domingo, dezembro 07, 2008




CONVIVER COM PESSOAS FELIZES FAZ BEM A SAÚDE



A felicidade é contagiante e se propaga "por ondas" dentro de círculos de amigos ou de membros de uma família, mas não entre colegas de trabalho, revela um estudo que será publicado nesta sexta-feira pelo British Medical Journal (BJM).


Os autores do estudo estabeleceram que grupos de pessoas felizes e infelizes se constituem segundo critérios de proximidade social e geográfica.

Por exemplo, a probabilidade de que uma pessoa seja feliz aumenta 42% se um amigo que mora a menos de 800 metros dele é feliz.

Este número cai para 25% se o amigo mora a menos de 1,5 km, e continua declinando a medida que aumenta a distância.


As chances de felicidade aumentam em 8% em caso de convivência com um parceiro feliz, em 14% se um parente próximo feliz mora na vizinhança, e até em 34% em caso de vizinhos felizes.



"As variações no nível de felicidade de um indivíduo podem se propagar por ondas dentro de grupos sociais e fomentar uma ampla estrutura dentro de uma rede, criando assim grupos de pessoas felizes ou infelizes", consideraram os autores do estudo, os professores Nicholas Christakis, da Harvard Medical School, e james Fowler, da universidade de San Diego.



Contudo, esta tendência não se verifica no trabalho. "Os colegas de trabalho não afetam o nível de felicidade, o que faz pensar que o contexto social pode limitar a propagação de estados emocionais", segundo o estudo.



"Este estudo revolucionário pode influenciar a saúde pública", avisou o BMJ em seu comunicado.


"Se a felicidade se transmite, de fato, através das relações sociais, isso pode contribuir indiretamente à transmissão semelhante da boa saúde, o que tem sérias implicações para a elaboração das políticas", avaliou a publicação.



O estudo foi realizado com 5.124 adultos de 21 a 70 anos, entre 1971 e 2003.



Disponível em <http://br.noticias.yahoo.com/s/afp/081204/saude/gb_ci__ncia_sa__de>


quinta-feira, dezembro 04, 2008

CURA ESPIRITUAL - Livro de Chico Xavier - Andre Luiz




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VÊ COMO VIVES


Emmanuel



"E chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: negociai até que eu venha." - Jesus. (LUCAS, 19:13.)



Com a precisa madureza do raciocínio, compreenderá o homem que toda a sua existência é um grande conjunto de negócios espirituais e que a vida, em si, não passa de ato religioso permanente, com vistas aos deveres divinos que nos prendem a Deus.




Por enquanto, o mundo apenas exige testemunhos de fé das pessoas indicadas por detentoras de mandato essencialmente religioso.




Os católicos romanos rodeiam de exigências os sacerdotes, desvirtuando-lhes o apostolado.



Os protestantes, na maioria, atribuem aos ministros evangélicos as obrigações mais completas do culto. Os espiritistas reclamam de doutrinadores e médiuns as supremas demonstrações de caridade e pureza, como se a luz e a verdade da Nova Revelação pudessem constituir exclusivo patrimônio de alguns cérebros falíveis.




Urge considerar, porém, que o testemunho cristão, no campo transitório da luta humana, é dever de todos os homens, indistintamente.




Cada criatura foi chamada pela Providência a determinado setor de trabalhos espirituais na Terra.




O comerciante está em negócios de suprimento e de fraternidade.




O administrador permanece em negócios de orientação, distribuição e responsabilidade.




O servidor foi trazido a negócios de obediência e edificação.




As mães e os pais terrestres foram convocados a negócios de renúncia, exemplificação e devotamento.




O carpinteiro está fabricando colunas para o templo vivo do lar.




O cientista vive fornecendo equações de progresso que melhorem o bem-estar do mundo.




O cozinheiro trabalha para alimentar o operário e o sábio.




Todos os homens vivem na Obra de Deus, valendo-se dela para alcançarem, um dia, a grandeza divina. Usufrutuários de patrimônios que pertencem ao Pai, encontram-se no campo das oportunidades presentes, negociando com os valores do Senhor.




Em razão desta verdade, meu amigo, vê o que fazes e não te esqueças de subordinar teus desejos a Deus, nos negócios que por algum tempo te forem confiados no mundo.




Pelo Espírito Emannuel :: Livro: Vinha de Luz ::Psicografia de: Francisco C. Xavier:: Editora: FEB - Federação Espírita Brasileira



VIDA SOCIAL


Joanna de Ângelis



A familia universal reúne todos os seres em um só grupo, que se inicia no clã doméstico. Nele se desenvolve a vida social, facultando o crescimento intelectual e moral, que leva à conquista da sabedoria.




Ninguém se deve afastar do convívio com o seu próximo. Ele é a oportunidade para se testar a tolerância e o amor; a gentileza e a fraternidade.




O homem nasceu para conviver com a Natureza e todos os seres que nela vivem.




Impregnado pelo psiquismo divino, tende a participar de todos os movimentos sociais, optando pela edificação de um grupo saudável e harmônico, no qual desenvolve os valiosos recursos que lhe jazem latentes.




Envolto por seres espirituais de que nem sempre te dás conta, eleva-te na tarefa da fraternidade, ascendendo às Esferas Superiores.




Para que alcances as cumeadas do progresso, dependes do teu irmão na marcha evolutiva.




Ajuda-o, se ele está em situação penosa. Pede-lhe auxilio, se te encontras em carência.




Nunca te esqueças que todos somos irmãos, e Deus é o Pai Único.




Assim, respeita e participa da vida social edificante, nunca te isolando...




Entre as conquistas preciosas do processo de evolução do ser, que abandona o primarismo e alcança os patamares da razão, destacam-se a vida social, o relacionamento com as demais criaturas, que o capacitam ao desenvolvimento das aptidões que lhe estão adormecidas.




Enquanto o indivíduo se insula ou evita o convívio com as demais pessoas, permanece sob o açodar das paixões primevas, nas quais predomina o egoísmo, responsável por inúmeros distúrbios do comportamento psicológico.




No relacionamento social, mesmo nas faixas da agressividade, o imperativo de crescimento espiritual faz-se inevitável, por propiciar o esforço de libertação pessoal junto à necessidade de desenvolver a tolerância, a compreensão e a bondade, colocadas à prova no intercâmbio das idéias e na convivência interpessoal.




A solidão propicia a visão desfocada da realidade, ao tempo que embrutece, alienando o homem, que perde o contato com os valores sociais nos quais se expressam as leis do progresso moral.




A convivência social trabalha os sentimentos humanos, estimulando as aptidões para a arte, a cultura. ação tecnológica, a ciência e a religião.




À medida que o ser se autodescobre, mais percebe a necessidade dos relacionamentos sociais, seja para buscar e intercambiar experiências, seja para contribuir em favor do desenvolvimento do grupo no qual se encontra.




Mesmo entre os animais, o instinto gregário funciona levando-os ao grupo. Graças a essa união, os mais fortes defendem, protegem os mais fracos, perpetuando as espécies.




A união no conjunto social se converte em campo especial de educação, em razão da força que o mesmo exerce sobre o indivíduo, passando a criar-lhe hábitos, comportamentos e atitudes.




Quando mais elevado, o ser se utiliza do meio social para nele imprimir as conquistas que o caracterizam, impulsionando os seus membros ao progresso e à plenificação.




Nessa fase, pode afastar-se da sociedade tradicional, para amparar e atender necessidades, aflições e desequilíbrios naqueles nos quais a dor se aloja, sendo rejeitados ou isolados por medidas providenciais que objetivam defender os sadios. Entre esses incluem-se os doentes das enfermidades degenerativas, físicas e mentais, os presidiários, os que se demoram nos patamares do primitiVismo cultural e moral.




Verdadeiros missionários do amor e da caridade, transferem-se da sociedade acomodada, da civilização, para serem educadores, companheiros da sua solidão, médicos, enfermeiros e benfeitores que se constituem instrumentos do bem, contribuindo para a felicidade de quantos tombaram na desdita ou se encontram nas experiências iniciais do progresso humano. Ali organizam a sua vida social, tornando-se plenos, edificadores da verdadeira fraternidade, que é o primeiro passo para a vivência em uma sociedade justa, portanto, feliz.




Jesus, na Sua condição de Espírito Excelso, jamais se insulou evitando a vida social.




Conforme a circunstância e a ocasião, manteve o relacionamento social com aqueles que se Lhe acercaram ou a quem buscava, desvelando a grandiosa missão do ser inteligente na Terra, emulando ao estado de pureza, de elevação e demonstrando a brevidade do corpo físico, a transitoriedade do mundo orgânico diante da vida espiritual, perene, de onde se vem e paa a qual se retorna.




A vida social, portanto, está ínsita no processo de evolução das criaturas, encarnadas ou não, já que ninguém consegue a realizaçáo espiritual seguindo a sós.




Pelo Espírito de Ângelis ::Livro: Desperte e Seja Feliz, 1996 :: Autor: Divaldo Pereira Franco