domingo, setembro 25, 2011


A Grande Transição

Joanna de Angelis

 

Opera-se na Terra, neste largo período, a grande transição anunciada pelas Escrituras e confirmada pelo Espiritismo.


O planeta sofrido experimenta convulsões especiais, tanto na sua estrutura física e atmosférica, ajustando as suas diversas camadas tectônicas, quanto na sua constituição moral.


Isto porque os Espíritos que a habitam, ainda estagiando em faixas de inferioridade, estão sendo substituídos por outros mais elevados que a impulsionarão pelas trilhas do progresso moral, dando lugar a uma era nova de paz e de felicidade.


Os Espíritos renitentes na perversidade, nos desmandos, na sensualidade e vileza, estão sendo recambiados lentamente para mundos inferiores onde enfrentarão as conseqüências dos seus atos ignóbeis, assim renovando-se e predispondo-se ao retorno planetário, quando recuperados e decididos ao cumprimento das leis de amor.


Por outro lado, aqueles que permaneceram nas regiões inferiores estão sendo trazidos à reencarnação, de modo a desfrutarem da oportunidade de trabalho e de aprendizado, modificando os hábitos infelizes a que se têm submetido, podendo avançar sob a governança de Deus.


Caso se oponham às exigências da evolução, também sofrerão um tipo de expurgo temporário para regiões primárias entre raças atrasadas, tendo o ensejo de ser úteis e de sofrer os efeitos danosos da sua rebeldia.


Concomitantemente, Espíritos nobres, que conseguiram superar os impedimentos que os retinham na retaguarda, estarão chegando, a fim de promoverem o bem e alargarem os horizontes da felicidade humana, trabalhando infatigavelmente na reconstrução da sociedade então fiel aos desígnios divinos.


Da mesma forma, missionários do amor e da caridade, procedentes de outras Esferas, estarão revestindo-se da indumentária carnal, para tornar essa fase de luta iluminativa mais amena, proporcionando condições dignificantes que estimulem ao avanço e à felicidade.


Não serão apenas os cataclismos físicos que sacudirão o planeta, como resultado da lei de destruição, geradora desses fenômenos, como ocorre com o outono que derruba a folhagem das árvores, a fim de que possam enfrentar a invernia rigorosa, renascendo exuberantes com a chegada da primavera, mas também os de natureza moral, social e humana que assinalarão os dias tormentosos que já se vivem.


Os combates apresentam-se individuais e coletivos ameaçando de destruição a vida com hecatombes inimagináveis, como se a vida pudesse ser aniquilada...


A loucura, decorrente do materialismo dos indivíduos, atira-os nos abismos da violência e da insensatez, ampliando o campo do desespero que se alarga em todas as direções.


Esfacelam-se os lares, desorganizam-se os relacionamentos afetivos, desestruturam-se as instituições, as oficinas de trabalho convertem-se em áreas de competição desleal, as ruas do mundo transformam-se em campos de lutas perversas, levando de roldão os sentimentos de solidariedade e de respeito, de amor e de caridade...


A turbulência vence a paz, o conflito domina o amor, a luta desigual substitui a fraternidade.


...Mas essas ocorrências são apenas o começo da grande transição.


A fatalidade da existência humana é a conquista do amor que proporciona plenitude.


Há, em toda parte, uma destinação inevitável, que expressa a ordem universal e a presença de uma Consciência Cósmica atuante.


A rebeldia, que predomina no comportamento humano, elegeu a violência como instrumento para conseguir o prazer que lhe não chega de maneira espontânea, gerando lamentáveis conseqüências, que se avolumam em desaires contínuos.


É inevitável a colheita da sementeira por aquele que a fez, tornando-se rico de grãos abençoados ou de espículos venenosos.


Como as leis da Vida não podem ser derrogadas, toda objeção que se lhes faz converte-se em aflição, impedindo a conquista do bem-estar.


Da mesma forma, como o progresso é inevitável, o que não seja conquistado através do dever, sê-lo-á pelos impositivos estruturais de que o mesmo se constitui.


A melhor maneira, portanto, de compartilhar conscientemente da grande transição é através da consciência de responsabilidade pessoal, realizando as mudanças íntimas que se tornem próprias para a harmonia do conjunto.


Nenhuma conquista exterior será lograda se não proceder das paisagens íntimas, nas quais estão instalados os hábitos. Esses, de natureza perniciosa, devem ser substituídos por aqueles que são saudáveis, portanto, propiciatórios de bem-estar e de harmonia emocional.


Na mente está a chave para que seja operada a grande mudança. Quando se tem domínio sobre ela, os pensamentos podem ser canalizados em sentido edificante, dando lugar a palavras corretas e a atos dignos.


O indivíduo que se renova moralmente contribui de forma segura para as alterações que se vêm operando no planeta.


Não é necessário que o turbilhão dos sofrimentos gerais o sensibilize, a fim de que possa contribuir eficazmente com os Espíritos que operam em favor da grande transição.


Dispondo das ferramentas morais do enobrecimento, torna-se cooperador eficiente, em razão de trabalhar junto ao seu próximo pela mudança de convicção em torno dos objetivos existenciais, ao tempo em que se transforma num exemplo de alegria e de felicidade para todos.


O bem fascina todos aqueles que o observam e atrai todos quantos se encontram distantes da sua ação, o mesmo ocorrendo com a alegria e a saúde.


São eles que proporcionam o maior contágio de que se tem notícia e não as manifestações aberrantes e afligentes que parecem arrastar as multidões. Como escasseiam os exemplos de júbilo, multiplicam-se os de desespero, logo ultrapassados pelos programas de sensibilização emocional para a plenitude.


A grande transição prossegue, e porque se faz necessária, a única alternativa é examinar-lhe a maneira como se apresenta e cooperar para que as sombras que se adensam no mundo sejam diminuídas pelo sol da imortalidade.


Nenhum receio deve ser cultivado, porque, mesmo que ocorra a morte, esse fenômeno natural é veículo da vida que se manifestará em outra dimensão.



A vida sempre responde conforme as indagações morais que lhe são dirigidas.


As aguardadas mudanças que se vêm operando trazem uma ainda não valorizada contribuição, que é a erradicação do sofrimento das paisagens espirituais da Terra.


Enquanto viceje o mal no mundo, o ser humano torna-se-lhe a vítima preferida, em face do egoísmo em que estorcega, apenas por eleição especial.


A dor momentânea que o fere convida-o, por outro lado, à observância das necessidades imperiosas de seguir a correnteza do amor no rumo do oceano da paz.


Logo passado o período de aflição, chegará o da harmonia.


Até lá, que todos os investimentos sejam de bondade e de ternura, de abnegação e de irrestrita confiança em Deus.



Página psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, ditada pelo Espírito Joanna de Angelis, no dia 30 de julho de 2006, no Rio de Janeiro/RJ.



Um Recanto Seguro

Joanna de Ângelis


Há, em cada criatura, um recanto seguro para falar ou escutar a Deus ...

Uma paisagem desértica, um jardim florido, um córrego em festa...

Um amanhecer risonho, uma tarde chuvosa ...

Uma canção ao longe, um rosto de criança, um campo bucólico, alguém em sofrimento ...

A magia de um poema, a glória de um amanhecer, a policromia de uma pintura ...

Uma frase da Bíblia, uma conversação edificante, um relato comovedor, um gesto de sacrifício, uma oração ...

Há, em toda criatura, um recanto seguro, que se alcança através de algum desses convites naturais, onde se sente, se fala, se ouve a Deus, e o seu amor está mais próximo, é mais envolvente.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Do livro Filho de Deus. Salvador/BA : LEAL, Brasil, 1997.Disponível em http://www.momento.com.br/.



A primavera dos sentimentos


A primavera é uma estação que costuma alegrar e inspirar grande número de pessoas. Poucos lhe são indiferentes.


É lembrada como a estação das flores, pois essas costumam ser exuberantes nessa época, alegrando nossos olhos com um espetáculo de cores.


O ar se enche do aroma das flores e nos provoca sensações de bem estar, não raro nos trazendo boas lembranças de outras primaveras, pois o sentido do olfato tem uma forte ligação com a memória.


Os pássaros iniciam a época de seu acasalamento e, a cantar, convidam um parceiro para dar continuidade à sua espécie, perpetuando a vida.


No ar o pólen das flores busca espécimes similares para que o espetáculo visual tenha continuidade.


Sem dúvida é uma estação na qual há uma verdadeira explosão de vida na natureza!


E nós, seres humanos nos contagiamos com tal exuberância. As novas temperaturas convidam a sair, ao contrário do frequente ensimesmamento do inverno.


Cuidamos de nossos jardins, podamos nossas árvores para que seus brotos sejam mais fortes e esperamos.


Mas, não raro, passadas as primeiras semanas, as cores da natureza já não chamam mais nossa atenção pois deixam de constituir novidade.


Voltamos à rotina. É necessário que um novo inverno nos faça desejar novamente a primavera.


Assim também nos comportamos em nossas relações afetivas. Quando conhecemos alguém que desperte em nós o amor, sentimos, inicialmente, uma imensa alegria, e passamos a nos comportar de maneira diferente.


Tal qual na primavera, nossos sentimentos parecem flores a se abrir. Nossas atitudes em relação à pessoa amada são delicadas.


Nossa voz possui um tom de ternura tal qual o canto de um pássaro.


Quando amamos emitimos pensamentos que modificam nossa fisionomia, estampando em nossa face um sorriso constante. Da mesma forma que o perfume das flores nos atrai, os pensamentos nobres atraem pessoas à nossa volta.


Ao emitirmos bons pensamentos modificamos a energia que nos rodeia, a energia na qual nosso corpo está imerso.


Não é à toa que a Ciência tem demonstrado que quem ama mantém a saúde, atrasa o envelhecimento de suas células, e vive mais.


No entanto, frequentemente, deixamos o tempo transformar o sentimento em algo rotineiro, esquecemo-nos de adubá-lo e de regá-lo, pois já não nos é mais uma novidade.


Permitimos o calor das discussões e, depois delas, o esfriamento da distância e da desatenção.


Então, tal qual em relação às estações, aguardamos por uma nova primavera embora não nos esforcemos por ela, esquecidos de que somos plenamente responsáveis por nossos sentimentos.


O amor verdadeiro é sólido, dá abrigo e segurança qual frondosa árvore sob a qual nos abrigamos. As intempéries não mais a vergam.


Mas essa árvore foi um dia uma semente que germinou em solo fértil, que foi regada pelas chuvas, que se enraizou progressivamente até se tornar sólida e bela.


Lembremos sempre que o amor não prescinde de cuidados, de pequenas atenções, de carinho, pois se amamos mas não exteriorizamos este sentimento, de forma equilibrada e constante, algum dia ele poderá ser esquecido.


Pensemos nisso!


Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br

 

sábado, setembro 24, 2011



Reconhecer-se

André Luiz


Não se menospreze. Eduque-se.


Não se marginalize. Trabalhe.


Não apenas administre. Obedeça.


Não apenas mande. Faça.


Não condene. Abençoe.


Não reclame. Desculpe.


Não desprimore. Dignifique.


Não ignore. Estude.


Não desajuste. Harmonize.


Não rebaixe. Eleve.


Não escravize. Liberte.


Não ensombre. Ilumine.


Não se lastime. Avance.


Não complique. Simplifique.


Não fuja. Permaneça.


Não dispute. Conquiste.


Não estacione. Renove.


Não se exceda. Domine-se.


Lembre-se: todos nós em tudo, dependemos de Deus, mas os empresários de nosso êxito, em qualquer ocasião, seremos sempre nós mesmos.



Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Respostas da Vida. Ditado pelo Espírito André Luiz. Capítulo 12. IDEAL.

sexta-feira, setembro 23, 2011


Procura


Numa época em que as carências afetivas parecem estar em alta, um anúncio anônimo em um mural chama a atenção dos que passam. Todos, sem exceção, param e leem:


Procura-se um homem. Um homem que não tema a ternura. Que se atreva a ser frágil quando necessite se deter para recuperar as forças para a luta diária.


Um homem que saiba proteger o ser a quem devotar o seu amor. Um homem que queira e saiba reconhecer os valores espirituais e que sobre eles saiba construir todo um mundo.


Um homem que, em cada amanhecer, saiba ofertar amor com toda a delicadeza para que uma flor entregue com um beijo tenha mais valor que uma joia.


Procura-se um homem com o qual se possa falar, que jamais corte a ponte de comunicação. Um homem a quem se possa dizer o que se pensa, sem temor de que se ofenda e que seja capaz de dizer a sua esposa, namorada ou mãe que a ama.


Procura-se um homem que tenha braços abertos para que sua amada neles possa se refugiar quando se sentir insegura. Que conheça sua fortaleza, mas que nunca se aproveite disso.


Um homem que tenha os olhos abertos para a beleza. Que domine o entusiasmo e que ame intensamente a vida. Um homem para quem cada dia seja um presente de valor incalculável que deve ser vivido plenamente, aceitando a dor e a alegria com igual serenidade.


Um homem que saiba ser sempre mais forte que os obstáculos. Que jamais se apavore ante a derrota e para quem os contratempos sejam mais estímulos que adversidade, mas que esteja tão seguro de seu poder que não sinta necessidade de demonstrá-lo a cada minuto em empreendimentos absurdos somente para prová-lo.


Um homem que não seja egoísta. Que não peça o que não ganhou, mas que sempre faça esforços para ter o melhor.


Um homem que saiba receber carinho, tanto quanto demonstrá-lo.


Um homem que respeite a si mesmo, porque assim saberá respeitar os demais. Que não recorra jamais à ofensa, que sempre rebaixa quem a faz.


Um homem que não tenha medo de amar, nem que se envaideça porque é amado. Que goze o minuto como se fosse o último. Que não viva esperando o amanhã porque talvez ele nunca chegue.


Finalmente, quando este homem for encontrado, qualquer mulher o desejará amar com intensidade e com ele compartilhar a sua vida.



Todos temos fome. Fome de pão, fome de amor, fome de conhecimentos, de paz e de amizade.


A fome de pão que tanto aparece é a que mais comove e, contudo, existem outros tipos de fome.


A fome de amor, dentre todas, é a mais difícil de ser saciada. Muitos passam a vida inteira sem que ninguém lhes estenda uma migalha de carinho.


Aprendamos a reconhecer a fome de quem nos fala, de quem conosco convive, entendendo que quanto maior a fome, mais escondida se encontra e a busquemos saciar.


Recordemos os versos da oração franciscana: Senhor, que eu ame mais do que pretenda ser amado...




Redação do Momento Espírita, com base no cap. Todos temos fome, de Amado Nervo e no cap. Minha procura não é simples, de autoria ignorada, do livro Um presente especial, de Roger Patrón Luján, ed. Aquariana.Disponível em www.momento.com.br




Uma grande covardia


O hábito da maledicência é bastante arraigado em nossa sociedade.


Chega a constituir exceção uma criatura que jamais tece comentários maldosos sobre seus semelhantes.


Mesmo amigos, não raro, se permitem criticar os ausentes.


Quase todos os homens possuem fissuras morais.


Seria sinal de pouca inteligência não perceber essa realidade.


Não é possível ver o bem onde ele não existe.


Também não é conveniente ser incapaz de perceber vícios e mazelas que realmente existam.


Mas há uma considerável distância entre identificar um problema e divulgá-lo.


Encontrar prazer em denegrir o próximo constitui indício de grande mesquinharia.


Esse gênero de comentário é ainda mais condenável por ser feito de forma traiçoeira.


Frequentemente quem critica o vizinho não tem coragem de fazê-lo frente-a-frente.


É uma grande covardia sorrir e demonstrar apreço por alguém e criticá-lo pelas costas.


Antes de tecer um comentário, é preciso ter certeza de que ele traduz uma verdade.


Sendo verdadeiro um fato, torna-se necessário verificar se há alguma utilidade em divulgá-lo.


A única justificativa para apontar as mazelas alheias é a prevenção de um mal relevante.


Se o problema apresentado por uma criatura apenas a ela prejudica, o silêncio é a única atitude digna.


Assim, antes de abrir a boca para denegrir a reputação de alguém, certifique-se da veracidade dos fatos.


Sendo verídica a ocorrência, analise qual o seu móvel.


Reflita se seu agir visa evitar um mal considerável, ou é apenas prazer de maldizer. Na segunda hipótese, é melhor calar-se.


É relevante também indagar se você tem coragem de comentar a ocorrência na frente da pessoa criticada.


Se o fizer, dará oportunidade para defesa.


Certamente a pessoa, objeto do comentário, possui a própria versão dos fatos.


Por todas essas razões, e outras tantas, jamais seja covarde.


A covardia é uma característica muito baixa e lamentável.


O fraco sempre escolhe vítimas que não podem oferecer defesa.


Agride de preferência as pessoas frágeis.


Quando não tem coragem para atacar diretamente, utiliza subterfúgios.


Enlameia a honra alheia, faz calúnias, espalha insinuações maldosas aos quatro ventos.


O homem que é alvo do ataque de um covarde geralmente nem sabe o que lhe aconteceu.


Apenas se espanta ao deparar com sorrisos irônicos onde quer que vá.


Em ambientes em que era recebido calorosamente, agora só encontra frieza.


Percebe perplexo, o afastamento de amigos e parentes.


As fisionomias outrora benevolentes tornam-se sisudas.


Raramente alguém lhe esclarece a razão do ocorrido.


Assim, ele é julgado e condenado sem possibilidade de defesa.


Analise seu proceder e verifique se, por leviandade, às vezes você não age de forma maldosa e covarde.


Pense nos prejuízos que suas palavras podem causar na vida dos outros.


Imagine se fosse você a vítima do comentário ferino.


Certamente gostaria que a generosidade fizesse calar os seus semelhantes.


Ou ao menos que eles fossem leais o suficiente para falar às claras com você.


É preciso eliminar o hábito da maledicência.


Trata-se de um comportamento eivado de covardia.


E sem dúvida o seu ideal de vida não é ser um covarde.


Pense nisso!


Equipe de Redação do Momento Espírita. Disponível em www.momento.com.br

quinta-feira, setembro 22, 2011



Geração altiva



É bastante comum ouvir-se falar da precocidade das crianças de hoje em dia.


Impressiona a facilidade com que dominam as novas tecnologias.


Também é notável o modo pelo qual rompem tabus e preconceitos.


Diante de seres tão independentes e dinâmicos, pais e educadores costumam quedar perplexos.


Há nos jovens da atualidade algo de diferente.


Não se trata de mera rebeldia, sempre presente, em algum grau, nas novas gerações.


É todo um novo sistema de valores que parece desabrochar.


A Espiritualidade Superior noticia que realmente surge no mundo uma nova geração.


Trata-se de Espíritos que há muito não reencarnavam.


E mesmo de alguns que vêm de mundos distantes para aqui renascer.


Sua chegada é motivo de alegria e cuidados.


Alegria, pois trazem a tarefa de promover o progresso do planeta.


Dotados de grande intelectualidade, trazem novos conceitos de vida que desejam colocar em prática.


Alguns ainda são ricos de sublime moralidade.


A necessidade de cuidados deriva da própria qualidade desses seres.


Eles são independentes e altivos.


Renascem com o propósito de reformular os valores sociais e aprimorá-los.


Por conta disso, não são submissos e conformados.


Com eles, não adianta o discurso da mera proibição.


De nada resolve exigir que obedeçam aos mais velhos.


Eles precisam ser convencidos com bons argumentos.


Gritos e violências nunca foram métodos educativos eficazes.


Mas com essas crianças especiais são ainda mais infelizes.


Elas tratam os adultos de igual para igual.


Não aceitam punições e reproches e nem regras de conduta sem sentido.


É preciso conquistar-lhes a admiração e o respeito.


O fato de serem a promessa de um futuro melhor não autoriza que sejam abandonadas à própria sorte.


Seus pais são depositários de um tesouro Divino e darão conta do que fizerem.


Necessitam esmerar-se em dar bons exemplos e formação intelectual e moral adequadas porque a influência do lar é fundamental na formação do caráter.


Espetáculos de violências e indignidades podem causar grande prejuízo, mesmo em um Espírito mais avançado.


Afinal, ao se tornar adulto, ele terá primeiro de superar os traumas pelos quais passou.


Caso os prejuízos sejam muito grandes, talvez não consiga desempenhar a contento suas tarefas.


Inúmeros Espíritos de alto gabarito estão retornando às lutas terrestres.


Eles são a promessa de um mundo mais justo e fraterno.


Importa cuidar bem deles e preparar-lhes o caminho.


Orientá-los, para que não se percam na rebeldia vã e nem na libertinagem.


Cercá-los de afeto, a fim de que cresçam seguros e equilibrados.


Pense nisso.


Redação do Momento Espírita.Disponível em www.momento.com.br