sábado, outubro 24, 2015

O significado da vida - Joanna de Ângelis





O significado da vida

Joanna de Ângelis



Na grande mole humana, cada pessoa dá, à vida, um significado especial.


Esta objetiva a aquisição da cultura; essa busca o destaque social; aquela anela pela fortuna; estoutra demanda o patamar da glória...


Uma quer a projeção pessoal; outra anseia pela construção de uma família ditosa, cada qual empenhando-se mais afanosamente para atingir o que estabelece como condição de meta essencial.


Tal planificação, que varia de indivíduo, termina por estimular à luta, à competição insana, ao desespero.


Conseguido, porém, o que significou como ideal, ou reprograma o destino ou tomba em frustração,descobrindo-se irrealizado ou vítima de saturação do que haja conseguido sem plenificar-se interiormente.


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A vida, entretanto, possui um significado especial, que reside no autodescobrimento do homem, que passa a valorizar o que é ou não importante no seu peregrinar evolutivo.


Este desafio se torna individual, unindo, sem embargo, no futuro, os seres numa única família, que entrelaça os ideais em sintonia perfeita com a energia que emana de Deus e é o élan vitalizador da vida.


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Os meios da tua sobrevivência orgânica emulam-te para avançar ao encontro da finalidade da existência.


O azeite sustenta a chama, porém a finalidade desta não é crepitar, mas derramar luz e aquecer.


Enquanto não te empenhes, realmente, na busca da tua realidade espiritual, seguirás inseguro, instável, sem plena satisfação.


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Todas as aquisições que exaltam o ego, terminam por entediar.


A maneira mais eficiente para o cometimento do real significado da vida, é a experiência do amor.


Amor que doa e liberta.


Amor que renuncia e faz feliz.


Amor que edifica, espalhando esperança e bênçãos.


Amor que sustenta vidas e favorece ideais de enobrecimento.


Amor que apazigua quem o sente e dulcifica aquele a quem se doa.


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O amor é conquista muito pessoal que necessita do combustível da disciplina mental e da ternura do sentimento para expandir-se.


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O significado essencial da vida repousa, pois, no esforço que cada criatura deve encetar para anular as paixões dissolventes, colocando nos seus espaços emocionais o divino hálito, o amor que se origina em Deus.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis . Momentos de Meditação, Cap. 11, P. 13.

Oração a Jesus - Auta de Souza




Oração a Jesus


Auta de Souza




Abençoa, Senhor, a casa que nos deste,



No campo de trabalho e anseio que bendigo...


Neste pouso de paz, temos o doce abrigo


Que nos revela o Amor por Luz do Lar Celeste.


A caridade aqui é a força que nos veste


De júbilo ao saber que marchamos contigo...


Dá-nos, Senhor, o dom de ver-Te o braço amigo


Onde o brilho do Bem aqui se manifeste.


Conserva-nos a porta aberta a quem procura


Conforto à solidão, socorro à desventura,


Resposta, auxílio e fé, padecendo ao buscar-Te!...


Que a nossa casa em Ti, no Amor que não se cansa.


Seja um lar consagrado à bondade e à esperança


Que Te louve a Presença e o Nome, em toda parte.




XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Auta de Souza. Da obra: Educandário de Luz. 

sexta-feira, outubro 23, 2015

Autodesobsessão - André Luiz




Autodesobsessão
André Luiz

Se você já pode dominar a intemperança mental... 


Se esquece os próprios constrangimentos, a fim de cultivar o prazer de servir... 


Se sabe cultivar o comentário infeliz, sem passá-lo adiante... 


Se vence a indisposição contra o estudo e continua, tanto quanto possível, em contato com a leitura construtiva... 


Se olvida mágoas sinceramente, mantendo um espírito compreensivo e cordial, à frente dos ofensores... 


Se você se aceita como é, com as dificuldades e conflitos que tem, trabalhando com tudo aquilo que não pode modificar... 


Se persevera na execução dos seus propósitos enobrecedores, apesar de tudo que se faça ou fale contra você... 


Se compreende que os outros têm o direito de experimentar o tipo de felicidade a que se inclinem, como nos acontece... 


Se crê e pratica o princípio de que somente auxiliando o próximo, é que seremos auxiliados... 


Se é capaz de sofrer e lutar na seara do bem, sem trazer o coração amargoso e intolerante... 


Então, você estará dando passos largos para libertar-se da sombra, entrando, em definitivo, no trabalho da autodesobsessão. 



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Do livro Passos da Vida . 

quinta-feira, outubro 22, 2015

Caminhos do Coração - Joanna de Ângelis








Caminhos do Coração

Joanna de Ângelis


Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.



Há caminhos atapetados de facilidades, que conduzem a profundos abismos do  sentimento.



Apresentam-se caminhos ásperos, coalhadas de pedrouços que ferem, na forma de vícios e derrocadas morais escravizadores.



Abrem-se, atraentes, caminhos de vaidade, levando a situações vexatórias, cujo recuo se torna difícil.



Repontam caminhos de angústia, marcados por desencantos e aflições desnecessárias, que se percorrem com loucura irrefreável.



Desdobram-se caminhos de volúpias culturais, que intoxicam a alma de soberba,  exilando-a para as regiões da indiferença pelas dores alheias.



Aparecem caminhos de irresponsabilidade, repletos de soluções fáceis para os problemas gerados ao longo do tempo.



Caminhos e caminhantes!



Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.



Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida, estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.



Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma... São, apenas, caminhos: começados, interrompidos, concluídos...


Tens o direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.



Ao fazê-lo, repassa pela mente os objetivos que persegues, os recursos que se encontram à tua disposição íntima assinalando o estado evolutivo, a fim de teres  condição de seguir.



Se possível, opta pelos caminhos do coração.



Eles, certamente, levarão os teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente esperando por ti.
                                             


O homem estremunha-se entre os condicionamentos do medo, da ambição, da prepotência e da segurança que raramente discerne com correção.



O medo domina-lhe as paisagens íntimas, impedindo-lhe o crescimento, o avanço, retendo-o em situação lamentável, embora todas as possibilidades que lhe sorriem esperança.



A ambição alucina-o, impulsionando-o para assumir compromissos perturbadores que o intoxicam de vapores venenosos, decorrentes da exagerada ganância.



A prepotência anestesia-lhe os sentimentos, enquanto lhe exacerba as paixões inferiores, tornando-o infeliz, na desenfreada situação a que se entrega.



A liberdade a que aspira, propõe-lhe licenças que se permite sem respeito aos direitos alheios nem observância dos deveres para com o próximo e a vida; 
destruindo qualquer possibilidade de segurança, que, aliás, é sempre relativa enquanto se transita na este física.



Os caminhos do coração se encontram, porém, enriquecidos da coragem, que se vitaliza com a esperança do bem, da humildade, que reconhece a própria fragilidade, e satisfaz-se com os dons do espírito - ao invés do tresvariado desejo de amealhar coisas de secundário importância - os serviços enobrecedores e a paz, que são a verdadeira segurança em relação às metas a conquistar.



Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão,  que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.
                                              



Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao reino dos Céus.



Francisco de Assis seguiu-Lhe o exemplo e tornou-se o herói da humildade.



Vicente de Paulo optou pelos mesmos e fez-se o campeão da caridade.
Gandhi redescobriu-os e comoveu o mundo, revelando-se como o apóstolo da não-violência.



Incontáveis criaturas, nos mais diversos períodos da humanidade e mesmo hoje,  identificaram esses caminhos do coração e avançam com alegria na direção da plenitude espiritual.



Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.




FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Joanna de Ângelis. Da obra: Momentos de Felicidade. Salvador, BA: LEAL, 1990.


quarta-feira, outubro 21, 2015

Melodia - Amélia Rodrigues







Melodia


Amélia Rodrigues 



Escuta a melodia da vida, afagando a Natureza.


Mensageira de Deus, é o murmúrio luminífero das estrelas, nos céus, embelezando a noite como harmoniosos solfejos de ninar.


Na água do regato refrescante que atende o solo, canta na vibração de milhares de gotículas quais diamantes liqüefeitos, num impulso de tudo acariciar.


Penteando os cabelos de ouro do trigo maduro, no coração da seara, conduz-se nos braços do vento como alegria cantante em ritmo de felicidade.


Voluteando com o perfume das flores que as correntes aéreas carregam, saúda, canora, a face doirada do Sol que lhe oferece palco luminoso, enquanto sua música embevece os ouvidos do arvoredo exuberante que aplaude com um vibrante farfalhar de folhas.


Tomando as vozes do mar, desfeito em rendas de brancas espumas, na areia, evoluciona, ligeira, e abraça a praia orlada de verde relva qual tapete de esperança.


Evita, assim, que a tua aflição se transforme em tristeza e a amargura desfaça a vibração da melodia divina no teu coração.


Mesmo que tudo pareça conspirar contra a esperança que acalentas, escuta a ridente melodia da vida que te cerca e mantém a alegria como indicio de felicidade.


Vibra, feliz, mesmo que o coração esteja dilacerado e o rosto se encontre banhado de lágrimas...


A tempestade que beneficia, muitas vezes causa danos, para que a madrugada, bondosa, depois que a tormenta cesse, renove todas as coisas com a melodia da paz, num renascimento de esperança, sôbre a terra vergastada onde as aves, felizes, construirão novos ninhos, entoando a sublime melodia da vida vitoriosa.



FRANCO, Divaldo Pereira pelo Espírito Amélia Rodrigues .Página recebida pelo médium Divaldo P. Franco, na noite de 23-6-61, em Salvador, Bahia.

terça-feira, outubro 20, 2015

Preocupações - André Luiz





Preocupações


André Luiz



Não se aflija por antecipação, porquanto é possível que a vida resolva o seu problema, ainda hoje, sem qualquer esforço de sua parte.



Não é a preocupação que aniquila a pessoa e sim a preocupação em virtude da preocupação.



Antes das suas dificuldades de agora, você já faceou inúmeras outras e já se livrou de todas elas, com o auxílio invisível de Deus.



Uma pessoa ocupada em servir nunca dispõe de tempo para lembrar injúria ou ingratidão.



Disse um notável filósofo: "uma criatura irritada está sempre cheia de veneno", e podemos acrescentar: "e de enfermidade também".



Trabalhe antes, durante e depois de qualquer crise e o trabalho garantirá sua paz.



Conte as bênçãos que lhe enriquecem a vida, em anotando os males que porventura lhe visitem o coração, para reconhecer o saldo imenso de vantagens a seu favor.



Geralmente, o mal é o bem mal-interpretado.



Em qualquer fracasso, compreenda que se você pode trabalhar, pode igualmente servir, e quem pode servir carrega consigo um tesouro nas mãos.



Por maior lhe seja o fardo do sofrimento, lembre-se de que Deus, que aguentou você ontem, agüentará também hoje.






XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito  André Luiz. Sinal Verde, Cap. 25, CEC.

segunda-feira, outubro 19, 2015

Convívio com Chico Xavier - Dr. Oswaldo de Castro, Médico de Chico Xavier




Convívio com Chico Xavier

Dr. Oswaldo de Castro, Médico de Chico Xavier


"Vai demorar para os brasileiros desvincularem a Copa do Mundo da desencarnação de Chico Xavier, o médium mais conhecido do Brasil" . Izabel Vitusso.

"Quero morrer num dia em que o Brasil esteja feliz".

Seu desejo foi atendido: enquanto o Brasil ainda comemorava o pentacampeonato, em junho de 2002, Chico Xavier serenamente partia para o lugar de origem.

Ele era assim: simplicidade, com desejo de servir e não ser servido. Embora o culto à personalidade não faça sentido para a doutrina espírita, as histórias que ocorreram em torno do Chico Xavier irão atrair sempre a atenção, pela beleza das ações, que só espíritos com sua categoria são capazes de realizar.


São exemplos para serem absorvidos, não cultuados. Por essa razão, o cirurgião plástico paulista Dr. Oswaldo de Castro, 82 anos, que conviveu estreitamente com Chico, em Uberaba, conta com detalhes fatos de sua convivência com o médium.

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P:  O senhor é de São Paulo. O que aconteceu que o fez conviver com o Chico?


R: - Sou filho de dentista, e desde cedo desenvolvi habilidades da profissão com meu pai. Em 1948 ingressei, em Araraquara, na Faculdade de Odontologia. Porém, tinha em mente fazer o curso de medicina. Em casa éramos católicos. Fazia dois anos que eu havia me formado e minha mãe foi visitar uns tios no interior e, por curiosidade, ao conversar com um senhor que lia sorte, ela mostrou-lhe uma foto minha. Ele olhou e disse que eu estava na carreira errada. Mas eu não acreditava, não era espírita. Em contato com o médico e dentista Dr. Laet Toledo César – quem trouxe a técnica de medicina para a odontologia – e com quem aprendi muita coisa da medicina, resolvi fazer o curso.

Eu tinha um assistente aqui em São Paulo formado em Uberaba, que sugeriu que a faculdade de lá convidasse o prof. Laet e eu para fazermos demonstrações, em cirurgias de lábio leporino. Getúlio Vargas acabou fundando a faculdade de medicina lá, eu prestei vestibular e entrei. Quando voltei para casa – por esse motivo acabei me tornando espírita – uma tia, católica, que tinha mediunidade [ostensiva] transmitiu a mim uma mensagem de um espírito que rendia graças a Deus por eu ter ido a Uberaba, dizendo ser lá meu lugar. Quando Chico mudou-se para Uberaba, em 1959, eu já estava no sexto ano [do curso de Medicina].

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P: - Como então o senhor conheceu o Chico?


R: - Quando eu estava no quarto ano de Medicina, já era casado. Quando meu primeiro filho Max estava com 2 anos, começou a manifestar a mediunidade. Eu não tinha amizade com o Chico, mas ele estava lá hospedado com o Waldo [Vieira] antes de se mudar. Pensei. Bem que o Waldo podia passar para dar um passe no menino. Eles apareceram. Foi dado o passe e constatada a mediunidade. O espírito parou de atuar no menino e atacou a minha esposa.

Na época, eles já tinham cercado o terreno para fazer a Comunhão Espírita ao lado. Chico disse: "vai abrir o centro e assim que começar a sessão de desobsessão, vocês estão convidados." Participei com minha esposa desde o início, até retornar para São Paulo. Quando acabei a faculdade, voltei, mas ia sempre para Uberaba operar.

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P: - O senhor foi médico do Chico?


R: - Eu o tratava com homeopatia. O médico do Chico era o Eurípedes Cahan, muito meu amigo.
Ele clinicava nos Estados Unidos. E tem um fato interessante que ocorreu.
Certa feita, ele e o Waldo, levaram o Chico para Inglaterra e Estados Unidos, com a finalidade de difundir o Espiritismo. Ao saírem pelo centro de Nova Iorque, um senhor porto-riquenho bateu nas costas do Chico, falando em sua língua que sua mulher estava muito mal.
Chico tomou nota do endereço, dizendo que no dia seguinte estaria lá. A mulher estava obsidiada. Com o passe dado, o ambiente ficou todo perfumado e a água fluida, leitosa. Chico falou em castelhano fluente. Eurípedes disse: "que negócio é esse de falar castelhano?". Chico explicou: "Não fui eu, foi a avó dele quem falou."

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P: - O senhor conhece fatos ainda inéditos sobre o Chico. O que lembra para contar?


R: - O caso da peruca.
Existem fatos que, pela modéstia do Chico, são mal interpretados. O potencial mediúnico dele é imenso. Seu campo vibracional e de sensibilidade era extraordinário.
Muitas pessoas disputavam com ciúme o convívio com ele. Ele ia fazer peregrinação, uns queriam pegar no braço de cá e outro no de lá.
Ele, muitas vezes recebia fluidos terríveis. Ele resolveu colocar a peruca para evitar que tocassem em sua cabeça, onde tinha maior sensibilidade.
Ele não tinha vaidade nenhuma.

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Sua estada em Pedro Leopoldo-MG
Chico era funcionário do ministério da Agricultura em Pedro Leopoldo. Dez anos antes de ele se mudar de Pedro Leopoldo para Uberaba, isso o Chico me contou, ele foi ate lá para uma exposição de gado. Quando chegou, um espírito falou "um dia você vai vir para cá", mas o Chico não levou a sério. Ele sofria uma perseguição muito grande da imprensa, do clero em Pedro Leopoldo. Existia um frei, Boaventura, que fazia campanha muito grande contra o Espiritismo e certa vez ele foi a Pedro Leopoldo procurar o Chico. Ficou mais de duas horas trancado, conversando, tentando convencer o Chico que, a troco de muito dinheiro, relegasse Espiritismo. O Chico disse que estava muito feliz com o plano espiritual.

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Waldo Vieira aparece para o Chico

Todo mundo conhece a história do Chico que via a mãe em espírito, no fundo do quintal, assim que ela desencarnou. Certa vez, ele me confidenciou que não era só sua mãe que aparecia, mas outras entidades. Via Waldo Vieira também. Em uma de suas encarnações, na Espanha, o médium Waldo Vieira [que trabalhou mediunicamente com o Chico] foi seu filho e foi levado por um circo que percorria o país, quando tinha uns 6 anos. Chico disse que chorou muito, mas era muito pobre e tinha dificuldades para procurá-lo. "Fiquei vinte anos procurando o menino; quando eu consegui localizar o circo, me disseram: seu menino foi morto há doze anos."
Quando ia brincar com meninos no primário, Waldo aparecia para mim e me avisava "não brinca com esse menino, que ele não te serve".
Certamente Emmanuel estava por trás mais não aparecia.

Certa vez, Waldo se apresentou e disse: "Chico, eu vou me despedir porque preciso reencarnar. Não saia de Pedro Leopoldo que um dia eu venho te buscar, mas o Emmanuel vai continuar". Chico dizia que Emmanuel nunca lhe havia dito onde Waldo havia reencarnado.
Nascido em Monte Carmelo-MG, Waldo foi orientado por uma médium extraordinária para que fosse estudar em Uberaba, que lá muita coisa iria se desencadear.

Acolhido pelo professor Mário Palmélio, teve estudo e moradia de graça. Ele era inteligente e estudioso. Fez o ginásio, o científico. Conhecia a doutrina, mas ainda não havia tido contato com o Chico.

Quando eu fui prestar vestibular em Uberaba, Waldo fazia o último ano de odontologia, enquanto o Chico era perseguido em Pedro Leopoldo, e ficava apreensivo pelo trabalho de receituário que realizava.

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P: - O senhor sabe como ocorreu o encontro entre Chico e Waldo Vieira nesta encarnação?


R: - Ao encontrar pela primeira vez o Waldo, Chico ficou emocionado, mas não disse nada. Passado um ano, Waldo Vieira foi visitar o médium e Pedro Leopoldo, encontrando-o em sofrimento, com repercussões na saúde. Chico não podia continuar mais ali. Disse, então: "Chico, eu vim te buscar. Você vai para Uberaba". Quando ele falou isso, os dois choraram emocionados!

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P: - O Chico chegou a comentar por que Waldo Vieira não continuou com sua tarefa no mandato mediúnico?


R: - Chico nunca comentou muito a respeito. Dizia apenas que Waldo, quando foi para os Estados Unidos, caiu numa personalidade do passado e deixou completamente a doutrina. Sua mediunidade era extraordinária. Depois que chegávamos da peregrinação, eram realizados trabalhos mediúnicos e me lembro do fato do Chico e Waldo receberem um soneto em parceria. Enquanto uma parte era psicografada por Waldo, o Chico ficava parado, depois, alternavam. A psicografia de um completava a do outro. Também, quando Chico estava para mudar, ele escreveu Evolução em dois mundos. Um capítulo ele recebia, de André Luiz, lá em Pedro Leopoldo e outro, Waldo Vieira recebia em Uberaba.

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Casos com o Waldo Vieira


Certa vez, diante da fila que se formava em frente à Comunhão Espírita Cristã para recebimento das cestas de alimento, Waldo me disse que tinha tido um sonho. 


"Eu vi todo esse pessoal aqui na fila, mas nós estávamos fardados."


O entendimento desse sonho vem através da explicação do Dr. Bezerra [de Menezes], que havia lhe dito que lá pelos anos 60, 70 d.C., Eurípedes Barsanulfo era general e perseguidor do Cristianismo e o Waldo também. 


Eurípedes se converteu ao Cristianismo, chegou para as tropas e disse: "em nome de Jesus Cristo, deponham suas armas." 


O Waldo foi o primeiro. 


Eurípedes, através de reencarnações, foi reunindo aquelas vítimas, que acabaram por reencarnar em Sacramento [MG], onde ele nasceu e desencarnou cuidando de todos até o fim, vitimados pela gripe espanhola. 


Bezerra diz que Eurípedes Barsanulfo, para ser um Eurípedes Barsanulfo demorou mil oitocentos e tantos anos, (não me lembro quanto). 


Eurípedes, querendo ou não, teve a rua com seu nome. 


"A praça de guerra de Eurípedes se transformou em praça da caridade" – fazendo referência ao nome da rua Professor Eurípedes Barsanulfo, onde fica a Comunhão Espírita Cristã. 


Chico disse que Eurípedes é tão humilde que não se deixa aparecer. 


"Eu sei que ele nos ajuda."


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P: - Foi o senhor quem operou o Chico?


R: - Chico tinha um problema de saúde e precisava ser operado.
Bezerra havia dito que caberia a ele escolher quando.
Chegando de viagem, da Inglaterra, Chico me disse que iria fazer a cirurgia e que eu tinha que estar nisso. Perguntei: "por que eu"? Não sou urologista (ele tinha um problema da próstata que estava judiando muito).
Organizei a equipe, disse que era para uma pessoa que eu queria muito bem, mas não revelei quem seria operado.
Falei com um amigo: Américo Zopi, que me lembrou que eu poderia falar com outro amigo, urologista, Levi.
Chegamos ao Hospital Santa Helena [em São Paulo], onde eu operava e, no portão, Chico disse: "André Luiz está me falando para não deixar dar adrenalina para mim que vai fazer mal".

Chico ficou internado no 7.º andar, no quarto 72. Isso foi no dia 29 de agosto de 1968.

Instalado, ele começou a dar notícias dos aparelhos espiritualmente instalados nos cantos do quarto. Disse serem resultantes das preces feitas em benefícios dos doentes internados lá antes.

"É para esterilização do ambiente", explica Bezerra. Também comentou que foi levado a conhecer o trabalho que se realizava espiritualmente, no subsolo para socorro dos espíritos que desencarnavam naquele hospital, antes de seguirem para outros planos.

Segundo o Bezerra, aquela instituição tinha um carinho especial da espiritualidade, pelo trabalho de assistência social que realizava. Pertencia à Fundação que também fundara o hospital Alemão, hoje Oswaldo Cruz.
Quando o Chico foi para a sala de operação, saiu na maca e fez sinal de despedida, sorrindo.

No pós-operatório, falou que já não era ele.

"A Meimei me tomou o corpo 48 horas, até passar o pós-operatório." Também no pós-operatório, deu-se a entender que os espíritos faziam fila para cumprimentá-lo.

Ele estava tranqüilo e de repente dizia: "Ah! Auta de Souza! E na seqüência, dizia outros nomes."

Vendo que se tratava do Chico, o paciente a ser operado, o Levi disse: "você não é o Xavier?" Chico respondeu daquele seu jeito: "É... seu criado..."
Quando estava terminando a operação, surgiu a dúvida de quem iria operar a hérnia estrangulada do Chico [em decorrência das garfadas na barriga, que levara, quando criança da madrasta].

Eu pensei, bem que o Américo Zopi podia estar aqui. Ele entendia e operava muito bem.

De repente, ele entrou sem ser chamado, dizendo: "precisam de ajuda aí?"

Terminada a cirurgia, eu fui acompanhá-lo até o quarto. Nena, Galves, [amigos íntimos do médium, fundadores do Centro Espírita União em São Paulo], minha esposa, Terezinha, ficaram em vibração e quando eu disse que o Américo é quem havia operado a hérnia, Nena disse que já sabia: "um Espírito passou por aqui e nos avisou."
Quando teve alta, para não magoar ninguém, já que só avisaram sobre a sua cirurgia depois de terminada, ele quis visitar uma pessoa não espírita, para não gerar ciúme.

Foi visitar a Tarsila do Amaral. A artista, que pintava sentada em uma cama alta, disse ao Chico que o dia em que ele recebesse o título de cidadão paulistano, ela estaria presente numa cadeira de roda. Mas não deu tempo. Desencarnou. Quando Chico recebeu o título, ele a viu presente espiritualmente na cadeira de rodas.
Chico foi um verdadeiro apóstolo!



FONTE:
Correio Fraterno . Disponível em http://www.omensageiro.com.br/entrevistas/entrevista-91.htm. Acesso : 06 MAI 2012.