sábado, setembro 26, 2009



PÉROLA DE DEUS


Ermance Dufaux


A pérola, uma das mais belas jóias naturais, é formada a partir do instante em que as ostras são agredidas por algum agente externo e liberam uma substância chamada nácar, cujo objetivo é envolver aquele elemento agressor e protegê-las.

O acúmulo de várias camadas de nácar e movimentos concêntricos vai formar a pérola depois de algum tempo.

A felicidade é como a pérola que se forma dentro da ostra: nasce dos embates de cada dia no esforço da transformação no reino do sentimento.

Portanto, mesmo com os problemas e dificuldades, não desanime ou interrompa teus ideais de espiritualização.

A seu tempo, perceberás um clarão reluzente na tua intimidade refletindo a riqueza e a sabedoria do Pai, que servirão para embelezar a vida e fazer-te mensageiro da paz em ti mesmo. É a pérola da alegria definitiva.

Ser feliz é estar bem consigo mesmo e com o mundo.

É deixar a pérola da alegria luzir para tudo que vibra à tua volta.

Ser feliz é desconhecer barreiras, porque a felicidade anda de mãos dadas com a fé. Ser feliz!

Quanto significa essa expressão!

Abra-te para a vida sem medo ou culpa, acredite no futuro, trabalhe e sirva, ame e perdoe.

Inevitavelmente serás respondido pelas leis que conspiram a favor de teu progresso e ascensão.

Prossiga confiante na conquista de ti próprio e guarda inabalável certeza que foste criado por Deus para ser feliz na condição de "ostra da Terra" e pérola de Sua Criação.


(Livro: Mereça ser Feliz - Superando as ilusões do orgulho - Pelo Espírito Ermance Dufaux - psicografia de Wanderley S. de Oliveira - p. 15.)



Aviso do Tempo


Emmanuel


O tempo endereça às criaturas o seguinte aviso, em cada alvorecer:



- Certamente, Deus te concederá outros dias e outras oportunidades de trabalho, mas faze agora todo o bem que puderes porque dia igual ao de hoje só terás uma vez.



Rosas brancas são as minhas favoritas , talvez porque me fazem remontar à um passado muito distante, onde podia contemplá-las em todos os momentos de minha vida ...





Chão de Rosas


Scheilla



O mundo em que vives assemelha-se a um chão de rosas, a receber todo o carinho de Jesus e o amor de Deus.



Devemos interromper, de vez em quando, as nossas cogitações comuns, e meditar sobre as oportunidades valiosas que recebemos, como prêmio da vida, ao ingressarmos nos fluidos da carne.



Tudo para nós é ação benfeitora.



Tudo que nos cerca são bênçãos do Criador a nos despertar para mais vida.



Começa no mundo espiritual, o carinho com que os benfeitores nos gratificam, ao nos anunciarem a nossa volta.



E, quando queremos e aceitamos essa viagem de aprendizado, somente encontramos afabilidade, atenção e amparo, no arrumo das nossas bagagens.



Todas as estradas são floridas, mesmo que os nossos olhos a vejam em formas de espinhos.



Na profundidade, são flores que educam e instruem.



É por isso que chamamos o ingresso na carne Chão de Rosas.



Pessoalmente, passamos por situações dolorosas quando na Terra, animando um corpo.



Mas, depois, compreendemos que as trilhas pelas quais andamos foram as mais produtivas para a nossa experiência terrena, por tirar delas as mais ricas lições de amor e de vida, para com o coração torturado.



Hoje, colhemos os frutos do que pudemos fazer em favor dos desesperados, face às lutas.



Dentro de nós nada falta.



Existem todos os recursos apreciáveis, de modo a ajudar-nos, com eficiência, em todas as dificuldades que surgirem em nossos caminhos.



Estamos, pois, preparados para a luta, e o dever é lutar contra as nossas imperfeições, transformando-as em atividades do Bem, que vibra, sempre, na consciência, e se nos faz visível em toda parte da vida.



Onde estiveres, meu irmão, encontrar-te-ás num Chão de Rosas, desfrutando do perfume do Amor, fragrância que reacende os corações carentes.



Compartilha da caravana da fraternidade, cujo ambiente é o universo.



Sê cidadão do mundo sem limites.



Vamos materializar o Bem, em todos os ângulos da existência, e fazer com que o Amor não perca a luminosa estrada dos nossos corações, onde deve nascer o Cristo de Deus a nos mostrar a felicidade.



Tornamos a afirmar que a Terra é, pois, um Chão de Rosas, com as bênçãos de Deus a se mostrarem nas mínimas coisas: desde o pingo d'água, até os oceanos, dos elementos periódicos, aos mundos que circulam na criação do Grande Soberano, dos primeiros movimentos das células isoladas, à maravilhosa harmonia do corpo humano, a manifestar a inteligência racional e iluminada de Evangelho.



Se quiseres, poderás sentir e ver tudo florido, por onde andas, a convidar-te para o banquete celestial, pelas palavras inarticuladas dos ventos, das águas, das árvores, dos pássaros, das estrelas, de tudo que puderes observar, desde que tenhas carinho em teus gestos e amor no coração.



Não percas a oportunidade, tu que estás animando um corpo.



Abraça esse Chão de Rosas, como sendo oferta do progresso, e serás abençoado pelos frutos que deverás colher, assinalando a tua vida na correspondência da sementeira que lançaste no seio do solo.



Que Deus e Jesus nos abençoem a todos, onde estivermos, dando início, se ainda não começamos, à prática do Bem, pelo Amor, e da Caridade, por Dever.



Do livro "Chão de Rosas", escrito pelo médium João Nunes Maia - Espírito Scheilla


Aprendizes da evolução


Momento Espírita


Os teus são problemas iguais aos de todas as pessoas.



Por mais te creias infeliz, há outros que se encontram em leitos de maiores dores ou que estão encurralados em sombras mais espessas.



Mesmo que teimes em ignorar, desfilam ao teu lado na passarela da ilusão os campeões do infortúnio. Brilham nas disputas sociais os ases do sofrimento, sob cargas de desespero que não suportarias.



Os teus são os problemas do quotidiano, que todos experimentam, mas que se avolumam e agravam por leviandade ou rebeldia da tua parte.



Não desconheces que o renascimento é condição inadiável, e que ele é exigido a todos os Espí­ritos endividados para benefício deles mesmos.



Não se trata de punição. É precioso auxílio que lhes faculta liberação dos pesados débitos contraídos nos dias da ignorância.



Nenhum de nós tem estado isento de ressarcir...



Desertores da conduta reta, somos o que merecemos.



A exceção única é Jesus, nosso Modelo e Guia. Mesmo assim, Ele enfrentou pro­blemas sobre problemas até o triunfo na res­surreição.



* * *



A semente que se beneficia e se desdobra no solo fértil enfrenta o problema da terra que a esmaga.



O rio cantarolante, que esparze linfa preciosa para a manutenção da vida, experimenta o problema do leito em que corre.



A ave, que chilreia e adorna a natureza, padece o problema da subsistência e do agasalho.



A flor, que aromatiza, sofre o problema do in­seto que lhe suga a vitalidade e a fecunda com outro pólen.



A vida em todas as manifestações é uma suces­são de testes e exames a que são submetidos os aprendizes da evolução.



Evitemos, assim, as queixas descabidas, que muitas vezes não consideram a dor profunda do próximo desgraçado, enveredando pelos caminhos egoístas da autocomiseração.



A Terra é campo de provas, e não jardim de gozos sem fim.



Não estamos aqui para desfrutar simplesmente, como viajante em férias que se aparta momentaneamente de suas obrigações corriqueiras.



A Terra é escola bendita e necessária - não esqueçamos disso.



* * *



Toda vez que uma grande prova se aproximar, lembremo-nos de nos preparar para ela.



Respirar fundo, meditar, orar. São recursos que temos para saber agir nesses momentos de dificuldade.



É nesses momentos que precisamos recordar de tudo que a religião que abraçamos nos fornece. É nesses instantes que devemos colocar em prática o que aprendemos na teoria das palestras, dos estudos.



Evitar o desespero, o pânico - eis o primeiro passo.



Evitar a reação direta, impensada, simplesmente emocional eis o segundo.



Todo problema apresenta solução. Talvez nós tenhamos dificuldade em enxergá-la, num primeiro momento - o que é compreensível - mas, saibamos que ela existe.



Todo problema, toda crise é chance de aprendizado. Sempre temos a chance de sair maiores do que entramos, quando numa experiência grave.



Confia em Deus. Confia em Suas Leis. Confia nas forças que teu próprio coração guarda, e decide: Serei vencedor!



Recorda de Jesus proclamando:



No mundo terei tribulações. Mas, tende bom ânimo, eu venci o mundo.



Redação do Momento Espírita, com citações do cap. 22 do livro Florações evangélicas, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.


Disponível em<http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2364&stat=0>


Palavras e ações


Momento Espírita


O filósofo americano Ralph Waldo Emerson tem uma frase interessante quando trata a respeito das relações humanas. Diz o seguinte: Quem você é fala tão alto, que não consigo ouvir o que você está dizendo.


Quantas vezes já pensamos a respeito disso? Quantas vezes já avaliamos o quanto nossas ações pesam no nosso cotidiano?


Muitas vezes, gostaríamos de ter um mundo mais justo, respeitoso. Discursamos de maneira eloquente, usando raciocínio lógico e perspicaz.


Doutras vezes exigimos do político, do chefe, do parente ações mais justas, posicionamento mais claro, atitude mais honesta.


Indignamo-nos perante as injustiças sociais, escrevemos para os jornais, mandamos correios eletrônicos a uma infinidade de contatos, a fim de expressar nossa opinião.


Tudo isso é muito justo e o correto exercício de cidadania cabe a cada um de nós de maneira impostergável.


Porém, já refletimos o quanto nossas palavras são efetivamente coerentes com nossas ações? Quanto de nosso discurso faz eco com nossos atos?


Ninguém tem o direito de exigir do outro aquilo que ainda não se esforça por oferecer.


Se você recebe um troco a mais no caixa da padaria, e não se incomoda em devolver o que não lhe pertence, é furto.


Se você não se incomoda em subornar o policial quando está sujeito a uma multa, está fomentando a corrupção.


E se você falsifica documentações e recibos, a fim de forjar sua declaração de renda, está incorrendo em crime contra o Estado.


Muito embora desejemos uma sociedade melhor, faz-se necessário uma análise do nosso proceder, a fim de que entendamos se nossas ações são coerentes com nosso discurso.


Quem furta pouco, no troco do supermercado, furtaria muito, se tivesse oportunidade. Assim, se você deseja políticos mais honestos, que a honestidade comece por você.


Quem suborna em uma aparentemente inocente multa, compraria consciências a qualquer preço, se assim tivesse condições.


Desta forma, se você anseia por relações sociais justas e direitos iguais para todos, comece por não exigir privilégios que não têm cabimento.


Quem não cumpre suas obrigações sociais, a partir da sua própria declaração de renda, não titubearia em forjar licitações, negociações ou desviar dinheiro público.


* * *


Se você sonha com governantes e homens de negócios que passem ao largo de conchavos e formação de quadrilhas de paletó, comece por você.


Só teremos direito de exigir uma sociedade mais justa, a partir do momento em que nosso discurso se concretize em valores e ações.


Até lá, correremos o risco de estarmos como o filósofo previu: nossas ações falarão tão alto, que ninguém conseguirá escutar o que estamos dizendo.


Redação do Momento Espírita.


Disponível em <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2365&stat=0>

sexta-feira, setembro 25, 2009


O Olhar de Jesus

Emmanuel


Recordemos o olhar compreensivo e amoroso de Jesus, a fim de esquecermos a viciosa preocupação com o argueiro que, por vezes, aparece no campo visual dos nossos irmãos de experiência.


O Mestre Divino jamais se deteve na faixa escura dos companheiros de caminhada humana.


Em Bartimeu, o cego de Jericó, não encontra o homem inutilizado pelas trevas, mas sim o amigo que poderia tornar a ver, restituindo-lhe, desse modo, a visão que passa, de novo, a enriquecer-lhe a existência.


Em Maria de Magdala, não enxerga a mulher possuída pelos gênios da sombra, mas sim a irmã sofredora e, por esse motivo, restaura-lhe a dignidade própria, nela plasmando a beleza espiritual renovada que lhe transmitiria, mais tarde, a mensagem divina da ressurreição.


Em Zacheu, não identifica o expoente da usura ou da apropriação indébita, e sim o missionário do progresso enganado pelos desvarios da posse e, por essa razão, devolve-lhe o raciocínio à administração sábia e justa.


Em Simão Pedro, no dia da negação, não se refere ao cooperador enfraquecido, mas sim ao aprendiz invigilante, a exigir-lhe compreensão e carinho, e por isso transforma-o, com o tempo, no baluarte seguro do Evangelho nascente, operoso e fiel até o martírio e a crucificação.


Em Judas, não surpreende o discípulo ingrato, mas sim o colaborador traído pela própria ilusão e, embora sabendo-o fascinado pelas honrarias Terrestres, sacrifica-se, até o fim, aceitando a flagelação e a morte para doar-lhe o amor e o perdão que se estenderiam pelos séculos, soerguendo os vencidos e amparando a justiça das nações.


Busquemos algo do olhar de Jesus para nossos olhos e a crítica será definitivamente banida do mundo de nossas consciências, porque, então teremos atingido o Grande Entendimento que nos fará discernir em cada companheiro do caminho, ainda mesmo quando nos mais inquietantes espinheiros do mal, um irmão nosso, necessitado, antes de tudo, de nosso auxílio e de nossa compaixão.

Psicografia de Francisco Cândido Xavier – Livro: VIAJOR - Pelo Espírito Emmanuel

Recebemos informações fidedignas de que Teresa de Jesus ou Teresa d'Ávila, teria sido a Samaritana do poço.



O AMOR E A ALMA


Pelo espírito Teresa de Jesus




O amor é o adubo e a alma é a vida.



Dessa união floresce o lírio do bem a perfumar a Humanidade.



Jesus, o Jardineiro Divino, encarrega-se de sustentar a união entre o amor e a alma, de modo que o aroma a espraiar-se seja a luz da caridade, que esbate as trevas da ignorância e do sofrimento, modificando a paisagem aflitiva do mundo.



Quando o amor e alma se entrelaçam em perfeita comunhão, o domínio da esperança faz-se realidade que pacifica, impedindo que a violência gere a guerra e multiplique o extermínio de vidas.



Somente o amor é pão nutriente para a alma, desde que todo e qualquer alimento que se não sustente no combustível divino, deteriora e intoxica, contribuindo para a desordem e a loucura.



Por isso, a alma ama, e esse amor é fogo purificador que santifica, liberando das mazelas que deformam o caráter e impedem que a limpidez, a transparência dos sentimentos reflita a presença do Amor não amado.



Enquanto a alma não ama, desdobra os recursos da vida sem lograr viver.



A vida não se consubstancia sem o amor divino de Deus e como a alma é manifestação do Pai por amor, alma e amor são substâncias geradas na fonte excelsa do bem para a glória a que estão destinados a vida, que é a alma, e o amor, que representa o combustível que a sustenta.



Lisieux, França, 31.10.1983




NOTA: Por informação de Divaldo, a mensagem de Teresa de Jesus foi psicografada de forma muito especial. Quando o médium baiano visitava a cripta da insigne cristã, em 31.10.1983, Joanna de Ângelis informou que aquele nobre Espírito desejava mandar uma mensagem, sugerindo a Divaldo que se concentrasse, ali mesmo, no recinto da Igreja. Considerando-se a evolução da Entidade Veneranda, esta transmitiu o seu pensamento e Joanna de Ângelis captou-o, transferindo-o ao medianeiro. Joanna de Ângelis foi assim a médium para Teresa de Jesus, como Divaldo o foi para a Instrutora, num caráter especial.