domingo, janeiro 26, 2020
9. Perante a Consciência - Joanna de Ângelis
A Consciência Divina irriga-me
com paz.
Os meus equívocos são
elucidados, e acalmo-me, considerando as imensas possibilidades de equilíbrio que estão ao meu
alcance.
Diante de mim o presente,
elaborando o futuro.
O passado são as lições aprendidas e as vantagens do conhecimento servindo-me de suporte para o crescimento interior.
O passado são as lições aprendidas e as vantagens do conhecimento servindo-me de suporte para o crescimento interior.
Confio e renovo-me,
tranqüilizando-me no Bem.
9. Perante a Consciência
Joanna de Ângelis
Entre os flagelos íntimos que
vergastam o ser humano, produzindo inomináveis aflições, a consciência de culpa ganha
destaque.
Insidiosamente instala-se e, qual
ácido destruidor, corrói as engrenagens da emoção, facultando a irrupção de
conflitos que enlouquecem.
Decorrente da insegurança
psicológica no julgamento das próprias ações, abre um abismo entre o que se faz e o que se não
deveria haver feito, supliciando, com crueza, aquele que lhe sofre a pertinaz perseguição.
Considerando a própria
fragilidade, o indivíduo se permite comportamentos incorretos que lhe agradam às sensações, para, logo
cessadas, entregar-se ao arrependimento autopunitivo, com o qual pretende corrigir a insensatez.
De imediato, assoma-lhe a consciência de culpa, que o perturba.
Perversamente, ela pune o
infrator perante si mesmo, porém, não altera o rumo da ação desencadeada, nem corrige aquele
a quem fere.
Ao contrário, não obstante cobradora inclemente, desenvolve mecanismos
inconscientes de novos anseios, repetidas práticas e sempre mais rigorosa punição...
Atavismo de comportamentos
religiosos, morais e sociais hipócritas, que não hesitavam em fazer um tipo de recomendação com
diferente ação, deve ser eliminada com rigor e imediatamente.
O que fizeste, não mais podes
impedir ou evitar.
Disparado o dardo, ele segue o
rumo.
Avaliza, desse modo, seus efeitos
e repara-os, quando negativos.
Se a tua foi uma ação
reprochável, corrige-a, logo possas, mediante novas atividades reparadoras.
Se resultou em conflito pessoal a
tua atitude, que não corresponde ao que crês, como és, treina equilíbrio e põe-te em vigília.
Fraco é todo aquele que assim se
considera, não desenvolvendo o esforço para fortalecer-se.
Quando justificas o teu erro com
autoflagelação reparadora, logo mais retornarás a ele.
Propõe-te encarar a existência
conforme é e as circunstâncias se te apresentam.
Erradica da mente as idéias que
consideras impróprias, prejudiciais, conflitivas.
Substitui-as vigorosamente por outras
saudáveis, equilibradas, dignificantes.
Quando não dispões de um acervo de pensamentos superiores para a
reflexão, vais colhido pelos de caráter venal, pueris, perniciosos, que se te fazem familiares,
impulsionando-te à ação correspondente.
Toda realização se inicia na
mente.
Desenhada no plano mental vem materializar-se ao primeiro ensejo.
Pensa, portanto, com correção,
liberando-te das idéias malsãs que te gerarão consciência de culpa.
Sempre que errares, recomeça com
o entusiasmo inicial.
A dignidade, a harmonia, o equilíbrio entre consciência e conduta têm
um preço: a perseverança no dever.
Se, todavia, tiveres dificuldade em agir corretamente, em razão da
atitude viciosa encontrar-se arraigada em ti, recorre à oração com sinceridade, e a Consciência
Divina te erguerá à paz.
FRANCO, Divaldo Pereira pelo
espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap.9 ,1992, p.10.
sábado, janeiro 25, 2020
8. Insatisfação e Utopias - Joanna de Ângelis
O estímulo divino emula-me ao
avanço.
As leis de incessantes mudanças
funcionam em toda parte, ensinando-me renovação e progresso.
Sou acionado por uma energia
superior que me propele para as cumeadas da vida.
O vale é sombra, e a montanha
conquistada é luz.
Satisfeito, saudável e pleno,
sou estimulado a vencer e a crescer.
8 Insatisfação e Utopias
Joanna de Ângelis
A insatisfação responde pela
presença de muitos males e sofrimentos no organismo social, gerando desequilíbrios que
poderiam perfeitamente ser evitados.
Utilizando-se de mecanismos de
evasão, a criatura evita assumir a própria realidade, elaborando modelos de fictícia
felicidade, para os quais transfere as aspirações, produzindo os estados de inconformismo, de desgosto, a que
se aferra, perdendo as excelentes ocasiões de conhecer-se e plenificar-se.
Tais padrões passam então a
ser-lhe metas, sempre improváveis de concretizarem-se, e mesmo quando consegue alcançar os
patamares próximos, porque os seus são objetivos fantasiosos, mantém-se no mesmo estado de
morbidez, de desajuste.
Pequenas características
tornam-se-lhe fundamentais, e detalhes que o diferenciam do que considera belo, saudável,
estético e feliz adquirem alta importância, assim mantendo o condicionamento de desditoso.
De caráter rebelde e conduta
perturbadora, despreza os recursos preciosos que dispõe, anelando somente pelo que
gostaria de ser, de ter, de parecer.
Aguarda, nesse clima de
inconformação, um milagre que jamais lhe ocorrerá de fora para dentro, sem realizar o notável
esforço de transformação de conceito, bem como a mudança de atitude de dentro para fora.
Aprofunda-te no autoconhecimento,
redescobrindo-te.
És conforme te elaboraste na
sucessão do tempo.
As tuas matrizes encontram-se no
passado espiritual que não mais alcançarás.
Entretanto, através de novos comportamentos
alterarás o ritmo e as ocorrências da vida.
Examina-te e tem a coragem de
enfrentar como te encontras, elaborando paradigmas e propostas reais que conseguirás
alcançar.
A fuga de ti mesmo não leva a
lugar algum, porquanto jamais te dissociarás da tua realidade.
Inicia um programa de
autovalorização analisando os fatos, conforme mereçam, ou não, consideração.
A nada, a ninguém culpes pelo que
consideras insucessos.
A pessoa irresponsável, quando
não se esforça para alterar o que pode ser modificado, transfere a responsabilidade para
as circunstâncias que acredita más, as pessoas, ou culpa-se a si mesmo, preferindo a queixa e a
comiseração ao esforço profícuo.
O tempo, o lugar, a sociedade, o governo, a inveja alheia, a competição malsã, a má sorte ou a sua fraqueza são os ingredientes para justificar a acomodação, o falso sofrimento de que se diz objeto.
O tempo, o lugar, a sociedade, o governo, a inveja alheia, a competição malsã, a má sorte ou a sua fraqueza são os ingredientes para justificar a acomodação, o falso sofrimento de que se diz objeto.
Ruma na direção das estrelas.
Impõe novos conceitos à vida e
trabalha por vivenciá-los de forma edificante.
Quem tem piedade de si mesmo,
nega-se a receber ajuda do seu próximo.
O insatisfeito, além de ingrato,
é rebelde e preguiçoso, que prefere as sombras da reclamação e do atraso, às claridades do
progresso libertador.
Não te permitas utopias
existenciais, partindo para a conquista de realizações legítimas.
FRANCO, Divaldo Pereira pelo
espírito Joanna de Ângelis. Momentos de saúde.Cap.8 ,1992, p.10.
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