segunda-feira, junho 04, 2012

Ponde as Mãos Sobre os Enfermos - Gerson Simões Monteiro



Ponde as Mãos Sobre os Enfermos

Gerson Simões Monteiro
“O mundo permanece coberto de males de toda a sorte. Há epidemias de ódio, desequilíbrio, perversidade e ignorância, como em outro tempo conhecíamos a infestação de peste bubônica e febre amarela. Em toda parte vemos enfermidades, aflições, descontentamentos, desarmonias... Tudo é doença do corpo e da alma. Não ignoramos, porém, que todos temos a prece à nossa disposição como força de recuperação e de cura”.


Este é um trecho da mensagem sobre a oração como poder curativo, de autoria do Espírito Eustáquio, cujo texto, na íntegra, encontra-se no livro Instruções Psicofônicas.


Ela foi transmitida através do médium Chico Xavier, no Grupo Espírita Meimei, em 1954, na cidade de Pedro Leopoldo.


Eustáquio foi um sacerdote católico extremamente consagrado ao bem, e através de seu nobre coração e de sua mediunidade curadora, inúmeros enfermos encontraram alívio.


No interior de São Paulo, foi reconhecido pelo seu dom de cura, e por isso era procurado diariamente por um grande número de pessoas sofredoras.


O sacerdote nasceu na Holanda, em 3 de novembro de 1890, vindo para o Brasil em 1925, como membro da Congregação dos Sagrados Corações, tendo desencarnado no dia 30 de agosto de 1943.


Uma das provas de que, na vida espiritual, Padre Eustáquio continua o seu ministério sublime, foi verificada na sua visita ao Grupo Meimei, quando os médiuns videntes o viram acompanhado de muitos espíritos conturbados a lhe pedirem socorro.


Quero destacar ainda, da mensagem psicofônica do bondoso sacerdote católico acerca da oração curativa, através do médium Chico Xavier, o seguinte trecho altamente confortador:


“Mentalizemos o órgão enfermo, a pessoa necessitada, à maneira de campos em que o Divino Amor se manifestará, oferecendo-lhes nosso coração e nossas mãos, por veículos de socorro, e veremos fluir por nós os mananciais da Vida Eterna, porque o Pai Todo Compassivo e Jesus Nosso Senhor nunca se empobrecem de bondade”.


E foi o que Padre Eustáquio fez em toda sua vida: “Ponde a mão sobre os enfermos e eles ficarão curados”.

Gerson Simões Monteiro  Vice-Presidente da FUNTARSO
E-mail:gerson@radioriodejaneiro.am.br

domingo, junho 03, 2012

Acalma-te - Emmanuel



Acalma-te

Emmanuel

"Para Deus tudo é possível”  Jesus - Matheus  19: 26

Seja qual for a perturbação reinante, acalma-te e espera, fazendo o melhor que possas.

Lembra-te de que o Senhor Supremo pede serenidade para exprimir-se com segurança.

A terra que te sustenta o lar é uma faixa de forças tranqüilas.

O fruto que te nutre representa um ano inteiro de trabalho silencioso da árvore generosa.

Cada dia que se levanta é convite de Deus para que lhe atendamos à Obra Divina, em nosso próprio favor.

Se te exasperas, não Lhe assimilas o plano.

Se te afeiçoas à gritaria, não Lhe percebes a voz.

Conserva-te, pois, confiante, embora a preço de sacrifício.

Decerto, encontrarás ainda hoje, corações envenenados que destilam irritação e
desgosto, medo e fel.

Ainda mesmo que te firam e apedrejem, aquieta-te e abençoa-os com a tua paz.

Os desesperados tornarão à harmonia, os doentes voltarão à saúde, os loucos serão curados, os ingratos despertarão...

É da Lei do Senhor que a luz domine a treva, sem ruído, sem violência.

Recorda-te que toda dor, como toda nuvem, forma-se, ensombra-se e passa...

Se outros gritam e oprimem, espancam e amaldiçoam, acalma-te e espera..

Não olvides a palavra do Mestre quando nos afirmou que a Deus tudo é possível, e, garantindo o teu próprio descanso, refugia-te em Deus.

XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito Emmanuel.

sábado, junho 02, 2012

Ainda a Imortalidade - Momento Espírita



Ainda a Imortalidade

                                                         

O século XVIII o conheceu como grande músico. Deu seu primeiro concerto aos 7 anos e aos 12 apresentou sua primeira composição significativa.

Muito triste foi sua vida. O pai, cantor da Corte, usava de brutalidade com ele, especialmente quando, após exaustivas horas de estudo ao piano, o garoto errava uma nota.

Recebia muitos safanões também nas noites em que o pai se embriagava e chegava ao lar em péssimo humor.

Quando tinha 17 anos, sua mãe morreu e ele assumiu os cuidados dos dois irmãos menores.

Viena, a cidade da música, o recebeu de braços abertos e costumava ouvi-lo embevecida.

Aprendeu a tocar trompa, viola, violino, clarinete para melhor poder escrever músicas para orquestra.

A fama do seu talento rápido se espalhou e muitos foram os concertos que deu, inclusive em benefício da viúva e filhos de Mozart.

Mas, aos 27 anos um zumbido incômodo o obrigou a consultar um médico para ouvir a pior sentença de sua vida: estava ficando surdo.

Ludwig Van Beethoven, o compositor, o maestro passou a evitar as reuniões sociais e isolou-se no campo.

As árvores parecem me falar de Deus, ele dizia. Em uma carta, confessou aos irmãos:

Não posso pedir às pessoas que falem mais alto, porque sou surdo. Talvez em outra profissão fosse mais fácil, mas um músico deve ter este sentido mais perfeito do que os outros.

Embora tentado pela depressão, ele não se deixou dominar. Não desistiu.

Sua produção musical foi adquirindo qualidade muito diferente dos demais compositores e, por incrível que pareça, as composições que mais se conhecem e adquiriram maior notoriedade são justamente as que ele compôs após diagnosticada a sua surdez.

Os sons pareciam morrer a pouco e pouco, na sequência dos dias, para sua audiência física. Contudo, ele parecia ouvir sons imortais.

Apesar da tristeza que o rodeou e no isolamento que se impôs, registrou em sua última sinfonia, a Nona, uma Ode à alegria.

É um cântico da alma que exalta o Criador pela Sua criação.

Não há quem a ouça e permaneça indiferente.

Possivelmente, seu Espírito estava a adivinhar que em breve partiria para a Pátria espiritual e já exalava seu hino de felicidade, pela libertação.

Em 1827, depois de uns anos finais tristes, ele morreu, deixando como legado seu testemunho da certeza imortalista: No céu, vou tornar a ouvir.

A certeza da Imortalidade se encontra no íntimo de todos os seres.

Mesmo quando as criaturas afirmam que nada deve existir para além da vida física, deixam escapar vez ou outra alguma frase como: Quando eu me for desta para uma melhor...

Esta certeza é fruto da essência imortal que somos.

Entre os povos mais primitivos, o culto aos mortos registra que eles acreditavam em uma vida depois da vida física, embora não tivessem a exata ciência de como ela seria.



Redação do Momento Espírita, com base no texto
O triunfo de Beethoven, de O livro das virtudes kv. 2, de William J. Bennett, ed. Nova Fronteira. Disponível em www.momento.com.br

sexta-feira, junho 01, 2012

Ação da prece - André Luiz



Ação da prece

Você é o lavrador.


O outro é o campo.

Você planta.

O outro produz.

Você é o celeiro.

O outro é o cliente.

Você fornece.

O outro adquire.

Você é o ator.

O outro é o público.

Você representa.

O outro observa.

Você é a palavra.

O outro é o microfone.

Você fala.

O outro transmite.

Você é o artista.

O outro é o instrumento.

Você toca.

O outro responde.

Você é a paisagem.

O outro é a objetiva.

Você surge.

O outro fotografa.

Você é o acontecimento.

O outro é a notícia.

Você age.

O outro conta.

Auxilie quanto puder. 


Faça o bem, sem olhar a quem.

Você é o desejo de seguir para Deus.

Mas, entre Deus e você, o próximo é a ponte.

O Criador atende às criaturas, através das criaturas.

É por isso que a oração é você, mas o seu merecimento está nos outros.



XAVIER, Francisco Cândido pelo Espírito André Luiz. Da obra O Espírito da Verdade, 13, FEB.