segunda-feira, fevereiro 21, 2011


Escola da vida


Momento Espírita


 
O pedagogo francês Allan Kardec afirmava que educar é a arte de formar caracteres. O conceito, embora sintético, traduz toda a complexidade da atividade de educar.


A ação de educar, no sentido amplo da palavra, que vai muito além do instruir, exige o esforço e a dedicação aplicados ao longo do tempo, em um processo contínuo e perseverante.


Será na observação e nos pequenos detalhes que a educação, que a formação do caráter se construirá. E o bom educador estará sempre atento aos passos do seu tutelado.


Porém, não é só na escola que nos educamos. E não são somente as crianças que precisam aprender algo.


Com cada um de nós se passa da mesma forma. Estamos todos no processo educativo, de aprendizado, para conhecer e entender as coisas de Deus, por toda a nossa vida.


Reencarnamos para, a cada experiência terrena, aprender um tanto mais, insculpindo em nossa intimidade o bem e a felicidade.


Mas, para isso, é necessário que passemos pelo processo do aprender, do educar-se.


Afinal, ninguém saberá ler sem o esforço inicial de conhecer o alfabeto, assim como ninguém será versado na matemática, sem o exercício contínuo de manipular os números.


Desta forma, as experiências na Terra sempre trazem consigo o convite ao aprendizado. E para que esse aprendizado aconteça é necessário que entendamos o que a vida nos propõe.


Algumas vezes, a doença desafiadora é o convite da vida para aprendermos a fé e a coragem.


Em outro momento, será a dificuldade financeira a nos ensinar a perseverança, a honestidade, a honradez.


Haverá momentos onde o parente difícil, o cônjuge exigente serão os caminhos que a vida oferecerá para o aprendizado da paciência, da humildade, da compreensão.


As discrepâncias sociais, o desequilíbrio econômico, que geram a miséria e a penúria, serão para nós o aprendizado da solidariedade e da generosidade.


A morte do ente querido, que retorna ao mundo espiritual apartando-se momentaneamente de nós, nos oferece a chance de aprendermos a resignação e a obediência frente aos desígnios da vida.


E as querelas e relacionamentos difíceis no trabalho e no ambiente familiar sempre oportunizarão o aprendizado da benevolência e do perdão.


Por isso, percebamos que a vida será sempre rica em oportunidades, qual uma escola a funcionar todos os dias, com os mais variados professores a nos oferecerem as lições necessárias.


E é Deus, como Pai amoroso, quem cuida do processo de aprendizado de cada um de nós, oferecendo-nos aquilo que melhor nos cabe, no momento mais adequado.


Assim, se as lições da vida baterem à nossa porta, algumas vezes desafiadoras, não temamos nem nos desesperemos.


Confiemos em Deus, o educador maior de todos nós, e apoiemo-nos Nele, através da oração, para que possamos melhor nos conduzir frente às lições.


Assim procedendo, os aprendizados se farão mais efetivos, e mais breves serão as estradas que nos levarão à felicidade e à paz daqueles que já conhecem e agem de acordo com as Leis de Deus.


Redação do Momento Espírita.

Disponível em www.momento.com.br


quinta-feira, fevereiro 17, 2011


Ajude, mesmo conversando!

Uma boa palavra, um sorriso de incentivo, um pensamento construtor são, muitas vezes, o ponto de partida para uma grande vitória daqueles que nos cercam.

Se observar tristeza ou preocupação, procure ajudar.

Se não puder agir, fale.

Se não puder falar, ao menos pense firmemente, desejando a felicidade e esta atingirá seu objetivo.

Mas, ajude sempre!
PASTORINO, Carlos Torres. Minutos de Sabedoria.Petrópolis: Vozes , 2010.


O que te faz melhor


Momento Espírita



Narra-se que Leonardo Boff, num intervalo de uma conversa de mesa-redonda sobre religião e paz entre os povos, perguntou ao Dalai Lama:


Santidade, qual a melhor religião?


O teólogo confessa que esperava que ele dissesse: É o budismo tibetano. Ou são as religiões orientais, muito mais antigas que o cristianismo.


O Dalai Lama fez uma pequena pausa, deu um sorriso, olhou seu inquiridor bem nos olhos, desconcertando-o um pouco, como se soubesse da certa dose de malícia na pergunta, e afirmou:


A melhor religião é a que mais te aproxima de Deus. É aquela que te faz melhor.


Para quem sabe sair da perplexidade diante de tão sábia resposta, Boff voltou a perguntar:


O que me faz melhor?


Aquilo que te faz mais compassivo; aquilo que te faz mais sensível, mais desapegado, mais amoroso, mais humanitário, mais responsável...


A religião que conseguir fazer isso de ti é a melhor religião...


Boff confessa que calou, maravilhado, e até os dias de hoje ainda rumina a resposta recebida, sábia e irrefutável.


O Dalai Lama foi ao cerne da questão: a religião deve nos ser útil para a vida, como promotora de melhorias em nossa alma.


Não haverá religião mais certa, mais errada, mas sim aquela que é mais adequada para as necessidades deste ou daquele povo, desta ou daquela pessoa.


Se ela estiver promovendo o Espírito, impulsionando-o à evolução moral e estabelecendo este laço fundamental da criatura com o Criador - independente do nome que este leve - ela será uma ótima religião.


Ao contrário, se ela prega o sectarismo, a intolerância e a violência, é óbvio que ainda não cumpre adequadamente sua missão como religião.


O eminente Codificador do Espiritismo, Allan Kardec, quando analisou esta questão, recebeu a seguinte resposta dos Espíritos de luz:


Toda crença é respeitável quando sincera, e conduz à prática do bem. As crenças censuráveis são as que conduzem ao mal.


Desta forma, fica claro mais uma vez que a religião, por buscar nos aproximar de Deus, deve, da mesma forma, nos aproximar do bem, e da sua prática cotidiana.


Nenhum ritual, sacrifício, nenhuma prática externa será proveitosa, se não nos fizer melhores.


Deveríamos empreender nossos esforços na vida para nos tornarmos melhores.


Investir em tudo aquilo que nos faz mais compreensivos, mais sensíveis, mais amorosos, mais responsáveis.


A melhor Doutrina é a que melhor satisfaz ao coração e à razão, e que mais elementos tem para conduzir o homem ao bem.

* * *

Gandhi afirmava que uma vida sem religião é como um barco sem leme.


Certamente todos precisamos de um instrumento que nos dirija. Assim, procuremos aquela religião que nos fale à alma, que nos console e que nos promova como Espíritos imortais que somos.


Transmitamos às nossas crianças, desde cedo, esta importância de manter contato com o Criador, e de praticar o bem, acima de tudo.



Redação do Momento Espírita com base no item 838 de O livro dos espíritos, no item 302 de O livro dos médiuns, ambos de Allan Kardec, ed. Feb e no livro Espiritualidade, um caminho de transformação, de Leonardo Boff, ed. Sextante.

Disponível em www.momento.com.br

 

Incentivo


Momento Espírita



Os Espíritos ensinam que a evolução humana se dá sob o influxo de um conjunto de Leis morais.

Elas versam sobre os mais diversos setores e constituem um roteiro de felicidade.

O Espírito que logra segui-las evolui em linha reta para Deus.

Já o que se permite violá-las e se torna um rebelde enfrenta incontáveis percalços em sua caminhada.

Essas Leis contam com sofisticados processos para conduzir os seres humanos.

Possuem atrativos, a fim de orientar por onde se deve seguir.

Por exemplo, a Lei de conservação, que envolve os cuidados que se deve ter com o próprio corpo.

O gozo dos bens terrenos, como o comer e o beber, é propositadamente saboroso.

Evidentemente, há o uso regular e o abuso.

Deve-se buscar o equilíbrio, com o qual se assegura uma vida terrena longa e produtiva.

O mesmo ocorre com a Lei de reprodução.

Por força dela, os Espíritos têm oportunidade de renascer em novos corpos na Terra.

O magnetismo sexual e o prazer nele envolvido garantem que a procriação seja constante.

Do mesmo modo, ocorre com a Lei de sociedade.

Os homens devem conviver, a fim de aprenderem uns com os outros e se auxiliarem mutuamente.

Da convivência, gradualmente surgem importantes virtudes, como a tolerância e a fraternidade.

O homem é um ser social por natureza.

Ou seja, ele sente necessidade de conviver.

Precisa se sentir refletido no olhar alheio, deseja receber toques físicos e emocionais.

Trata-se de uma poderosa necessidade humana, que não deve ser desconsiderada.

Um erro comum que os pais cometem é só prestar atenção quando os filhos causam ou enfrentam problemas.

Como estes necessitam ser notados, podem, até de forma inconsciente, começar a se tornar complicados.

À míngua de toques positivos, ao procederem de modo estranho, asseguram ao menos os negativos.

Ocorre que não apenas as crianças desejam ser notadas.

Os adultos também precisam de cuidados.

É comum cuidar-se de quem vai mal, de quem tem graves problemas e sucumbe.

Enquanto isso, quem, embora com dificuldades, persevera no bom caminho recebe reduzida atenção.

Raros se lembram de elogiar o homem de vida reta.

Quem trabalha, estuda e cuida dos seus deveres torna-se um anônimo inconsiderado.

Entretanto, todos necessitam de uma palavra de incentivo, de um gesto de apreciação.

É válido e imprescindível cuidar de quem se equivoca, de quem cai perante os problemas do mundo.

Mas não dá para esquecer de incentivar o esforço sincero da pessoa equilibrada.

Os que vivem honestamente, os que não possuem vícios, os que são fiéis aos seus compromissos são o esteio da sociedade.

Convém reparar neles e incentivá-los a que persistam.

Afinal, todos necessitam receber algum reconhecimento.

Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.

Disponível em www.momento.com.br



quarta-feira, fevereiro 16, 2011



Saúde e Equilíbrio

André Luiz


Para garantir saúde e equilíbrio, prometa a você mesmo:





I - Colocar-se sob os desígnios de Deus, cada dia, através da oração e sustentar a consciência tranqüila, preservando-se contra idéias de culpa.




II - Dar o melhor de si mesmo no que esteja fazendo.




III - Manter coração e mente, atitude e palavra, atos e modos na inspiração constante do bem.




IV - Servir, desinteressadamente, aos semelhante, quanto esteja ao alcance de suas forças.




V - Regozijar-se com a felicidade do próximo.




VI - Esquecer conversações e opiniões de caráter negativo que haja lido ou escutado.




VII - Acrescentar pelo menos um pouco mais de alegria e esperança em toda pessoa com quem estiver em contato.




VIII - Admirar as qualidades nobres daqueles com quem conviva, estimulando-os a desenvolvê-las.




IX - Olvidar motivos de queixa, sejam quais sejam.




X - Viver trabalhando e estudando, agindo e construindo, de tal modo, no próprio burilamento e na própria corrigenda, que não se veja capaz de encontrar as falhas prováveis e os erros possíveis dos outros.






Pelo Espírito André Luiz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. Passos da Vida, 17, IDE


terça-feira, fevereiro 15, 2011




AUTOCURA

Por Rochelle Raupp


Diante de sofrimentos advindos, particularmente, de enfermidades, deve-se levar em consideração alguns fatores, a fim de propiciar-se a autocura.

1 -Observe o seu pensamento, o seu teor referencial, a fim de que irradie energias positivas, saudáveis.



A atitude imediata é desejar-se a saúde com fervor, não porque se queira libertar-se da doença, pura e simplesmente. A libertação de uma enfermidade, se não produz o engajamento do paciente em atividades psíquicas e físicas positivas, faculta a presença de outras doenças.

O anseio por adquirir a saúde deve estar acompanhado de objetivos edificantes, que podem ser colimados, e não do interesse imediato pelos prazeres que se deseje fluir, descarregando ondas de energia negativa nos intricados mecanismos perispirituais responsáveis pela ação posterior.


Esse desejo de saúde é firmado na crença e na certeza de que o "Pai não quer a destruição do pecador, mas, a do pecado"; e quem defrauda a lei deve recompor-se perante ela.


A firmeza do desejo, sem ansiedades nem tormento, a fim de que se não tome uma imposição, mas sim, uma solicitação, concede tranquilidade ao enfermo, constituindo um primeiro resultado precedente a cura. De imediato, deve-se concentrar na saúde, considerar-lhe a validade, a abundância de possibilidades edificantes que propicia, de realizações produtivas, de efeitos benéficos para si e para a coletividade.


Ao concentrar-se nela, que se entregue de corpo e alma aos resultados que advirão, deixando-se impregnar pelo otimismo com irrestrita confiança em Deus, trabalhando mentalmente pela restauração das forças combalidas em continuo esforço a favor do bem-estar.



O ciúme,

A rebeldia,


A irritação,

A ansiedade e o inconformismo,
devem ser rejeitados, sempre que se insinuem nas paisagens mentais, por serem portadores de raios destruidores que atingem os fulcros celulares e os desarranjam, alterando-lhes o ritmo e a multiplicação.

As idéias enobrecedoras, os planos de futura ação benéfica, são portadores de energia equilibrante, que estimula os complexos campos celulares, propiciando-lhes harmonia e produtividade.

Nesse esforço, é de bom alvitre visualizar a saúde e incorporá-la.

O individuo deve concentrar-se numa visão saudável, projetando-se no tempo em condições de equilíbrio; ver-se recuperado, assumindo responsabilidades e desenvolvendo as atividades que pretende encetar.

Essa projeção mental reestrutura os mecanismos do perisprito, afetado, recompondo-lhe o campo, e que resultam os efeitos em forma de saúde, de harmonia e entusiasmo.

Os pacientes, em geral, com as exceções naturais, sempre visualizam o estado de agravamento do mal que os aflinge, atirando no organismo projéteis mentais destrutivos.

Não poucas vezes, Jesus afirmou aqueles doentes que O buscavam, Se quiseres, já que queres, concluindo:

- Levanta-te e anda, vê-se limpo, conforme a enfermidade com que se faziam objeto. Naquele momento, o enfermo saía do campo vibratório de sombras, no qual se homiziava, e abria-se a energia vigorosa do Benfeitor Divino, que lhe alterava a área de desordem, restaurando-lhe a saúde.

Assim, visualizar-se com saúde no futuro e programar-se em ação constituem fatores fundamentais para a autocura.

2 -Manter a sintonia mental com a fonte de poder.

Todo o amor procede de Deus, a Fonte do Poder. Como consequência, a sintonia mental do paciente com a Causalidade se torna imprescindível para a recuperação da saúde.

Sendo a enfermidade o resultado da desarmonia vibratória dos órgãos que compõe a maquinaria orgânica, permitindo a proliferação dos elementos destrutivos, todo trabalho de regularização deve partir da energia para o corpo, do espírito para a matéria.

Desse modo, a identificação mental do necessitado com a Fonte Geradora de Vida torna-se essencial para o restabelecimento da harmonia.

Assim, o cultivo das idéias positivas favorece a identificação com as faixas vibratórias mais elevadas, produzindo a sintonia necessária com o Poder Supremo.

A oração é outro veiculo por meio do qual se produz a sintonia mental com Deus. Ela faculta uma análise das necessidades humanas em relação às finalidades essenciais da existência, ao tempo em que propicia o relaxar das tensões, estimulando as forças enfraquecidas e renovando-as, graças ao que se abrem as possibilidades de recuperação da saúde.

Habituado aos pensamentos vulgares, agindo sob impulsos de depressão ou de violência, o individuo intoxica-se de vibrações deletérias, que mais o perturbam e o enfermam.

A mudança de diretriz mental, as fixações de idéias saudáveis geram uma psicosfera harmoniosa que produz condições propiciatórias ao bem-estar, em sintonia inicial com a saúde.

Quem aspira ao oxigênio puro mais se desintoxica, ampliando a própria capacidade respiratória.

De igual modo, a sintonia mental com a Fonte o Poder propicia reabastecimento de energias saudáveis, que reinstalam no organismo o equilíbrio perdido, restabelecendo a harmonia vibratória que fomenta o predomínio dos agentes da saúde.

Mesmo diante da aparente demora de recuperação é justo que se processe a sintonia, que somente benefícios emocionais, psíquicos e orgânicos proporcionam.

O ser deve elevar-se a Deus, não apenas para pedir e buscar benefícios imediatos, mas, também, para manter-se em harmonia com a própria vida.

Tal estado de sintonia abre as portas da percepção extrafisica à inspiração, ao equilíbrio e à coragem para enfrentar quaisquer vicissitudes e situações aflingentes imprevisíveis ou não.

Quando alguém se eleva a Deus, ergue com o seu gesto toda a humanidade. A sintonia com Ele, Fonte de Poder, é causa de felicidade e fator de paz.

3 - Cuidar do descanso, da dieta, da higiene, mantendo ordem nas atividades.



Descanso:

O descanso físico é de alta importância no programa da autocura, todavia, o repouso mental, advindo da harmonia dos pensamentos, torna-se vital, um fator imprescindível para a instalação da saúde.

Uma mente em repouso não significa em ociosidade, antes, em ação positiva, que gera equilíbrio.

Esse, proporciona descanso das excitações, das emoções e sensações perturbadoras, geratrizes de doenças, de sofrimentos.

As leituras edificantes e otimistas, ricas de esperança, propiciam repouso mental e físico, predispondo o organismo a calma, a harmonia.

Esse descanso, igualmente pode ser conseguido, por uma alimentação bem balanceada, na qual se evitem os excessos de qualquer natureza, especialmente aqueles de assimilação difícil, muito ricos em calorias e de digestão demorada.

Alimentação para a vida, respeitando os limites impostos pela enfermidade, ao invés da vida para a alimentação, que complica as funções do organismo alquebrado, que necessita de todas as resistências para vencer o estado de desgaste.

Higiene:

A higiene também desempenha papel preponderante na reconquista da saúde. Ela faculta mais ampla eliminação de toxinas, ao tempo que proporciona agradável sensação de leveza.

A higiene física também impõe a de natureza mental, cujo complexo, quando poluído pelas preferências perniciosas, exterioriza a desagregação das engrenagens orgânicas, a semelhança de ferrugem em pecas mecânicas que se devem ajustar harmoniosamente.

Esses fatores põem ordem nas atividades que a doença não interrompe, ou naquela é que, não obstante o problema da saúde merece reflexão, programação para posterior execução.

Quem não se programa sofre as surpresas da improvisação com os danos, porventura, presentes.

O leito de enfermidade é lugar para acuradas meditações e estabelecimento de metas, que a agitação do cotidiano em outra situação não permite.

Ao mesmo tempo, a revisão dos atos e comportamentos torna-se oportuna, buscando descobrir a gênese de alguns dos males ora desencadeados ou os efeitos das ações impensadas que geraram os distúrbios agora sofridos.

A degenerescência orgânica é fácil e rápida, enquanto que a sua recuperação e complexa e demorada.

Toda construção e reedificação exigem tempo e experiência, não ocorrendo o mesmo com a ação destrutiva.

A vida saudável, portanto, são os esforços concentrados para a manutenção dos equipamentos da maquinaria corporal, sob equilibrado comando do espírito.

Certamente encontramos corpos sadios e de aparência harmoniosa, sob a direção de espíritos frívolos, ignorantes e até perversos.

É natural a ocorrência, que passará a um plano lamentável no futuro, em razão do seu mau uso atual, exigindo lenta e sofrida recuperação mediante enfermidades dilaceradoras, dolorosas.

É da lei divina, pois ninguém malbarata o patrimônio da vida, sem experimentar as suas funestas conseqüências.

Da mesma forma, com freqüência, são encontrados corpos mutilados e padecentes, nos quais habitam espíritos sadios, ditosos.

São eles os mestres da abnegação, que acima dos limites orgânicos, sem qualquer angústia, lecionam coragem diante da, do e ressarcem antigos débitos, que ficaram nas páginas do tempo e agora se apresentam para proporcionar a libertação total de quem os adquiriu.

Em toda a Criação vige a lei de igualdade, graças a qual ninguém frui de felicidade em caráter de exceção.

A luta é o clima por onde passam todos os seres na via de evolução.

4 - Canalização dos pensamentos e das emoções para o amor, a compaixão, a justiça, a equanimidade e a paz.


A preservação do pensamento otimista predispõe a um estado emocional receptivo à saúde.

Fácil, pois, se torna canalizá-lo para as expressões nobilitantes do amor, da compaixão, da justiça, da equanimidade e da paz.


Amor:

O amor, que é o elo mágico que unirá todas as criaturas um dia, deve ser cultivado na condição de experiência nova, que o exercício converterá em um hábito, em um estado normal do espírito.

A sua força restaura a confiança nos homens e na vida, porquanto, a sua presença conduz estímulos, facultando que, periodicamente, o sangue receba renovação de cargas de adrenalina, produzindo revigoramento orgânico.

Através da sua ótica os acontecimentos apresentam angulações antes não percebidas, permitindo que as emoções não se entorpeçam, nem se exaltem, ao mesmo tempo em que predispõe o individuo a compaixão, fator humanizador da criatura.

Quando as forças conjugadas do medo e da ira, da mágoa e da vingança, do ciúme e do ódio começam a perturbar a emoção, o sentimento de compaixão pelo algoz, apresentando-o frágil e vulnerável, evita que o desequilíbrio trabalhe em favor da agressividade por parte da vítima.

Esta passa a ver o seu adversário como sendo um doente da alma, que ignora a gravidade do próprio mal, e, ao invés de derrapar na animosidade, envolve-o em ondas de simpatia, de compreensão, não lhe devolvendo o malefício que dele recebeu.

No quadro das doenças que abalam os homens, encontramos instalados no perispirito varias matrizes de ódio, de ressentimento, de azedume, em relação a outras pessoas.


Compaixão:


O amor propicia a compaixão que se gostaria de receber, caso a situação fosse oposta, diminuindo a intensidade do golpe recebido e anulando-lhe os efeitos danosos.

Ela fala sobre a justiça inexorável de Deus que alcança a todos e propõe a bondade para com o opositor, concientizando-o, embora indiretamente, de que o mal é sempre pior para quem o pratica.


Justiça:

A justiça, por sua vez, jaz insculpida na consciência de cada pessoa que pode ser anestesiada por algum tempo, jamais, porém, impossibilitada de manifestar-se. O equivocado conhece o seu erro, mesmo quando disfarça, e assim procede porque lhe sabe a procedência

Encobrir uma ferida não impede que ela permaneça decompondo a área, na qual se encontra instalada.

A justiça na consciência impõe a reparação do delito e das suas conseqüências infelizes, induzindo as vítimas a que não assumam a postura de cobradores, já que as leis soberanas dispõem de recursos que impedem se contraiam novos, quando se corrigem velhos débitos.

Para culminar o seu objetivo, tem ela que ser estruturada na equanimidade, que discerne como aplicá-la, sem o contributo emocional da paixão de qualquer natureza, porém com a finalidade superior de corrigir sem desforço e recuperar sem maus-tratos.


Equanimidade:

O sentimento de equanimidade nasce da razão que discerne e da emoção que compreende, fazendo que o recurso, o método de reeducação seja o mesmo para todos os incursos nos seus códigos, não sendo severa em demasia para uns e generosa em excesso para com os outros.

A sua linha reta de ação abrange na mesma faixa todos os infratores, prodigalizando-lhes idêntico tratamento.

A consciência de amor em equanimidade propõe a paz, que tira as tensões e inspira o prosseguimento da ação.

Estado intimo de harmonia, irradia-se em sucessivas ondas de tranquilidade que se exteriorizam, promovendo a absorção e fixação das energias saudáveis no organismo.

O pensamento canalizado para a paz se torna uma onda que sincroniza com a Fonte de Poder, contribuindo para o entendimento geral e a fraternidade, que é o passo inicial do amor entre as criaturas.

No processo de autocura, o espírito recupera as energias gastas, vitaliza, mediante a ação do pensamento, os fulcros perispirituais e predispõe-se ao resgate pelo amor, sem a intenção de negociar benefícios, antes, com a de se tornar elemento útil no concerto social, membro ativo do progresso geral e não um peso desagradável qual infeliz na economia do grupo humano onde se encontra.

Co-autor da sua recuperação, ele haure da Fonte providencial do amor de Deus as energias sãs, saindo das sombras da enfermidade para as luzes da saúde, disposto a contribuir decisivamente em favor do mundo melhor de hoje e de amanha, renovado, esclarecido e feliz.

Transcrito por Rochelle Raupp.

Fonte:

FRANCO, Divaldo Pereira. Pelo Espírito Joanna de Ângelis . Livro: “Plenitude”.Capitulo 9, paginas. 89 a 98. Ed. Livraria Espirita Alvorada - Salvador - BA.

sábado, fevereiro 12, 2011




O mundo está cheio da Luz Divina!

Procure percebê-la e sentir em si as irradiações benéficas, que se derramam sobre todas as criaturas, aproveitando ao máximo o conforto que isto lhe trará ao espírito.

Olhe tudo com olhos de bondade e alegria!

Busque descobrir a Luz que brilha dentro de você e dentro de todas as criaturas, embora, muitas vezes, esteja ela recoberta por grossa camada de defeitos!
 
 
PASTORINO, Carlos Torres. Minutos de Sabedoria