sexta-feira, julho 30, 2010

O Espírito Daniel ao lado do pai, após seu retorno à Pátria Espiritual.

A morte não existe



Momento Espírita




Nos Estados Unidos, o livro Talking to heaven, que reproduz as conversas do médium Van Praagh, com os mortos, tem sido um sucesso.



O autor do livro, que é o próprio médium, defende a tese de que não existe morte, mas apenas vida.



A grande busca de livros como esse e outros do gênero demonstra o interesse dos homens pelo que vulgarmente se chama sobrenatural, nesta virada de milênio.



O ser humano, trazendo em si mesmo a intuição da imortalidade, tem buscado ao longo dos tempos, provar que não é apenas um amontoado de ossos e músculos.



Todavia, mergulhando no corpo físico, pelas portas da reencarnação, grande parte dos seres passa a duvidar da vida após a morte, quando deixa um ser querido nas portas do túmulo e dele se afasta por tempo indeterminado.



Façamos uma comparação que talvez torne mais clara a questão da imortalidade.
Imaginemos que um navio, carregado de emigrantes, parta para destino longínquo.



Leva homens, mulheres e crianças de todas as condições, parentes e amigos dos que ficam.



Algum tempo depois da partida, surge a notícia de que o navio naufragou. Nenhum vestígio resta dele, nenhuma notícia sobre sua sorte.



Acredita-se que todos os passageiros pereceram e o luto penetra em todas as suas famílias.



Entretanto, a equipagem inteira, sem faltar um único homem, foi ter a uma ilha desconhecida, abundante e fértil, onde todos passam a viver ditosos.



Ninguém, todavia, sabe disso.



Porém, um belo dia, outro navio aporta a essa terra e lá encontra sãos e salvos todos os supostos náufragos.



A boa notícia se espalha com a rapidez do relâmpago e todos exclamam felizes: Não estão perdidos os nossos amigos e familiares! E rendem graças a Deus.



E, embora não possam ver-se uns aos outros, correspondem-se e permutam demonstrações de afeto e, assim, a alegria substitui a tristeza e a saudade se transforma em esperança de um reencontro futuro.



Tal é a imagem da vida terrena e da vida de Além-túmulo.



O segundo navio, por comparação, seriam as inúmeras mensagens dos mortos, ditadas através dos médiuns, trazendo-nos a boa notícia da sobrevivência dos que partiram antes de nós.



E, para quem busca, com sinceridade, as provas da vida após a morte, as encontrará na vasta literatura que fala sobre o assunto.



* * *



Durante o sono podemos manter contato com os seres que já partiram para a Pátria espiritual.



Ao contrário do que se pensa, os encontros entre vivos e mortos são muito comuns.



Tanto isso é uma realidade, que vários filmes e telenovelas enfocam o assunto com naturalidade.



Assim, o fato de sabermos que as pessoas que amamos continuam vivas no Além-túmulo é, verdadeiramente, uma notícia consoladora.



Pensemos nisso!



Redação do Momento Espírita, com base no item 62, do cap. I, do livro A gênese, de Allan Kardec, ed. Feb, e em Entrelinhas do jornal Gazeta do Povo, do dia 14/03/98.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2323&let=M&stat=0>


quinta-feira, julho 29, 2010



O bem que se faz


Momento Espírita



Quando a ingratidão te bater à porta, não digas: Nunca mais ajudarei a ninguém!


Quando a impiedade daqueles a quem beneficiaste chegar ao teu lar, não exclames: Para mim, chega!


Não sofras e nem te arrependas de ter ajudado.


Nem reclames: E eu que lhes dei tudo!


Não retribuas mal por mal, pois que assim, vitalizarás o próprio mal.


O bem que se faz a alguém é sempre luz que se acende na intimidade.


Naturalmente, gostarias de receber gratidão, amizade, compreensão. Todos apreciamos experimentar os frutos da gratidão.


Pensa que a árvore jamais pergunta a quem lhe colhe os frutos para onde os carregará ou o que pretende fazer deles.


Ela se felicita por poder dar. Por se multiplicar através da semente que, atirada ao solo, o abençoa com novas dádivas de alegria.


Segue-lhe o exemplo.


Teus frutos bons, que produzam bons frutos além...


Tuas nobres tarefas, que se desdobrem em tarefas superiores mais tarde.


Fica com a alegria de fazer, de doar. Nunca com a idéia de colher reconhecimento ou gratidão.


Porque esperar gratidão pode ser também uma espécie de pagamento.


Sê tu sempre grato mas não esperes pelo reconhecimento de ninguém.


O bem que faças, viajando sem parar em muitos corações, espalhará luz no longo curso da tua vida.


Amanhã ou depois, nos caminhos sem fim do futuro, mesmo que não o saibas ou que o tenhas esquecido, esse bem te alcançará, mais formoso, mais fecundo.


Assim, prossegue ajudando sempre. Observa como age a natureza.


O rio não cogita de examinar as bênçãos que conduz em suas águas, nem interpela o solo por onde segue.


Deixa-se jorrar, beneficiando a terra, a agricultura, as gentes.


O perfume, bailando no ar, nada pede para se espalhar até onde possa.


O grão não espera nada, além de ser triturado, para se converter em alimento.


O sol não escolhe lugar para visitar com luz, calor e vida.


A chuva não tem preferência por onde espalhar vitalidade.


Todos cooperam em nome da Divindade, sem exigências e sem reclamações.


São úteis e passam. Nada esperam, nada impõem.


Age desta forma, tu também e transforma-te num cálice de bênçãos, servindo sempre.

* * *
Se a tristeza te visitar a alma, ante a ingratidão de tantos a quem doaste o que possuías de melhor, recorda o Mestre de todos nós.


Ele disse que estava no meio de nós, como Aquele que serve.


E, tendo derramado o Seu amor, plenificando de vida a todos os que se Lhe aproximaram, recebeu na hora extrema a ingratidão do abandono.


Mesmo assim, até hoje, Ele prossegue, convidando: Vinde a Mim.


Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida./


Ninguém vai ao Pai senão por Mim.

Texto da Redação do Momento Espírita com base no cap. Benefício e gratidão, do livro Dimensões da verdade, do Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1367&stat=3&palavras=Nuvens%20que%20passam&tipo=t>


quarta-feira, julho 28, 2010



Esperança no futuro


Pelo Espírito Rosângela C. Lima



Olha bem para essa linha do horizonte,
Onde o céu, encantado, encontra a Terra,
Onde o homem respira, e onde ele erra,
Tendo as marcas de Deus na própria fronte.

Olha, com atenção, esse futuro,
Que o ser humano aguarda, em plena luta,
Entre sorriso e pranto, e na labuta
Pelo império do amor, lindo e maduro.

Jamais desprezes a tua existência,
Entregando-te à mágoa e ao desalento.
Acende a luz de Deus no pensamento
E serve-O com profunda reverência.

Viver no mundo em luta renitente
Confere-nos valores indizíveis,
Sob a ação dos Bons Anjos que, invisíveis,
Dos céus trazem luz para toda a gente.

Aguarda no porvir, que já vislumbras,
A regeneração tão anelada.
Persiste íntegro e nobre na jornada,
E abre-te ao Sol, sem sombras nem penumbras.

Olha o horizonte onde deves chegar,
Após semeares bênçãos nas estradas.
Une-te às Almas Bem-aventuradas,
E deixa-te viver, servir e amar.


Busca manter alteada a tua confiança
Na vontade perfeita do Senhor,
E age no bem, com brio, com valor,
Empunhando o estandarte da esperança


Rosângela C. Lima. Mensagem psicografada por Raul Teixeira,em 21.06.2006, na Sociedade EspíritaFraternidade, Niterói-RJ.


Disponível <http://www.raulteixeira.com/mensagens.php?not=222>



Estás preocupado?


Pelo Espírito Camilo


É compreensível que te surpreendas em estado de preocupação, quando te defrontes com os diversos desafios do teu cotidiano.

Não será tarefa simplista o ter que dar conta dos quefazeres domésticos, associados aos da profissão e do convívio social.

Realmente, concebe-se que são tantas coisas a pesar sobre o teu sentimento, sobre os teus pensamentos, sobre o teu humor, que, vez que outra, percebes que foste invadido por ondas de preocupações, para o que abriste as portas morais.


Entretanto, vale parar um pouco e meditar acerca desse fenômeno.


Quando te preocupas, passas a dispender largas quotas das tuas energias na direção do objeto da tua preocupação.


Se a causa é válida, converge a preocupação em ação positiva e benfazeja, ao invés de te manteres paralisado à frente do desafio.


Se o móvel da preocupação não tiver a marca do legítimo valor, se o teu estado psicológico prende-se ao desejo de posse, ao ciúme, à falta de fé em Deus ou a qualquer capricho nocivo à saúde da alma, é chegado o tempo de, à custa dos necessários esforços, te desligares dessa sintonia, que te irá minando o mundo íntimo, sem que encontres solução, podendo escorregar para valões de desespero, mágoa, ódio ou indiferença, ou em estado extremo, podendo impulsionar-te para o crime, que tem variado espectro para as almas lúcidas que conhecem, ainda que por simples informações, as orientações das Leis Divinas.


Desse modo, estuda com clareza as fontes e motivos das tuas preocupações, considerando com o Celeste Guia que a cada dia já basta o seu mal.


Na certeza de que estás no mundo a fim de aprender, crescer e amar, nos roteiros da felicidade, não te permitas sucumbir ante problemas de saúde, financeiros, mal-entendidos ou familiares.


Aprende a resolver, um após outro, os teus problemas e, na certeza de que o tempo é o fator de resolução de todos os enigmas, entrega as tuas preocupações ao Criador e marcha adiante aguardando a luz do novo dia, que sempre brilha após as noites de horror e sombras.


Não te deixes aturdir pelas exageradas preocupações, trabalhando com valor e afinco o cerne de ti mesmo.


Camilo. Psicografia de Raul Teixeira.

Disponível <http://www.raulteixeira.com/mensagens.php?not=238>





Tens coragem de mudar-te?

Pelo Espírito Camilo


No mundo, amiúde te vês assinalado por conflitos variáveis, em função dos padrões de comportamento que adotas para a tua rota humana.


É comum que não costumes desenvolver as reflexões, procurando conhecer-te um pouco melhor.


É comum que copies modelos do mundo, que te entusiasmam por algum tempo, sem que analises as consequências desses modos comportamentais, relativamente à realidade espiritual em que te achas mergulhado.


Parece que não dás importância para o próprio crescimento, para o próprio progresso.


Será que imaginas que os teus equívocos sejam menos equívocos que os dos teus irmãos?


Será que supões que, embora o tempo passe para todos, não passará do mesmo modo para ti?


Será que admites que a severidade das leis da consciência atinge somente a consciência dos outros?


Urge que a alma em estágio de progresso na Terra aprenda a superar o disfarçado egoísmo, demandando estradas de inadiável renovação, deixando para trás a infância, para galgar a adultidade espiritual que não deve mais ser procrastinada.


Porventura, tens coragem para te modificares, para melhor?


Se constatas positivamente, é tempo de te confiares aos empreendimentos do bem, onde quer que estejas, esforçando-te para superar os óbices, aplicando-te a converter sombras em claridade, certo de que contas com a feliz assistência dos Prepostos do Cristo, dessa falange de bondosos Guias que derramam sobre a tua vida, por amor a Jesus, as sublimes energias que te capacitarão a seguir adiante, modificando todos os teus hábitos danosos, em qualquer área da tua existência, começando dos que te pareçam mais fáceis de serem derrotados, enquanto conquistas forças novas para alcandorares-te aos topos luminosos da harmonia íntima.


Camilo.

Psicografia de J. Raul Teixeira.


Disponível <http://www.raulteixeira.com/mensagens.php?not=240>


terça-feira, julho 27, 2010



Tragédia no Circo


Pelo Espírito Irmão X


Naquela noite, da época recuada de 177, o concilium de Lião regurgitava de povo.


Não se tratava de nenhuma das assembléias tradicionais da Gália, junto ao altar do Imperador, e sim de compacto ajuntamento.


Marco Aurélio reinava, piedoso, e, embora não houvesse lavrado qualquer resolução em prejuízo maior dos cristãos, permitira se aplicassem na cidade, com o máximo rigor, todas as leis existentes contra eles.



Ninguém examinava necessidades ou condições. Mulheres e crianças, velhos e doentes, tanto quanto homens válidos e personalidades prestigiosas, que se declarassem fiéis ao Nazareno, eram detidos, torturados e eliminados sumariamente.


Através do espesso casario, a montante da confluência do Ródano e do Saône, multiplicavam-se prisões, e no sopé da encosta, mais tarde conhecida como colina de Fourvière, improvisara-se grande circo, levantando-se altos tapumes em torno de enorme arena.


As pessoas representativas do mundo lionês eram sacrificadas no lar ou barbaramente espancadas no campo, enviando-se os desfavorecidos da fortuna, inclusive grande massa de escravos, ao regozijo público.



As feras pareciam agora entorpecidas, após massacrarem milhares de vítimas, nas mandíbulas sanguissedentas. Em razão disso, inventavam-se tormentos novos.


Verdugos inconscientes ideavam estranhos suplícios.


Senhoras cultas e meninas ingênuas eram desrespeitadas antes que lhes decepassem a cabeça, anciães indefesos viam-se chicoteados até a morte.


Meninos apartados do reduto familiar eram vendidos a mercadores em trânsito, para servirem de escravos domésticos em províncias distantes, e nobres senhores tombavam assassinados nas próprias vinhas. Mais de vinte mil pessoas já haviam sido mortas.


Naquela noite, a que acima nos referimos, anunciou-se para o dia seguinte a chegada de Lúcio Galo, famoso cabo de guerra, que desfrutava atenções especiais do Imperador por se haver distinguido contra a usurpação do general Avídio Cássio, e que se inclinava agora a merecido repouso.


Imaginaram-se, para logo, comemorações a caráter.


Por esse motivo, enquanto lá fora se acotovelavam gladiadores e trovadores, o patrício Álcio Plancus, que se dizia descendente do fundador da cidade, presidia a reunião a pedido do Propretor (magistrado abaixo do Juíz), programando os festejos.


- Além das saudações, diante dos carros que chegarão de Viena - dizia, algo tocado pelo vinho abundante -, é preciso que o circo nos dê alguma cena de exceção...


O lutador Setímio poderia arregimentar os melhores homens; contudo, não bastaria renovar o quadro de atletas...


- A equipe de dançarinas nunca esteve melhor - aventou Caio Marcelino, antigo legionário da Bretanha que se enriquecera no saque.


- Sim, sim... - concordou Álcio - instruiremos Musônia para que os bailados permaneçam à altura...


- Providenciaremos um encontro de auroques (boi selvagem, bisão) - lembrou Pérsio Níger.


- Auroques! Auroques!... - clamou a turba em aprovação.


- Excelente lembrança! - falou Plancus em voz mais alta - mas, em consideração ao visitante, é imperioso acrescentar alguma novidade que Roma não conheça...


- Um grito horrível nasceu da assembléia:


- Cristãos às feras! Cristãos às feras!


Asserenado o vozerio, tornou o chefe do conselho:


- Isso não constitui novidade! E há circunstâncias desfavoráveis. Os leões recém-chegados da África estão preguiçosos... Sorriu com malícia.


- Ouvi, porém, alguns companheiros, ainda hoje, e apresentaremos um plano que espero resulte certo. Poderíamos reunir,nesta noite, aproximadamente mil crianças e mulheres cristãs, guardando-as nos cárceres... E, amanhã, coroando as homenagens, ajuntá-las-emos na arena, molhada de resinas e devidamente cercada de farpas embebidas em óleo, deixando apenas passagem estreita para a liberação das mais fortes. Depois de mostradas festivamente em público, incendiaremos toda a área, deitando sobre elas os velhos cavalos que já não sirvam aos nossos jogos... Realmente, as chamas e as patas dos animais formarão muitos lances inéditos...


- Muito bem! Muito bem! - rugiu a multidão, de ponta a ponta da sala. -


Urge o tempo - gritou Plancus - e precisamos do concurso de todos... Não possuímos guardas suficientes...


E erguendo ainda mais o tom de voz:


- Levante a mão direita quem esteja disposto a cooperar.


Centenas de circunstantes, incluindo mulheres robustas, mostraram destra ao alto, aplaudindo em delírio.


Encorajado pelo entusiasmo geral, e desejando distribuir a tarefa com todos os voluntários, o dirigente da noite enunciou, sarcástico e inflexível:


- Cada um de nós traga um... Essas pragas jazem escondidas por toda parte... Caçá-las e exterminá-las é o serviço da hora...

***

Durante a noite inteira, mais de mil pessoas, ávidas de crueldade, vasculharam residências humildes e, no dia subsequente, ao Sol vivo da tarde, largas filas de mulheres e criancinhas, em gritos e lágrimas, no fim de soberbo espetáculo, encontraram a morte, queimadas nas chamas alteadas ao sopro do vento, ou despedaçadas pelos cavalos em correria.

***
Quase dezoito séculos passaram sobre o tenebroso acontecimento...

Entretanto, a justiça da Lei, através da reencarnação, reaproximou todos os responsáveis, que, em diversas posições de idade física, se reuniram de novo para dolorosa expiação, a 17 de dezembro de 1961, na cidade brasileira de Niterói, em comovedora tragédia num circo.

XAVIER, Francisco Cândido. Pelo Espíreito Irmão X. Extraído do livro "Cartas e Crônicas", texto de número "6", 9a. Edição pela FEB.



A Escolha é Livre

Buscai e achareis


Na Terra ou no Espaço, na posição de encarnados ou desencarnados, encontraremos, sempre, aquilo que buscarmos durante as experiências evolutivas .


Agindo por nós mesmos, ou atendendo a sugestões de Espíritos menos esclarecidos, colheremos, hoje ou amanhã, o fruto de nossas próprias obras.


A nossa vida, de acordo com a simbologia lembrada pelos Espíritos Superiores, pode ser comparada a uma balança comum. E o livre arbítrio representará, sempre, o fiel dessa balança .


Numa das conchas, acumular-se-ão as nossas criações inferiores, acrescidas das sugestões menos dignas de nossos adversários desencarnados.


Na outra, as nossas criações mais elevadas unir-se-ão aos pensamentos inspirados pelos benfeitores, anjos de guarda ou Espíritos familiares.


Colocadas, assim, em pé de igualdade, as duas conchas, o livre arbítrio, isto é, a vontade consciente fará que uma delas predomine sobre a outra, criando-nos, tal escolha, consequências ruinosas ou benéficas, segundo o caminho escolhido.


E' livre a escolha .


Os amigos da Espiritualidade, mesmo os mais abnegados, não equacionam, inteiramente, os nossos problemas.


Inspiram-nos, em nossas silenciosas indagações, deixando, todavia, que a deliberação final nos pertença, com o que valorizam esse inapreciável tesouro que se chama Livre Arbítrio.


Sem a liberdade, embora relativa, do Livre Arbítrio, o progresso espiritual não seria consciente, mas se efetivaria, simplesmente, pela força das coisas.


Na Escola da Vida, os Instrutores Espirituais procedem com os homens à maneira dos professores com as crianças : dão informes sobre as lições, explicam-nas, referem-se a fontes de consulta, indicam livros e autores.


Mas deixam que os alunos, durante o ano letivo, se preparem no sentido de que, nos exames finais, obtenham, pelo esforço próprio, boa vontade e aplicação, notas que assegurem promoção à série seguinte.


O aluno irresponsável achará, no fim do ano, o que buscou- a reprovação, a vergonha.


O aluno aplicado, que se consagrou ao estudo, achará, igualmente, o que buscou - as alegrias da aprovação.


Tudo de acordo com a lição do Mestre.


"Buscai e achareis. "


Em nossa jornada evolutiva - nascendo, vivendo, morrendo, renascendo ainda e progredindo continuamente -, somos alunos cujo livre arbítrio escolhera, na maioria das vezes, o caminho das facilidades .


Os Instrutores Espirituais têm sido, para todos nós, devotados mestres, que nos observam a incúria e a desídia, porém aguardam, pacientes e compreensivos, que as lições do tempo e da dor nos induzam ao reajustamento.


Jamais se apoquentam, quando verificam que pendemos para a concha das sugestões utilitaristas, pois sabem que, buscando a Ilusão, encontraremos, mais adiante, as folhas perdidas das desilusões .


Não ignoram que, batendo à porta dos enganos, elas se alargarão diante de nós, a fim de que, partilhando o banquete das futilidades, sejamos compelidos, mais tarde, a buscar, nos padrões do Evangelho, o roteiro para experiências mais elevadas.


Num planeta como a Terra, bem inferiorizado, falanges numerosas de entidades desencarnadas inspiram-nos com tal frequência que a sua intensidade - a intensidade de Sua influenciação - não pode ser medida .


No Evangelho e no Espiritismo, estão os recursos imprescindíveis à nossa segurança.


A prática do bem, a confiança em Deus, o esclarecimento pelo estudo, o trabalho constante no Bem, tudo isto, com o amparo da prece, preservar-nos-á do assédio de entidades que, em nome de velhos propósitos de vingança, ou por simples perversidade, procuram dificultar a nossa ascensão.


Batendo à porta dos que sofrem, para levar-lhes a mensagem consoladora do Evangelho e o socorro de nossas mãos, encontraremos, um dia, a resposta do Céu aos nossos anseios de libertação .


Sendo livres para a escolha, acharemos, sem dúvida, o que buscarmos.

Martins Peralva - extraído do livro Estudando o Evangelho - À Luz do Espiritismo - 2º ed. FEB