quinta-feira, outubro 04, 2012

Francisco de Assis e o Lobo de Gubbio






Francisco de Assis e o  Lobo de Gubbio



Gubbio, uma cidade na Úmbria, estava tomada de grande medo. Na floresta da região vivia um grande lobo, terrível e feroz, o qual não somente devorava os animais como as pessoas, de modo que todos do povoado estavam apavorados!


Por isso, cercaram a cidade com altas muralhas e reforçaram as portas. E todos andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para um combate.


Certa vez, quando Francisco chegou àquela cidade, estranhou muito o medo do povo. Percebeu que a culpa não podia ser unicamente do lobo. Havia no fundo dos corações uma outra causa que era tão destrutiva como parecia ser a causa do lobo.


Logo, Francisco ofereceu-se para ajudar. Resolveu sair ao encontro do lobo, sozinho e desarmado, mas cheio de simpatia e benevolência pelo animal.


O perigoso lobo, de fato, foi ao encontro de Francisco, raivoso e de boca aberta pronto para devorá-lo, mas quando o lobo percebeu as boas intenções de Francisco e ouviu como este se dirigia a ele como a um irmão, cessou de correr e ficou muito surpreendido.


Francisco de Assis anulou a violência que havia no lobo. De olhos arregalados, viu que esse homem o olhava com bondade. Francisco então falou para o lobo:


-Irmãozinho lobo, quero somente conversar com você, meu irmão ... E caso você esteja me entendendo, levante, por favor, a sua patinha para mim!


O irmãozinho lobo, então, perante tão forte vibração de amor e carinho, perdeu toda a sua maldade. Levantou, confiante, a pata da frente,e calmamente a pôs na mão aberta de Francisco.


Então, Francisco disse-lhe amorosamente:


-Querido irmãozinho lobo, vou fazer um trato com você! De hoje em diante, vou cuidar de você meu irmão! A cidade vai lhe dar comida, já que, por culpa das pessoas, a floresta não lhe oferece mais o alimento necessário. Você vai pode entrar em minha casa e vou lhe dar comida e seremos sempre amigos! Você por sua vez, também será amigo de todas as pessoas desta cidade, pois de agora em diante você terá acolhimento, comida e carinho, sendo assim, não precisará mais matar nem agredir ninguém, para sobreviver... Com a promessa de nunca mais lesar nem homem nem animal, foi o lobo com Francisco até a cidade.


Também o povo da cidade abandonou sua raiva e começou a chamar o lobo de irmão. Prometeu dar-lhe cada dia o alimento necessário. Finalmente, o irmão lobo morreu de velhice, pelo que, todos da cidade tiveram grande pesar.


Ainda hoje se mostra, em Gúbio, um sarcófago feito de pedra, no qual os ossos do lobo estão depositados e guardados com grande carinho e respeito durante séculos.


Este é um texto clássico das Fontes Franciscanas, que revela a pedagogia da paz de Francisco, é a parábola ou alegoria do “Lobo de Gubbio”, contada em Fioretti.


O lobo era temido pelos cidadãos que andavam armados quando saíam da cidade, como se fossem para o combate. O medo chegou a tal ponto que ninguém mais ousava sair da cidade. Entre a cidade e o lobo não havia diálogo, apenas enfrentamento, medo, defesa, ataque, combate. Francisco sai da cidade e vai ao encontro do lobo e  vai sem armas, sem preconceitos, sem agressividade, inspirado em Jesus: com amor, perdão, não-violência.


Francisco não acobertou as maldades e violências do lobo, mas mostrou que tal forma de agir tem a ver com a violenta fome que o animal sofria. E vê nele também um irmão e a possibilidade de construir novas relações entre ele e a cidade. Consegue pacificá-lo e alcança dele a possibilidade de um pacto de paz. 


Da mesma forma, Francisco vai ao encontro do povo da aldeia, convocando-o à mudança de vida. Realiza-se um encontro entre ambas as partes e conclui um pacto de paz, que inclui o compromisso da aldeia em garantir comida para o lobo e o lobo passaria a agir sem maldade e agressividade. 


Trata-se de um pacto de paz diferente daqueles de Assis  ou outros realizados na história em que predomina a vontade do mais forte sobre o mais fraco ou se estabelece apenas um equilíbrio de forças e interesses. 


Francisco torna-se um intermediário que ajuda a desarmar espíritos, superar preconceitos, construir novas relações, com um senso de realismo e com mística, com novos compromissos de ambas as partes, superando a causa do conflito. 


Entre o lobo e a cidade de Gubbio ocorre um  processo de conversão, de mudança, de mentalidade, de atitudes, de visão, de coração. 


Francisco retirou o estigma do lobo e da cidade, pois ambos tinham suas razões, e investiu na possibilidade de um verdadeiro encontro entre as partes, de relações fraternas, de diálogo e de paz.



FONTE
CAMINHO FRANCISCANO. Disponível em http://caminho-franciscano.blogspot.com.br/2011/08/francisco-e-o-irmao-lobo-de-gubio.html. Acesso : 04 OUT. 2012.

quarta-feira, outubro 03, 2012

Coragem da Fé - Emmanuel





Coragem da Fé

Emmanuel



Guarda a coragem da própria fé.


A existência na Terra é bendita oportunidade de evoluir.


Se a provação te visita, recebe-a com paciência.


A dor, seja qual seja, é sempre um aviso salutar.


Não te marginalizes, caminha adiante.


Não existem espinhos e pedras insuperáveis.


Quanto possível, auxilia aos companheiros na travessia dos entraves maiores do que os teus.


Se agora é o teu momento de auxiliar, é possível que, em breve, venha a surgir o teu momento de receber o socorro alheio.


Não te entregues à impaciência; reclamação e azedume são processos de perder aquilo de que mais necessites.


Trabalha sempre.


Ainda que as circunstâncias te obriguem a trabalhar pouco, mantém-te nesse pouco, de vez que servir espontaneamente é ato dos mais significativos da Criação.


Se te ofendem, perdoa; os agressores não sabem o número das tribulações que os esperam.


Haja o que houver, confia na Providência Divina, porque o Senhor que nos sustentou e dirigiu até hoje, nos sustentará igualmente agora, a fim de prosseguirmos colaborando na edificação da Terra Melhor de Amanhã.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Recados da Vida.

Deus te ama - Joanna de Ângelis





Deus te ama


Joanna de Ângelis



Deus te ama


e tu percebes,


Sua ternurate rocia a face e


Suas mãos te sustentam.




Seu hálito te vitaliza e


Sua voz silenciosa


chega aos teus ouvidos,


com bênçãos,


com esperanças


e com orientações.




Deus te busca e te encontra.


Agora que O sentes,


deixa-te penetrar e conduzir


ao destino feliz


que te reserva.




Deus vive, manifesta


e dilata o Seu Amor


através de Ti.




Tu o sabes ...


e onde Tu estiveres


Ele estará sempre contigo ...



FRANCO. Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis . Obra Filhos de Deus

Em 3 de outubro de 1804 nascia Allan Kardec: o Insigne Codificador da Doutrina Espírita





Em 3 de outubro de 1804 nascia Allan Kardec: o Insigne Codificador da Doutrina Espírita


No ano de 1804, nesta data, nascia em Lyon, França, Hippolyte Léon Denizard Rivail, pertencente à antiga família de magistrados e advogados. Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdum, Suíça, tornou-se um de seus discípulos mais eminentes.


Foi membro de várias sociedades, entre as quais a Academie Royale d'Arras. De 1835 a 1840, fundou em seu domicílio cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia comparada, astronomia, além de editar inúmeros livros nas áreas de seu domínio.


Por volta de 1855, desde que duvidou das manifestações dos espíritos, Rivail, que adotou o pseudônimo de Allan Kardec, entregou-se a observações perseverantes sobre esse fenômeno e se empenhou principalmente em deduzir-lhe as consequências filosóficas.


Nele entreviu, desde o início, o princípio de novas leis naturais; as que regem as relações do mundo visível e do mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma multidão de problemas reputados insolúveis, e compreendeu-lhe a importância do ponto de vista religioso.


As suas principais obras espíritas são: O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica, e cuja primeira edição surgiu em 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou A Justiça de Deus segundo o espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); A Revista Espírita, Jornal de Estudos Psicológicos.


Allan Kardec fundou em Paris, em 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade Espírita regularmente constituída, sob o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.


Casado com Amélie Gabrielle Boudet, não teve filhos.


Allan Kardec desencarnou no dia 31 de março de 1869, em Paris, da maneira como sempre viveu: trabalhando. (Baseado na biografia de Allan Kardec em Obras Póstumas, edição IDE)


Uma ética para a imprensa escrita


Em dois artigos, escritos por Allan Kardec e publicados na Revista Espírita, em 1858, estão encerradas as principais diretrizes que norteiam os trabalhos da divulgação da doutrina espírita, inclusive os do Correio Fraterno: São elas:


• A apreciação razoável dos fatos, e de suas consequências.


• Acolhimento de todas as observações a nós endereçadas, levantando dúvidas e esclarecendo pontos obscuros.


• Discussão, porém não disputa. As inconveniências de linguagem jamais tiveram boas razões aos olhos de pessoas sensatas.


• A história da doutrina espírita, de alguma forma, é a do espírito humano.
O estudo dessas fontes nos fornecerá uma mina inesgotável de observações, sobre fatos gerais pouco conhecidos.


• Os princípios da doutrina são os decorrentes do próprio ensinamento dos Espíritos.


Não será, então, uma teoria pessoal que exporemos.


• Não responderemos aos ataques dirigidos contra o Espiritismo, contra seus partidários e mesmo contra nós. Aliás, nos absteremos das polêmicas que podem degenerar em personalismo. Discutiremos os princípios que professamos.


• Confessaremos nossa insuficiência sobre todos os pontos aos quais não nos for possível responder. Longe de repelir as objeções e as perguntas, nós as solicitamos.  Serão um meio de esclarecimento.


• Se emitirmos nosso ponto de vista, isso não é senão uma opinião individual que não pretenderemos impor a ninguém. Nós a entregaremos à discussão e estaremos prontos para renunciá-la, se nosso erro for demonstrado.


Esta publicação tem como finalidade oferecer um meio de comunicação a todos que se  interessam por essas questões. E ligar, por um laço comum, os que compreendem a Doutrina Espírita sob seu verdadeiro ponto de vista moral: a prática do bem e a caridade do evangelho para com todos.



Fonte

CORREIO FRATERNO. Disponível em http://www.correiofraterno.com.br/acontece/737-em-3-de-outubro-nascia-allan-kardec- . Acesso: 03 OUT 2012.

terça-feira, outubro 02, 2012

Questão de Escolha - André Luiz





Questão de Escolha

André Luiz



 Procure um delinquente e encontrará muitos malfeitores.


 É necessário, então, que você possua imenso cabedal de amor para renová-los, sem fazer-se criminoso também.



 Busque identificar uma falta e achará inúmeras.



 Chegando a essa situação, é imprescindível que você esteja bastante esclarecido para não acrescentar seus erros aos erros alheios.



 Tente situar um espinho e vários virão ao seu encontro.



 Em face de tal contingência, é necessário que você permaneça eminentemente equilibrado para não ferir-se.



 Fixe com demasiada atenção uma pedra da estrada e, em breve, o solo estará empedrado aos seus olhos.



 Depois disso, você necessitará de muita resistência para não sucumbir às asperezas da jornada.



 Aproxime-se do bem, procure-o com decisão e a bondade virá iluminar seu caminho.



 Somente aí você surgirá perfeitamente armado para vencer na guerra contra a mal.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André. Agenda Cristã. 3 edição. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.

Sugestões no Caminho - André Luiz






Sugestões no Caminho

André Luiz



 Lamentar-se por que?...


Aprender sempre, sim.


Cada criatura colherá da vida não só pelo que faz, mas também conforme esteja fazendo aquilo que faz.


Não se engane com falsas apreciações acerca de justiça, porque o tempo é o juiz de todos.


Recorde: tudo recebemos de Deus que nos transforma ou retira isso ou aquilo, segundo as nossas necessidades.


A humildade é um anjo mudo.


Tanto menos você necessite, mais terá.


Amanhã será, sem dúvida, um belo dia, mas para trabalhar e servir, renovar e aprender, hoje é melhor.


Não se iluda com a suposta felicidade daqueles que abandonam os próprios deveres, de vez que transitoriamente buscam fugir de si próprios como quem se embriaga para debalde esquecer.


O tempo é ouro, mas o serviço é luz.


Só existe um mal a temer: aquele que ainda exista em nós.


Não parar na edificação do bem, nem para colher os louros do espetáculo, nem para contar as pedras do caminho.


A tarefa parece fracassar?


Siga adiante, trabalhando, que, muita vez é necessário sofrer, a fim de que Deus nos atenda a renovação.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Sinal Verde. 49 edição. CEC. 2001.

segunda-feira, outubro 01, 2012

Na via pública - André Luiz




Na via pública

André Luiz


A rua é um departamento importante da escola do mundo, onde cada criatura pode ensinar e aprender.


Encontrando amigos ou simples conhecidos, tome a iniciativa da saudação, usando cordialidade e carinho sem excesso.


Caminhe em seu passo natural ou dentro da movimentação que se faça precisa, como se deve igualmente viver: sem atropelar os outros.


Se você está num coletivo, acomode-se de maneira a não incomodar os vizinhos.


Se você está de carro, por mais inquietação ou mais pressa, atenda as leis do trânsito e aos princípios do respeito ao próximo, imunizando-se contra males suscetíveis de lhe amargurarem por longo tempo.


Recebendo as saudações de alguém, responda com espontaneidade e cortesia.


Não detenha companheiros na vida pública, absorvendo-lhes tempo e atenção com assuntos adiáveis para momento oportuno.


Ante a abordagem dessa ou daquela pessoa, pratique a bondade e a gentileza, conquanto a pressa, freqüentemente, esteja em suas cogitações.


Em meio às maiores exigências de serviço, é possível falar com serenidade e compreensão, ainda mesmo por um simples minuto.


Rogando um favor, faça isso de modo digno, evitando assovios, brincadeiras de mau gosto ou frases desrespeitosas, na certeza de que os outros estimam ser tratados com o acatamento que reclamamos para nós.


Você não precisa dedicar-se à conversação inconveniente, mas se alguém desenvolve assunto indesejável é possível escutar com tolerância e bondade sem ferir o interlocutor.


Pessoa alguma, em sã consciência, tem a obrigação de compartilhar perturbações ou conflitos de rua.


Perante alguém que surge enfermo ou acidentado, coloquemo-nos, em pensamento, no lugar difícil desse alguém e providenciemos o socorro possível.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz.