sábado, junho 19, 2010


Nuvens que passam


Momento Espírita


O dia amanhecera ensolarado. Nos quintais, a criançada se divertia, correndo, rindo esse riso solto de quem sonha venturas.

De repente, o vento se fez forte, açoitando a copa das árvores, arrancando-lhes folhas da cabeleira verde e espessa, jogando-as à distância.

Parecia que, de repente, a natureza houvesse enlouquecido e, desgrenhada, uivasse pelas ruas e praças, obrigando os transeuntes a procurarem abrigo.

O céu se cobriu de nuvens escuras, prenunciadoras de chuvas e o dia se fez noite, em plena manhã.

Depressa se fecharam janelas, se recolheram pertences.

Dos céus jorraram águas abundantes, fustigadas pela ventania, que as arremessava, com força inclemente, contra as casas, os muros, as grandes árvores.

Foram somente alguns minutos. Depois, os relâmpagos se apagaram e a chuva parou.

Uma grande quietude invadiu a natureza. A ramagem verde sacudiu as últimas gotas d´agua, o vento bocejou cansado, recolhendo-se.

Algumas horas passadas e o sol voltou a sorrir raios de calor e luz.

Quem olhasse para o céu iluminado, dificilmente acreditaria que há pouco a borrasca se fizera violenta.

* * *

Assim também é na vida.

Os momentos de lutas e de bonança se alternam.

Quando o sofrimento chega, em forma de enfermidade, solidão, desemprego, morte dos afetos mais chegados tamanha é a dor, que deixa em frangalhos o coração.

Acreditas que não haverá mais esperança, nem amanhã, nem alegrias. Nunca mais.

Tudo é sombrio. As horas, os dias, os meses se arrastam pesados. A impressão que tens é que nada, jamais, porá fim ao fustigar das dores.

Contudo, tudo passa como a chuva rápida do verão, logo substituída pelos raios do sol.

E transcorrido algum tempo, ao lembrares daquele período de dores, dirás a ti mesmo: Meu Deus, nem acredito que passei por tudo aquilo. Até parece um sonho distante.

Porque tudo passa na vida, porque tudo é transitório, passageiro, não percas a esperança.

O que hoje é, amanhã poderá ter feição diferente, deixar de ser.

Acima de tudo, recorda que o amor de Deus te sustenta a vida e não há, no Universo, força maior do que a presença de Deus atuando favoravelmente.

Dessa forma, quando a inclemência das dores te fustigarem a alma, recolhe-te à meditação e ouvirás o pulsar do Cosmo.

No silêncio identificarás as vozes da Imortalidade te falando aos ouvidos da alma, dizendo-te da vitória que haverás de alcançar.

Refugiando-te na oração, dialogarás com Deus, com a intimidade do filho ao pai ou ao coração de mãe.

Não entregues a batalha a meio. Prossegue. Embora as nuvens carregadas de dissabores que possam te envolver, lembra que logo mais, amanhã, outro dia, em algum momento, o sol voltará a brilhar.

Sol em tua alma, em tua vida. Pensa nisso e aguarda um tanto mais, antes de te entregares à desesperança.

Deus tem certeza do teu triunfo e da conquista plena de ti mesmo.

Confia nEle.

Redação do Momento Espírita.



quinta-feira, junho 17, 2010

Tela de Renoir


QUANDO ME AMEI DE VERDADE


Kim Mcmillen e Alison Mcmillen


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato.E então, pude relaxar.

Hoje sei que isso tem nome…

Auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades.

Hoje sei que isso é…

Autenticidade.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento.

Hoje chamo isso de…

Amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo.

Hoje sei que o nome disso é…

Respeito.

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável…

Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo.

De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo.

Hoje sei que se chama…

Amor-próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro.

Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo.

Hoje sei que isso é…

Simplicidade.

Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei menos vezes.

Hoje descobri a…

Humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro.

Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece.

Hoje vivo um dia de cada vez.

Isso é…

Plenitude.

Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar.

Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada.

Tudo isso é…

Saber viver!!!

quarta-feira, junho 16, 2010



A compaixão indispensável


Momento Espírita



A busca pelo bem-estar é inerente à natureza humana.


O desejo do homem de livrar-se do sofrimento propiciou notáveis descobertas em todos os setores do conhecimento.


Analgésicos e anestésicos podem ser citados como conquistas humanas na procura de bem-estar.


Ar condicionado, colchões ortopédicos e mesmo a singela água encanada também compõem o espectro de invenções destinadas a tornar a vida confortável.


Na busca de conforto e tranqüilidade, um dia o homem voltará sua atenção para os problemas morais que a sociedade enfrenta.


Então compreenderá que o egoísmo é a causa de todas as desgraças sociais.


Ele é que permite a um homem investir sobre o patrimônio, a honra e a vida de outro, qual uma fera selvagem.


O egoísmo é a matriz de todos os vícios.


Quando ele for combatido, todos os seus desdobramentos, como vaidade, ganância, maledicência e corrupção, perderão a força.


A disseminação das idéias espíritas é um poderoso elemento de combate ao egoísmo.


O Espiritismo deixa claro que todo vício gera dor e que a Lei de Causa e Efeito rege a vida.


Todo mal feito ao semelhante é uma semeadura de dor no próprio caminho.


Quem quer ser feliz deve tratar o próximo com todo o respeito e generosidade com que desejaria ser tratado.


A vinculação da própria felicidade à felicidade que se proporciona torna evidente o quanto é tolo ser egoísta.


Ao buscar seu interesse, em detrimento ao do próximo, o egoísta apenas se candidata a vivenciar grandes dores.


Ao se conscientizar da inexorabilidade da Lei de Causa e Efeito, a Humanidade reverá seus valores e prioridades.


Entretanto, é preciso reconhecer que uma idéia nem sempre é fácil de ser posta em prática.


Provavelmente você já se conscientizou de que a Justiça Divina é infalível.


Mas ainda titubeia em sua caminhada e por vezes comete leviandades em prejuízo do próximo.


Uma boa tática de renovação moral é parar de apenas pensar e começar a sentir.


Raciocinar é necessário, mas amar é imprescindível.


O melhor caminho para o genuíno amor fraterno é a compaixão.


Compaixão é a tristeza que se sente com a infelicidade alheia.


Mas também é o desejo de livrar o próximo do sofrimento.


Para desenvolver esse nobre sentimento, deixe de fugir ao espetáculo das misérias humanas.


Permita-se conviver com os doentes e os viciados do corpo e da alma, conforme fez o Cristo.


Faça-se companheiro e amigo de idosos e enfermos.


Visite asilos, orfanatos, hospitais e presídios.


A título de preservar sua paz, não cultive a indiferença.


Deixe que seu coração se enterneça com a dor alheia.


A compaixão impede que um homem siga satisfeito em meio à tragédia que devasta a vida do outro.


Ela possui um certo encanto melancólico, pois nasce ao lado da dor e da desolação.


Contudo, constitui a mais eficiente forma de cura das ilusões e paixões humanas.


A compaixão desperta as fibras mais íntimas da alma e a prepara para as experiências sublimes do devotamento e da caridade.


Não receie sofrer ao se tornar compassivo.


Ao avançar nesse caminho, você logo se tomará do ideal de aliviar a dor do semelhante e começará a agir.


Então, a tristeza inicial se converterá no júbilo de quem amorosamente socorre e ampara os desprotegidos do Mundo.


A alegria de ser útil e bondoso iluminará sua vida e o acompanhará pela eternidade.


Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1645&stat=3&palavras=faça%20da%20oração&tipo=p>


terça-feira, junho 15, 2010


A cada mil lágrimas


Momento Espírita



Em caso de dor ponha gelo
Mude o corte do cabelo
Mude como modelo
Vá ao cinema. Dê um sorriso
Ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo


Se amargo foi já ter sido
Troque já esse vestido
Troque o padrão do tecido
Saia do sério, deixe os critérios
Siga todos os sentidos
Faça fazer sentido
A cada mil lágrimas sai um milagre...
A cada mil lágrimas sai um milagre...


* * *


A letra da belíssima canção de Itamar Assumpção e Alice Ruiz é inspiradora.


Fala-nos de como encarar as dores do mundo com inteligência, com coragem e com estilo.


Inteligência de quem vê na dor oportunidade de mudança e aprendizado.


Coragem de quem aceita mudar.


Estilo de quem sofre e ainda consegue sorrir, chorar, sem perder a linha, sem perder o passo.


A dor chega sem aviso, de cara cruel, como um monstro invencível e desproporcional ao nosso tamanho.


Chega destruindo tudo... E tudo parece o fim.


Mas não... Descobrimos que ela ensina, orienta, cuida.


É o cinzel que esculpe, que talha, que faz o bloco amorfo de mármore se transformar em estátua, em obra de arte.


A dor é o convite à mudança de hábitos, de pensamento, de rumo, talvez.


Trocar o vestido da alma é renová-la. Mudar o padrão de seus tecidos é não permanecer preso às mesmas ideias, aos mesmos vícios.


É necessário deixar a vida fazer sentido.


Uma vida sem sentido é quase como uma escuridão. Nada se vê, nem a si próprio. Nada se encontra, pois não se sabe onde está e onde se deve chegar.


E o milagre após as lágrimas é tantas coisas!...


O milagre de se encontrar, de ver a si mesmo com suas forças e fraquezas, mas sem máscaras, sem ilusões.


O milagre de perceber que se está melhor, que as feridas cicatrizam sempre, e que ali a pele se torna mais resistente.


O milagre do recomeço, de nascer de novo, de se dar nova chance.


O milagre de descobrir os amores ao redor, e quanto prezam por nós; de descobrir aqueles que nunca nos abandonam, não importa o que aconteça.


O milagre de saber que a vida procura nos levar sempre para cima, para diante, e nunca para trás, e a dor é lei de equilíbrio e educação.


A cada mil lágrimas sai um milagre.


* * *


O sofrimento, muitas vezes, não é mais do que a repercussão das violações da ordem eterna cometidas.


Mas, sendo partilha de todos, deve ser considerado como necessidade de ordem geral, como agente de desenvolvimento, condição do progresso.


Todos os seres tem de, por sua vez, passar por ele. Sua ação é benfazeja para quem sabe compreendê-lo.


Mas, somente podem compreendê-lo aqueles que lhe sentiram os poderosos efeitos.


Redação do Momento Espírita, com base na letra da música Milágrimas, de Itamar Assumpção e Alice Ruiz e pensamentos finais extraídos do cap XXVI do livro O problema do ser, do destino e da dor, de Léon Denis, ed. Feb.


Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2540&let=C&stat=0>


segunda-feira, junho 14, 2010


Lentes desajustadas


Momento Espírita


Era um enorme pavilhão e o evento transcorria com tranquilidade.

A instituição responsável por sua realização, desde há meses, o planejara e iniciara os preparativos, a fim de que tudo pudesse ocorrer em clima de alegria.

Para a recepção foram destacados voluntários jovens, que recebiam os participantes com sorrisos, entregando em mãos uma mensagem de otimismo e a programação, em impressos de rica apresentação.

Para garantir a segurança do público, uma equipe de voluntários maduros e experientes, igualmente dispostos a servir.

No espaço amplo, com música ambiente, se espalhavam estandes com produtos doutrinários para demonstração, prateleiras com livros, CDs e DVDs para manuseio e aquisição.

Na praça de alimentação, mesas bem postas, pessoas sorridentes e rápidas no atendimento gentil.

Pelos corredores, banners informativos, avisos, sinalização adequada de pontos estratégicos das saídas de emergência e outros serviços.

No auditório, cadeiras alinhadas, uma grande mesa para as autoridades e oradores convidados que iriam se revezar nas palestras e seminários.

Cada detalhe pensado, atendido. Tudo para o conforto dos participantes que por ali estariam circulando durante três dias.

Orquestra, primeira conferência, aplausos, emoção, sorrisos.

Então, alguém encontrou um casal amigo, foi-lhe ao encontro, sorridente, pronto para um abraço.

E a pergunta surgiu: E aí, estão gostando?

Para surpresa de quem formulara a questão, a resposta da senhora foi desconcertante:

Mais ou menos.

Ora, por quê? Tornou a perguntar o primeiro, não se deixando contaminar pelo mau humor da senhora que apontou um senão que observara.

Um item, um único item que ela reputava imprescindível e não fora atendido. E descarregou seu descontentamento, em longas e amargas considerações.

* * *

Assim ocorre em muitas ocasiões com pessoas que têm olhos críticos em demasia. São pessoas que somente conseguem ver os pequenos equívocos, descobrir as falhas.

Pessoas irritadiças, sempre descontentes. As lentes dos seus olhos estão assestadas para perceber o que faltou, o que foi esquecido.

Não se permitem essas criaturas usufruir o belo, o bem, o bom, as bênçãos.
São pessoas que andam pelas praças perfumadas, verdejantes, cheias de sol, mas somente conseguem ver o galho quebrado de velha árvore.

Pessoas que vão assistir a um espetáculo de dança, a um concerto e ficam a criticar detalhes de somenos importância, em vez de se deixarem envolver pelo clima da magia da arte.

Pessoas infelizes. Pessoas amargas, que acabam afastando amigos, colegas e se tornam solitárias.

Pensemos nisso e verifiquemos se não estamos nesse triste caminho de quem não consegue descobrir a poesia na paisagem de luz, a música nos sons da natureza e a sinfonia da vida, executada magistralmente pelo Excelso Maestro chamado Deus.

Redação do Momento Espírita.


domingo, junho 13, 2010

Cena do filme "Quando os anjos falam"


20 filmes com temas espirituais - Sem precisar fazer download



1 - O Pássaro Azul - Filme Completo - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/172



2 - Em Nome de Deus - Filme Completo - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/171


3- O Último Espírito - Filme Completo - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/170



4 - Chico Xavier - Brilha Uma Luz no Horizonte - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/169


5- Ressurreição - RARIDADE! - INÉDITO! - (Filme)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/168



6 - Perda de Pessoas Amadas - Palestra de Nazareno Feitosa - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/167



7 - Bezerra de Menezes: O Apóstolo da Caridade - Palestra Nazareno Feitosa -(Vídeo)

http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/166


8 - Jacob Melo - Passe: O Magnetismo Espírita - Teoria e Prática - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/165



9 - Frederico Menezes - A Transição do Planeta Após 150 Anos - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/164


10 - Reencarnação - A Lógica Reencarnacionista - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/162


11- Os Espíritos e os Efeitos Físicos - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/161


12 - A Influência Espiritual - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/160


13 - A Atitude Mental - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/159


14 - Perturbação Espiritual - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/158


15 - Sobre a Morte e o Morrer - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/156


16 - Quando os Anjos Falam - (Filme Completo) - IMPERDÍVEL!!!http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/153



17 - A Corrente do Bem - (Filme Completo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/151


18 - Dr. Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito - (Filme Completo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/150



19 - Chico Xavier - 1977 - 50 Anos de Mediunidade - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/149


20 - Divaldo P. Franco - Evangelho e Vida - O Poder da Oração - (Vídeo)http://universoespirita.multiply.com/reviews/item/148

sábado, junho 12, 2010


Dia dos namorados



Momento Espírita



E eis que chega, outra vez. Hoje haverá muitas flores, perfumes, presentes.



Jantares à luz de velas, abraços, expectativas.



O que será que ele me reserva, neste dia? Será que ela me surpreenderá de alguma forma especial?



Sim, embora esse apressar das coisas que vivemos no mundo, de muitos ficares, de conquistas apressadas e descomprometimentos, o amor continua na moda.



E basta se anunciar o Dia dos namorados para que o coração bata diferente.



O que será, desta vez? Ano passado, a gente nem estava junto e ele lembrou de me dar um presente. E este ano, como será?



O que eu poderia fazer, desta vez, para ser diferente? Já dei flores, já enviei cartão, já comprei perfume. Preciso pensar...



A origem do Dia dos namorados remonta ao século III da nossa era.



Conta-se que, durante o governo do Imperador Cláudio II, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objetivo de formar um grande e poderoso exército.



Cláudio acreditava que se os jovens não tivessem família, se alistariam com maior facilidade.



Apesar disso, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do Imperador. Seu nome era Valentim e as cerimônias eram realizadas em segredo.



A prática foi descoberta, Valentim foi preso e condenado à morte.



Enquanto estava preso, muitos jovens lhe enviavam flores e bilhetes dizendo que eles ainda acreditavam no amor.



Entre as pessoas que deram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Assíria, filha do carcereiro.



Com a permissão do pai ela visitou Valentim na prisão. Os dois acabaram se apaixonando.



O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: De seu Valentim, expressão que passou a significar De seu amor, De seu apaixonado.



Valentim foi decapitado em 14 de fevereiro de 270 d.C.



A partir de então, o dia de São Valentim, 14 de fevereiro, passou a ser tido como o Dia dos namorados.



Outra versão afirma que o costume de enviar mensagens amorosas, neste dia, não tem qualquer ligação com o santo, datando da Idade Média, quando se acreditava que o dia 14 de fevereiro assinalava o princípio da época de acasalamento das aves.



De toda forma, o mais importante é a manifestação do amor. É ter um dia, para aqueles de nós que andamos esquecidos de como é importante demonstrar que se ama.



Um dia para aqueles que adoram demonstrar que amam. Um dia para todos os casais namorados, noivos, casados.



Um dia especial para lembrar de como é bom amar. Como é bom ter alguém ao seu lado para dar e receber carinho.



E nesse dia, é bom recordar os tempos felizes de um início de namoro, de casamento.



E, se houver rusgas, que sejam desfeitas, com um abraço, um beijo, flores e ternura.



Porque, afinal é maravilhoso ter alguém para amar.



* * *



No Brasil, a data do Dia dos namorados é comemorada a 12 de junho, por ser a véspera do dia 13, dia de Santo Antônio.



É que Santo Antônio tem tradição de casamenteiro. Provavelmente, por suas pregações a respeito da importância da união familiar que, na época, era combatida pelos cátaros.



Redação do Momento Espírita.Em 12.06.2009.



Disponível <http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=2243&stat=3&palavras=dia%20dos%20namorados&tipo=t>