sábado, maio 08, 2010



As profissões de minha mãe



Momento Espírita


Minha mãe foi, com certeza, a mulher que mais profissões exerceu em toda sua longa vida, sem ter sequer concluído o curso fundamental.

Tudo que ela aprendeu foi nas primeiras quatro séries que cursou, quando criança. Contudo, era de uma sabedoria sem par.

Descobri que minha mãe era uma decoradora de grandes qualidades, à medida que eu crescia e observava que ela sempre tinha um local no melhor móvel da casa, para as pequenas coisas que fazíamos na escola, meu irmão e eu.


Em nossa casa, nunca faltou espaço para colocar os quadrinhos, os desenhos, os nossos ensaios de escultura em barro tosco.



Tudo, tudo ganhava um espaço privilegiado. E tudo ficava lindo, no lugar que ela colocava.


Descobri que minha mãe era uma diplomata, formada na melhor escola do mundo (nosso lar), todas as vezes que ela resolvia os pequenos conflitos entre meu irmão e eu.


Fosse a disputa pela bicicleta, pela bola, pelo último bocado de torta, de forma elegantemente diplomática ela conseguia resolver. E a solução, embora pudesse não agradar os dois, era sempre a mais viável, correta, honesta e ponderada.

Descobri que minha mãe era uma escritora de raro dom, quando eu precisava colocar no papel as ideias desencontradas de minha cabecinha infantil.


Ela me fazia dizer em voz alta as minhas ideias e depois ia me auxiliando a juntar as sílabas, compor as palavras, as frases, para que a redação saísse a contento.

Descobri que minha mãe era enfermeira, com menção honrosa, toda vez que meu irmão e eu nos machucávamos.


Ela lavava os joelhos ralados, as feridas abertas no roçar do arame farpado, no cair do muro, no estatelar-se no asfalto.

Depois, passava o produto antisséptico e sabia exatamente quando devia usar somente um pequeno bandaid, o curativo ou a faixa de gaze, o esparadrapo.


Descobri que minha mãe cursara a mais famosa Faculdade de Psicologia, quando ela conseguia, apenas com um olhar, descobrir a arte que tínhamos acabado de aprontar, o vaso que tínhamos quebrado.

E, depois, na adolescência, o namoro desatado, a frustração de um passeio que não deu certo, um desentendimento na escola.



Era uma analista perfeita. Sabia sentar-se e ouvir, ouvir e ouvir. Depois, buscava nos conduzir para um estado de espírito melhor, propondo algo que nos recompusesse o íntimo e refizesse o ânimo.


Era também pós-graduada em Teologia. Sua ciência a respeito de Deus transcendia o conteúdo de alguns livros existentes no mundo.

O seu era o ensino que nos mostrava a gota a cair da folha verde na manhã orvalhada e reconhecer no cristal puro, a presença de Deus.



Que nos apontava a fúria do temporal e dizia: Deus vela. Não se preocupem.



Que nos alertava a não arrancar as flores das campinas porque estávamos pisando no jardim de Deus. Um jardim que Ele nos cedera para nosso lazer, e que devíamos preservar.



Ah, sim. Ela era uma ecologista nata. E plantava flores e vegetais com o mesmo amor. Quando colhia as verduras para as nossas refeições, dizia: Não vamos recolher tudo. Deixemos um pouco para os passarinhos. Eles alegram o nosso dia e merecem o seu salário.



Também deixava uns morangos vermelhinhos bem à mostra no canteiro exuberante, para que eles pudessem saboreá-los.



Era sua forma de manifestar sua gratidão a Deus pelos Seus cuidados: alimentando as Suas criaturinhas.



Minha mãe, além de tudo, foi motorista particular. Não se cansava de ir e vir, várias vezes, de casa para a escola, para a biblioteca, para o dentista, para o médico, para o teatro e de volta para casa.



Também foi exímia cozinheira, arrumadeira, passadeira, babá. E tudo isto em tempo integral.



Como ela conseguia, eu não sei. Somente sei que agora ela está na Espiritualidade. E Deus, como recompensa, por tantas profissões desempenhadas na Terra, lhe deu uma missão muito, muito especial: a de anjo guardião dos filhos que ficaram na bendita escola terrena.

Redação do Momento Espírita.Disponível no CD Momento Espírita, v. 12, ed. Fep.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2602&stat=0>





Mãe querida, nesta data dedicada às mães , receba as nossas vibrações de carinho, gratidão e de muito amor, por haver nos conduzido sempre às melhoras escolhas na vida.

Que as bênçãos de Jesus e da Mãe Santíssima à envolvam hoje e sempre, onde quer que se encontre.
Como aprendemos com os seus exemplos tão marcantes de generosidade, de amor e de muito carinho com os "irmãos de caminhada", permita-nos dividir esse carinho em forma de "flores espirituais" com todas as mães que acessam este blog, para que da mesma forma , sintam-se homenageadas.
Que Maria, Mãe de Jesus e "Mãe das Mães" , leve à todos os corações maternais o Seu imenso amor, acrescido das vibrações de muita Paz!!!



O que devo à minha mãe



Momento Espírita



Contemplando uma criança que dorme, tranquila, no berço, descobrimos o quão frágil é o ser humano e o quanto deve a uma mulher chamada mãe.



Quem quer que olhe para o próprio umbigo há de recordar da estreita ligação para com sua mãe que, durante nove meses, o alimentou, agasalhou, abrigou e protegeu em seu ventre.



E as primeiras noções de vida todos as recebemos de nossa mãe. Foi ela quem nos apontou o jardim e nos fez descobrir a borboleta colorida, a flor e o espinho, a chuva e o sol, a beleza do arco-íris.



Enquanto nós seguíamos as formigas do jardim, no seu ir e vir de carregadeiras incansáveis, foi ela quem nos falou da persistência e do trabalho.



Enquanto nos apontava a aranha, tecendo a sua teia, após o vento forte a ter destruído mais de uma vez, foi nossa mãe quem nos falou da paciência e dos milagres que ela produz.



E quando, nas primeiras brincadeiras, alguém nos derrubava, era sempre ela quem nos lecionava o perdão.



Quando começamos a perceber as diferenças entre crianças e adultos, velhos e moços, foi nossa mãe quem nos segredou aos ouvidos os valores do respeito e da consideração.



Na infância ela consertou nossos brinquedos, costurou a roupa nova para a boneca que havia sido esquecida na chuva.



Na adolescência, mais de uma vez consertou-nos o coração despedaçado pelos primeiros pequenos reveses no namoro.



Nosso primeiro sorriso foi a imitação do seu e foi ela quem nos ensinou a utilizá-lo para quebrar o gelo, ou para iniciar um pedido de desculpas.



Enquanto pequenos, ela nos fez sempre sentir protegidos e amados. Quando a curiosidade nos fez estender o dedo em direção ao besouro e ele grudou ali, foi para ela que corremos, em busca do socorro.



Quando o cãozinho pulou e nos fez cair, lambendo-nos o rosto, em manifestação de carinho, apavorando-nos, foi ela quem nos tomou nos braços, sossegou e depois nos ensinou que, por vezes, as criaturas não sabem expressar muito bem seu afeto e que as devemos ensinar.



Foi ela quem nos desvendou o segredo das cores, dos números e das letras, mesmo antes de adentrarmos os bancos escolares. E tudo de maneira informal, como uma doce brincadeira que nos permitia aprender, sem cansar.



Incentivando-nos à pesquisa, quantas vezes ela nos permitiu incursões de aventura em seu armário e suas gavetas, deixando-nos descobrir tesouros maravilhosos, entre bijuterias, colares, anéis, lenços e tantas outras coisas miúdas, que eram todo nosso encantamento.



Seus livros foram os primeiros que nos enriqueceram o intelecto. Livros usados, marcados a caneta, lápis ou pedacinhos de papel. Livros cheios de anotações que nos ensinaram como se devia ler, anotando, perguntando, pesquisando.



As músicas de sua predileção foram as que nos embalaram a infância, junto com as canções da sua voz que nos acalmavam nas noites de chuva forte, raios e trovões.



E, mais do que tudo, porque desde o primeiro instante detectou que somos um Espírito imortal, plantou com imenso carinho a lição do amor em nós.



Seu intuito era que o que quer que nos tornássemos a serviço do mundo, soubéssemos que, acima de tudo, onde quer que estejamos, o que quer que façamos, o ser a quem devemos sempre servir é nosso irmão em humanidade.

Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2600&stat=0>


terça-feira, maio 04, 2010



Quando Deus criou as mães



Momento Espírita



Diz uma lenda que o dia em que o bom Deus criou as mães, um mensageiro se acercou Dele e Lhe perguntou o porquê de tanto zelo com aquela criação.

Em que, afinal de contas, ela era tão especial?


O bondoso e paciente Pai de todos nós lhe explicou que aquela mulher teria o papel de mãe, pelo que merecia especial cuidado.


Ela deveria ter um beijo que tivesse o dom de curar qualquer coisa, desde leves machucados até namoro terminado.



Deveria ser dotada de mãos hábeis e ligeiras que agissem depressa preparando o lanche do filho, enquanto mexesse nas panelas para que o almoço não queimasse.



Que tivesse noções básicas de enfermagem e fosse catedrática em medicina da alma. Que aplicasse curativos nos ferimentos do corpo e colocasse bálsamo nas chagas da alma ferida e magoada.



Mãos que soubessem acarinhar, mas que fossem firmes para transmitir segurança ao filho de passos vacilantes. Mãos que soubessem transformar um pedaço de tecido, quase insignificante, numa roupa especial para a festinha da escola.



Por ser mãe deveria ser dotada de muitos pares de olhos. Um par para ver através de portas fechadas, para aqueles momentos em que se perguntasse o que é que as crianças estão tramando no quarto fechado.



Outro para ver o que não deveria, mas precisa saber e, naturalmente, olhos normais para fitar com doçura uma criança em apuros e lhe dizer: Eu te compreendo. Não tenhas medo. Eu te amo, mesmo sem dizer nenhuma palavra.



O modelo de mãe deveria ser dotado ainda da capacidade de convencer uma criança de nove anos a tomar banho, uma de cinco a escovar os dentes e dormir, quando está na hora.



Um modelo delicado, com certeza, mas resistente, capaz de resistir ao vendaval da adversidade e proteger os filhos.



De superar a própria enfermidade em benefício dos seus amados e de alimentar uma família com o pão do amor.



Uma mulher com capacidade de pensar e fazer acordos com as mais diversas faixas de idade.



Uma mulher com capacidade de derramar lágrimas de saudade e de dor mas, ainda assim, insistir para que o filho parta em busca do que lhe constitua a felicidade ou signifique seu progresso maior.



Uma mulher com lágrimas especiais para os dias da alegria e os da tristeza, para as horas de desapontamento e de solidão.



Uma mulher de lábios ternos, que soubesse cantar canções de ninar para os bebês e tivesse sempre as palavras certas para o filho arrependido pelas tolices feitas.



Lábios que soubessem falar de Deus, do Universo e do amor. Que cantassem poemas de exaltação à beleza da paisagem e aos encantos da vida.



Uma mulher. Uma mãe.



* * *



Ser mãe é missão de graves responsabilidades e de subida honra. É gozar do privilégio de receber nos braços Espíritos do Senhor e conduzi-los ao bem.



Enquanto haja mães na Terra, Deus estará abençoando o homem com a oportunidade de alcançar a meta da perfeição que lhe cabe, porque a mãe é a mão que conduz, o anjo que vela, a mulher que ora, na esperança de que os seus filhos alcancem felicidade e paz.



Redação do Momento Espírita.Disponível no CD Momento Espírita, v. 5, ed. Fep.

Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2599&stat=0>




Carta de uma mãe


Momento Espírita



Mães são criaturas especiais. Elas têm uma visão de mundo toda peculiar.


Guardam experiência porque já viveram mais tempo que seu filho. Experimentaram incontáveis alegrias. Também tristezas, mágoa e dor.


E sabem que, por mais amem seu filho, não poderão impedir que tudo isso ele também experimente: coisas positivas e coisas negativas.


Sabem igualmente que isso faz parte do grande aprendizado que redundará em progresso para ele próprio.


Possivelmente por essa razão é que uma mãe elaborou uma carta, mais ou menos nos seguintes termos:


Caro mundo: Meu filho começou hoje na escola. Durante algum tempo, tudo vai ser estranho e diferente para ele.


Eu gostaria que você o tratasse com carinho.


Até aqui, sempre estive ao lado dele. Aquieto seu coração. Curo suas feridas.


Estou por perto quando ele cai e rala o cotovelo ou o joelho.


Quando ele cai da bicicleta, do skate e tropeça nos cadarços soltos do tênis.


Mas agora tudo vai ser diferente. Esta manhã ele vai sair pela porta da rua, acenar para mim e começar sua grande aventura.


Ele irá aprender provavelmente sobre disputas, tragédia e sofrimento.


Para viver neste mundo é preciso fé, amor e coragem.


Por isso, mundo, eu gostaria que você o pegasse pela mão e ensinasse o que ele precisa saber.


Ensine-o, mas com carinho. Ensine-o que, para cada malandro que existe por aí, existe também um herói.


E que, em verdade, há muito mais heróis do que malandros. Heróis anônimos que realizam grandes proezas todos os dias.


Fale-lhe muito mais dos heróis. Incentive-o a se tornar um deles.


Ensine-o que para cada político corrupto existe um líder dedicado.


E narre-lhe detalhes das vidas desses líderes para que os possa imitar.


Ensine-o que para todo inimigo existe também um amigo. Diga-lhe como conquistar e conservar amigos.


Ensine-o sobre as maravilhas dos livros. Livros de ciência, de arte, de grandeza.


Dê a ele um momento de silêncio para que possa ponderar sobre o mistério dos pássaros no céu, das abelhas ao sol e das flores nas campinas.


Ensine-o que é muito mais digno fracassar do que trapacear.


Ensine-o a ter fé nas próprias ideias, mesmo quando todo mundo lhe disser que ele está errado.


Ensine-o a vender seu cérebro e seus músculos pelo mais alto preço. Mas faça-o ciente de que seu coração e sua alma nunca devem ser colocados à venda.


Ensine-o a fechar os ouvidos para o clamor da multidão... E manter-se firme e disposto a lutar quando achar que está certo.


Ensine-o com carinho, mundo, mas não o mime, pois é o teste do fogo que produz o aço mais resistente.


Mundo, veja o que você pode fazer por meu filho. Ele é alguém muito especial.


* * *


A educação de uma criança não é somente um trabalho de amor e um dever.


É uma missão importante, desafiadora e honrosa. Em verdade, ela exige do educador o melhor que ele tenha para dar.


Por isso, maternidade e paternidade são missões das mais nobres, confiadas pela Divindade à mulher e ao homem.


Pense nisso!


Redação do Momento Espírita com base no cap. Carta de uma mãe ao mundo, de autoria desconhecida, do livro Histórias para aquecer o coração das mulheres, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jennifer Read Hawthorne e Marci Shimoff, ed. Sextante.


Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2598&stat=0>


domingo, maio 02, 2010

Amados e Amáveis - Momento Espírita



Amados e Amáveis


Momento Espírita



Todos desejamos ser amados. Mas será que já compreendemos a necessidade de sermos amáveis?


A História nos conta que todos os que foram hóspedes de Theodore Roosevelt, o Presidente americano, ficaram espantados com a extensão e a diversidade dos seus conhecimentos.


Fosse um vaqueiro ou um domador de cavalos, um político ou diplomata, Roosevelt sabia o que lhe dizer.


E como fazia isso? A resposta é simples:


Todas as vezes que ele esperava um visitante, passava acordado até tarde, na véspera, lendo sobre o assunto que sabia interessar particularmente àquele hóspede.


Porque Roosevelt sabia, como todos os grandes líderes, que a estrada real para o coração de um homem é lhe falar sobre as coisas que ele mais estima.


O ensaísta e outrora professor de literatura em Yale, William Phelps, aprendeu cedo esta lição.


Narra a seguinte experiência:


Quando tinha oito anos de idade, estava passando um final de semana com minha tia.


Certa noite chegou um homem de meia idade que, depois de uma polida troca de gentilezas, concentrou sua atenção em mim.


Naquele tempo, andava eu muito entusiasmado com barcos, e o visitante discutiu o assunto, de tal modo, que me deu a impressão de estar particularmente interessado no mesmo.


Depois que ele saiu, falei vibrante: Que homem!


Minha tia me informou que ele era um advogado de Nova York, que não entendia coisa alguma sobre barcos, nem tinha o menor interesse no assunto.


Mas, então, por que falou todo o tempo sobre barcos?


Porque ele é um cavalheiro. Viu que você estava interessado em barcos, e falou sobre coisas que lhe interessavam e lhe causavam prazer. Fez-se agradável!


Inspirados nessas duas ricas experiências, indagamos: será que nos esforçamos para nos tornarmos agradáveis aos outros?


Será que encontramos neste mundo cavalheiros com tais características de altruísmo e polidez?


São raros, infelizmente. Por isso, a lição nos mostra mais um caminho para a verdadeira caridade, ou mais uma sutil nuança desta virtude.


Se desejamos ser amados, obviamente que precisamos nos esforçar para sermos amáveis!


A amabilidade é esta qualidade ou característica de quem é amável, por definição.


É ser polido, cortês, afável. É agir com complacência.


Allan Kardec, ao estudar a afabilidade e a doçura, na obra O Evangelho segundo o Espiritismo, conclui:


A benevolência para com os semelhantes, fruto do amor ao próximo, produz a afabilidade e a doçura, que são a sua manifestação.


* * *


Não será porque sorrias a todo instante que conseguirás o milagre da fraternidade. A incompreensão sorri no sarcasmo e a maldade sorri na vingança.


Não será porque espalhes teus ósculos com os outros que edificarás o teu santuário de carinho. Judas, enganado pelas próprias paixões, entregou o Mestre com um beijo.


Por outro lado, não é porque apregoas a verdade, com rigor, que te farás abençoado na vida.


Na alegria ou na dor, no verbo ou no silêncio, no estímulo ou no aviso, acende a luz do amor no coração e age com bondade.


Cultiva a brandura sem afetação. E a sinceridade, sem espinhos. Somente o amor sabe ser doce e afável (...).

Redação do Momento Espírita com base no cap. 6, pt. 2, do livro Como fazer amigos e influenciar pessoas, de Dalle Carnegie, ed. Companhia Nacional; no item 6,do cap. IX do livro O evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, ed. Febe no cap. Afabilidade e doçura, do livro Escrínio de luz, do Espírito Emmanuel,psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. O clarim.


Disponível<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1890&stat=3&palavras=parábola%20dos%20talentos&tipo=t>



O sofredor anônimo


Momento Espírita



Dentre as parábolas contadas por Jesus, uma das mais conhecidas é a do samaritano.


Nela se narra a história de um homem que descia de Jerusalém para Jericó e foi vítima de ladrões.


Esses o despojaram de seus bens, cobriram-no de ferimentos e o deixaram semimorto.


Um sacerdote descia pelo mesmo caminho, viu o ferido, mas passou adiante.


O mesmo ocorreu com um levita.


Entretanto, um samaritano, vendo o pobre homem, tomou-se de compaixão e o amparou.


* * *


São muitas as lições a serem tiradas dessa singela narrativa.


Mas é interessante observar as qualificações das personagens.


Nela há um sacerdote, figura que dedica a vida a Deus.


Há igualmente um levita.


Consoante se infere da Bíblia, os integrantes da tribo de Levi eram considerados ortodoxos em matéria de fé.


Também eram tradicionalmente ligados às atividades do Templo, às coisas sagradas.


De igual modo, há um samaritano, designação que, na época, indicava alguém herético a ser perseguido.


Apenas à vítima não é dado qualquer qualificativo.


Não se sabe se era rico ou pobre.


Ignora-se sua raça, sua cor, seu credo.


Não há notícia se era portador de alguma moléstia que àquele tempo sugerisse impureza.


Não se comenta se tinha algum desequilíbrio sexual.


Falta informação quanto a ser ele alguém de vida reta ou pervertida.


Tudo o que se sabe é que era um homem necessitado de ajuda.


E essa informação basta.


O samaritano não gastou tempo se informando sobre títulos e qualidades do sofredor.


Tão logo o viu, tomou-se de compaixão e o auxiliou.


Essa parábola foi formulada por Jesus ao ser indagado a respeito do que se deve fazer para possuir a vida eterna.


O homem anônimo representa a Humanidade sofredora.


O dever do cristão é auxiliar quem sofre, independentemente de seus hábitos e crenças.


Não importa se concorda ou não com o modo de proceder do semelhante em sofrimento.


Precisa tomar-se de compaixão e estender-lhe as mãos.


O sentimento tocado pela dor alheia, a inspirar atos de amparo, é que identifica quem cumpre a vontade de Deus.


A fé apartada da misericórdia e da fraternidade pouco significa.


Veja-se que o sacerdote e o levita passaram ao largo do sofredor.


Apenas o samaritano, pouco considerado, mas bondoso, teve piedade do infeliz.


Assim, de nada adianta sofisticar as próprias obrigações religiosas.


Também são irrelevantes o estado moral e os atributos de quem sofre.


O primordial é se tomar de compaixão e amparar os miseráveis do mundo.


Sem bondade no coração e beneficência nos atos, tudo o mais é vão.


Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2550&let=&stat=0>


sábado, maio 01, 2010



Dia do Trabalho


Momento Espírita



Primeiro de maio é reservado às comemorações do Dia do trabalho.


Uma excelente oportunidade para meditarmos a respeito dessa Lei da natureza, através da qual o homem forja o próprio progresso.


Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho, da sua atividade.


Tudo trabalha em a natureza. Os animais, como o homem, trabalham, embora a sua seja a atividade pela subsistência imediata.


O homem labora criando, desenvolvendo as funções da inteligência, conseguindo meios e recursos novos para aplicação na sua vida.


Toda ocupação útil é trabalho. Trabalha a genialidade na sua expressão criativa tanto quanto os que suam no preparo da terra e muitas tarefas rudimentares.


Para outras criaturas o trabalho é considerado desonroso. Possivelmente por um atavismo, pois no passado o trabalho se apresentava para as classes nobres como uma desonra.


Os braços escravos é que se encarregavam de todas as tarefas, enquanto os dominadores permaneciam na ociosidade.


Valorizavam-se os recursos dos homens pelo número de escravos e servos de que dispunham. Até mesmo a cultura da inteligência, muitas vezes, era transmitida por escravos.


No entanto, o trabalho é meio de elevação. Por ser Lei de caráter Divino, impõe-se a todos e ninguém dela poderá fugir impunemente.


Jesus nos deu o exemplo do respeito ao trabalho, como dever primeiro para a manutenção da vida, mediante a atividade honrada.


Ele Se fez carpinteiro e Se dedicou à profissão em companhia de José, Seu pai.


Ele mesmo disse: Meu Pai, referindo-Se a Deus, trabalha incessantemente. E eu trabalho também.


Seus discípulos ofereceram o labor das próprias mãos para a subsistência orgânica, enquanto semeavam as luzes da Boa Nova.


Paulo de Tarso era tecelão. Simão Pedro, Tiago e João eram pescadores. Mateus, cobrador de impostos. Judas dedicava-se ao comércio, vendendo peixes e quinquilharias. Lucas era médico.


O trabalho é dom da vida, que dignifica e mantém o homem. Em toda parte se impõe como Lei mantenedora do equilíbrio.


Busque, pois, motivação para fazer bem o seu trabalho. Coloque nele os seus melhores empenhos, de modo a se enriquecer de gratidão por dispor de um maravilhoso meio de ganhar com nobreza o pão diário.


* * *


Primeiro de maio é a data escolhida, na maioria dos países industrializados, para comemorar o Dia do trabalho e celebrar a figura do trabalhador.


A data tem origem em uma manifestação operária por melhores condições de trabalho, iniciada no dia 1º de maio de 1886, em Chicago, nos Estados Unidos.


* * *


Não olvide que o trabalho é o único processo de aumentar a riqueza e nem se esqueça de que o serviço é o único recurso de capitalizar a simpatia e a cooperação.


Redação do Momento Espírita, com base nos itens 674 a 685 de O livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb; no cap. 5 do livro Episódios diários, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal; no cap. 11 do livro Estudos espíritas, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal; nos itens Trabalho e Primeiro de maio I do Almanaque abril/95; no cap. 5 do livro Boa nova, pelo Espírito Humberto de Campos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb e no verbete Trabalho do livro Dicionário da alma, por Espíritos diversos, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2597&stat=0>