sexta-feira, dezembro 21, 2018

Pai, começa o começo! - Momento Espírita




Pai, começa o começo!



Quando era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para meu pai e pedia: “Pai, começa o começo!”

 *

O que eu queria era que ele fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. 


Depois, sorridente, ele sempre acabava descascando toda a fruta para mim.

*

Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ele havia feito.

*

Meu pai morreu há muitos anos e não sou mais criança. 


Mesmo assim, sinto grande desejo de tê-lo ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho.


*

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. 


Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar.


*

O esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes.

*

O enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

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Em certas ocasiões, minhas “tangerinas” transformam-se em abacaxis.

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Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pelo meu pai quando lhe pedia para “começar o começo”, era o que me dava a certeza de que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta.

*

Além da atenção e carinho que eu recebia, ele também me ensinou a pedir ajuda a Deus, Pai do céu. 

Meu pai terreno me ensinou que Deus é eterno, que está sempre ao nosso lado e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.


*   *   *


Quando a vida parecer muito difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembremo-nos de suplicar o auxílio Divino.

*

Deus nos indicará o caminho e não só começará o começo, mas pode ser que, em algumas ocasiões, resolva toda a situação.

*

Não sabemos o tipo de dificuldade que encontraremos na nossa caminhada, mas amparemo-nos no amor eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: Pai, começa o começo!


*   *   *

A sensibilidade de enxergar as dificuldades dos filhos e oferecer o apoio necessário, no momento certo, é essencial. 


Tem o poder de curar feridas e se transforma em bálsamo para a dor.

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Devemos saber o quanto é importante dizer ao filho: Se você tem medo, venha aqui. 


Se você cair, falhar, estarei ao seu lado. 


Amo você.

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Devemos saber valorizar toda atitude positiva.

*

O abraço e o beijo fazem a criança se sentir querida e consolidam a segurança e o amor. 


Demonstrarmos a confiança de que somos constantemente amparados por Deus oferece aos filhos um caminho para a construção da fé.

*

Todo o carinho e afeto demonstrados pelos pais aos filhos, durante a infância, se transformarão em direcionamento seguro e formarão base sólida para o enfrentamento das dificuldades na vida adulta.




Redação do Momento Espírita, com base no texto Pai, começa o começo, de autoria desconhecida.Disponível em www.momento.com.br







Dedicamos este post ao nosso querido pai, que nesta data há 25 anos retornava à Pátria Espiritual, após cumprir sua missão.


Nossa gratidão e muito carinho pela alegria, fé , entusiasmo, educação, benevolência, amor a Deus e ao próximo  com que nos conduziu na presente reencarnação.


Que Jesus o fortaleça, ampare, sustente para que prossiga sendo esse espírito que irradiava tanta alegria !


Fique com Deus e que Jesus permita que as margaridas que tanto admirava adornem seu lar na pátria espiritual!


Receba o nosso carinho e saudade como flores e luzes espirituais , hoje e sempre!






quarta-feira, dezembro 19, 2018

Encontro Divino - Rodrigues de Abreu





Encontro Divino

Rodrigues de Abreu


Na bênção do Natal,
quando o aprendiz desditoso
contemplou toda a luz
que o Mestre lhe trazia
a Terra transformou-se
aos seus olhos em pranto.


Renovado a feliz
reconheceu que a lama
era adubo sublime;
Notou em cada espinho
uma vara de flores
e descobriu que a dor,
em toda parte, é dádiva celeste.


Assombrado,
viu-se, enfim, tal qual era,
um filho de Deus-Pai
ligado em si à Humanidade inteira.
Descortinou mil sendas para o bem
no chão duro que lhe queimava os pés.


Encontrou primaveras
sobre o frio hibernal
e antegozou colheitas multiformes
na sementeira frágil e enfermiça.
Deslumbrado,
sentiu, nas flores, estrelas mudas,
nas fontes, bênçãos do céu exilados no solo,
e nas vozes humildes da natureza
o cântico da vida
a Bondade Imortal.


Abrira-se-lhe n'alma o Grande Entendimento...
Não conseguiu articular palavra
à frente do mistério.
Somente o pranto
de alegria profunda
orvalhou-lhe o semblante em êxtase divino.


E, desde então,
passou a servir sem cessar,
dentro de indevassável silêncio,
qual se o Mestre e ele se bastassem um ao outro,
morando juntos para sempre,
à maneira de duas almas
vivendo num só corpo
ou de dois astros
a brilharem unidos,
em pulsações de luz,
no Coração o Amor.


XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Rodrigues de Abreu. Antologia Mediunica do Natal .


terça-feira, dezembro 18, 2018

Humildade Celeste - Emmanuel





Humildade Celeste

Emmanuel


Ninguém mais humilde que Ele, o Divino Governador da Terra.


Podia eleger um palácio para a glória do nascimento, mas preferiu sem mágoa a manjedoura simples.


Podia reclamar os princípios da cultura para o seu ministério de paz e redenção;
contudo, preferiu pescadores singelos para instrumentos sublimes do seu verbo de luz.


Podia articular defesa irresistível a fim de dominar a governança política; no
entanto, preferiu render-se à autoridade, presente em sua época, ensinando que o homem deve entregar ao mundo o que ao mundo pertence, e a Deus o que é de Deus.


Podia banir de pronto do colégio apostólico o amigo invigilante, mas preferiu que Judas conseguisse os seus fins, lamentáveis e excusos, descerrando-lhe aos pés o caminho melhor.


Podia erguer-se ao Sol da plena vida eterna, sem voltar-se jamais ao convívio humilhante daqueles que o feriram nos tormentos da cruz; no entanto, preferiu regressar para o mundo, estendendo de novo as mãos alvas e puras aos ingratos da véspera.


Podia constranger o espírito de Saulo a receber-lhe as ordens, mas preferiu surgir-lhe qual companheiro anônimo, rogando-lhe acordar, meditar e servir, em favor de si mesmo.


Em Cristo, fulge sempre a humildade celeste, pela qual aprendemos que, quanto mais poder, mais amplo o trilho augusto aberto às nossas almas para que nos
façamos, não apenas humildes pelos padrões da Terra, mas humildes enfim pelos padrões de Deus.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel. Antologia Mediunica do Natal .

segunda-feira, dezembro 17, 2018

Súplica de Natal - Carmen Cinira





Súplica de Natal

Carmen Cinira



Senhor, tu que deixaste a rutilante esfera
em que reina a beleza e em que fulgura a glória,
acolhendo-te, humilde, à palha merencória
do mundo estranho e hostil em que a sombra ainda impera!


Tu que por santo amor deixaste a primavera
da luz que te consagra o poder e a vitória,
enlaçando na Terra o inverno, a lama e a escória
dos que gemem na dor implacável e austera...


Sustenta-me na volta à escura estrebaria
da carne que me espera em noite rude e fria,
para ensinar-me agora a senda do amor puro!...
E que eu possa em teu nome abraçar, renovada,
a redentora cruz de minha nova estrada,
alcançando contigo a ascensão do futuro.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Carmen Cinira. Antologia Mediunica do Natal .



domingo, dezembro 16, 2018

Súplica Do Natal - Casimiro Cunha




Súplica Do Natal

Casimiro Cunha

Na noite santificada,
Em maravilhas de luz,
Sobem preces, cantam vozes
Lembrando-Te, meu Jesus!


Entre as doces alegrias
De Teu Natal, meu Senhor,
Volve ao mundo escuro e triste
Os olhos cheios de amor.


Repara conosco a Terra,
Angustiada e ferida,
E perdoa, Mestre Amado,
Os erros de nossa vida.


Onde puseste a alegria
Da paz, da misericórdia,
Desabam tormentas rudes
De iniqüidade e discórdia.


No lugar, onde plantaste
As árvores da união,
Vivem monstros implacáveis
De dor e separação.


Ao longo de Teus caminhos
Sublimes e abençoados,
Surgem trevas pavorosas
De abismos escancarados.


Ao invés de Teus ensinos
De caridade e perdão,
Predominam sobre os homens
A sombra, o crime, a opressão.


Perdoa, Mestre, aos que vivem
Erguendo-Te a nova cruz!
Dá-nos, ainda, a bonança
De Tua divina luz.


Desculpa mundo infeliz
Distante das leis do bem,
Releva as destruições
Da humana Jerusalém...


Se a inteligência dos homens
Claudicou a recaiu,
A Tua paz não mudou
E ao Teu amor não dormiu.


Por isso, ó Pastor Divino,
Nos júbilos do Natal,
Saudamos a Tua estrela
De vida excelsa e imortal.


Que o mundo Te guarde a lei
Pela fé que nos conduz
Das sombras de nossa vida
Ao reino de Tua luz!...



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Casimiro Cunha . Antologia Mediunica do Natal .


sábado, dezembro 15, 2018

Porque é Natal - Momento Espírita





Porque é Natal


Senhor,


A Tua voz é o som perfeito que me embala o ser, e que me faz ouvir o murmúrio tranquilizante dos astros.


O Teu olhar é como o brilho solar, que me aquece a alma fria, marcada pelo desalento e pela desesperança, nessa dura marcha para a elevação.


As Tuas mãos representam para mim o divino apoio, amparo que me impede de tombar, fragilizado como estou, nos rumos em que me vejo, ante a necessidade de subir.


As Tuas pegadas indicam-me as trilhas por onde devo me orientar nessa ausência de bússola moral com o entorpecimento da ética, quando desejo ir ao encontro de Deus.


As Tuas instruções, Jesus Nazareno, mapeiam para mim o território da paz, ensejando-me clareza para que saiba onde me encontro e como estou, para que não me perca nessa ingente procura dos campos de amor e das fontes de paz.


Os Teus silêncios falam-me bem alto a respeito de tudo o que devo aprender e operar nos recônditos de minh’alma, aprendendo tanto a falar quanto a calar, sempre atuando na construção do mundo rico de fraternidade que almejamos.


Agora, quando me ponho a meditar sobre tudo isso, meu Senhor, desejo exalçar o Teu nome, por toda a minha omissão dos milênios afora, embora a Tua paciente e dúlcida presença junto a mim.


Já é Natal na Terra, Jesus!


E porque é o Teu Natal, busco em Tua luz desfazer as minhas sombras.


Procuro em Tua assistência superar minhas variadas necessidades.


Quero no Teu exemplo de trabalho atender os meus deveres.


Porque é o Teu Natal, anseio por achar na Tua força a coragem de superar os meus limites.


Desejo ver na Tua entrega total a Deus o reforço para minha fidelidade ao bem e, na Tua autodoação à vida, anelo tornar-me um servidor;


No culto do dever que te trouxe ao mundo, quero honrar o meu trabalho.


No Teu natal, que esparge claros jorros de amor sobre o planeta, quero abrigar-te no imo do meu coração convertido numa lapa bem simples, para que possas nascer em mim, crescer em mim e atuar por mim.


E, na magia do Natal, vibro para que minhas ações permitam que o Teu formoso reino logo mais possa alojar-se aqui, no mundo.


E que cheio de júbilo n’alma eu possa dizer que te amo, que te busco e que te quero seguir, apesar da simplicidade dos meus gestos e do pouco que tenho para dar-te, meu doce Amigo, meu Senhor.


*    *    *


O Natal é sempre a especial oportunidade de exercitar o amor.


Em nome de um menino, há cores e brilho nas ruas. Pessoas andam apressadas, entrando e saindo das lojas.


A sua preocupação é adquirir um mimo, um presente para os seus amados, para os amigos, para os colegas.


Também para quem nem conhece e resolveu apadrinhar. Um brinquedo para fazer sorrir uma criança.


Um abraço para quem vive só. Um sorriso para quem vive sem amor.


Tudo porque é Natal.


Natal de Jesus. Festa de corações. Momento de paz, de oração, de amor.


Não deixe passar em branco essa data. Participe com sua cota de alegria, de doação e de carinho.


Porque é Natal.




Redação do Momento Espírita, com mensagem do Espírito Ivan de Albuquerque, psicografia de Raul Teixeira. Disponível em www.momento.com.br.


sexta-feira, dezembro 14, 2018

Nascimento Especial - Momento Espírita





Nascimento Especial



 Todos os anos, os cristãos comemoram o Natal no dia 24 para 25 de dezembro.


A história nos diz que Jesus, nosso Mestre, em verdade não nasceu nesse dia e aponta algumas datas prováveis, especificando dia, mês e ano.


Afinal, quando realmente terá nascido Jesus? E onde? Em Nazaré ou em Belém?


Se perguntarmos a Francisco de Assis o que ele sabe a respeito do nascimento de Jesus, ele nos responderá:


Jesus nasceu no dia em que, na praça de Assis, entreguei minha bolsa, minhas roupas e até meu nome para segui-Lo, pois sabia que Ele é a fonte inesgotável de amor.


Se indagarmos ao Apóstolo Pedro quando se deu o nascimento de Jesus, ele nos dirá:


Jesus nasceu no pátio do palácio de Caifás, na noite em que o galo cantou pela terceira vez, no momento em que eu negava outra vez ao meu Mestre.


Foi nesse instante que minha consciência despertou para a verdadeira vida.


Se questionarmos a Joana de Cusa sobre onde e quando nasceu Jesus, ela nos falará:


Jesus nasceu no dia em que, amarrada ao poste do circo em Roma, ouvi o povo gritar:


"Nega! Nega! Renuncia a Ele!"


E o soldado, com a tocha acesa, dizendo:


"Este teu Cristo te ensinou apenas a morrer?"


Nesse instante em que senti o fogo subir pelo meu corpo e eu pude, com certeza e sinceridade responder:


"Não me ensinou só isso. Ele também me ensinou a te amar."


Foi então que nasceu Jesus.


Se interrogarmos a Lázaro onde e quando nasceu Jesus, a sua resposta será:


Jesus nasceu em Betânia, na tarde em que me visitou o túmulo e ordenou-me:


"Lázaro! Levanta e vem para fora!"


Nesse momento, eu compreendi quem Ele era e Ele nasceu em mim.


Mas, o doutor da lei, Saulo, transformado em Paulo de Tarso, nos afirmará:


Jesus nasceu na estrada de Damasco, em pleno meio-dia, quando a luz que o envolvia me cegou e ouvi a Sua voz:


"Saulo, Saulo, por que me persegues?"


Foi aí que passei a enxergar um mundo novo e lhe disse:


"Senhor, o que queres que eu faça?"


A mulher samaritana, da cidade de Sicar, nos dirá que Jesus nasceu junto à fonte de Jacob, na tarde em que ela O encontrou e Ele lhe ofereceu a beber da água viva, que sacia toda a sede, pois vem do amor de Deus e santifica as criaturas.


Naquela tarde, Fotina descobriu que Jesus era o Filho de Deus e modificou a sua vida.


Finalmente, Maria de Nazaré, sorrindo, nos falará que Jesus nasceu quando Se escondeu das estrelas nas sombras da Terra.


Quando O segurou pela primeira vez nos braços e sentiu que ali se cumpria a promessa de um novo tempo. 


Aquele menino, enviado por Deus, vinha para ensinar aos homens, seus irmãos, a Lei maior do amor.


*   *   *


Se já te permites banhar pelas claridades do Evangelho, permite que Jesus nasça em teu coração.


Deixa que as vibrações Dele te cheguem ao Espírito e espalha o perfume da Sua presença, na senda por onde avanças na busca da vida.


Refaze, mentalmente, o caminho percorrido, desde que a sinfonia da Boa Nova te alcançou e propõe-te a viver a mensagem do Mestre que é o teu Modelo e Guia, Jesus.


Então, Ele finalmente nascerá em ti.




Redação do Momento Espírita com base em texto atribuído a Vinícius (Pedro de Camargo) e no verbete Natal, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito  Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Disponível em www.momento.com.br.