segunda-feira, janeiro 24, 2011



Palavras de fé aos parentes e amigos

               Gerson Simões Monteiro



Oremos neste momento por todos que estão vivendo em meio as tragédias que atingiram as diversas cidades do país, particularmente as situadas em nosso Estado, a fim de que sejam amenizadas a dor dos que ficaram diante de tantas mortes violentas e inesperadas, de filhos, de pais, de esposas e de amigos causadas pelos deslizamentos de encostas e desabamentos provocadas pelas fortes chuvas. Enfim, oremos por todos aqueles que sofreram perdas de seus entes queridos em diversas partes do nosso país e do mundo, e também pelas almas dos que partiram em dolorosas circunstâncias, porque a vida continua.



De fato, só o tempo consegue amenizar a dor dessas grandes perdas, e, sobretudo, a fé na Bondade de Deus que nunca nos desampara, mesmo sabendo, pelo que nos ensina o Espiritismo, que todos os que desencarnam por acidentes são sempre ajudados pelos Benfeitores Espirituais. Porém, gostaria de sugerir a todos que passam por tamanho sofrimento que, ao lembrarem-se dos que partiram, transformem a saudade em oração.


Em suas preces, roguem a Deus amparo para suas almas onde elas estiverem, na certeza de que todas receberão seus pensamentos de amor, impulsionados pela convicção de que elas continuam vivas no mundo espiritual. Embora na morte só exista a separação física, ainda assim a sua aceitação é muito difícil. Por isso mesmo, peçamos ao Senhor o amparo para todos os que perderam seus familiares em circunstâncias muito dolorosas, oferecendo a seguinte prece para aliviarem o peso da cruz que carregam.


"Senhor Jesus, alivia o meu coração que sofre muito. Dá-me força, Divino Mestre, para suportar a separação dos meus entes queridos que agora vivem na espiritualidade, aceitando sem revolta o cumprimento da vontade de Deus. E lembrando Teu amoroso convite:"Vinde a mim, todos vós que estais aflitos e sobrecarregados, que eu vos aliviarei", eis-me aqui, Senhor, na Tua presença, para receber as bênçãos da Tua consolação. Faz nascer, Amigo dos Sofredores, a luz bendita da esperança em minha alma, neste momento de tanta angústia e de dor por que passo, pois creio na Tua Infinita Misericórdia!".





Gerson Simões Monteiro


Vice-Presidente da FUNTARSO


e-mail: gerson@radioriodejaneiro.am.br

sexta-feira, janeiro 21, 2011


Alguém para amar 

Momento Espírita


 O mundo está cheio de queixas. De pessoas que se dizem solitárias. Que desejariam ser amadas. Que vivem em busca de alguém que as ame, que as compreenda.

O mundo está cheio de carências. Carências afetivas. Carências materiais.

Possivelmente, observando o panorama do mundo onde vivia foi que Madre Teresa de Calcutá, certo dia, escreveu:

Senhor, quando eu tiver fome, dai-me alguém que necessite de comida. Quando tiver sede, dai-me alguém que precise de água. Quando sentir frio, dai-me alguém que necessite de calor.

Quando tiver um aborrecimento, dai-me alguém que necessite de consolo. Quando minha cruz parecer pesada, deixai-me compartilhar a cruz do outro.

Quando me achar pobre, ponde a meu lado alguém necessitado. Quando não tiver tempo, dai-me alguém que precise de alguns dos meus minutos. Quando sofrer humilhação, dai-me ocasião para elogiar alguém.

Quando estiver desanimada, dai-me alguém para lhe dar novo ânimo.

Quando sentir necessidade da compreensão dos outros, dai-me alguém que necessite da minha. Quando sentir necessidade de que cuidem de mim, dai-me alguém que eu tenha de atender.

Quando pensar em mim mesma, voltai minha atenção para outra pessoa.

Tornai-nos dignos, Senhor, de servir nossos irmãos que vivem e morrem pobres e com fome no mundo de hoje.

Dai-lhes, através de nossas mãos, o pão de cada dia, e dai-lhes, graças ao nosso amor compassivo, a paz e a alegria.

Madre Teresa verdadeiramente conjugou o verbo amar na prática diária. Sua preocupação era em primeiro lugar com os outros.

Todos representavam para ela o próprio Cristo. Em cada corpo enfermo, desnutrido e abandonado, ela via Jesus crucificado em um novo madeiro.

Amou de tal forma que estendeu a sua obra pelo mundo inteiro, abraçando homens de todas as nações e credos religiosos.

Honrada com o Prêmio Nobel da Paz, prosseguiu humilde, servindo aos seus irmãos da romagem terrestre. Tudo o que lhe importava eram os seus pobres. E os seus pobres eram os pobres do mundo inteiro.

Amou sem fronteiras e sem limites. Serviu a Jesus em plenitude. E nunca se ouviu de seus lábios uma queixa de solidão, amargura, cansaço ou desânimo.

Sua vida foi sempre um cântico de fidelidade a Deus, por meio dos compromissos com as lições deixadas por Jesus.

* * *

O Cristo precisa de almas dispostas e decididas que não meçam obstáculos para servi-lO. Almas que se lancem ao trabalho, por mais exaustivo que seja, porém sempre reconfortante e luminoso, desde que possa ser útil de verdade.

Almas que não esperem nada do beneficiado, por suas mãos socorrido, a não ser a sua felicidade, sob as luzes do amigo Jesus.

Almas cujo único desejo seja o de amar intensamente, sem aguardar um único gesto de gratidão.

Almas que tenham entendido o que desejou dizer Francisco de Assis: É melhor amar do que ser amado.


Redação do Momento Espírita,com base no cap. 20 do livro Vida e mensagem, pelo Espírito Francisco de Paula Vítor, psicografia de Raul Teixeira, ed. Fráter e no poema de Madre Teresa de Calcutá, intitulado Dai-me alguém para amar.

Disponível no CD Momento Espírita, v. 7, ed. Fep. em www.momento.com.br.

quarta-feira, janeiro 19, 2011


A fé e a esperança


Momento Espírita


A fé e a esperança são amigas inseparáveis. Poderíamos dizer que a esperança está para a fé como o sol está para a lua.


A lua não tem luz própria: reflete aquela que recebe do sol. Daí porque a lua difunde raios pálidos e isentos de calor, enquanto o sol espalha raios intensos e fúlgidos que, além de iluminar, aquecem e vivificam.


O sol é a própria luz; a lua não é, reflete a luz recebida. Assim, a fé é como o sol. É força comunicativa que se irradia do coração de quem a tem e se reflete no coração de outrem, gerando nesse a esperança.


Jesus tinha fé. Seus discípulos tinham a esperança gerada pela fé exemplificada de Seu Mestre.


Assim também os corações que se aproximam de Jesus e estabelecem com Ele certa comunhão, iluminam-se com a luz patente do Seu Espírito.


A lua clareia os caminhos em noites escuras tal qual a esperança nos sustenta nas horas de trevas.


O sol ilumina e fecunda a estrada da vida, como a fé fortalece as fibras íntimas da alma, robustecendo-a na caminhada para Deus.


O sol é energia: movimenta, vivifica, ativa e produz.


A luz amortecida da lua mostra os obstáculos; a luz brilhante e vívida do sol distingue e remove os tropeços dos caminhos da vida.


A esperança faz nascer no coração do homem as boas e nobres aspirações; só a fé, porém, as realiza.


A esperança sugere, a fé concretiza.


A esperança desperta nos corações o anseio de possuir luz própria, conduzindo, portanto, as criaturas à fé.


Quem alimenta a esperança está, invariavelmente, sob o impulso da fé que lhe vem de alguém. A força da fé é eminentemente conquistadora.


Quem admira os exemplos e os feitos edificantes põe-se desde logo em harmonia com o poder de quem os realizou. Este projeta naqueles suas influências benfazejas: é o sol fazendo a lua refletir a sua luz, ou seja, a fé gerando a esperança.


Saulo de Tarso, doutor da Lei e membro do Sinédrio, após conhecer e absorver os ensinos do Sublime carpinteiro de Nazaré, passou a refletir com fidelidade as verdades da Boa Nova.


Contagiado pela fé dos discípulos singelos do meigo Rabi, chamados homens do caminho, dispõe-se a reformular sua vida, passando de perseguidor a defensor ardoroso das ideias cristãs, convertendo-se no grande pregador Paulo, também chamado Apóstolo do Gentios.


Foi refletindo a fé do Cristo que os primeiros cristãos se entregaram ao martírio de cabeça erguida e serenidade no olhar.


Bem-vinda seja a esperança! Bendita seja a fé!


Uma e outra espancam as trevas interiores.


Que seria da alma encarcerada na carne se não houvesse fé, nem esperança...

* * *

Se é doce ter esperança, é valor e virilidade ter fé.


Enquanto a esperança suaviza o sofrimento, a fé neutraliza seus efeitos depressivos.


Se a esperança nos sustenta nas lutas deste século, a fé nos assegura desde já a vitória da vida sobre a morte.


Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita com base no cap. Fé, esperança e caridade, do livro Em torno do Mestre,
de Vinícius, ed. Feb.


Disponível em www.momento.com.br


A Glória do esforço

Momento Espírita


Toda vez que as lições do doce Rabi da Galiléia são colocadas na pauta das reflexões humanas, os comentários que se ouvem a respeito de sua inadequação à vida moderna são muitos.


Falam que é quase impossível praticar as lições da boa nova neste mundo avesso à bondade, à renúncia e ao perdão. Neste mundo em que o que vale é a conta bancária polpuda, roupas caras, o último modelo do carro, a maioria das criaturas vive na indiferença e no endurecimento.


A respeito de tais questões, conta-se que em tempos antigos existiu um grande artista que se especializou na harpa. Tamanha era a perfeição com que executava as peças musicais que pessoas importantes vinham de longe para ouvi-lo.


Senhores de terras estranhas vinham até sua moradia em caravanas somente para escutar as suas sublimes execuções.


Graças a isso, o mestre da harpa fez fama e fortuna. Comentava-se que não havia ninguém na terra que o pudesse igualar na expressão musical.


Esse músico possuía um escravo para seu serviço pessoal. Era ele que servia água, frutas e doces aos convidados. Com uma aparência um tanto tola, nunca conversava. A harpa do seu amo, contudo, o atraía e por vezes ele olhava fascinado para as mãos do artista dedilhando o instrumento, em quase adoração.


Certa noite, o artista voltou para casa bem mais cedo do que se esperava. Ao adentrar nos jardins percebeu que uma melodia celeste estava no ar.


Alguém tocava de forma magistral na casa solitária. O artista se comoveu. Quem seria o estrangeiro que lhe tomara o lugar?


Ou quem sabe seria um anjo exilado na terra que assim expressava sua grandeza através das notas musicais?


Sensibilizado por pressentir a existência de alguém com ideal artístico muito superior ao seu, avançou devagar para não ser percebido.


Qual não foi a sua surpresa ao verificar que o harpista maravilhoso era o seu velho escravo tolo. Usando os minutos que lhe pertenciam por direito, sem incomodar ninguém, ele exercitava as lições do seu senhor há muito tempo.


O artista generoso e famoso decidiu libertar o escravo, conferindo-lhe posição ao seu lado, nas apresentações musicais, dali por diante.


A aquisição de qualidades nobres se dá pelo esforço, da mesma forma que pelo exercício se adquire maestria em uma arte.


Toda criatura que utilizar as horas que dispõe na harpa da vida, com sabedoria, depressa absorverá a grandeza e a sublimidade de que falam os evangelhos e se tornará um representante dos céus, perante os seus irmãos na terra.

***

O tesouro das horas é distribuído de forma generosa a todos. Cada um faz dele o que bem entende.


Quem trabalha somente pela paga que recebe, quem não aproveita a oportunidade das horas para crescimento pessoal, de verdade nada terá além do salário do mundo.


Investir em si mesmo, na sua reforma pessoal, interessar-se pelos outros e se doar é condição que todos podemos desfrutar.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. 43 do livro Jesus no lar, pelo Espírito Néio Lúcio, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb.

Disponível em www.momento.com.br

Crianças folgadas


Momento Espírita



O que se observa, com frequência, entre adolescentes, é a irresponsabilidade. Pais reclamam de filhos que não desejam fazer absolutamente nada. Nem cuidam dos seus próprios pertences.


Cooperação? - nem pensar. Mães que trabalham fora arcam com o pesado ônus de chegarem em casa e terem redobrada sua carga horária. Os filhos exigem e exigem.


É a refeição, a roupa, as contas para pagar, a empregada a ser orientada. E os filhos continuam folgados, entrando e saindo de casa como se estivessem em um hotel de luxo.


Ou quem sabe em um iate com sofisticado serviço de bordo, com camareiros, mordomos, cozinheiros, atendentes de toda sorte.


A preocupação excessiva em tratar todos os filhos de forma idêntica é um dos fatores que cria filhos folgados.


E como isso se dá? Quando a mãe se sente na obrigação de realizar pelo filho maior algo que ele já pode fazer sozinho, somente pelo fato de que ela faz também para o bebê.


Agindo assim, o maior passa a raciocinar: Eu posso, mas ela faz. Por que é que eu irei me esforçar?


Quando se trata de filho único, o pensamento é: Eu sou capaz mas por que vou fazer, se minha mãe faz?


Ora, enquanto os filhos são pequenos as mães fazem tudo com muito prazer. É bom sentir a dependência daquele ser tão frágil, tão pequenino.


Saber que ele depende das atenções e cuidados maternos é confortador. Mas, à medida que os filhos crescem, com eles crescem as atribulações.


E, depois de um certo período, eles passam a cobrar o que a mãe deixa de fazer. Acostumaram-se a folgar e exigir.


Por que o prato predileto não foi preparado? Por que não tem sobremesa hoje? Por que a roupa com que ele deve comparecer à festa com os amigos não está passada e colocada sobre a cama?


E o tênis, por que não foi lavado ainda?

O filho folgado é alguém que deixou de fazer o que é capaz. E a mãe se torna uma escrava porque precisa dar conta de tarefas que não lhe cabem mais, além de muitas outras atividades.


Por isso, não façamos pelos nossos filhos o que eles podem e devem fazer. Desde que se sustente nos próprios pés e ande, a criança que acabou de tomar a mamadeira, bem pode levá-la até a cozinha e colocá-la sobre a pia.


Se deseja a chupeta, que a busque sozinha. Se quer o livro, o brinquedo, que os procure onde se encontrem e aprenda a colocá-los no lugar, para tornar a encontrá-los mais tarde.


Cada dia na vida do filho é um dia na universidade da vida. E todas as lições não assimiladas, exatamente como na escola, devem ser reprisadas, renovadas e insistidas.

* * *

A criança não pode dar o segundo passo sem ter dado o primeiro. E não conseguirá dar o primeiro, se não tentar. E se tentar, não tem obrigação de acertar.


Cabe aos pais delegar tarefas que a criança é capaz de cumprir.


O que ela aprender é dela. Passa a fazer parte do seu crescimento.


Nada é mais gratificante para a criança do que vencer os desafios. Vestir a roupa, calçar o tênis, pegar um copo d´água.


Cada tarefa resolvida é algo que a criança se dá de presente e deseja mostrar para todos.


Redação do Momento Espírita com base em pensamentos extraídos do livro Disciplina - limite na medida certa, de Içami Tiba, ed. Gente.

Disponível em www.momento.com.br

terça-feira, janeiro 18, 2011


Este Dia

André Luiz


Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.


Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação permanente.


Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.


Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.


Se esse ou aquele plano de trabalho está incubado em seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo.


Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante de promovê-la.


Se alguém aguarda as suas desculpas por faltas cometidas, terá soado a hora em que você pode esquecer qualquer ocorrência infeliz e sorrir novamente.


Se alguma visita ou manifestação afetiva esperam por você chegou o tempo de atendê-las.


Se precisa estudar determinada lição, encontrou você a oportunidade de fazer isso.


Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.


Xavier, Francisco Cândido - Pelo Espírito André Luiz- Livro Respostas da Vida, 3.

Ter uma crença religiosa influencia na saúde?

 Dr. Luiz Antonio de Paiva

 
Em 1947, a Organização Mundial da Saúde definiu – um avanço para a época – que “a saúde não é apenas a ausência de doença, mas o estado mais completo de bem-estar físico, psíquico e social”. Desde então o conceito evoluiu muito, pois novas dimensões do homem têm sido consideradas e que muito afetam o seu bem-estar.


Um importante aspecto do homem integral, a espiritualidade, tem sido negligenciado pela nossa cultura orientada pelo reducionismo materialista. Entretanto, cientistas de vários ramos da ciência, como antropólogos, médicos, biólogos, filósofos, físicos etc. têm demonstrado que a religiosidade e, consequentemente, a espiritualidade é intrínseca ao homem. Alguns estudos chegaram ao ponto de levantar a hipótese de que nossa configuração cerebral, determinada por nossos genes, compeliu o homem à crença em Deus e na alma. E que esta função teria grande importância evolucionária, pois foi a partir dela que o homem tornou-se gregário e veio a desenvolver a fala. Em outras palavras, foi a religiosidade inata que nos fez tal como somos.


Conquanto haja tais constatações, cientistas agnósticos e ateus insistem em atribuir tais características ao acaso, esse extraordinário Acaso que teceu o fio condutor da evolução das espécies até o homem, e determinou leis perfeitas que sustentam o Universo. Talvez Acaso seja o novo nome de Deus.


Grandes centros acadêmicos de pesquisa em todo o mundo, incluindo Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos e até mesmo o Brasil têm realizado estudos e pesquisas sobre saúde e espiritualidade. Dentro do mais acurado rigor científico pesquisam como a oração, a fé, a religião, isto é, a espiritualidade, desempenha importante papel na manutenção da saúde e do bem-estar, assim como na recuperação mais célere das enfermidades. No Brasil, os estudos têm sido realizados em várias Universidades, principalmente nas públicas, como USP, UNIFESP, UNICAMP, UNESP, Universidade Federal do Ceará, Universidade Federal do R. G. do Sul e Universidade de Brasília.


Nos Estados Unidos, destaca-se o Duke’s Center para estudos da Religião e da Espiritualidade, da renomada Universidade de Duke. Merece citação os trabalhos de pesquisa liderados pelo seu diretor, o médico Harold Koenig, Ph. D, e que é autor do livro já traduzido para o vernáculo, “Manual de Religião e Saúde”.


Os trabalhos de Harold Koenig têm demonstrado inequivocamente que “os praticantes ativos de uma crença podem obter benefícios físicos e mentais, entre eles, um sistema imunológico mais resistente e menor propensão a determinadas doenças, bem como melhor capacidade de recuperação de enfermidades”.


O médico Fernando Lucchesse, doutor em cardiologia e professor dos cursos de mestrado e doutorado da Universidade Federal do R. G. do Sul, define saúde de uma forma muito mais completa: diz que é o bem-estar físico, psíquico, familiar, financeiro, profissional, ambiental e espiritual. Refere que 70% das mortes ocorrem em decorrência de três epidemias que vivenciamos na atualidade: aterosclerose, depressão e neuroses, que por sua vez têm decisivo impacto nas causas de infarto, acidentes vasculares cerebrais e câncer.


O Dr. Lucchesse afirma que a alma doente adoece o corpo e que, em especial, o “trio maléfico” composto pela raiva, inveja e vaidade são os maiores vilões. Diríamos nós que este trio está presente em todos aqueles que inconsciente ou conscientemente praticam o egoísmo, tido pelo Espiritismo, juntamente com o orgulho, como razão principal para a infelicidade humana.


Se viver é a arte do encontro, o mais importante encontro é conosco mesmo, com a nossa realidade essencial. E a espiritualidade faz parte desta realidade, conquanto preterida e ignorada pela insana adesão aos falsos valores do ter a todo custo, do consumismo compulsivo e da comparação com os outros (inveja).


O despertar da espiritualidade e o seu cultivo far-nos-á reconciliados, serenos, mais saudáveis e, sobretudo, mais felizes com o que temos e com o que somos. Não é o que as religiões dizem, mas o que a ciência está a reconhecer e recomendar. “Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” Jesus - Mateus 6, 33.


Luiz Antônio de Paiva é médico psiquiatra e vice-presidente da Associação Médico-Espírita de Goiás.


Fonte:
Revista Cristã do Espiritismo