quinta-feira, dezembro 12, 2019

Cartão de Natal - Meimei






Cartão de Natal

Meimei


Ao clarão do Natal, que em ti acorda a música da esperança, escuta a voz de alguém que te busca o ninho da própria alma!


Alguém que te acende a estrela da generosidade nos olhos e te adoça o sentimento, qual se trouxesses uma harpa da ternura escondida no peito.




Sim, é Jesus, o amigo fiel, que volta.




Ainda que não quisesses lembrar-lhe-ias hoje dos dons inefáveis, ao recordares as canções maternas que te embalaram o berço, o carinho de teu pai ao recolher-te nos braços enternecidos, a paciência dos mestres que te guiaram na escola e o amor puro de velhas afeições que te parecem distantes.




Contemplas a rua, onde luminárias e cânticos lhe reverenciam a glória; entretanto, vergas-te ao peso das lágrimas que te desafogam o coração. . .. 


É que ele te fala no íntimo, rogando perdão para os que erram, socorro aos que sofrem, agasalho aos que tremem na vastidão da noite, consolação aos que gemem desanimados e luz para os que jazem nas trevas.




Não hesites! Ouve-lhe a petição e faze algo!. . .


Sorri de novo para os que te ofenderam; abençoa os que te feriram; divide o farnel com os irmãos em necessidade; entrega um minuto de reconforto ao doente; oferece uma fatia de bolo aos que oram, sozinhos, sob ruínas e pontes abandonadas; estende um lençol macio aos que esperam a morte, sem aconchego do lar; cede pequenina parte de tua bolsa no auxílio às mães fatigadas, que se afligem ao pé dos filhinhos que enlanguescem de fome, ou improvisa a felicidade de uma criança esquecida.




Não importa se diga que cultivas a bondade somente hoje quando o Natal te deslumbra!. . ..




Comecemos a viver com Jesus, ainda que seja por algumas horas, de quando em quando, e aprenderemos, pouco a pouco, a estar com Ele, em todos os instantes, tanto quanto Ele permanece conosco, tornando diariamente ao nosso convívio e sustentando-nos para sempre.






XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei . Livro Antologia Mediúnica do Natal - Espíritos diversos.


quarta-feira, dezembro 11, 2019

Oração do Natal - Meimei






Oração do Natal

Meimei


Rei Divino, na palha singela, porque te fizeste criança, diante dos homens,
quando podias ofusca-los com a grandeza do Teu Reino?


Soberano da Eternidade, porque estendeste braços pequerruchos e tenros aos
pastores humildes, mendigando-lhes proteção, quando o próprio firmamento te saudava com uma estrela sublime, emoldurada de melodias celestes?


Certamente o asilo de nossa alma, para converte-la em harpa nas Tuas mãos.


Preferias esmolar segurança e carinho, para que, em te amando, de algum
modo, na manjedoura esquecida, aprendêssemos a amar-nos uns aos outros.


Tornavas-Te pequenino para que a sombra do orgulho se desfizesse, em torno
de nossos passos, e pedias compaixão, porque não nos buscavas por adornos do Teu carro de triunfo, como vassalos de Tua Glória, mas, sim, por amigos
espontâneos de Tua causa e por tutelados de Tua bênção...


E modificante assim, o destino das nações. 


Colocaste o trabalho digno, onde a escravidão gerava a miséria, acendeste a claridade do perdão, onde a noite do ódio assegurava o império do crime, e ensinaste-nos a servir e a morrer, para que a vida se tornasse mais bela...


É por isso que, ajoelhados em espírito, recordando-Te o berço pobre, ofertamos-Te o coração...


Arranca-o, Senhor, da grade do nosso peito, enferrujado de egoísmo, e faze-o
chorar de alegria, no deslumbramento de Tua luz!... 


Conduze-nos, ainda, aos tesouros da humildade, para que o poder sem amor não nos enlouqueça a inteligência, e deixa-nos entoar o cântico dos pastores, quando repetia, em prantos jubilosos, a mensagem dos anjos:


- Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra e boa vontade para com os homens!...




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Meimei. Antologia Mediúnica do Natal. Espíritos Diversos, Cap. 65, p.77, FEB.

terça-feira, dezembro 10, 2019

Alegria do Natal - Maria Dolores





Alegria do Natal


Maria Dolores



Agradeço, Jesus,




A bênção do Natal que nos renova e aquece



Em vibrações de paz aos júbilos da prece,




Que te louvam, dos Céus ao pó que forra o chão!...




Agradeço a mensagem que te exalta,




Reacendendo o Sol da Nova Era




Nos cânticos da fé viva e sincera



Que nos refaz e eleva o coração.



Agradeço as palavras em teu nome,



Naqueles que conheço ou desconheço,




Que me falam de ti com bondade sem preço,





Conservando-me em ti, seja em que verbo for,




E as afeições queridas que me trazem,




Por teu ensinamento que me alcança,




A sublime presença da esperança




Ante a força do amor.





Agradeço o conforto



De tudo o que recebo em forma de ternura,



Na mais singela flor que me procura



Ou na prece de alguém




E as generosas mãos que me auxiliam




A repartir migalhas de consolo,




Seja um simples lençol ou um simples bolo




Para a festa do bem.




Agradeço a saudade




Dos entes que deixei noutros campos do mundo,




Que me deram contigo o dom profundo



De aprender a servir, de entender e de orar,




Os afetos que o tempo me resguarda



Sob fulgurações que revejo à distância,




Induzindo-me a ver-te entre os brincos da infância




Nas promessas do lar!...




Por tudo em que o Natal se revela e se expande



A envolver-nos em notas de alegria




Que o teu devotamento nos envia




Em carícias de luz,




Pelo trabalho que nos ofereces,




Perante a fé maior que hoje nos invade,




Para a edificação da Nova Humanidade,




Sê louvado, Jesus!...





XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Maria Dolores.

sábado, dezembro 07, 2019

Jesus Vem a Terra no Natal - Gerson Monteiro








Jesus Vem a Terra no Natal



Gerson Monteiro 



“Vinde a mim todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei”. 

Esse convite de Jesus há mais de dois mil anos mantém a nossa esperança nos momentos difíceis que passamos neste mundo. 

Quantas vezes buscamos a presença amorosa do Cristo na hora da dor, e Dele sempre recebemos forças para carregar a cruz com ânimo e coragem.


*

Independente desse convite, segundo Chico Xavier, Jesus vem a Terra, entre 23 horas do dia 24 e uma hora do dia 25 de dezembro, quando comemoramos o natalício Dele. 


Segundo Chico, muitos espíritos se preparam durante dez anos para acompanhar o Mestre nessa peregrinação, recolhendo criaturas anônimas na desencarnação, como a registrada pelo poeta Cornélio Pires, publicada no livro Antologia mediúnica do Natal.



Eis a poesia recebida por Chico Xavier, intitulada Natal de Maria:


“Noite... Natal!... Na hora derradeira, 

Sozinha num brejão, com sede e fome, 

Morre jogada à febre que a consome

A velhinha Maria Cozinheira... 

Lembra o Natal dos tempos de solteira,

Olha a esteira enrolada e o chão sem nome,

Mas, de repente, vê que tudo some,

Está livre do corpo e da canseira!..

 Ouve cantos no céu que se descerra:

— "Glória a Deus nas alturas!... Paz na Terra...

 Maria, sem querer, sobe espantada...

Nisso, irrompe do Azul divina estrela...

Alguém surge!... É Jesus a recebê-la

 No sublime clarão da madrugada”.


*


Outra de Cornélio Pires, Despedida de Vital:

“Lua cheia... Na choça a que se apega,

 Morre Vital, velhinho, olhando o morro... 

 Por prece, escuta a arenga do cachorro, 

Ganindo nas touceiras da macega. 

Pobre amigo!... 

Agoniza sem socorro, 

Chora lembrando o milho na moega... 

Oitenta anos de lágrimas carrega

Na carcaça jogada ao chão sem forro. 

Suando, enxerga um moço na soleira. 

“ Eu sou leproso...”— avisa em voz rasteira, 

Mas diz o moço, envolto em luz dourada: 

“Vital, eu sou Jesus! Venha comigo!...”

“ E o velho sai das chagas de mendigo

 Para um carro de estrelas da alvorada”.


Numa dessas visitas ao nosso mundo no dia de Natal, Jesus acolheu a alma de Mariazinha, menina que morreu com fome, cansada e doente, estirada numa calçada de uma cidade brasileira. 

*

Ao assistir a esse fato na vida espiritual, a poetisa cearense Francisca Clotilde fez a sua narrativa em versos pela mediunidade de Chico Xavier, sob o título “Conto de Natal”, publicado no livro Antologia Mediúnica do Natal.


Gerson Simões Monteiro 





Conto de Natal

Francisca Clotilde Barbosa Lima



A noite é quase gelada.

Contudo, Mariazinha

É a menina de outras noites

Que treme, tosse e caminha...

Guizos longe, guizos perto...


É Natal de paz e amor.

Há muitas vozes cantando:

– “Louvado seja o Senhor!”



A rua parece nova

Qual jardim que floresceu.

Cada vitrina enfeitada

Repete: “Jesus nasceu!”



Descalça, vestido roto,

Mariazinha lá vai...

Sozinha, sem mãe que a beije,

Menina triste sem pai.



Aqui e ali, pede um pão...

Está faminta e doente.

– “Vadia, saia depressa!”

É o grito de muita gente.



– “Menina ladra!” – outros dizem.

– “Fuja daqui, pata feia!

Toda criança perdida

Deve dormir na cadeia.”



Mariazinha tem fome

E chora, sentindo em torno

O vento que traz o aroma

Do pão aquecido ao forno.



Abatida, fatigada,

Depois de percurso enorme,

Estira-se na calçada...

Tenta o sono, mas não dorme.



Nisso, um moço calmo e belo

Surge e fala, doce e brando:

– Mariazinha, você está dormindo

ou pensando?



A pequenina responde,

Erguendo os bracinhos nus:

– Hoje é noite de Natal,

Estou pensando em Jesus.



– Não lhe lembra mais alguém?

Ela, em lágrimas, disse:

– Eu penso também, com saudade,

Em minha mãe que morreu...



– Se Jesus aparecesse,

Que é que você queria?

– Queria que ele me desse

Um bolo da padaria...



Depois de comer, então –

e a pobre sorriu contente –

Queria um par de sapatos

E uma blusa grande e quente.



Depois... queria uma casa,

Assim como todos têm...

Depois de tudo... eu queria

Uma boneca também...



– Pois saiba, Mariazinha,

Eu lhe digo que assim seja!

Você hoje terá tudo

Aquilo que mais deseja.



– Mas, o senhor quem é mesmo!

E ele afirma, olhos em luz:

– Sou seu amigo de sempre,

Minha filha, eu sou Jesus!...



Mariazinha, encantada,

Tonta de imensa alegria,

Pôs a cabeça cansada

Nos braços que ele estendia...

E dormiu, vendo-se outra,

Em santo deslumbramento,



Aconchegada a Jesus,

Na glória do firmamento.

No outro dia, muito cedo,

Quando o lojista abriu a porta,

Um corpo caiu, de leve...

A menina estava morta.



Obs: Segundo informações do médium Francisco Cândido Xavier este fato verídico, ocorreu na cidade de Fortaleza/CE.



XAVIER, Francisco Cândido ; VIEIRA, Waldo . Antologia Mediúnica do Natal . Espíritos Diversos.



Indagação de Natal - Joanna de Ângelis







Indagação de Natal

Joanna de Ângelis






Estes são outros tempos, não muito diferentes daqueles, os tempos nos quais Ele nasceu.


Há também predomínio da força e do esmagamento dos ideais, ganância e loucura nos quais os homens se locupletam, vitimados em si mesmos.


Não obstante, há glórias do amor e do sacrifício, da abnegação e da renúncia.


Milhões de vidas que se estiolam na fome, na miséria moral e econômica, aguardam que Jesus volte a nascer, a fim de poderem respirar e viver, adquirindo a dignidade que lhes têm sido negada pelos enganados-enganadores, ora guindados ao poder temporal.


Imprescindível que cada homem se pergunte o que tem feito em favor de si mesmo, no sentido da sua realidade eterna e em relação ao seu próximo.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis.

sexta-feira, dezembro 06, 2019

O Natal do Cristo - Emmanuel







O Natal do Cristo

Emmanuel



A Sabedoria da Vida situou o Natal de Jesus frente do Ano Novo, na memória da Humanidade, como que renovando as oportunidades do amor fraterno, diante dos nossos compromissos com o Tempo.


Projetam-se anualmente, sobre a Terra os mesmos raios excelsos da Estrela de Belém, clareando a estrada dos corações na esteira dos dias incessantes, convocando- nos a alma, em silêncio, à ascensão de todos os recursos para o bem supremo.


A recordação do Mestre desperta novas vibrações no sentimento da Cristandade.


Não mais o estábulo simples, nosso próprio espírito, em cujo íntimo o Senhor deseja fazer mais luz...


Santas alegrias nos procuram a alma, em todos os campos do idealismo evangélico Natural o tom festivo das nossas manifestações de confiança renovada, entretanto, não podemos olvidar o trabalho renovador a que o Natal nos convida, cada ano, não obstante o pessimismo cristalizado de muitos companheiros, que desistiram temporariamente da comunhão fraternal.


E o ensejo de novas relações, acordando raciocínios enregelados com as notas harmoniosas do amor que o Mestre nos legou.


E a oportunidade de curar as nossas próprias fraquezas retificando atitudes menos felizes, ou de esquecer as faltas alheias para conosco, restabelecendo os elos da harmonia quebrada entre nós e os demais, em obediência à lição da desculpa espontânea, quantas vezes se fizerem necessárias.


É o passo definitivo para a descoberta de novas sementeiras de serviço edificante, através da visita aos irmãos mais sofredores do que nós mesmos e da aproximação com aqueles que se mostram inclinados à cooperação no progresso, a fim de praticarmos, mais intensivamente, o princípio do "amemo-nos uns aos outros".


Conforme a nossa atitude espiritual ante o Natal, assim aparece o Ano Novo à nossa vida.


O aniversário de Jesus precede o natalício do Tempo.


Com o Mestre, recebemos o Dia do Amor e da Concórdia.


Com o tempo, encontramos o Dia da Fraternidade Universal.


O primeiro renova a alegria.


O segundo reforma a responsabilidade.


Comecemos oferecendo a Ele cinco minutos de pensamento e atividade e, a breve espaço, nosso espírito se achará convertido em altar vivo de sua infinita boa vontade para com as criaturas, nas bases da Sabedoria e do Amor.


Não nos esqueçamos.


Se Jesus não nascer e crescer, na manjedoura de nossa alma, em vão os Anos Novos se abrirão iluminados para nós.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Fonte de Paz. Espíritos Diversos, Cap.1. IDE.