduta perturbadora, despreza os recursos preciosos que dispõe, anelando somente pelo que gostaria de ser, de ter, de parecer.


Aguarda, nesse clima de inconformação, um milagre que jamais lhe ocorrerá de fora para dentro, sem realizar o notável esforço de transformação de conceito, bem como a mudança de atitude de dentro para fora.


Aprofunda-te no autoconhecimento, redescobrindo-te.


És conforme te elaboraste na sucessão do tempo.


As tuas matrizes encontram-se no passado espiritual que não mais alcançarás. 


Entretanto, através de novos comportamentos alterarás o ritmo e as ocorrências da vida.


Examina-te e tem a coragem de enfrentar como te encontras, elaborando paradigmas e propostas reais que conseguirás alcançar.


A fuga de ti mesmo não leva a lugar algum, porquanto jamais te dissociarás da tua realidade.


Inicia um programa de autovalorização analisando os fatos, conforme mereçam, ou não, consideração.


A nada, a ninguém culpes pelo que consideras insucessos.


A pessoa irresponsável, quando não se esforça para alterar o que pode ser modificado, transfere a responsabilidade para as circunstâncias que acredita más, as pessoas, ou culpa-se a si mesmo, preferindo a queixa e a comiseração ao esforço profícuo. 


O tempo, o lugar, a sociedade, o governo, a inveja alheia, a competição malsã, a má sorte ou a sua fraqueza são os ingredientes para justificar a acomodação, o falso sofrimento de que se diz objeto.


Ruma na direção das estrelas.


Impõe novos conceitos à vida e trabalha por vivenciá-los de forma edificante.


Quem tem piedade de si mesmo, nega-se a receber ajuda do seu próximo.


O insatisfeito, além de ingrato, é rebelde e preguiçoso, que prefere as sombras da reclamação e do atraso, às claridades do progresso libertador.


Não te permitas utopias existenciais, partindo para a conquista de realizações legítimas.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap.8 ,1992, p.10.