sábado, junho 21, 2025

Fazendo Sol - Meimei




Fazendo Sol

Meimei

Cap. V – Item 18


Amanheceste chorando pelos que te não compreendem.


Amigos diletos rixaram contigo.


Nos mais amados, viste o retrato da ingratidão.


Aspiravas a desentranhar o carinho nos corações queridos, com a pureza e a simplicidade da abelha que extrai o néctar das flores sem alterá-las, e, porque não conseguiste, queres morrer...


Não te encarceres, porém, nos laços do desespero.


Afirmas-te à procura do amor, mas não te recordas daqueles para quem o teu simples olhar seria assim como o sorriso da estrela, descerrado nas trevas.


Mostram a cabeça encanecida, à feição de nossos pais, são irmãos semelhantes a nós ou são jovens e crianças que poderiam ser nossos filhos... 


Contudo, estiram-se em leitos de pedra ou refugiam-se em antros, fincados no solo, quais se fossem proscritos atormentados.


Não te pedem mais que um pão, a fim de que lhes restaurem as energias do corpo enfermo, ou uma palavra de esperança que lhes console a alma dorida.


Não percas o tesouro das horas, na aflição sem proveito.


Podes ser, ainda hoje, o apoio dos que esmorecem, desalentados, ou a luz dos que jazem nas sombras; podes estender o cobertor agasalhante sobre aqueles a quem a noite pede perdão por ser longa e fria, aliviar o suplício dos companheiros que a moléstia carcome ou dizer a frase calmante para os que enlouqueceram de sofrimento...


Sai, pois, de ti mesmo para conhecer a glória de amar!...


Perceberás, então, que a existência na Terra é apenas um dia na eternidade, aprendendo a iluminá-la de amor, como quem anda fazendo sol, nos caminhos da vida, e encontrarás, mais tarde, em cânticos de alegria, todos aqueles que te não amam agora, amando-te muito mais, por te buscarem a luz no instante do entardecer.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 25. Jesus Cristo: Ilustração Reproduzida da Internet. 


sexta-feira, junho 20, 2025

Caminha Alegremente - Emmanuel


Caminha Alegremente

Emmanuel

Cap. VIII – Item 1


“Tendo cuidado de que ninguém se prive da graça de Deus e de que nenhuma raiz de amargura, brotando, vos perturbe e, por ela, muitos se contaminem.” – Paulo. (Hebreus, 12: 15)


Raízes de amargura existirão sempre, nos corações humanos, aqui e ali, como sementes de plantas inúteis ou venenosas estarão no seio de qualquer campo.


Contudo, tanto quanto é preciso expulsar a erva daninha para que haja colheita nobre e farta, é indispensável relegar ao esquecimento os problemas superados e as provações vencidas, para que reminiscências destruidoras não brotem no solo da alma, produzindo os frutos azedos das palavras e das ações infelizes.


Mãos prestimosas arrancarão o escalracho, em torno da lavoura nascente, e atitudes valorosas devem extirpar do espírito as recordações amargas, suscetíveis de perturbar o caminho.


Se alguém te trouxe dano ou se alguém te feriu, pensa nos danos e nas feridas que terás causado a outrem, muitas vezes sem perceber. 


E tanto quanto estimas ser desculpado, perdoa também, sem quaisquer restrições.


Observa a sabedoria de Deus na esfera da Natureza.


A fonte dissolve os detritos que lhe arrojam.


A luz não faz coleção de sombras.


Caminha alegremente e constrói para o bem, porque só o bem permanecerá.


Seja qual for a dor que hajas sofrido, lembra-te de que tudo amanhã será melhor se não engarrafares fel ou vinagre no coração.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap24. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 


quinta-feira, junho 19, 2025

No Reino da Ação - André Luiz



No Reino da Ação

André Luiz

 

Cap. X – Item 1

Não condene.


Ajude ao outro.


Cultive serenidade.


Use os próprios recursos para fazer o bem.


Proceda com bondade, sem exibição de virtude.


Seja qual for o problema, faça o melhor que você puder.


Não admita a supremacia do mal.


Fuja de todo pensamento, palavra, atitude ou gesto que possam agravar as complicações de alguém.


Ouça com paciência e fale amparando.


Recorde que amanhã você talvez esteja precisando também de auxilio e, em toda situação indesejável, mesmo que o próximo demonstre necessidade de reprimenda, observe, conforme a lição de Jesus, se você está em condições de atirar a pedra.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 23. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet. 

quarta-feira, junho 18, 2025

A Poesia Perdida - Manuel Quintão

 


A Poesia Perdida

Manuel Quintão

Cap. VI – Item 4

O consolador é a onipresença de Jesus na Terra.


Ao influxo da Benemerência Celeste, ele asserena os gestos impensados das criaturas que gemem esporeadas pelas provações;


aplaca os gritos blasfemos que se elevam de muitas bocas com requintes insaciáveis de orgulho; 


recompõe os rostos incendidos pelo fogo de multifárias paixões e soergue os proscritos do remorso que se escondem nas dores devoradoras, desmemoriados na retificação que o destino lhes retraça.


O Consolador Prometido!...


Sursum corda!


Res, non verba!...


Seguindo-lhe os ditames, jamais desfeches o alvo em mira, pois os olhos voltívolos não podem fixar os painéis vislumbrados nos cimos.


Recorda que todas as cenas humanas têm seus bastidores espirituais.


Se vives em ânsia de paz interior, sustém o império sobre ti mesmo.


Espaneja em ti a carusma dos preconceitos que te dançam na mente, qual poeira de sombra, entenebrecendo-te a razão.


Recoloque os ideais com novas tintas de alegria, esperança e coragem, no combate aos erros bastas vezes milenares.


Estende um pensamento bom aos cépticos transviados no dédalo das indagações contraditórias, ferretoados no duelo interior da dúvida.


Foge à voz bramidora da censura para que os teus lábios festejem os ouvidos alheios com expressões de conselho e acentos de consolo.


Borda a palavra com doçura e repete mansamente a própria benção quando a tua voz se perca entre os clamores dos que passam a vociferar rebeldia e avançam espavoridos por veredas em chamas.


Socorre a mães desditosas, cujos filhinhos doentes vertem lágrimas a se transmutarem nos livores macilentos da morte.


Afaga, ao calor das frases de fraternidade revigoradora, as têmporas encanecidas e latejantes que te suplicam algum óbolo de carinho.


Desfaze o véu do pranto de agonia de quem chora às ocultas, no sarcófago das trevas de si mesmo.


Derrama preces confortativas entre os peregrinos da morte que não se resguardaram para a Grande Viagem e carreiam o coração em atropelos, de espanto a espanto, ante a perpetuidade da vida.


Em toda estrada vicejam alfombras de sorrisos e chovem lágrimas de aflição, mas o amor, com o Cristo-Jesus, recupera a poesia perdida ao longo do nosso caminho, pois só ele transforma o miasma em perfume, o incêndio em luz, o espinho em flor, o deserto em jardim e a queda em ascensão.


XAVIER, Francisco Cândido; Waldo Vieira Por Espíritos Diversos. Espírito da verdade, cap 22. Jesus Cristo:  Ilustração Reproduzida da Internet.