sábado, julho 29, 2006

CASAMENTO


CLASSIFICAÇÃO DOS CASAMENTOS

O matrimônio , sagrado em suas origens , tem reunido sob o mesmo teto
os mais variados tipos evolutivos , o que vem demonstrar que a união ,
na Terra, funciona , às vezes como meio de consolidação de laços de pura
afinidade espiritual, e, noutros casos , em maioria, como instrumento de
reajuste.
O matrimônio constitui alguma coisa além da união dos corpos e Martins Peralva fundamentando-se nas obras ditadas pelo Espírito André Luiz faz sua tentativa
de classifica-lo em cinco tipos principais , assim compreendidos:



CASAMENTOS ACIDENTAIS:

Encontro de almas inferiorizadas, por efeito de atração momentânea ,
sem qualquer ascendente espiritual.
Ocorre quando um dia , as pessoas se defrontam, se vêem , se conhecem,
se aproximam , surgindo daí, o enlace acidental, sem qualquer ascendente
espiritual.
Funcionou , apenas o livre arbítrio, uma vez que por ele construímos
cotidianamente o nosso futuro.
Num mundo como o nosso, tais casamentos são comuns.
Nem laços de simpatia, nem de desagrado.
Simplesmente almas que se encontraram, na confluência do caminho,
e que, perante as leis humanas, uniram apenas os corpos.
Esses casamentos podem determinar o início de futuros encontros em
outras reencarnações.



CASAMENTOS PROVACIONAIS

Reencontro de almas, para reajustes necessários à evolução de ambos.
Duas almas se encontram em processo de reajustamento , necessário
ao crescimento espiritual, esses são os mais freqüentes.
A maioria dos casamentos obedece, sem nenhuma dúvida ,
a esse desiderato.
Por isso existem tantos lares onde reina a desarmonia, onde impera a
desconfiança, onde os conflitos morais se transformam, tantas vezes,
em dolorosas tragédias.
Deus uniu-vos, através das leis do mundo, a fim de que , pelo convívio diário,
a Lei Maior, da fraternidade, fosse por eles exercida nas lutas comuns.
A compreensão evangélica , a boa vontade , a tolerância e a humildade
são virtudes que funcionam como suaves amortecedores[...].



CASAMENTOS SACRIFICIAIS

Reencontro de alma iluminada com alma inferiorizada ,
com o objetivo de redimi-la.
Esses reúnem almas possuidoras de virtude e sentimentos opostos.
É uma alma esclarecida, ou iluminada, que se propõe ajudar a que se
atrasou na jornada ascensional. Como a própria palavra indica,
é casamento de sacrifício, para um dos cônjuges.
E o sacrifício tanto pode ser da mulher como do homem.
Não há regra para isso.
Quem ama não pode ser feliz se deixou na retaguarda ,
torturado e sofrendo, o objeto de sua afeição
Volta, então e , na qualidade de esposo ou esposa, recebe o viajor retardado,
a fim de, com seu carinho e com sua luz , estimular-lhe a caminhada.
Resumindo , neste tipo de casamento um dos cônjuges se caracteriza
pela elevação espiritual, e o outro pela condição evolutiva deficitária.
O mais elevado concorda sempre em amparar o desajustado.



CASAMENTOS AFINS ( afinidade superior)

Reencontro de corações amigos, para consolidação de afetos.
São assim denominados porque reúnem almas esclarecidas e
que muito se amam.
São Espíritos que, pelo matrimônio , no doce reduto do lar,
consolidam velhos laços de afeição.



CASAMENTOS TRANSCENDENTES

Almas engrandecidas no Bem e que se buscam
para realizações imortais.
São constituídos por almas engrandecidas no amor fraterno
e que se reencontram , no plano físico, para as grandes realizações
de interesse geral.
A vida desses casai encerra uma finalidade superior.
O ideal do Bem enche-lhes as horas e os minutos,
o anseio do Belo repleta-lhes as almas de doce ventura,
pairando acima de quaisquer vulgaridades terrestres,
acima do campo das emções inferiores, o amor puro e santo.
Todos nós passamos ou passaremos ainda, segundo o caso,
por toda essa sequência de casamentos , até alcançarmos no futuro,
sob o sol de um novo dia , a condição de construirmos um lar terreno
na base do idealismo transcendental ou da afinidade superior.
Enquanto não atingirmos tal situação, Deus , pelo seu Evangelho ,
irá enchendo de paz a nossa vida. E o Espiritismo, abençoada Doutrina ,
repletará os nossos dias das mais sacrossantas esperanças...


Martins Peralva

:: Da obra Estudando a Mediunidade :: FEB ::

ORAÇÃO DA MIGALHA



ORAÇÃO DA CARIDADE

Senhor!
Quando alguém estiver em oração,

referindo-se à caridade,
faze que este alguém me recorde,
para que eu consiga igualmente ajudar em teu nome.

Quantas criaturas me fitam, indiferentes,
e quantas me abandonam por lixo imprestável!...

Dizem que sou moeda insignificante,
sem utilidade para ninguém;
contudo, desejo transformar-me na gota de remédio
para a criança doente.

Atiram-me à distância,
quando surjo na forma do pedaço de pão que sobra à mesa;
no entanto, aspiro a fazer, ainda,
a alegria dos que choram de fome.

Muita gente considera que sou trapo velho para o esfregão,
mas anseio agasalhar os que atravessam a noite, de pele ao vento...

Outros alegam que sou resto de prato para a calha do esgoto, mas,
encontrando mão fraternas que me auxiliem,
posso converter-me na sopa generosa,
para alimento e consolo dos que jazem sozinhos,
no catre do infortúnio, refletindo na morte.

Afirmam que sou apenas migalha e,
por isso, me desprezam...

Talvez não saibam que,
certa vez, quando quiseste falar em amor,
narraste a história de uma dracma perdida e,
reportando-te ao reino de Deus,
tomaste uma semente de mostarda por base de teus ensinos.

Faze, Senhor,
que os homens me aproveitem nas obras do bem eterno!...
E, para que me compreendam a capacidade de trabalhar,
dize-lhes que, um dia, estivemos juntos, em Jerusalém,
no Templo de Salomão,
entre a riqueza dos poderosos e as jóias faiscantes do santuário,
e conta-lhes que me viste e me abençoaste,
nos dedos mirrados de pobre viúva, na feição de um vintém.

Meimei

:: Do livro Diálogo com Deus :: Preces de Meimei ::Autor Adésio Alves Machado::

DIANTE DA INJUSTIÇA


DIANTE DA INJUSTIÇA

Mestre, não nos deixes cometer a menor atitude de injustiça
contra quem quer que seja...

No entanto, se somos os injustiçados, que saibamos esperar de Ti,
sem que extrapolemos, na ânsia de nos defendermos.

A verdade acaba sempre se impondo por si mesma.

No momento justo, as nossas obras falarão por nós...

Haverá, sim, quem nos advogue a causa...
A injustiça humana jamais prevalecerá sobre a Justiça Divina,
que é Incorruptível.

As forças ocultas da Criação agindo em silêncio,
conspiram em favor de quem é bom!

Senhor, a injustiça que sofremos hoje
talvez nos seja corrigenda do ontem...

Quem sabe o que fizemos ou deixamos de fazer
aos que jaziam sob a nossa tutela?

Quantas vezes, no passado,
a nossa mão não terá se erguido para apedrejar?...

Dá-nos paciência, mas dá-nos também esperança!


Pelo Espírito Irmão José ::Do livro: Preces e OraçõesPsicografia:: Carlos A. Baccelli
Mensagem recebida pelos companheiros do Grupo Espírita Renascer

sexta-feira, julho 28, 2006

PREOCUPAÇÕES

PREOCUPAÇÕES

Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que
a vida resolva o seu problema ainda hoje,
sem qualquer esforço de sua parte.

Não é a preocupação que aniquila a pessoa
e sim a preocupação em virtude da preocupação.
Antes das suas dificuldades de agora,
você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas,
com o auxílio invisível de Deus.

Uma pessoa ocupada em servir
nunca dispõe de tempo para comentar injúria ou ingratidão.
Disse um notável filósofo:
“uma criatura irritada está sempre cheia de veneno”,
e podemos acrescentar: “e de enfermidade também”.

Trabalhe antes, durante e depois
de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.
Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida,
em anotando os males que porventura lhe visitem o coração,
para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.

Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.
Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar,
pode igualmente servir, e quem pode servir
carrega consigo um tesouro nas mãos.

Por maior lhe seja o fardo do sofrimento,
lembre-se de que Deus, que agüentou com você ontem,
agüentará também hoje.

André Luiz




Esta página de André Luiz é uma preciosidade.
Deveria ser lida e relida a cada amanhecer,
porque todos nós temos atribulações,
dificuldades e incertezas a serem vencidas,
que devem ser ultrapassadas
cada uma a seu tempo.


Sempre, com certeza sob o amparo do Pai.

Então, por que nos preocuparmos?
Por que sofrermos por antecipação?
Será que não confiamos na Providência Divina?
E, no entanto, Ela sempre se faz presente.

Já não está no momento de deixarmos de ser
aqueles "homens de pouca fé" e
apaziguarmos nossos corações,
evitando angústias e doenças desnecessárias?

Que sua semana seja serena.
Repleta de Paz, advinda da certeza
da comunhão constante com o Pai.
E que, com serenidade, você ultrapasse
todas as pedras imaginárias ou reais do seu lindo caminho.




Mensagem recebida dos companheiros da Casa Espírita Eurípedes Barsanulfo/RJ

domingo, julho 23, 2006

Há hora para tudo, inclusive a de não pensar nela



PARA VIVER BEM...

Não se afobe.
Não é verdade que dizem que o apressado como cru?
Alguns brincam dizendo que quem corre come primeiro,
mas sabemos que com muita pressa fica difícil a perfeição em nossas atividades.
Filosofia à parte, quem não sabe daquele indivíduo
que chegou atrasado ao embarque do avião e isso lhe salvou a vida?
E tantos outros casos que nos são narrados.
Viver perdendo a hora dos compromissos não é louvável
mas viver afobado em função deles também não é muito saudável.
Faça o melhor que puder e... relaxe!

Humberto Pazian


Texto extraído do livro Para viver bem... página 88 ::Letras e Textos Editora :: Autor: Humberto Pazian

Mensagem recebida dos companheiros da Casa Espírita Fraternidade de Assis


A GRAVIDEZ DA AMIZADE...

"Toda amizade é uma história particular.
É uma história de conquista.
Primeiro, descobre-se o outro.
Todo mundo parece igual, mas não é.
E é justamente essa coisinha diferente em cada um que torna cada pessoa única.
E de repente ali está a sementinha da amizade fecundada...
A gestação começa.
São pedacinhos de nós que vão ficando nas conversas e pedacinhos do coração
do outro que vão caminhando pra dentro da gente.

Há os risos e os sorrisos, a partilha de coisas simples ou de coisas importantes.
As descobertas, cheias de surpresas muitas vezes.
A voz calada que pensa, não diz nada. . . Advinha!. .
Fazemos idéia imediata de uma pessoa ao primeiro contato. Julgamos? Talvez.
E só os próximos dias, horas ou instantes vão nos dizer que julgamos certo.
Acontece de nos termos enganado em certos pontos e quantas vezes
não bendizemos isso! Claro que ninguém gosta de estar enganado.
Mas quando descobrimos um palhacinho por detrás de uma pessoa séria
e reservada é maravilhoso saber que pudemos nos enganar.
Se todos os enganos fossem assim abençoados!

A sensibilidade do outro nos toca
Não sabemos direito o porque de nos sentirmos próximos de alguém
assim tão longe, tão diferente e tão igual.
Mas amizade, como o amor, não se questiona.
Vive-se. Dela e pra ela.
É preciso dar tempo ao tempo para se saber cativar e ser cativado.
Quando saímos às pressas, sempre temos o risco de deixar alguma coisa esquecida.
Mas se tomamos o tempo de olhar bem, refletir, conversar, conversar e conversar...
e rir e brincar e ficar em silêncio! . .
Se deixamos que essa flor nasça cuidadosa e docemente. . .
aos poucos ela vai vendo a luz do dia.
Maravilhando-se.
Contemplando o outro com novos olhos, ou nova maneira de olhar.
Tudo vira encanto!
Que o outro ria de mim ou para mim, mas que ria!
Gargalhe, faça festa! . .
Que eu seja nem que seja por um pouco responsável por esse rosto iluminado,
por essa vontade de viver e de ver o que virá depois.
Bendita seja essa gestação amiga!
Sem prazo, sem tempo, sem hora marcada!
Bendita seja essa amizade, prova de que Deus se faz conhecer
através das pessoas que alcançam nosso coração

Letícia Thompson

UMA HISTÓRIA DE AMOR


Luiz Carlos Prates - Diário Catarinense - 07/07/2006

"Todos temos o nosso ponto fraco. O meu é o amor."
Não falo do amor das alcovas, do amor das volúpias dos amantes.
Não é desse amor que falo.
O amor que me tira a respiração é o amor das transcendências da condição humana,
é o amor que sublima os defeitos dos seres humanos,
é o amor que transforma pessoas em anjos.
E essas pessoas dão dignidade à vida, florescem a Terra.

Acabo de ler uma história que não é comum,
uma história de amor entre dois irmãos.
Sim, eu disse que não é comum esse amor.
Será preciso provas?
Uma vez contei aqui de um professor que tive e que um dia,
numa aula de Psicologia Social,
pediu-nos que levantassem a mão os que tivessem três amigos, não mais,
amigos daqueles que chegam primeiro que os bombeiros
quando nossa casa está em chamas...
E o professor, cruelmente, acrescentou: - Não vale pai e mãe, irmãos vale.
Crueza do professor, crueza alicerçada numa triste verdade estatística.

A história que me renovou a crença no bem,
tamanha a grandeza do amor que nela existe, chegou-me da cidade de Itaqui,
Rio Grande do Sul.
Foi assim. Uma mãe e quatro filhos, três meninas e um adolescente,
gente pobre, saiu para recolher gravetos num mato que ladeava o Rio Cambaí.
Faziam isso seguidamente, buscavam lenha para o fogão da casa.
A família se preparava para voltar à casa, muitos gravetos recolhidos,
quando a mãe, num descuido, não conseguiu impedir que uma filha,
garotinha de 8 anos, caísse no rio.
Ficaram todos em choque, a menina não sabia nadar.
Afogava-se. Sem vacilar, o irmão, um guri de 14 anos,
jogou-se no rio e salvou a menina, sua irmãzinha de 8 anos.

E ele morreu, morreu afogado.
Sabes por que, leitora? Porque ele não sabia nadar.

Não sabia. Há pessoas que vão à casa das divindades encarnadas,
que não pensam que não podem quando vêem alguém em perigo, sofrendo.
Não pensam em si, agem pelo formidável instinto de amor,
doam-se pelos outros.

Esse menino de 14 que se jogou no rio sem saber nadar,
sabia que não sabia nadar.
Mas no rio, morrendo, estava sua irmãzinha, sua companheirinha de brinquedos.
Todos na família, ao velá-lo, diziam isso:
"O Rodrigo, (esse o nome do menino) deixava de ir jogar bola com os amigos se,
por qualquer razão, as irmãs precisassem dele.
E a princezinha de 8 anos, Juliandra, era sua bonequinha".

Que bonito, Rodrigo, que bonito!
Sabes, Rodrigo, eu não tenho dúvidas, Deus te mandou à Terra em sangue de irmão
para salvar a vida da menina Juliandra.
E tu cumpriste teu papel, querido Rodrigo.
Tu não disseste nada a ninguém, tu te jogaste nas águas do rio,
dela tiraste tua maninha e lá mesmo deixaste teu corpo jovem.
Para que corpo se tu eras uma alma? Uma alma de irmão.