terça-feira, fevereiro 04, 2020
18 A Bênção da Saúde - Joanna de Ângelis
A vitalidade divina se derrama sobre mim e
hauro-a em excelente disposição emocional.
Liberto-me das cargas tóxicas do desgaste
psicológico: mágoas, ódios, ciúmes, vinganças, invejas, amarguras.
Sou de procedência saudável.
A doença é
acidente de percurso, que me não impede a marcha.
Sadio e confiante avanço, vitalizado pelo
hálito da Fonte Geradora de Vida.
18 A Bênção da Saúde
Joanna de Ângelis
A saúde resulta de vários fatores que se
conjugam em prol da harmonia psicofísica da criatura humana.
Procedente do espírito, a energia
elabora as células e sustenta-as no ministério da vida física, assim atendendo à finalidade a que se
destinam.
Irradiando-se através do perispírito, fomenta
a preservação do patrimônio somático, ao qual oferece resistência contra os agentes
destrutivos, em cuja agressão se engalfinha em luta sem cessar.
Quando essas forças se desorganizam, aqueles
invasores microbianos vencem a batalha e instalam-se, dando origem e curso às
enfermidades.
Na área dos fenômenos emocionais e psíquicos,
face à delicada engrenagem do aparelho pelos quais se expressam, a incidência da onda
energética do espírito, nesses tecidos sutis, responde pelo desequilíbrio, mais grave se tornando a
questão dos desconcertos e aflições alienantes.
Nesse capítulo, as estruturas profundas do
ser, abaladas pelas descargas mentais perniciosas, além dos desarranjos que provocam, facultam a
sintonia com outros espíritos perturbadores e vingativos, que se homiziam nos campos psíquicos,
produzindo infelizes obsessões.
A preservação da saúde exige cuidados
preventivos constantes, e terapêuticos permanentes, pela excelência de que se reveste, para as
conquistas a que está destinada durante a reencarnação.
Diante das inumeráveis patologias que
atribulam o ser humano, a manutenção do equilíbrio psíquico e emocional é de fundamental
importância para a sustentação da saúde.
Desse modo, visualiza-te sempre saudável e
cultiva os pensamentos otimistas, alicerçado no amor, na ação dignificante, na esperança.
Liberta-te de todo entulho mental, que te
pode constituir fonte de intoxicação e estímulo às vidas microbianas perturbadoras,
conservando-te em paz íntima.
Se a enfermidade te visita, aproveita-lhe a
presença para reflexões valiosas em torno do comportamento e da reprogramação das
atividades.
Pensa na saúde e deseja-a ardentemente, sem
imposição, sem pressão, mas com nobre intenção.
Planeja-te saudável e útil, antevendo-te
recuperado e operoso no convívio familiar e social como instrumento valioso da comunidade.
Vincula-te à Fonte Generosa de onde promanam
todas as forças e haure os recursos necessários ao reequilíbrio.
Reabastece o departamento mental com
pensamentos de paz, de compaixão, de solidariedade, de perdão e de ternura, envolvendo-te,
emocionalmente, com a Vida, de forma a te sentires nela integrado, consciente e feliz.
Doença, em qualquer circunstância, é prova
abençoada, exceto quando, mutiladora, alienante, limitadora, constitui expiação oportuna de
que as Soberanas Leis se utilizam para promover os calcetas que, de alguma forma, somos quase todos nós.
Saudável, aproveita o ensejo para te
preservares, produzindo mais e melhor.
Enfermo, agradece a Deus e amplia os
horizontes mentais no amor para te recuperares, hoje ou mais tarde, seguindo adiante em paz e
confiança.
FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna
de Ângelis. Momentos de saúde.Cap18 ,1992, p.21.
segunda-feira, fevereiro 03, 2020
17 Encontro com a Realidade - Joanna de Ângelis
A realidade divina desperta-me para que me
conheça, assim descobrindo-me e identificando-me.
A minha busca já não se veste de ilusão,
mas, sim, de certeza do próximo encontro com a realidade.
Sou o que sou, caminhando para um ser
ideal.
Aceito-me e aprimoro-me, a ninguém nada
exigindo, a todos amando e, a mim, deixando-me dominar pela Realidade.
17 Encontro com a Realidade
Joanna de Ângelis
O ego iludido busca sobreviver, utilizando-se
de inúmeros mecanismos de fuga da realidade, e expressa-se usando variadas máscaras, a fim
de não se deixar identificar.
No inter-relacionamento pessoal apresenta-se
disfarçado, ora exigente em relação aos outros ou excessivamente severo para consigo mesmo,
projetando os seus conflitos ou introjetando as suas aspirações não realizadas.
Subconscientemente
possui conceitos incorretos sobre si mesmo, não se dispondo à coragem de enfrentar a realidade,
superando-a, quando negativa, ou aprimorando-a, se favorável.
Fixando-se na ilusão dos conflitos, cuida de
apresentar-se de forma conciliadora — a atitude subconsciente com o que gostaria realmente de
ser e a aparência conveniente — expressando-se como pessoa feliz, realizada.
Em razão do desgaste dos valores éticos na
sociedade, o medo de desvelar-se a outrem gera reações e subterfúgios, nos quais procura
compensações psicológicas, que não são plenificadoras.
Porque os seus alicerces são frágeis, logo ruem as
construções de bem-estar que se aparenta possuir, tombando-se em angústias reprimidas e agressões, por
transferência emocional, para compensação íntima.
Há uma gama expressiva de atitudes humanas,
que estão longe de serem legítimas e resultam de posturas opostas à sua realidade.
Ressalvadas algumas exceções, que ocorrem nos
idealistas não apaixonados nem extremistas, a maioria dos que vociferam contra, seja o
que for, mascara desejos subconscientes, que reprime por falta de valor moral para expressá-los com nobreza.
O indivíduo puritano, que fiscaliza a má conduta
alheia, projeta o estado interior que procura combater noutrem, porque não se dispõe a
fazê-lo em si.
O crítico mordaz, persistente, de olhar
clínico para os erros e misérias dos outros, é portador de insegurança pessoal, mantendo um grande
desprezo por si próprio e compensando-se na agressão.
Quem se identifica normalmente com as dores e
aflições, a humildade exagerada, portanto, inautêntica, exterioriza, inconscientemente,
um estado paranóico, ao lado de insopitável desejo de chamar a atenção para si.
Aquele que sempre racionaliza todas as
ocorrências, encontrando justificativas para os próprios insucessos e erros, teme-se, sem
estrutura emocional para libertar-se dos conflitos.
Sem agressividade nem pieguismo, ou ânsia de
confissões injustificáveis, desvela-te aos teus irmãos, aos teus amigos, a fim de que eles se
descontraiam e se te apresentem como são.
Não pretendas ser o censor das vidas,
perturbando os jogos das pessoas com a apresentação das tuas verdades.
Se lhes tiras o suporte de
sustentação, tens o que oferecer-lhes em termo de
comportamento e segurança?
Vigia-te, pois, e descontrai-te, deixando-te
identificar pelos valores grandiosos e pelas deficiências, assim facilitando aos que
convivem contigo o mesmo ato de desvelamento e confiança.
Somente com pessoas que conhecemos, podemos
sentir-nos realmente bem.
FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna
de Ângelis. Momentos de saúde.Cap17 ,1992, p.20.
domingo, fevereiro 02, 2020
16 Em Serenidade - Joanna de Ângelis
A serenidade divina invade-me após o
cumprimento dos deveres.
Compreendo a minha responsabilidade no
conjunto da vida em que me encontro e desligo-me dos conflitos.
Lúcido, avanço, passo a passo, na conquista
da consciência e harmonizo-me, integrando-me no conjunto da Obra de Deus.
Sereno e confiante, nada de mal me atinge.
16 Em Serenidade
Joanna de Ângelis
A serenidade é pedra angular das edificações
morais e espirituais da criatura humana, sem a qual muito difíceis se tornam as realizações.
Resulta de uma conduta correta e uma consciência equânime, que proporcionam a visão real dos
acontecimentos bem como facultam a identificação dos objetivos da vida, que merecem os valiosos investimentos
da existência corporal.
Na atormentada busca do prazer, desperdiça-se
o tesouro da cultura, que se converte em serva das paixões inferiores, perturbadoras, de
conseqüências negativas.
Quanto mais se frui do gozo, mais necessidade surge de experimentá-lo,
renovando sensações que se disfarçam de emoções.
A serenidade é o estado de anuência entre o
dever e o direito, que se harmonizam a benefício do indivíduo.
Quando se adquire a consciência asserenada,
enfrenta-se toda e qualquer situação com equilíbrio, nunca se permitindo
desestruturar.
As ocorrências, as pessoas e os fenômenos existenciais são considerados nos seus verdadeiros níveis de
importância, não se tornando motivo de aflição, por piores se apresentem.
A pessoa serena é feliz, porque superou os
apegos e os desapegos, a ilusão e os desejos, mantendo-se em harmonia em qualquer situação.
Equilibrada, não se faz vítima de extremos, elegendo o caminho do meio com decisão firme,
inquebrantável.
A serenidade não é quietação exterior,
indiferença, mas, plenitude da ação, destituída de ansiedade ou de receio, de pressa ou de
insegurança.
Jesus, no fragor de todas as batalhas, na
eloqüente epopéia das bem-aventuranças ou sendo crucificado, manteve a serenidade, embora de
maneiras diferentes, impertérrito e seguro de si mesmo, com irrestrita confiança em Deus.
Buda, meditando em Varanasi, onde apresentou
as suas Quatro Nobres Verdades ou açodado por terríveis perseguições que lhe
moveram os brâmanes, seus inimigos apaixonados, permaneceu em serenidade, totalmente entregue
à paz.
Jan Huss, pregando a desnecessidade de
intermediários entre Deus e os homens, ou ardendo nas chamas implacáveis da fogueira a que foi
condenado, manteve-se fiel, sereno, sabendo que ninguém o poderia aniquilar.
Os mártires conheceram a serenidade que o
ideal lhes deu, em todas as áreas nas quais pugnaram, e, por isso mesmo, não foram
atingidos pela impiedade, nem pela perseguição dos maus.
A serenidade provém, igualmente, da certeza,
da confiança no que se sabe e se faz e se é.
Âncora de segurança, finca-se no solo e
sustenta a barca da existência, dando-lhe tempo para preparar-se e seguir adiante.
Age sempre conforme a consciência lúcida, a
fim de não caíres em conflito, perdendo a serenidade.
Estuda-te e ama-te, elegendo o melhor, o
duradouro para os teus dias, e nunca recuarás.
No entanto, se errares, se te comprometeres, se
te arrependeres, antes que te perturbe a culpa, recompõe-te, refaze o equívoco, recupera-te e reconquista
a serenidade.
Sem ela, experimentarás sofrimentos que poderias evitar, e te impedem o avanço.
Serenidade é vida.
FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna
de Ângelis. Momentos de saúde.Cap16 ,1992, p.19.
sábado, fevereiro 01, 2020
15 Vida Renovada - Joanna de Ângelis
A energia divina dá origem à vida em toda
parte e domina-me.
Indefinível, o ato de viver e pensar,
sentir e amar, alcança o clímax, no ser humano.
Essa energia poderosa em mim induz-me à
captação de novos recursos para o crescimento e à auto-realização.
Escolho a opção da felicidade.
Não cederei
ao marasmo, às injunções perturbantes a que me acostumei.
Sou vida em desdobramento.
Reergo-me, e adquiro novos padrões de
pensamento, de ação, para tornar-me pleno.
15 Vida Renovada
Joanna de Ângelis
A dádiva mais extraordinária que existe é a
vida.
Manifesta-se de formas variadas, obedecendo a ciclos rítmicos, com objetivos estabelecidos.
Não há como evitá-la, sequer procrastiná-la
no seu cadenciado fatalismo, no rumo da perfeição.
A vida renova-se sem cessar, e esse fenômeno
faz parte do seu processamento.
O que se não renova, morre, transforma-se, perturba o mecanismo
existencial.
Especialmente, a vida humana é um dom
supremo, que deve ser preservada e utilizada com eficiência, dilatando-a ao máximo, a fim de se recolherem
os benefícios que faculta.
Emanação divina, a vida é a presença do
psiquismo superior manifestando-se em toda parte.
Aspirar e inundar-se dessa energia vital é
ato de inteligência, aplicado à preservação de conquistas e ampliação delas.
Nesse incessante fluxo de energia eclodem as
possibilidades inatas no ser, e ele apercebe-se da glória e da alegria de viver.
Para que a vida estue em abundância em ti,
faze-lhe uma cuidadosa avaliação de como te sentes, como estás e que tens conseguido.
Tem coragem para proceder a uma auto-análise
consciente, responsável, enriquecedora, de forma que ao constatares os resultados negativos te
disponhas ao enfrentamento revolucionário da mudança de crenças, pensamentos, hábitos, comportamentos, tudo
quanto constitua obstáculo ao teu desenvolvimento, à valorização da vida e suas realizações.
Velhos hábitos arraigados, pensamentos
viciosos, vontade enfraquecida, atavismos perniciosos, ressentimentos conservados, conspiração
contra o teu programa de renovação.
Constatarás a necessidade de mudanças, porém,
todas as fixações da tua existência se sublevarão, impondo-te restrições, adiamentos,
desestímulos...
Dentre os muitos fatores negativos que
tentarão manter-te na postura de sofrimento ou de paralisia, há o medo do que dirão os outros, de como te
verão os demais, do que te sucederá...
Outros mecanismos perturbadores emergirão do inconsciente,
pretendendo conservar-te no patamar em que estagias.
Acreditar-te-ás cansado, idoso, jovem,
desequipado de vontade, sem força moral, incapaz de enfrentar situações novas, e cederás à tentação de
permanecer como te encontras: com problemas, angústias, insatisfação, insucessos...
Começa, assim mesmo, o teu programa,
renovando as tuas velhas crenças, aquelas que te foram impostas por pessoas incapacitadas para
educar-te, embora generosas, com suas opiniões depreciativas, seus conceitos servis, suas previsões funestas.
És capaz de superar o pessimismo e a falta de
auto-estima que te foram impingidos e aceitaste sem relutância.
Este é o teu momento, e não mais
tarde, ou nunca mais.
Muda os teus pensamentos e raciocínios,
direcionando-os para o êxito, que deves acreditar, e, empenhando-te, conseguirás.
Logo depois, passa à ação renovadora.
Os velhos hábitos criam fortes resistências e
lutarão contra as tuas disposições de mudança.
Trata-se de um novo programa, que vivenciarás
passo a passo, firmando-se, a pouco e pouco, até o momento dos bons resultados.
Não desistas, nunca, de te renovares para
melhor, porquanto a vida não retorna às mesmas condições, circunstâncias e tempo, embora nunca cesse de
manifestar-se e oferecer ensejos.
FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna
de Ângelis. Momentos de saúde.Cap15 ,1992, p.17.
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